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  • Expedição ao Pico da Neblina se depara com novas espécies, restos de garimpo e expectativa de yanomamis com turismo
    on 24 de abril de 2018 at 11:12

    BBC acompanhou viagem pioneira à região mais alta do Brasil; missão chefiada por zoólogos da USP envolveu Exército, mobilizou guias do povo yanomami e rendeu descoberta de nove espécies de animais e plantas. Subida ao platô onde fica o Pico da Neblina ocorreu em helicóptero do Exército BBC À beira de um riacho ao pé do Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil, biólogos e militares haviam acabado de montar o acampamento onde passariam os dez dias seguintes quando uma perereca amarela com os olhos fluorescentes surgiu entre as folhas de uma bromélia. Confira o vídeo. Foi agarrada pelo zoólogo paulistano Ivan Prates, um dos oito pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a integrar a primeira grande expedição científica a uma das regiões mais remotas da Amazônia, no último mês de novembro. "Não tenho ideia do que seja", disse Prates, enquanto exibia o bicho aos colegas, igualmente intrigados com os olhos brilhantes em tons de azul, verde e laranja. Conforme escurecia e a temperatura despencava no platô, os pesquisadores torciam por novos encontros como aquele. E nossa equipe, que produzia um documentário sobre a expedição - lançado no último dia 14 pela BBC World News - rezava para que a fria garoa desse uma trégua e nosso cinegrafista conseguisse registrar os encontros sem ser importunado por vespas, percalços enfrentados nos primeiros dias de gravação. Sonho concretizado Há muitos anos a equipe liderada pelo professor Miguel Trefaut Rodrigues, um dos maiores especialistas em répteis e anfíbios do mundo, sonhava em viajar ao Parque Nacional do Pico da Neblina para catalogar as espécies que ali vivem. O grupo esperava encontrar animais e plantas jamais registrados pela ciência e preencher importantes lacunas na história da formação da Amazônia, bioma com a maior diversidade de espécies do mundo. Também pretendia estudar como a região do pico pode ser afetada pelas mudanças climáticas e quais espécies estão mais sujeitas a desaparecer. Após um ano de preparativos feitos numa parceria inédita com o Exército, a expedição finalmente rendia frutos. A perereca amarela capturada pelos pesquisadores era uma Myersohyla Chamaleo, anfíbio até então jamais encontrado no território brasileiro. Em um mês de expedição, foram coletadas mais de mil amostras de plantas, anfíbios, aves e pequenos mamíferos - material que propiciará vários anos de estudos e enriquecerá as coleções nacionais de botânica e zoologia. Parceria com o Exército Tirar a expedição do papel, porém, não foi simples. O Parque Nacional do Pico da Neblina está fechado a visitantes desde 2013, quando o turismo desordenado ameaçava gerar conflitos na região. Myersohyla Chamaleo, espécie encontrada pela primeira vez no território brasileiro BBC Para pesquisar na área, foram necessárias autorizações do ICMBio (órgão que administra os parques federais) e da Funai (Fundação Nacional do Índio), pois boa parte do parque se sobrepõe à Terra Indígena Yanomami. Biólogos da USP já haviam tentado trabalhar lá, mas dizem que a Funai sempre negou os pedidos. Outra dificuldade era chegar a uma região de mata fechada e desprovida de estradas, na fronteira do Brasil com a Venezuela. A saída foi buscar uma parceria com o Exército, que mantém uma base dentro do território yanomami, a alguns dias de caminhada do Pico da Neblina. Após a USP procurar em janeiro de 2017 o general Sinclair James Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, a força resolveu abraçar a missão. A partir dali, todas as portas se abriram: a Funai - hoje presidida por um general, Franklimberg Ribeiro de Freitas - concedeu a licença aos pesquisadores, e o Exército assumiu toda a logística da viagem, inclusive o transporte. Acordou-se que os biólogos voariam de São Gabriel da Cachoeira (AM) até o 5º Pelotão Especial de Fronteira, em Maturacá, onde passariam duas semanas hospedados em alojamentos militares, e depois subiriam de helicóptero até um acampamento na base do pico, a dois mil metros de altitude e a mil metros do cume. Nossa equipe os acompanharia por dez dias. Dezenas de militares do Exército cuidaram da logística da expedição BBC Banquete na aldeia Só faltava combinar com os donos do pedaço, os yanomami. Após a chegada a Maturacá e um encontro tenso com os indígenas, mediado por um intérprete yanomami que parecia suavizar as falas mais críticas aos pesquisadores, a equipe recebeu sinal verde da comunidade e se comprometeu a contratar guias locais. O clima só apaziguou de vez dias depois, com um convite para uma festa na aldeia Maturacá. A cerimônia, com centenas de pessoas, celebrava o retorno de dezenas de caçadores que haviam passado uma semana na mata e capturado porcos do mato, mutuns, um macaco e uma anta. Com os corpos pintados de preto e penas de gavião na cabeça, os caçadores fizeram uma entrada triunfal na aldeia. Dançando e cantando, caminharam até uma grande estrutura de palha, onde os bichos estavam empilhados e moqueados. Foram recebidos por mais de 20 xamãs, os líderes espirituais, que tinham os rostos pintados e penas de arara nos ombros. Alguns sopravam nas narinas dos outros paricá, um pó alucinógeno feito de plantas locais e que, segundo os xamãs, permite que se comuniquem com os xapiripë, espíritos de entidades cósmicas e criaturas da floresta. Povo yanomami habita a região do Pico da Neblina, na divisa do Brasil com a Venezuela BBC Os pesquisadores assistiam ao transe dos xamãs, sentados em cadeiras escolares. "Tantos anos fazendo trabalho de campo e eu nunca vi um negócio desses", exultava Trefaut enquanto filmava tudo com a câmera. Ao final, quando os cientistas deixavam a aldeia, um ancião apontou para os óculos escuros de um pesquisador, que propôs trocá-lo pelas flechas do interlocutor. Negócio fechado, o velho pôs os óculos e posou para fotos com os visitantes. Ataque de vespa A contratação dos guias se mostrou crucial para os pesquisadores. Grandes conhecedores da floresta, foram eles que indicaram as trilhas mais produtivas e encontraram vários dos animais coletados - entre os quais uma bela jiboia verde, serpente não venenosa. As buscas mais profícuas ocorriam à noite. Aos 65 anos, o professor Trefaut exibia perícia e disposição surpreendentes. Era capaz de identificar sapos pelo canto a longas distâncias e os rastreava mata adentro - às vezes cruzando pântanos e riachos com a água na cintura - até capturá-los com as próprias mãos. O Pico da Neblina, a 2.994 metros acima do nível do mar, visto do acampamento dos pesquisadores BBC Alguns eram tão pequenos quanto moedas e se escondiam entre raízes, fazendo com que ele levasse o ouvido ao chão e revirasse a terra à sua procura. Certa vez, ficou quase uma hora no encalço de um e só desistiu porque passava das onze da noite. Em outra noite, logo após uma tempestade, Trefaut foi ferroado na pálpebra por uma vespa - talvez a mesma que, momentos antes, entrou na cobertura de plástico que protegia a câmera do nosso cinegrafista, fazendo com que fugisse em disparada. Após a ferroada, Trefaut praguejou, jogou água no rosto e, ainda com os olhos inchados, continuou as buscas. A recompensa veio momentos depois: "Uma pipa, uma pipa!", ele gritou ao encontrar numa poça um tipo raro de sapo aquático com corpo achatado e olhos minúsculos, a Pipa surinamensis. Antes que o bicho sumisse na lama, o zoólogo Agustín Camacho o agarrou. Outros pontos altos da expedição foram a coleta de sapos no topo do pico, quando nossa equipe já tinha deixado o acampamento, e a captura de lagartos da família Anolis - que não têm qualquer parentesco com espécies amazônicas, mas sim com espécies dos Andes e da Mata Atlântica. "Temos um quebra-cabeça para montar e explicar como esses bichos se mantiveram completamente isolados nessa pequena porção da América do Sul", diz Trefaut. Uma das hipóteses é que, no passado, houve platôs que serviam como corredores para espécies de altitude, conectando diferentes biomas da América do Sul. Os lagartos e outros bichos capturados passaram por um exame conduzido pelo zoólogo Agustín Camacho, que mediu sua tolerância à variação de temperatura. Os dados, que permitirão identificar quais espécies locais estão mais vulneráveis às mudanças climáticas, ainda estão sendo processados. Entre os resultados da expedição, houve ainda a captura de quatro espécies novas de sapos, dois lagartos, uma coruja e um arbusto - espécies novas, vale dizer, para a ciência ocidental, mas não para os yanomami, que diziam conhecer cada animal capturado, embora nem todos tivessem nomes específicos em sua língua. Sacrifício em nome da ciência Os guias tinham acesso livre ao laboratório improvisado onde os animais eram armazenados - e, diferentemente de nossa equipe, não pareceram se chocar ao conhecer a instalação. Dezenas de aves coloridas já mortas, com vísceras e olhos extraídos, secavam ao sol sobre painéis. Numa mesa ao centro, os pesquisadores sacrificavam com injeções pequenos marsupiais, roedores, anfíbios e répteis. Em seguida, extraíam tecidos para exames genéticos futuros. "Ninguém fica feliz e sorrindo quando tem de coletar um animal", contou-me o professor Luís Fábio Silveira, um dos integrantes da expedição e curador de ornitologia do Museu de Zoologia da USP. Ele diz que matar os animais é importante para estudar sua genética e fisiologia - além de permitir que os bichos sejam incorporados a coleções. "Pegamos poucos indivíduos de cada espécie, uma amostragem que não causa impactos significativos. E, depois que montamos uma coleção, ganhamos elementos importantes para justificar que uma área seja preservada, então os ganhos compensam", afirma. Ancião que trocou óculos escuros por flechas com um dos pesquisadores BBC Silveira diz que o sacrifício dos bichos segue diretrizes éticas definidas por comitês internacionais. No caso das aves, costumam ser mortas com tiros de espingarda ou, quando capturadas por redes, têm ataques cardíacos induzidos. "Nós pressionamos o coração e, em um ou dois segundos, ela morre em nossas mãos. São métodos que provocam o menor sofrimento possível." O professor afirma que o material coletado renderá entre cinco e seis anos de pesquisas. "Os resultados foram além das minhas expectativas." Onde estão os bichos? A expedição, porém, também gerou algumas descobertas negativas - e preocupantes. Na primeira etapa da viagem, quando analisavam a fauna nas matas baixas e densas da região de Maturacá, os pesquisadores quase não encontraram mamíferos - uma decepção para o professor Alexandre Reis Percequillo, especialista em roedores. Poderia ser só má sorte, não fossem os relatos dos próprios yanomami, que disseram ter de se deslocar por distâncias cada vez maiores para caçar. Não por acaso, os caçadores tiveram de passar uma semana na mata antes de voltar à aldeia com as mãos cheias para o ritual presenciado pelos pesquisadores. "Quando nossos pais saíam para caçar, às vezes a caça estava perto, mas a população cresceu muito e os bichos ficaram distantes", contou a professora yanomami Maria Cleia Pereira. Professor Miguel Trefaut já descobriu cerca de 80 espécies em sua carreira BBC Dizimados por epidemias após terem seu território invadido por cerca de 40 mil garimpeiros nos anos 1980, os yanomami conseguiram reverter a queda demográfica. Hoje, segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena, somam 23,5 mil integrantes no Amazonas e em Roraima - além de outros 11 mil na Venezuela. Antes organizados em pequenos grupos dispersos pela floresta, muitos yanomami hoje vivem em aldeias populosas, onde a caça rareou e há maior dependência das trocas com o mundo exterior - caso da região de Maturacá. Todos os meses, centenas de famílias yanomami daquela área se deslocam para São Gabriel da Cachoeira para fazer compras e receber o Bolsa Família, a principal fonte de recursos para a maioria das comunidades indígenas amazônicas. Ouro como moeda A invasão garimpeira deixou sequelas ambientais e sociais na região do Pico da Neblina - e jamais foi completamente erradicada. Na base do pico, acampamos num antigo ponto de garimpo conhecido como Bacia do Gelo, onde a temperatura caía para menos de dez graus à noite. Naquela região, garimpeiros desviaram riachos e provocaram o surgimento de vários lagos. Em muitos trechos, margens de cursos d'água foram reviradas, criando praias de pedregulhos sem qualquer vegetação. Num encontro com a equipe da BBC antes da expedição, o general Omar Zendim, comandante da 2ª Brigada de Infantaria da Selva, disse que a região estava livre de garimpeiros há alguns anos. Roedor capturado pelo biólogo Alexandre Percequillo BBC Porém, numa clareira usada por garimpeiros perto da Bacia de Gelo, encontrei uma embalagem de comida fabricada em 2016 e com validade até julho de 2018, além de pilhas que pareciam ter sido descartadas recentemente. Em Maturacá, mulheres yanomami me contaram que garimpeiros têm oferecido 21 gramas de ouro (o equivalente a R$ 3 mil) a indígenas pelo transporte de alimentos até um garimpo do lado venezuelano da fronteira. O local fica a vários dias de caminhada de Maturacá - o percurso é feito todo a pé pela mesma trilha íngreme que dá acesso ao Pico da Neblina. O ouro circula livremente pela região. Numa loja vizinha à base do Exército em Maturacá, clientes podem usar o metal como moeda, e há uma balança no balcão para pesá-lo. Contaminação por mercúrio O professor Miguel Trefaut diz que os danos causados pelo garimpo não prejudicaram a pesquisa, pois em boa parte da região visitada as matas estavam intactas. Mas ele afirma que o uso de mercúrio pelos garimpeiros pode ter gerado impactos graves - ainda que invisíveis - para a fauna e comunidades locais. Em 2016, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou altos índices de contaminação por mercúrio em aldeias yanomami próximas a garimpos em Roraima. Numa delas, a de Aracaçá, o índice de moradores com níveis perigosos de mercúrio no sangue chegou a 92%. A substância pode causar problemas motores e neurológicos, perda de visão e danos permanentes em fetos. Não foram feitas medições em Maturacá. Muitos indígenas da região disseram esperar que o turismo em pequena escala aumente a autonomia das comunidades e afaste o garimpo. Chamado pelos yanomami de Yaripo, o Pico da Neblina deve ser reaberto à visitação nos próximos meses. Agora a atividade será gerida pelas próprias comunidades, e não mais por agências de turismo, modelo que estava gerando tensões nas comunidades. Aves sacrificadas e etiquetadas durante a expedição BBC Vários yanomami - inclusive os que acompanharam os pesquisadores - foram treinados nos últimos quatro anos para receber os turistas, em iniciativa apoiada pelo ISA, Funai, Exército e ICMBio. Temporal no acampamento Para seis guias, a expedição científica serviu como uma espécie de treino. Apesar da boa relação com os pesquisadores, nem sempre as recomendações dos yanomami foram ouvidas. Quando a equipe chegou ao pé do pico, os guias alertaram sobre os riscos de erguer o acampamento na área definida pelo Exército, perto de um riacho. Eles avisaram que o local era vulnerável a enchentes - informação descartada pelos militares - e preferiram atar suas redes numa gruta morro acima. Dias depois, uma tempestade fez com que várias cataratas se formassem no topo do pico. Em instantes, o riacho encheu e inundou o acampamento, levando militares e pesquisadores a transferi-lo às pressas. Na gruta dos yanomami, ninguém se molhou. […]

  • 5 lugares do mundo que sofrem com o excesso de turistas
    on 22 de abril de 2018 at 18:49

    Inundados por visitantes, alguns destinos turísticos precisaram impor regras mais rígidas para preservar a beleza e o meio-ambiente. Esculturas em Ilha de Boracay, nas Filipinas. REUTERS/Erik De Castro Nas últimas semanas, autoridades na Tailândia e nas Filipinas decidiram fechar alguns dos seus principais – e mais populares – destinos turísticos. Primeiro, o governo tailandês alegou que Maya Bay precisava de uma "pausa forçada" dos turistas que ocupavam o local todos os dias desde que suas paradisíacas paisagens apareceram no filme "A Praia", de 2000. Em seguida, o presidente filipino Rodrigo Duterte anunciou que a Ilha de Boracay ficará fechada por alguns meses – nas palavras dele, ela se tornou uma "fossa" superlotada. E esses não são os únicos destinos que estão vendo o excesso de turistas como um problema. Diversas cidades europeias, incluindo Veneza (Itália) e Dubrovnik (Croácia), acumulam reclamações de moradores após terem sido inundadas por visitantes, algo que também aconteceu na Ilha de Skye, na Escócia. Em 2017, Barcelona abriu diversos processos contra acomodações oferecidas por meio do site Airbnb argumentando que isso estaria aumentando os custos de aluguel para os próprios moradores – era mais interessante financeiramente para o dono manter o imóvel à disposição de turistas do que alugá-lo permanentemente para quem efetivamente vivia na cidade. Outros lugares aumentaram taxas para visitantes para proteger seus territórios. Ruanda, por exemplo, cobra US$ 1,5 mil (R$ 5,1 mil) por dia por uma autorização para observar os gorilas. Aqui nós listamos cinco destinos ao redor do mundo que estão buscando maneiras de lidar com a alta popularidade de seus pontos turísticos. Paraíso tailandês ficou conhecido mundialmente após aparecer em filme com Leonardo DiCaprio Getty Images via BBC 1) Tailândia: Maya Bay finalmente consegue um descanso Em março, as autoridades tailandesas anunciaram que estavam suspendendo as atividades turísticas de Maya Bay, a praia mais famosa do país, para dar a ela uma breve pausa. A isolada ilha de águas transparentes, areia branca e falésias calcárias ganhou fama após Leonardo DiCaprio ter gravado ali cenas para o filme A Praia. Desde então, a média de visitantes do local passou para algo entre 4 mil e 5 mil por dia. Especialistas afirmam que 77% dos corais de Maya Bay estão em sério risco de desaparecer – grande parte por causa dos prejuízos causados pelas âncoras dos barcos. E a breve pausa de quatro meses planejada para esse ano (de junho a setembro) não será capaz de corrigir isso. Ou seja, seria tarde demais para salvar Maya Bay? O cientista marinho Thon Thamrongnawasawat, que trabalha em Bangkok, acredita que não. "Se a gente achasse que era tarde demais, não faria nada", afirmou à BBC. "Nós fechamos uma ilha, a Koh Yoong, três anos atrás e os corais estão crescendo bem lá de novo. Nós vamos fazer a mesma coisa em Maya Bay e tentar transplantar alguns corais para lá nesse tempo." A Tailândia já havia fechado dezenas de locais de mergulho em 2011. Koh Yoong, nas Ilhas Phi Phi, e Koh Tachai, nas Ilhas Similan, estão isoladas dos turistas desde meados de 2016. Elizabeth Becker, autora do livro "Overbooked: The Exploding Business of Travel and Tourism" (em tradução livre, "Overbook: A Explosão dos Negócios de Viagens e Turismo") diz concordar com o fechamento das ilhas. "Eu acho que faz sentido. No entanto, há muita pressão econômica na Tailândia, especialmente durante esses tempos políticos tão difíceis. O turismo tem sido crucial para o desenvolvimento econômico do país, então os donos de negócios e autoridades tailandesas estão com medo de que isso represente um prejuízo para a economia local", explicou. Thamrongnawasawat afirma que esse é o motivo pelo qual levou tanto tempo para o governo tomar alguma atitude com relação a Maya Bay. "Se você está em um país onde 22% do PIB vem do turismo, você entende o quão difícil era tomar alguma medida nesse sentido. A maioria das pessoas não achava que isso pudesse acontecer." Quando Maya Bay reabrir, as regras para visitação vão mudar – o número de turistas por dia será limitado em 2 mil. Barcos também não poderão mais cruzar o recife mais raso. E a ilha ficará fechada novamente por quatro meses no ano que vem. No entanto, Worapoj Limlim, chefe do Parque Nacional da região, afirmou à publicação Phuket News que não sabe como fará para fiscalizar as novas regras e que poderá precisar de reforço das autoridades para "patrulhar" a ilha. Manarola, Cinque Terre Reprodução/Twitter/@cinque_terre 2) Itália: Cinque Terre testa tecnologia Os turistas não se cansam de visitar as cinco pequenas cidades brilhantemente pintadas em penhascos no norte da Itália, conhecidas como Cinque Terre. A área, que tem cerca de 5 mil moradores, tornou-se um parque nacional em 1999 e agora recebe mais de 2 milhões de turistas por ano. As pessoas viajam até lá para percorrer os caminhos pitorescos que ligam as cidades e os vinhedos. No entanto, ao longo dos anos, as passagens foram às ruínas devido à erosão e ao uso excessivo pelos turistas. A rota mais popular da região entre Riomaggiore e Manarola está fechada desde setembro de 2012, depois que um grupo de turistas australianos ficou ferido em um deslizamento de terra. Outro turista acabou machucado em um caminho diferente no feriado de Páscoa neste ano, segundo o site La Nazione. Desde então, as conversas sobre limitar o número de visitantes do local se intensificaram – mas nada aconteceu oficialmente ainda. Recentemente, as autoridades do parque testaram um aplicativo que turistas podem baixar para ver o número de pessoas presentes em cada rota em tempo real. Quando um alerta vermelho aparece, é porque o caminho está cheio, e visitantes podem repensar se querem mesmo se juntar às multidões. No futuro, a ideia é tentar fazer também listas de espera virtuais. Os turistas também podem comprar um Cartão Cinque Terre, que permite acesso aos trens e ao transporte público. Não é obrigatório, mas os rendimentos do cartão servem para financiar os reparos nas trilhas, entre outras coisas. Richard Hammond, que é responsável pelo site GreenTraveller.com, afirmou à BBC que esse é o melhor momento para uma mudança. "As pessoas estão ficando mais conscientes sobre como estão viajando e como estão vivendo. Por exemplo, há muito mais conscientização hoje em dia sobre o uso do plástico. O que mostra que esse é um momento mais propício para se propor mudanças. O caminho está aberto para governos e autoridades locais agirem, pois não terão tantas reações adversas", reforçou. Também conhecida como "cidade perdida" dos incas, Machu Picchu fica a 2.550 metros de altura dos Andes peruanos. Segundo informações do Ministério do Comércio e Turismo do país, cerca de 70 mil a 100 mil turistas visitam o local a cada mês BBC 3) Peru: Machu Picchu aposta em períodos mais curtos de visitas A antiga cidade inca de Machu Picchu, no Peru, é destino certo para muitos viajantes. A famosa Trilha Inca permite que os visitantes caminhem até a cidade em meio a paisagens andinas e florestas nubladas, o que muitos dizem fazer da experiência algo ainda mais gratificante. No entanto, muita gente viajando ao mesmo tempo com guias não regularizados acabou fazendo com que as rotas ficassem danificadas, com pilhas de lixo se acumulando e acampamentos se multiplicando sem qualquer controle. Em 2005, o governo do Peru impôs um limite ao número de pessoas que poderiam visitar o local por temporada. E também determinou o fechamento da região todo mês de fevereiro para limpeza e manutenção. Turistas se adaptaram às novas regras e passaram a reservar suas visitas com antecedência, e as empresas de turismo tiveram que obedecer às determinações para não perderem a autorização de explorarem o local. No entanto, ainda há turistas inundando Machu Picchu, já que, para a maioria das pessoas, o local pode ser acessado por estradas. No ano passado, as autoridades inauguraram um novo sistema na tentativa de limitar o número de pessoas na região: agora seria necessário comprar um ingresso para a manhã ou para a tarde em um esquema que controlava a quantidade de tíquetes vendidos. No entanto, um ambientalista local disse à BBC que isso pode representar apenas uma solução imediatista e paliativa. A região é conhecida por ultrapassar o número de pessoas recomendado pela Unesco, que seria de 2,5 mil visitantes por dia. Jeju Island: Ilha sul-coreana é bastante visada por turistas chineses Shutterstock Via BBC 4) Coreia do Sul: Jeju Island, o paraíso exótico superlotado Você consegue adivinhar qual seria a rota de voo mais concorrida no mundo? No ano passado, a vencedora foi aquela que liga a capital da Coreia do Sul, Seul, e Jeju Island, um destino turístico a 90 km de distância do continente. As pessoas vão para lá para apreciar as paisagens vulcânicas, as cachoeiras pitorescas e um parque de diversões erótico, popular entre os recém-casados em lua de mel. Em 2017, quase 65 mil voos ligaram os dois aeroportos – seriam quase 180 por dia. Por ano, cerca de 15 milhões de turistas visitam a ilha, de acordo com o jornal South China Morning Post. O que significaria uma multidão para uma área de apenas 2 mil quilômetros quadrados. Para Kang Won-bo, diretor de um grupo de manifestantes locais, há um problema ambiental em jogo ali. "O ambiente de Jeju, que era intocado até pouco tempo atrás, agora tem sido danificado de maneira grave após ter se tornado um destino popular para turistas. Há muito lixo e engarrafamentos gigantescos." Catherine Germier-Hamel, uma consultora em turismo sustentável que mora em Seul, afirma que o turismo nem sequer tem contribuído para a economia local. "A ilha recebe muita gente pelos cruzeiros. Essas pessoas ficam apenas algumas horas ali e não contribuem efetivamente para a economia local", explicou. Germier-Hamel diz que, ao redor do mundo, as pessoas tendem a medir o sucesso do turismo apenas em números de visitantes, e isso deveria mudar. E a quantidade de carbono que todos esses voos acabam depositando na ilha? Não parece que isso seja algo que vá mudar tão cedo: o governo da Coreia do Sul está considerando fazer outro aeroporto na ilha, já que está projetando o aumento do número de turistas para 45 milhões até 2035. A Ilha de Jeju é popular principalmente entre os turistas chineses. O crescimento do mercado de viagens a partir China é visto, aliás, como a maior causa das tensões recentes na região. No ano passado, a China chegou a proibir suas agências de viagens de vender pacotes para a Coréia do Sul em protesto contra a decisão de Seul de utilizar um sistema de defesa antimísseis americano para a segurança. Essa proibição, porém, acabou recentemente. Caño Cristales é conhecido como o 'arco-íris derretido' Mario Carvajal/Creative Commons 3.0 Unported License 5. Colômbia: Caño Cristales cria novas regras Caño Cristales é um rio que parece correr refletindo um espectro inteiro de cores. Graças às plantas aquáticas que ali habitam e que refletem a luz do sol, ele fica vermelho, rosa, verde e amarelo. Moradores dessa região da Colômbia chegaram até a apelidar o rio de "arco-íris líquido". No passado, esse era o coração do território ocupado pelas guerrilhas das Farc, o que significa que o turismo ali era praticamente inexistente. No entanto, recentemente – especialmente depois do acordo de paz selado em 2016 –, visitantes começaram a se aventurar mais a fundo no país e quiseram ver essa maravilha de perto, usando a pequena região de Macarena como local para hospedagem. Ao contrário dos outros lugares citados nessa lista, Caño Cristales ainda não recebe milhões de turistas por ano (foram cerca de 16 mil em 2016), mas já enfrenta o desafio de conseguir equilibrar um fluxo desgovernado de turistas com um ecossistema extremamente delicado. Há preocupações de que a presença de mais pessoas na área possa causar um aumento na poluição e danificar as preciosas plantas aquáticas do rio. No entanto, para um destino turístico emergente, ele até que começou bem, inserindo uma série de regras: garrafas de plástico não são permitidas, assim como protetor solar ou repelente de insetos na água. Algumas áreas são proibidas para nado, e também não é permitido alimentar os peixes, nem fumar na região. Na chegada, os visitantes participam de um briefing para garantir que tudo isso esteja claro. Henry Quevedo, presidente do conselho de turismo de Caño Cristales, explicou que o turismo ali ainda era um projeto local, com centenas de famílias assumindo as funções de guias turísticos. Agora, eles estão passando por treinamentos e aprendendo outras línguas para receberem melhor os turistas. No entanto, ainda há preocupações ambientais diante da possibilidade do aumento do número de voos (os visitantes em geral chegam vindos de Bogotá) e da presença de vans, que levam as pessoas de Macarena até o rio. Em dezembro, o acesso foi restrito para dar ao rio um descanso. Faber Ramos, coordenador do programa de ecoturismo, explicou ao site Semana Sostenible: "A presença humana pode prejudicar o processo de reprodução das plantas. Por isso nós decidimos implementar esse período de restrição". […]

  • Gato e cachorro viram 'melhores amigos' e fazem viagens juntos por montanhas dos EUA
    on 12 de abril de 2018 at 11:49

    Henry e Baloo, ambos adotados, formam dupla inusitada, acompanhando seus donos em caminhadas e escaladas por paisagens montanhosas; suas fotos juntos ganharam milhares de fãs nas redes sociais. A amizade de Baloo (o gato) e Henry (o cachorro) conquistou meio milhão de seguidores no Instagram Cynthia Bennett Melhores amigos, Henry e Baloo têm muito em comum. Ambos foram resgatados da rua por abrigos de animais e agora gostam de fazer longos passeios juntos por grandes paisagens da natureza. O que os torna tão especiais é que são uma dupla inusitada: um gato e um cachorro. A amizade improvável e as viagens para áreas montanhosas no estado americano do Colorado conquistaram milhares de fãs, que seguem as aventuras de Henry e Baloo no Instagram. Para os donos dos bichos, o casal Cynthia Bennett e Andre Sibilsky, a popularidade da dupla é "surreal". O gato Baloo, que veste uma guia nas caminhadas, gosta de explorar as paisagens tanto quanto o cachorro Henry Cynthia Bennett Cynthia e Andre se conheceram em Boston, uma metrópole americana. Mas eles dizem que são amantes da natureza e estavam destinados a sair da cidade. "Nós queríamos ir para o oeste, em direção a grandes montanhas. Então, nós viemos para o Colorado e acabamos nos mudando para cá no impulso, sem muito planejamento", conta Cynthia. Depois da mudança, o casal começou a escalar as montanhas regularmente e decidiu aumentar a família, adotando um cachorro. Henry - uma mistura alta e esguia das raças pastor alemão, husky, boxer, staffordshire terrier e aussie - chamou imediatamente a atenção. "Ele tinha a mesma idade dos outros filhotes (no abrigo para adoção de animais), mas tinha o dobro do tamanho. Assim que eu entrei no gradil para vê-lo, ele escalou meu colo", lembra Cynthia, entre risos. "Naquele momento, Andre soube que a gente iria levar Henry para casa. Eu sinto que foi Henry que nos escolheu". A fama da dupla animal permitiu a Cynthia e Andre seguirem sua paixão pelas paisagens montanhosas Cynthia Bennett Uma mistura de raças de cachorros de muita energia, Henry logo começou a acompanhar o casal nas escaladas e longas caminhadas. Um ano depois, Cynthia percebeu que estava postando muitas fotos de Henry nas suas redes sociais. Então, decidiu que seria uma boa ideia criar um perfil só para ele. Em três anos, a conta de Henry no Instagram já tinha 30 mil seguidores. O número saiu do controle quando o gato Baloo se juntou à família. Henry começou a acompanhar seus donos nas escaladas e caminhadas nas montanhas logo que foi adotado, ainda filhote Cynthia Bennett Um laço improvável Apesar de se divertir nas caminhadas, "Henry se sentia muito ansioso quando não estava em casa. Ele ficava tão estressado que não comia nem bebia. Então, nós decidimos que queríamos um parceiro para ele", diz Cynthia. A ideia foi adotar um gato. O casal passou meses procurando um companheiro para Henry. Era preciso encontrar um gato que pudesse se adequar ao seu estilo de vida. Não foi fácil. "Até porque, você não pode forçar um gato a fazer nada", ri Cynthia. Initial plugin text Como Henry, Baloo foi resgatado. Ele era parte de uma ninhada de oito filhotes, que foi abandonada. "Logo que Baloo conheceu Henry, se ligou imediatamente. Baloo tem uma obsessão por Henry - se eu preciso que ele se acalme, basta colocá-lo do lado de Henry que ele cai no sono". "Eu realmente acredito que Baloo acha que Henry é a sua mãe", diz Cynthia. "Nos primeiros meses, Baloo se deitava do lado de Henry e tentava mamar". Cynthia também acredita que Baloo pensa que é um cachorro. "Se ele vê um cachorro caminhando, ele corre para encontrá-lo. Já se vê um gato, ele ignora. É como se ele não entendesse quem ele é. É engraçado". As fotos e vídeos do gato e do cachorro juntos, com Baloo em cima ou do lado de Henry, explodiram nas redes sociais. Cynthia é a fotógrafa. Enquanto Andre trabalha em um escritório na área de finanças, ela reduziu seu ritmo de trabalho na área de marketing para se focar em fazer as fotografias e atualizar a conta do Instagram. A popularidade da dupla animal foi tanta que o casal acabou assinando contratos publicitários. "Eu falo para os meus seguidores que eles estão mudando minha vida ao permitir que eu faça o que eu amo", diz Cynthia. "Além disso, estou dando uma vida melhor para Henry e Baloo, porque posso ter mais tempo para viajar com eles, estar com eles" Initial plugin text Nem tudo são maravilhas, contudo. A popularidade também provocou reações adversas nas redes ao estilo de vida do casal e de seus animais de estimação. "Eu não entendo porque as pessoas atacam um cachorro e um gato", fala Cynthia. Mas a dona de Henry e Baloo garante que o apoio é muito maior que a negatividade. "Você só precisa ignorar (os comentários negativos). E então você lê outras centenas de outros comentários que dizem que Henry e Baloo iluminaram o dia". […]

  • Rússia cria 'polícia turística' para tranquilizar torcedores da Copa
    on 2 de abril de 2018 at 21:18

    Ministro do Interior, Vladimir Kolokotsev, anunciou medida para tentar mudar a imagem da polícia russa tanto fora como dentro do próprio país. Policía turística faz patrulha na Manezhnaya Square, em Moscou Mladen Antonov/AFP Para garantir a segurança dos torcedores que viajarão à Rússia durante a Copa do Mundo, as autoridades russas anunciaram nesta segunda-feira (2) a criação de uma "polícia turística", uma maneira do país melhorar sua deteriorada imagem no exterior. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Vladimir Kolokotsev, e tem como objetivo mudar a imagem da polícia russa tanto fora como dentro do próprio país. Os agentes policiais russos têm a fama de realizar controles de identidade aleatórios e demorados no meio da rua ou recorrer a táticas autoritárias para conter manifestações pacíficas. A Rússia também vem tentando construir uma imagem de um país aberto e acolhedor, apesar do recente aumento de tensões diplomáticas com o ocidente. "Estas unidades serão formadas por agentes do ministério do Interior que falam várias línguas. Caso necessário, será feita uma formação extra", explicou o porta-voz da polícia, Irina Volk. Esta política começou nos Jogos Olímpicos de Sochi-2014 e continuou durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado. A pouco mais de dois meses para o início da Copa (14 de junho/15 de julho), as autoridades querem garantir que torcedores das 32 seleções participantes se sintam seguros e bem acolhidos na Rússia. A polícia turística estará posicionada ao redor dos estádios e das 'fan-zones' das onze cidades-sede a partir de 25 de maio, concluiu Irina Volk. […]

  • Dois argentinos morrem por febre amarela após visitar o Brasil
    on 26 de março de 2018 at 20:57

    País vizinho teve sete casos importados da doença, segundo boletim do Ministério da Saúde local. Maior parte das infecções ocorreram em Ilha Grande, no RJ. Mosquitos Sabethes transmitem febre amarela em regiões de mata Josué Damacena/IOC/Fiocruz O Ministério da Saúde da Argentina informou na última sexta-feira (23) que sete pessoas importaram a febre amarela do Brasil. Seis moradores do país vizinho foram infectados em Ilha Grande (RJ) e um em Ouro Preto (MG). Dois dos pacientes morreram e nenhum deles estava vacinado. Com isso, o governo do país passou a reforçar o pedido de vacinação contra a doença para cidadãos que pretendem viajar às regiões com recomendação. Os argentinos foram os que mais vieram ao Brasil em 2017, de acordo com dados da Polícia Federal analisados pelo Ministério do Turismo: foram 2.622.327 visitantes. Até então, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), havia informado duas mortes em estrangeiros: de um chileno e de um suíço. Até o último dia 22, o órgão internacional de saúde tinha confirmado 11 casos de turistas infectados no Brasil. […]

  • Total de turistas no Brasil em 2017 supera anos de Copa e Olimpíada
    on 26 de março de 2018 at 19:54

    Aumento de 42 mil visitantes em relação ao 2016 é puxado pelos países vizinhos. Argentinos continuam sendo o principal público. No carnaval, turista argentina Patrícia Pato junto à boneca gigante de Ivete Sangalo grávida Marlon Costa/Pernambuco Press/Arquivo Com uma alta de 0,6% em relação ao ano anterior, o Brasil registrou recorde de entrada de turistas estrangeiros em 2017, segundo dados da Polícia Federal (PF) analisados pelo Ministério do Turismo. De acordo com o ministério, o crescimento foi puxado por turistas vindos dos países vizinhos. No último ano, 6.588.770 visitaram o Brasil. O número é maior que o registrado nos anos da Olimpíada (6.546.696) e da Copa do Mundo (6.429.852). A América do Sul registrou um salto de 11,1%, de 3,7 milhões para 4,1 milhões turistas em 2017, o equivalente a 62,4% do total. Argentina lidera o ranking Os dados mostram que a Argentina continua em primeiro lugar, com 2.622.327 visitantes, 14,3% a mais que em 2016. O país responde por quase 40% de todos os turistas internacionais que o Brasil recebe. Em segundo ficam os Estados Unidos, com 475,2 mil viajantes, uma queda de 7% em relação ao ano anterior. O Chile fica na terceira colocação, com 342,1 mil pessoas, 5,2% a mais que 2016", aponta o ministério. Argentina - 2.622.327 turistas (39,80% do total) Estados Unidos - 475.232 turistas (7,21%) Chile - 342.143 turistas (5,19%) Paraguai - 336.646 turistas (5,11%) Uruguai - 328.098 turistas (4,98%) França - 254.153 turistas (3,86%) Alemanha - 203.045 turistas (3,08%) Reino Unido - 185.858 turistas (2,82%) Itália - 171.654 turistas (2,61%) Portugal - 144.095 (2,19%) Colômbia - 140.363 (2,13%) Espanha - 137.202 (2,08%) Bolívia - 126.781 (1,92%) Peru - 115.320 (1,75%) México - 81.778 (1,24%) Suíça - 69.484 (1,05%) China- 61.250 (0,93%) Japão - 60.342 (0,92%) Holanda - 59.272 turistas (0,90%) Venezuela - 53.950 turistas (0,82%) Portas de entrada São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são as principais portas de entrada. Pelo estado paulista, entram 32,5% (2.144.606) de todos os turistas internacionais que chegam ao país. O Rio de Janeiro fica em segundo lugar com 1.355.616, o equivalente a (20,5%) e RS em terceiro com 1,27 milhão. Meios de transporte Apesar de ter registrado uma queda de 4,2%, o avião continua sendo o principal meio de transporte para o turista internacional. De todos os visitantes estrangeiros que chegaram ao Brasil em 2017, 63,5% usaram aviões. Pelas estradas, entraram 2,25 milhões de visitantes e 52,5 mil usaram navios. Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Artur Bernardi/RPC/Arquivo […]

  • FOTOS: surfe a zero grau e com aurora boreal atrai visitantes à Noruega
    on 21 de março de 2018 at 20:07

    Águas geladas e fenômeno deslumbrante fazem turistas e moradores se aventurarem na neve. O céu da Noruega é pintado pela aurora boreal. O fenômeno, conhecido como "luzes do norte", ocorre em regiões polares e de muito frio. Mesmo assim, surfistas do mundo inteiro se aventuram no meio das temperaturas negativas para experimentar o visual único do país. O fotógrafo da agência France Presse, Olivier Morin, passou um tempo com surfistas nas ilhas Lofoten, em meio a tempestades de neve na praia de Unstad. A temperatura chegou a cair para -13ºC. Um surfista se prepara para cair nas águas do norte da Noruega Oliver Morin/AFP Norueguês Stian Morel posa após surfar no dia 11 de março em Unstad Oliver Morin/AFP Surfista rema na praia de Unstad, no norte da Noruega, nas ilhas Lofoten do Ártico Olivier Morin/AFP Grupo faz curso no dia 10 de março com temperatura da água perto dos 4ºC Olivier Morin/AFP Surfista se aventura nas águas da praia de Unstad, a temperaturas negativas Olivier Morin/AFP Além do frio e da aurora boreal, os surfistas experimentam águas extremamente límpidas Olivier Morin/AFP Tem gente que prefere surfar à noite para observar as luzes da aurora boreal Olivier Morin/AFP O indiano Leela Krischna mostrou a neve na barba depois de uma bateria de surfe no dia 11 de março Olivier Morin/AFP Surfista aprecia as luzes do norte em Utakleiv, norte da Noruega, no arquipélago de Lofoten Olivier Morin/AFP Surfista carrega a prancha no meio de uma tempestade de neve em 11 de março Olivier Morin/AFP Surfista aprecia a vista da praia de Unstad Olivier Morin/AFP […]

  • A ilha grega que guarda a língua escrita mais antiga da Europa
    on 16 de março de 2018 at 19:14

    Santorini atrai turistas do mundo todo, mas pouca gente conhece a história deste badalado cartão-postal. Santorini é conhecida como a joia da Cíclades . O lugar é o resto de uma caldeira vulcânica. Você pode visitar as praias e falésias ali, além de fazer uma caminhada para conhecer as populações que moram no local BBC Giannis Bellonias estava parado à beira de um mirante em Imerovigli, vilarejo localizado no alto de uma montanha na ilha grega de Santorini, à espera do pôr do sol no Mar Egeu. Foi quando ele se virou para mim e disse: "Olha, olha ali! Olha o vulcão". Morador de Santorini, Bellonias apontava para o que são, de fato, duas pequenas ilhas de lava negra formadas pela atividade vulcânica - consideradas os mais recentes fragmentos de terra da bacia oriental do Mediterrâneo: Palea Kameni (Queimada Velha, em tradução livre) e Nea Kameni (Queimada Jovem). Com suas tradicionais casas brancas e igrejas de cúpula azul construídas ao longo das encostas, Santorini é um dos destinos turísticos mais famosos da Grécia. É cenário de folhetos de viagem a postagens do Instagram. E não é à toa que se tornou uma das principais referências no imaginário popular de ilha grega. Mas o que pouca gente sabe é que o cartão-postal guarda um segredo sombrio. Localizada no sul do Mar Egeu, Santorini é formada por um pequeno grupo circular de cinco ilhas que fazem parte das chamadas Cíclades: Thera, ilha principal, em forma de meia lua; Thirasia e Aspronisi, que fecham a circunferência; e as duas ilhas de lava, apontadas por Bellonias, ao centro. Todas as cinco ilhas rodeiam uma enorme caldeira - cratera que se forma após uma erupção vulcânica -, sendo a maior parte submersa. Mas nem sempre foi assim. Durante a Idade do Bronze, há cerca de 5 mil anos, Santorini era uma única massa de terra vulcânica chamada Stronghyle (que significa "redondo", em grego) - e desempenhou um papel crucial na história. Naquela época, uma civilização começou a se desenvolver na ilha de Creta, nas proximidades de Santorini. Seus habitantes eram conhecidos como minoicos - por causa de Minos, lendário rei de Creta. Eles eram um povo enigmático e educado, formado não só por guerreiros, mas também comerciantes, artistas e navegantes. A ascendência dos minoicos é objeto de uma disputa calorosa: enquanto alguns acreditam que eles foram refugiados do Delta do Nilo, no Egito, outros argumentam que eles saíram da antiga Palestina, Síria ou da Alta Mesopotâmia. Uma pesquisa recente sugere, no entanto, que a civilização minoica se desenvolveu localmente, a partir dos primeiros agricultores que viveram na Grécia e no sudoeste da Anatólia. Seja qual for a origem, não há dúvida de que, entre 2600 e 1100 a.C., uma civilização altamente sofisticada e avançada prosperou por aqui. Escavações realizadas em Creta, no sítio arqueológico de Knossos (capital da civilização minoica), desenterraram as ruínas de um surpreendente palácio, joias de ouro e afrescos. Ao longo dos séculos, o império minoico expandiu para a ilha de Rodes (309 km a leste de Stronghyle), assim como para regiões da costa da Turquia - e acredita-se que tenha chegado até o Egito e a Síria. Stronghyle (atualmente, Santorini) era um posto avançado estratégico para os minoicos devido à sua posição privilegiada na rota de comércio de cobre entre Chipre e Creta. "Escavações em Akrotiri (uma aldeia no sudoeste de Santorini) encontraram casas de três andares, palácios grandes e elaborados, as primeiras estradas pavimentadas da Europa, água corrente e um espetacular sistema de esgoto", conta Paraskevi Nomikou, professora assistente de oceanografia geológica e geografia natural na Universidade de Atenas. E, mais fascinante ainda, foram descobertos os primeiros sistemas de escrita da Europa, registrados em construções de Akrotiri e em rochas dos palácios de Knossos e Malia. Foi aqui que os minoicos grafaram suas primeiras palavras escritas, inicialmente na forma de hieróglifos cretenses e, mais tarde, usando o sistema Linear A. Os hieróglifos cretenses fazem parte de uma escrita antiga baseada em cerca de 137 pictogramas - que remetem a plantas, animais, partes do corpo, armas, navios e outros objetos. Acredita-se que esteve em uso até 1700 a.C. Gradualmente, os minoicos aperfeiçoaram os hieróglifos cretenses, chegando ao sistema Linear A, mais convencional, que foi utilizado até cerca de 1450 a.C. Ele era composto por vários números, 200 símbolos e mais de 70 sinais de sílaba, sendo mais parecido com a linguagem que conhecemos hoje - embora ambas as escritas permaneçam indecifráveis. Com razão, os criadores da língua escrita mais antiga da Europa foram saudados como a primeira civilização alfabetizada do continente. E suas conquistas intelectuais só eram superadas por seu estilo descontraído de viver. Eles celebravam a vida, até mesmo em funerais, faziam amizade com touros, em vez de matá-los, e conviviam em harmonia com a natureza. E foi justamente a natureza que decidiu exterminá-los. Entre 1627 a.C. e 1600 a.C., Stronghyle foi palco de uma erupção vulcânica - conhecida como erupção Minoica ou Santorini -, talvez a maior em 10 mil anos. "Antes da erupção, a caldeira atual não existia. Em vez disso, havia uma caldeira menor, decorrente de uma erupção muito mais antiga, que formava uma lagoa no norte da ilha", explica Nomikou. "Durante a erupção, materiais vulcânicos de 60m de espessura foram jogados no mar, gerando um tsunami de 9m de altura, que atingiu as margens de Creta. " Acredita-se que a série de ondas tenha chegado à costa oeste da Turquia e até Israel. Uma vez que a devastação terminou, a caldeira atual começou a se formar - e milhares de anos se passaram até surgir a Santorini que conhecemos hoje. Para os minoicos, era o princípio do fim. "A destruição vulcânica dizimou seus barcos comerciais, e a enorme quantidade de dióxido de carbono que foi liberada na atmosfera desestabilizou o equilíbrio climático, devastando a agricultura minoica", acrescenta a professora. "Tudo isso gradualmente permitiu aos micênicos (civilização da Idade do Bronze que habitava a Grécia continental entre 1600 a.C. e 1100 a.C.) aproveitar a chance de acabar com a independência minoica." Mas o que intriga Nomikou é que, ao contrário da antiga cidade romana de Pompéia, coberta por mais de 6 metros de cinzas e pedras após a erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., nenhum corpo foi encontrado em Santorini. "Tudo indica que o povo de Santorini foi avisado com antecedência e escapou", diz ela. Até hoje, ninguém sabe para onde eles foram. Mas se Santorini destruiu a primeira grande civilização da Europa, não extinguiu sua língua. Uma vez que os micênicos dominaram o antigo império minoico, substituíram o sistema de escrita Linear A por uma versão aprimorada, conhecida como Linear B. Trata-se da forma inicial da língua grega antiga, que propagou a democracia, o raciocínio científico, o teatro e a filosofia por todo o mundo. Mais de 3,5 mil anos após a destruição, Bellonias se orgulha de ser dono de uma das tradicionais propriedades na encosta de Santorini, esculpidas diretamente na caldeira vulcânica. "Essas casas tem o ar-condicionado perfeito. No inverno, o vulcão envia calor na sua direção e, no verão, refresca ", conta com um sorriso. Bellonias é um colecionador de arte, fundador de um instituto cultural que abriga uma biblioteca com 35 mil livros - incluindo centenas de títulos dedicados a Santorini. Em seis décadas, ele já viveu dentro e fora da ilha. "Pode te surpreender, mas o que povoa minha mente é esse cheiro", diz ele. "Quando eu era criança, toda vez que saíamos de Atenas (onde ele passou a infância) e chegávamos à ilha, estava amanhecendo - a viagem era árdua naquela época. E eu era tomado pelo cheiro dos cavallines, o excremento dos cavalos que levavam os moradores e turistas até Imerovigli, antes de Santorini ficar famosa." "Você ainda pode sentir o cheiro dos cavallines se abrir mão do conforto do seu carro", acrescenta Bellonias, olhando para as ilhas vulcânicas à sua frente, atrás das quais o colorido do céu - que vai do vermelho ao ultravioleta - anuncia a chegada do pôr do sol. "Eu nunca consegui traduzir essas cores em palavras. E não acho que alguém que já tenha morado nesta ilha tenha (conseguido). Pode ser carmim, rosa, laranja, vermelho, violeta... Eu simplesmente não consigo descrever o pôr do sol em palavras. Para mim, é um sentimento visceral. Santorini não é para os fracos". E ele provavelmente está certo. Não é à toa que destruiu a primeira civilização da Europa. […]

  • Brasil tem diferentes tipos de feiras culturais e de negócios
    on 16 de março de 2018 at 15:08

    Eventos também ajudam a movimentar a economia das cidades. Brasil tem diferentes tipos de feiras O Brasil tem diferentes tipos de feiras, que refletem a cultura de cada cidade com produtos artesanais, antiguidades, culinária e ideias inovadoras. Além disso, a feiras ajudam a movimentar a economia dos estados. Feiras de categorias diferentes se tornaram grandes eventos de negócios como feiras agropecuárias, salão de noivas, feiras de maternidade, em que produtores podem expor seus produtos e serviços e conhecer novos lançamentos do mercado. […]

  • Bar oferece drink de R$ 450 em Londres
    on 15 de março de 2018 at 13:25

    Bebida "Rei George 6º" leva até flocos de ouro comestível. Com ouro e diamante comestíveis, drink chega a £ 100, em Londres Um drink coberto com flocos de ouro e "diamantes" comestíveis está à venda por 100 libras esterlinas (cerca de R$ 450) no bar Bletchley, no bairro de Chelsea, em Londres. A bebida, à base de gim e com mais 3 bebidas misturadas, chama-se "Rei George 6º". Ela é complementada por limonada fresca, limão amargo e misturada com frutas vermelhas, chá de hibisco e raspas de limão e laranja. Após ser resfriada com gelo seco, a bebida ganha espuma de queijo mascarpone, "diamantes" comestíveis e caramelo. Folhas de ouro e polvilho de ouro dão o toque final. Leva mais uma hora para fazer o drink. Roland Mandoki, gerente do bar, disse que não acha o preço caro. […]

  • Turismo da Cidade do Cabo sofre com seca e adota ações para evitar 'Dia Zero'
    on 11 de março de 2018 at 11:00

    Cidade sul-africana vive uma das piores secas da história. Moradores só podem consumir 50 litros de água por dia. Turismo da Cidade do Cabo também sofre com seca e adota ações para evitar 'Dia Zero' Da mesma forma que São Paulo, que enfrentou uma crise hídrica em 2015, a Cidade do Cabo, na África do Sul, com cerca de 4 milhões de habitantes -- um terço da metrópole paulistana -- passa aperto por causa de uma das piores secas de sua história. Atualmente os reservatórios estão com pouco menos de 25% de sua capacidade – no mesmo período do ano passado, os níveis eram de 33%. Reservatório de água na Cidade do Cabo Mike Hutchings/Reuters Desde o início de fevereiro as autoridades adotaram o chamado “Nível 6” de racionamento, em que a orientação é que o gasto diário de água por pessoa seja de até 50 litros – a Organização das Nações Unidas recomenda que o consumo médio em condições normais seja de 110 litros por pessoa. “A situação está muito crítica. Todos estamos fazendo o máximo possível para economizar”, conta a comerciante Fionah Chijaka. Para o taxista Gilbert Samuel é como se a seca fosse "o único problema da cidade". "Por outro lado, acredito que a situação tem deixado as pessoas mais conscientes sobre o uso da água", completa. Torneiras fechadas Museu na Cidade do Cabo fecha as torneiras e pede que visitantes usem líquido sanitário para higienizar as mãos André Paixão/G1 Além do esforço dos moradores, a Cidade do Cabo também tem pedido a colaboração dos turistas. O local é um dos principais cartões postais do país, e uma das cidades mais visitadas da África do Sul. Nas maiores atrações turísticas da cidade, como a Table Mountain ou o District Six Museum, as torneiras foram desligadas, e substituídas por um líquido sanitário para higienizar as mãos. Não faltam placas para explicar a situação. Placa em banheiro de atração turística da Cidade do Cabo explica a falta de água e as torneiras desligadas André Paixão/G1 Do balde ao exemplo Já os hotéis têm usado a criatividade para chamar a atenção dos turistas. Um deles posicionou diversas garrafas de água em sua recepção. Na esquerda, um volume maior, que representa 110 litros – um banho convencional. Do outro lado, apenas cinco garrafas, totalizando os 25 litros gastos em um banho de 5 minutos. Hotel da Cidade do Cabo mostra gasto de água em um banho com duração média e outro, de 2 minutos André Paixão/G1 Apesar de não saber em quanto a conta de água foi reduzida, a gerente do hotel afirmou que a campanha tem funcionado. “Além das garrafas, também instalamos temporizadores nos chuveiros, para os clientes controlarem melhor o tempo do banho”, disse. Hotel da Cidade do Cabo coloca baldes para que hóspedes guardem água do banho para reuso André Paixão/G1 Outro hotel da cidade teve uma iniciativa ainda mais curiosa. Colocou baldes vermelhos em todos os banheiros, pedindo que os clientes coletem parte da água usada nos banhos. Todas as manhãs, durante a limpeza dos quartos, funcionários do estabelecimento recolhem os baldes e reaproveitam a água. Neste mesmo hotel, as descargas mais longas foram desativadas, restando apenas a curta – ainda com fluxo reduzido em 4 vezes. Os chuveiros também tiveram a vazão cortada de 9 litros por minuto para 6 litros por minuto. Com as ações, de acordo com o engenheiro-chefe do hotel, o consumo de água caiu mais de 30% em fevereiro, na comparação com janeiro. Descarga com maior fluxo de água é desligada em hotel na Cidade do Cabo André Paixão/G1 'Dia Zero' Todas as medidas tem um objetivo em comum. Tentar evitar (ou adiar ao máximo) o chamado "Dia Zero", quando as torneiras serão fechadas e cada morador terá direito a apenas 25 litros de água por dia - fornecidos em fontes espalhadas pela cidade. A medida mais drástica ocorrerá caso os reservatórios que abastecem a Cidade do Cabo cheguem a 13,5% de sua capacidade. Se isso acontecer, a cidade deve se tornar a primeira metrópole moderna do mundo a ficar sem água. O 'Dia Zero' estava marcado originalmente para abril. Foi adiado para maio. Agora, o prazo é o mês de julho. Enquanto isso, moradores e visitantes torcem pela chuva. Foto de maio de 2017 mostra a barragem de Theewaterskloof, que tem menos de 20% de sua capacidade de água, nos arredores da Cidade do Cabo, África do Sul Rodger Bosch/AFP Ações que a Cidade do Cabo adotou para reduzir o consumo de água estabelecimentos comerciais devem reduzir em 45% o consumo de água na comparação com 2015 agricultores devem reduzir em 60% o consumo de água na comparação com 2015 casas que consumirem demais serão multadas (de R$ 1,3 mil a R$ 2,6 mil) proibir que piscinas privadas sejam enchidas com água fornecida pelo município proibir a irrigação com água fornecida pelo município proibir a lavagem de carros com água fornecida pelo município Vista da Cidade do Cabo, na África do Sul André Paixão/G1 […]

  • 'Turismo excessivo' preocupa e o setor propõe soluções
    on 8 de março de 2018 at 19:09

    Profissionais se reúnem na Feira de Turismo de Berlim (ITB). 'Em 2030, haverá 1,8 bilhão de turistas no mundo e crescimento infinito é impossível em espaço limitado', observa especialista. Turista faz imagem panorâmica de Barcelona ao lado de um muro com a inscrição ‘Turista: sua viagem luxuosa – minha miséria diária’, em Park Guell, no dia 10 de agosto de 2017 Josep Lago/AFP Veneza proíbe os barcos de cruzeiro, Barcelona está contra os aluguéis e Dubrovnik impõe cotas a seus visitantes. Frente ao chamado "turismo excessivo", os profissionais do setor buscam soluções urgentes na Feira de Turismo de Berlim (ITB). "Em 2030, haverá 1,8 bilhão de turistas no mundo. Uma coisa é certa: este crescimento infinito é impossível em um espaço que é limitado, o que gera cada vez mais conflitos visíveis", constata Roland Conrady, diretor científico da ITB, conclave anual dos profissionais do turismo. De 1995 a 2016, o número de viajantes internacionais passou de 525 milhões para mais de 1,2 bilhão graças às companhias aéreas de baixo custo, e aos turistas de mercados emergentes como China, Índia e países do Golfo. O ano de 2017 esteve marcado por um aumento recorde de 7% no número de turistas no mundo, e por inéditos movimentos de rejeição ao turismo de massa, que desfigura ou expulsa as populações locais dos lugares onde vivem. E as primeiras consequências ou medidas não demoraram a chegar: na Tailândia, os corais da famosa Maya Bay não sobreviveram aos banhistas, e o lugar está ameaçado de fechamento. No Butão, o governo impõe cotas e em Dubrovnik, na Croácia, o prefeito impede que entrem mais de 8 mil pessoas por dia no centro histórico. 10% do PIB mundial "Fala-se muito hoje de 'turismo excessivo', pois aumentou em vários destinos, principalmente devido aos cruzeiros", diz à AFP o professor de economia do turismo, Torsten Kirstges, que cita o caso de Mallorca, onde podem desembarcar "cinco barcos de 4 mil passageiros que acostam ao mesmo tempo para visitar a catedral". O setor considera ao menos quatro caminhos para se assegurar de que o turismo não se autodestruirá: a mais evidente, e a mais positiva para as economias locais, é repartir melhor o fluxo de visitantes. Por exemplo, Veneza - com 265 mil habitantes e 24 milhões de visitantes por ano - limita o acesso de sua lagoa aos imensos barcos de cruzeiro. A cidade edita um guia mensal chamado "Deturismo", que realça outros locais secundários com a esperança de dissuadir os turistas de se concentrarem em massa na praça de São Marcos. "Sempre são os mesmos 'tours', sempre os mesmos lugares... No México, as pessoas só pensavam em Cancún, mas finalmente conseguimos levá-los à rota dos maias", explica na ITB Gloria Guevara, presidente da federação internacional do turismo (WTTC). Guevara recorda que o turismo representa 10% do PIB mundial, e que "o bairro invadido por um representa uma fonte de ingressos para outro". Tarifas segundo a hora Outra solução é aumentar os preços para dissuadir. A Torre Eiffel financiou suas obras de renovação aumentando 50% seu bilhete de entrada. Sua gêmea de Dubai, a imensa torre Burj Jalifa, propõe quatro tarifas diferentes segundo a hora do dia, sendo a mais cara ao pôr do sol. A tecnologia permite também regular os fluxos, em especial em Amsterdã, onde um site informa em tempo real aos visitantes do tempo de espera que há nas filas. Em breve, um novo aplicativo lhes indicará os lugares a evitar. Mas a internet também propulsou os aluguéis temporários do tipo Airbnb, que fazem com que os preços imobiliários disparem e atraem festeiros, suscitando rejeição extrema entre a população local, como ocorre em Barcelona, e estendendo, assim, o movimento de "turismofobia". Segundo o primeiro estudo sobre o "turismo excessivo", realizado pela empresa de consultoria McKinsey, 36% dos habitantes das zonas que sofrem este fenômeno consideram que "os visitantes internacionais" geram uma "pressão excessiva". Há seis meses, eram apenas 18%. Enfim, agora há grandes esperanças depositadas entre os turistas de 18 a 35 anos. Mais aventureira que a dos baby-boomers, esta geração "se dispersará mais, por medo a ficar decepcionada se visita um só lugar", ou pelo medo de que pessoas demais vão ao mesmo tempo a esse lugar, segundo a análise da McKinsey. […]

  • Os efeitos das viagens de avião sobre nosso cérebro
    on 6 de março de 2018 at 18:34

    Deslocamentos aéreos se tornaram uma atividade cotidiana – mas que ainda continuam a afetar profundamente nossos corpos, do humor à resposta imunológica. Viajar de avião se tornou uma atividade cotidiana – mas que ainda continua a afetar profundamente nossos corpos StockSnap/Pixabay Diante de uma tela minúscula, som de baixa qualidade e interrupções frequentes, assistir a um filme durante um voo pode ser uma experiência desafiadora. Apesar disso, quem viaja de avião regularmente já se emocionou ou testemunhou alguém se emocionar durante o trajeto. Até os mais durões costumam derramar lágrimas – às vezes com comédias infantis. E um novo levantamento realizado pelo aeroporto de Gatwick, em Londres, revelou que 15% dos homens e 6% das mulheres afirmaram ficar mais emotivos quando assistem a um filme durante um voo do que em casa. Recentemente, uma grande companhia aérea chegou a emitir o que chamou de "alertas de saúde emocional" para advertir seus clientes sobre as consequências do entretenimento a bordo. Teorias Há muitas teorias sobre por que voar pode deixar os passageiros com as emoções mais à flor da pele – a tristeza em deixar para trás entes queridos, a empolgação sobre a viagem que está por vir, a saudade de casa. Mas há também cada vez mais provas de que o próprio ato de voar também seja responsável por isso. Uma pesquisa indica que voar a 35 mil pés (10 km) acima do solo dentro de uma caixa de metal selada pode provocar reações estranhas em nossas mentes, alterar nosso humor, mexer com nossos sentidos e até nos fazer sentir mais coceira. "Há poucas pesquisas realizadas sobre o assunto porque para pessoas saudáveis isso não apresenta um grande risco", diz Jochen Hinkelbein, presidente da Sociedade Alemã de Medicina Aeroespacial e diretor-assistente de medicina de emergência na Universidade de Colônia, na Alemanha. "Mas precisamos lembrar que a viagem de avião se tornou mais barata e popular; sendo assim, pessoas mais velhas e menos em forma estão viajando mais. Isso está despertando mais interesse no assunto." Hinkelbein é um dos pesquisadores que vêm analisando como nosso corpo é afetado durante um voo. Não há dúvida de que o interior dos aviões é um dos lugares mais peculiares onde nós, seres humanos, podemos estar. Trata-se de um ambiente estranho, onde a pressão do ar é semelhante à do topo de uma montanha de 2,4 mil metros. A umidade é mais baixa do que em alguns dos desertos mais secos do mundo, enquanto que o ar bombeado para dentro da aeronave chega a temperaturas inferiores a 10°C, de forma a contrabalançar o excesso de calor gerado por todos os corpos e eletrônicos a bordo. A redução da pressão do ar durante um voo também pode reduzir a quantidade de oxigênio no sangue dos passageiros entre 6% e 25%, queda que, em condições normais, levaria muitos médicos a administrar oxigênio suplementar a seus pacientes. Embora isso não seja um problema para quem é saudável, o mesmo não se pode dizer para idosos e pessoas com dificuldades respiratórias. Estudos indicam, contudo, que até níveis relativamente baixos de hipoxia (deficiência de oxigênio) podem alterar nossa capacidade de pensar com clareza. Em locais com altitude acima de 3,6 mil metros, onde o nível de oxigênio é baixo, adultos saudáveis podem começar a sentir alterações em sua memória, bem como em sua capacidade de realizar cálculos e tomar decisões. Essa é a razão pela qual as autoridades de aviação insistem em que os pilotos usem máscaras de oxigênio suplementares se a pressão do ar da cabine chegar à de altitudes superiores a 12,5 mil pés. A pressão do ar a altitudes acima de 7 mil pés (2,1 mil metros) acaba por atrasar o tempo de reação - má notícia para quem gosta de brincar com jogos eletrônicos durante o voo. Há também algumas pesquisas que mostram que, quando estamos a altitudes acima de 8 mil pés (2,4 mil metros), similar à de um avião, nosso desempenho cognitivo e nosso raciocínio podem ser parcialmente afetados. Para a maioria de nós, no entanto, é improvável que isso atrapalhe nosso fluxo de pensamento. "Uma pessoa saudável não deve ter problemas cognitivos a essa altitude", diz Hinkelbein. "Mas, naqueles que não estão com a saúde em dia, a hipoxia pode diminuir a saturação de oxigênio, tornando os déficits cognitivos mais visíveis", acrescenta. Mas tal condição não afeta apenas aqueles com doenças pré-existentes. Podemos sofrer as consequências da redução do oxigênio quando voamos gripados, por exemplo, lembra o especialista. Cansaço De forma geral, segundo Hinkelbein, a hipoxia gera efeitos mais facilmente reconhecidos em nossos cérebros: ficamos cansados. Estudos já mostraram que a exposição a altitudes acima de 10 mil pés (3 mil metros) pode aumentar a fadiga. Mas, em algumas pessoas, os efeitos podem começar em altitudes mais baixas. "Sempre que estou sentado em um avião após a decolagem, fico cansado e acabo adormecendo com facilidade", explica Hinkelbein. "Não é a falta de oxigênio que me faz perder a consciência, mas a hipoxia é um fator que contribui para isso". Se você consegue manter seus olhos abertos por tempo suficiente para ver a tripulação reduzir as luzes no interior da aeronave, então você pode experimentar outro efeito da pressão mais baixa. A visão noturna humana pode se deteriorar de 5% a 10% em altitudes de apenas 5 mil pés (1.500 metros). Isso ocorre porque as células fotorreceptoras da retina necessárias para enxergamos no escuro precisam de muito oxigênio e funcionam de forma menos eficaz em altas altitudes. Voar também provoca danos em nossos outros sentidos. A combinação de baixa pressão do ar e umidade pode reduzir a sensibilidade de nossas papilas gustativas ao sal e ao doce em até 30%. Um estudo realizado pela companhia aérea alemã Lufthansa também mostrou que o sabor salgado do suco de tomate melhora durante um voo. Flatulências O ar seco também pode nos roubar a maior parte do nosso olfato, deixando a comida menos interessante. É por isso que muitas companhias aéreas adicionam tempero extra aos alimentos servidos durante um voo. Talvez até tenhamos sorte de que nosso olfato seja reduzido durante um voo, pois a mudança na pressão do ar nos deixa mais propensos a flatulências. Mas se o odor dos gases emitidos pelo seu vizinho de poltrona não fosse o pior dos males, um estudo realizado em 2007 mostrou que, após cerca de três horas em altitudes acima de 8 mil pés, as pessoas começam a se queixar de desconforto. Soma-se a isso a baixa umidade, não causa surpresa que tenhamos dificuldade em ficarmos quietos por longos períodos de tempo no ar. Um estudo realizado por cientistas austríacos revelou que um voo de longa distância pode secar nossa pele em até 37% e aumentar a sensação de coceira. Baixos níveis de pressão e umidade do ar também podem ampliar os efeitos do álcool e da ressaca. E para aqueles que têm medo de viajar de avião, as notícias ainda podem ficar piores. "Os níveis de ansiedade podem aumentar com hipoxia", explica Valerie Martindale, presidente da Associação Médica Aeroespacial da Universidade King's College, em Londres. A ansiedade não é o único aspecto de humor que pode ser afetado pelo voo. Vários estudos mostraram que passar muito tempo em altitudes elevadas pode aumentar a tensão, tornar as pessoas menos amigáveis, diminuir seus níveis de energia e afetar sua capacidade de lidar com o estresse. "Mostramos que alguns aspectos do humor podem ser alterados pela exposição a pressões equivalentes a altitudes de 6 mil a 8 mil pés", diz Stephen Legg, professor de ergonomia da Universidade Massey, na Nova Zelândia, que estuda o impacto da hipoxia de baixo nível nos seres humanos. Nem choro nem vela Isso pode explicar, de certa forma, por que os passageiros geralmente choram em filmes depois de algumas horas de voo, mas a maioria dos efeitos percebidos em estudos científicos parece ocorrer apenas em altitudes acima das quais um avião comercial pode trafegar. Recentemente, Legg também mostrou que a leve desidratação que se pode esperar durante um voo também pode influenciar o humor. "Sabemos muito pouco sobre o efeito dessa exposição em menor grau na complexidade da cognição e do humor", acrescenta. "Mas sabemos que há uma "fadiga" geral associada à viagem aérea de longa distância, então acho que é provavelmente os efeitos combinados dessas exposições múltiplas simultâneas que dão origem ao que chamamos de "jetlag". Por outro lado, há pesquisas que mostram que altitudes elevadas também podem tornar as pessoas mais felizes. Mas Stephen Groening, professor de cinema e mídia da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, diz acreditar que essa felicidade também pode se manifestar na forma de lágrimas. O tédio em um voo e o alívio proporcionado por um filme, combinados com a sensação de privacidade proporcionada pela pequena tela e pelos fones de ouvido, podem produzir lágrimas de alegria e não tristeza, diz ele. "A configuração do sistema de entretenimento a bordo gera um efeito da intimidade que pode gerar respostas emocionais mais elevadas", assinala Groening. Mas Hinkelbein descobriu outra mudança estranha no corpo humano quando estamos no ar. Um novo estudo (ainda não publicado) realizado por ele junto com colegas da Universidade de Colônia mostrou que a exposição por até 30 minutos a condições semelhantes àquelas experimentadas em um voo comercial alterou o equilíbrio de moléculas associadas ao sistema imunológico no sangue de voluntários. A conclusão sugere que a menor pressão do ar pode alterar a forma como nossos sistemas imunológicos funcionam. "As pessoas costumam pensar que pegaram uma gripe ou resfriado ao viajarem por causa das mudanças de temperatura", diz Hinkelbein. "Mas pode ser que a resposta esteja dentro do avião. Precisamos pesquisar esse assunto com mais detalhes." Nesse sentido, se os voos alteram nossos sistemas imunológicos, não só ficamos mais vulneráveis a infecções, mas também mais propensos a oscilações de humor. Há, por exemplo, uma correlação entre aumento na inflamação gerada pela resposta imunológica e depressão. "Uma reação inflamatória de uma vacina pode produzir uma alteração de humor que dura 48 horas", diz Ed Bullmore, diretor de Psiquiatria da Universidade de Cambridge e que estuda como o sistema imunológico influencia os distúrbios do humor. "Seria interessante (avaliar) se um voo de 12 horas para o outro lado do mundo causasse algo semelhante". […]

  • Brasileiros criam empresa de turismo para negros após sofrerem preconceito em viagens
    on 3 de março de 2018 at 08:00

    Plataforma oferece hospedagem compartilhada e quer garantir que viajantes se sintam acolhidos. Carlos Humberto da Silva, Antonio Luz e André Ribeiro, da rede de turismo negro Diáspora.Black Marcelo Brandt/G1 O geógrafo carioca Carlos Humberto da Silva costumava receber visitantes em seu apartamento no bairro turístico de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, por uma famosa plataforma internacional de acomodações compartilhadas. Diversas vezes, encarou olhares surpresos dos hóspedes na chegada, quando se davam conta de que era ele o anfitrião. Um casal de holandeses chegou a sair de lá logo depois de encontrá-lo, sem dar motivo. E, quando colocou foto em seu perfil no site, Carlos viu a procura pelo imóvel diminuir. Quando era ele que estava em viagem, também enfrentava constrangimento nos hotéis onde se hospedava. “Eu saía para jantar à noite com um grupo, por exemplo, e ao retornar sempre ouvia a famosa pergunta: ‘Você quer falar com alguém?’ ‘Vai onde?’ Perguntas que não faziam para os outros hóspedes”, conta. Carlos é negro. Experiências como essas o inspiraram a criar, junto com amigos, um negócio em um mercado ainda pouco explorado no Brasil: o Diaspora.Black, uma rede de turismo voltada para a população negra. “Vi que havia uma demanda para além da minha. Todo negro vive algum tipo de preconceito ou rejeição quando está viajando”, diz. “Quis criar uma rede em que a gente se sentisse protegido e também onde pudéssemos trocar experiências e valorizar o legado e a cultura da população negra”, afirma. O site, que começou a funcionar no ano passado, é focado atualmente em hospedagem. Há acomodações disponíveis em mais de 30 cidades brasileiras e em outros 12 países. No futuro, a ideia é incluir também restaurantes, passeios turísticos, centros culturais e outros serviços. Plataforma oferece hospedagem compartilhada. Reprodução Algumas das acomodações disponíveis têm relação direta com a história e a cultura negra, como quilombos, terreiros e centros culturais. Três exemplos são o Quilombo da Rasa, em Búzios (RJ), a Casa do Perdão, terreiro de umbanda no Rio de Janeiro que oferece cursos e oficinas, e o centro comunitário Casa das Mulheres de Pedras, também no Rio. Mas há também casas e apartamentos comuns. “A diferença é o viajante saber que vai ser bem recebido. Temos, por exemplo, o dono de uma pousada em Blumenau, uma cidade que não tem uma cultura negra tão manifestada, que simplesmente gostou da nossa proposta e disse: ‘Quero receber, trocar, quero que se sintam à vontade aqui’”, diz o jornalista baiano Antonio Pita, outro sócio do Diaspora.Black. “As pesquisas mostram que a chance de um negro ser aceito por anfitriões é menor”, completa Carlos. “A cidade não precisa necessariamente ter um roteiro turístico ligado à história negra [para ser incluída no site]. A pessoa pode ir para o interior da Alemanha ou para a China, mas querer se sentir bem-vinda”. Menos chance Um estudo de 2016 da universidade americana Harvard, que avaliou a plataforma de hospedagem compartilhada Airnbnb, revelou que pessoas com nome tipicamente afro-americanos tinham 16% menos chance de serem aceitas pelos donos dos imóveis cadastrados do que candidatos com nomes tipicamente de pessoas brancas. Outras pesquisas indicam que os algoritmos das plataformas convencionais restringem a visibilidade de anunciantes negros mesmo em bairros e cidades de maioria negra, afirmam os criadores do Diaspora.Black. No ano passado, o dono de um apartamento em Amsterdã foi preso após jogar uma turista sul-africana escada abaixo por ela ter se atrasado para fazer check-out, uma agressão que segundo a vítima teve motivação racista. Em sites de notícias estrangeiros, é possível ler outros relatos de viajantes negros que se sentiram discriminados em hotéis ou sites de acomodação compartilhada. Sem seleção de usuários Atualmente, 74% dos usuários cadastrados no Diaspora.Black são mulheres negras. “A gente oferece a elas uma oportunidade de geração de renda com o aluguel das acomodações. É um adicional relevante no orçamento das famílias”, diz o designer carioca André Ribeiro, outro sócio do portal, que é considerado um negócio social (ou seja, visa lucro, mas tem impacto na sociedade). Mas o site não faz seleção de usuários. Qualquer um, de qualquer etnia, pode se cadastrar. Segundo Antonio Pita, o critério é ter interesse e empatia. “Quando você se cadastra, está pactuando com uma rede que se posiciona frente a uma série de estigmas e opressões que essa população vive. Mas se você simplesmente quiser comer um acarajé em Salvador, a gente quer te indicar o melhor acarajé em Salvador”, diz. Por do sol em frente ao Elevador Lacerda, em Salvador Marcelo Guedes/ Ag Haack Carlos, André e Antonio estão passando uma temporada em São Paulo, onde participam de um programa de aceleração de startups para o qual o Diaspora.Black foi selecionado. Eles estão na fase final de uma campanha de financiamento coletivo e planejam incluir na plataforma, nos próximos meses, agências de viagem e guias de turismo que fazem pacotes e excursões para a população negra. Segmentação O portal atualmente está disponível em quatro idiomas: português, espanhol, francês e inglês. Fora do Brasil, os usuários que mais se interessam pelo serviço vêm dos Estados Unidos. “Lá essa segmentação de mercado se chama Black Travel Movement, está muito bem estabelecida e movimenta US$ 48 bilhões por ano”, diz Antonio. Carlos percebeu isso mesmo antes de criar a empresa, quando passou a receber turistas negros dos EUA interessados em trocar ideias sobre a cultura afro no Brasil. “Todos me diziam que era necessário ter uma ferramenta que reunisse serviços de turismo que acolhessem bem a população negra”, conta. Sentado em um café na avenida Paulista, ele relembra um dos episódios mais marcantes que o levaram a criar o negócio. “Sempre compro frutas, coisas tipicamente brasileiras, para os meus hóspedes. Recebi o casal de holandeses, desci para fazer as compras e, quando retornei, eles tinham saído e deixado um bilhete dizendo que não era bem o que eles esperavam. De fato eles não esperavam ser recebidos por um anfitrião negro. Porque meu apartamento é muito bom, aconchegante, no centro turístico de Santa Teresa. Tanto que eles fizeram o pagamento normalmente, não reclamaram de nada no site”, conta. “Quando esse tipo de coisa acontece na rua, já é ruim. Quando é dentro da sua própria casa é ainda mais doloroso”, completa. […]

  • Sobreviventes de tiroteio em escola pedem que turistas boicotem a Flórida
    on 27 de fevereiro de 2018 at 01:13

    Estudantes exigem que estado aprove endurecimento das leis de armas. David Hogg, estudante que sobreviveu ao tiroteio em escola em Parkland, na Flórida, em imagem de arquivo Jonathan Drake/File Photo/Reuters Os sobreviventes do massacre de 14 de fevereiro pediram um boicote ao estado da Flórida até que endureça suas leis sobre as armas, e sugeriram aos turistas que viajem para Porto Rico. "Vamos fazer um acordo: não venham à Flórida no 'spring break' até que seja aprovada uma legislação sobre armas", escreveu David Hogg, um dos estudantes que lidera o movimento #NeverAgain contra as armas nos Estados Unidos. Hogg, de 17 anos, e seus colegas da escola Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, fazem campanha para que os legisladores restrinjam a venda de armas depois que um atirador matou 17 pessoas com um fuzil semiautomático comprado legalmente. Este tema polariza a sociedade americana, e os defensores das armas dizem que a Constituição garante o livre porte. "Melhor ainda: passem o 'spring break' em Porto Rico (...) Eles realmente precisam de apoio econômico que esse governo falhou em dar", continuou Hogg, referindo-se à devastação deixada por dois furacões no ano passado neste território americano. Seus comentários de sábado foram retuitados nesta segunda-feira por Emma González, a estudante de 18 anos que se tornou o rosto do movimento #NeverAgain. "Sigam a sugestão de @davidhogg111 e visitem Porto Rico, eles precisam muito desse dinheiro do turismo", escreveu a jovem de origem cubana. Initial plugin text A prefeita da capital de Porto Rico, Carmen Yulín Cruz, assegurou em um tuíte que se sente "honrada" pelo conselho de Hogg e por sua "liderança e pelo chamado à ação em nome do povo de San Juan". O governador da Flórida, Rick Scott, disse na sexta-feira que procurará mobilizar policiais armados nas escolas públicas, aumentar a idade mínima para a compra de armas e proibir a venda de dispositivos que convertam os fuzis em metralhadoras, ainda que não tenha mencionado a venda de armas semiautomáticas. Hogg, que quer ser jornalista, estava escondido em um armário durante o massacre quando começou a filmar entrevistas com outros estudantes com os quais se protegia. […]

  • Tirolesa nas alturas faz turistas 'voarem' a 80 km/h sobre Dubai; vídeo
    on 26 de fevereiro de 2018 at 12:57

    Atração tem 170 metros de altura e 1 km de extensão. Tirolesa nas alturas atrai aventureiros para Dubai Turistas com espírito aventureiro têm agora uma nova opção para conhecer Dubai do alto. O destino nos Emirados Árabes Unidos ganhou uma nova tirolesa de 170 metros de altura e 1 quilômetro de extensão, que permite que os visitantes deslizam a uma velocidade de 80 quilòmetros por hora sobre os arranha-céus, a baía e os iates, finalizando o percurso em um shopping-center. Visitante vê Dubai de cima ao deslizar em uma tirolesa pela cidade Reprodução CCTV A experiência intimida muita gente: toda semana há visitantes que desistem do passeio no último segundo. Os mais corajosos precisam pagar caro pela experiência – 650 dirhans, o equivalente a R$ 570. Visitantes deslizam em tirolesa sobre Dubai Reprodução CCTV […]

  • Turismo em Paris supera baixa pós-ataques e tem melhor ano em uma década em 2017
    on 22 de fevereiro de 2018 at 20:23

    Ocupantes de hotéis chegaram a 33,8 milhões. Louvre, Palácio de Versalhes e Torre Eiffel foram atrações mais requisitadas e japoneses, alemães e norte-americanos foram nacionalidades que mais aumentaram visitas. Vista noturna de Paris Walkerssk/Creative Commons Os turistas voltaram a encher as ruas de Paris no ano passado, quando os temores com a segurança vistos após uma série de ataques de militantes islâmicos pareceram arrefecer, fazendo de 2017 o melhor ano em número de visitantes estrangeiros na cidade em ao menos uma década. Os ocupantes de hotéis da capital e da região mais ampla de Île-de-France chegaram a 33,8 milhões, disse a federação de turismo local, e houve um grande aumento nas visitas de japoneses, alemães e norte-americanos. Esse total havia recuado de 32,4 milhões em 2015 para 30,9 milhões em 2016, uma queda vista por muitos como uma reação aos ataques, incluindo uma série coordenada na capital em novembro de 2015 durante a qual atiradores e homens-bomba islâmicos mataram 130 pessoas. O total de 2017 cresceu 9,9 por cento e chegou a 15,9 milhões apenas em Paris, e 9,5 por cento em Île-de-France, que inclui o Palácio de Versalhes. "A indústria turística mostrou como é resistente após os ataques, as greves e os incidentes climáticos que cobraram um preço em 2015 e 2016", disse Eric Jeunemaitre, presidente da agência regional de turismo CRT, acrescentando que a tendência é de continuidade em 2018. No topo da lista de locais mais frequentados ficaram o museu do Louvre, com 8,1 milhões de visitas, o Palácio de Versalhes, com 7,7 milhões, e a Torre Eiffel, com 6,2 milhões. Os visitantes japoneses voltaram aos montes, e as reservas em toda a região de Île-de-France cresceram 32 por cento em 2017, segundo a CRT. Um aumento consideravelmente menor foi o dos britânicos, que mesmo continuando a representar o segundo maior grupo de turistas só cresceu 2,4 por cento, o que a CRT atribui à perda de poder aquisitivo decorrente da decisão do Reino Unido de se separar da União Europeia. […]

  • Hotel mais alto do mundo é inaugurado em Dubai
    on 22 de fevereiro de 2018 at 14:34

    Edifício de 75 andares e 356 metros supera recordista anterior, que fica no mesmo bairro. Visitante tira fotos do 71º andar do Gevora Hotel, o hotel mais alto do mundo, em Dubai Satish Kumar/Reuters O emirado de Dubai, com uma fome permanente de quebrar recordes, inaugurou o hotel mais alto do mundo, com 356 metros. O Gevora Hotel, localizado na grande Avenida Sheikh Zayed, supera o recorde de outro hotel vizinho, da cadeia Marriott, em apenas um metro. Com seus 356 metros de altura, este último quebrou o recorde de outro hotel no mesmo bairro, o Rose Rayhaan, da cadeia Rotana (333 metros). Hotel mais alto do mundo é inaugurado em Dubai O Gevora Hotel ocupa uma torre de 75 andares de cor dourada. De acordo com o jornal "The National", tem quatro restaurantes, uma piscina, um spa de luxo e um ginásio. Os primeiros clientes chegaram na segunda-feira. O hotel mais alto do mundo, Gevora Hotel, em Dubai Satish Kumar/Reuters Dubai tem a torre mais alta do mundo, o Burj Khalifa, que alcança 828 metros. O emirado está construindo uma estrutura ainda maior, cujas medidas, por enquanto, são um segredo. A cidade-Estado, um dos principais destinos turísticos do Golfo, recebeu 15,8 milhões de visitantes em 2017, 6,2% a mais do que no ano anterior e, por sua vez, um recorde. Visitantes no 71º andar do hotel mais alto do mundo, Gevora Hotel, em Dubai Satish Kumar/Reuters […]

  • Nova ponte suspensa de vidro atrai turistas na China
    on 20 de fevereiro de 2018 at 21:35

    Com 268 metros de extensão e a 158 metros de altura, ponte na província de Henan é trêmula e tem painéis que simulam rachaduras quando as pessoas caminham sobre eles. Travessia une dois penhascos em Xuchang. Nova ponte suspensa de vidro atrai turistas na China Uma nova ponte suspensa, com piso de vidro, na província chinesa central de Henan, trouxe uma divertida mistura de empolgação e susto a turistas durante o feriado do Festival da Primavera. A ponte, aberta ao público cerca de uma semana antes do feriado, tem 268 metros de extensão e fica a 158 metros de altura. Os painéis de vidro têm espessura de 2,4 centímetros e apresentam imagens de rachaduras quando as pessoas caminham sobre eles. Pendurada sobre dois penhascos em uma bela paisagem na cidade de Xuchang, a ponte trêmula atraiu muitos turistas que queriam testar sua coragem. “Ela é suspensa e trêmula, o que torna a travessia mais assustadora”, disse um deles. A China possui agora dezenas de passagens, pontes e plataformas de observação de vidro em seus pontos turísticos espalhados pelo país. No final do ano passado, outra ponte suspensa de vidro, com 488 metros de extensão, foi inaugurada na província de Hebei, no norte do país. […]

  • Trem que liga Londres a Amsterdã faz viagem inaugural
    on 20 de fevereiro de 2018 at 15:08

    Rota inédita tem duração de três horas e 41 minutos e passagem custa a partir de 35 libras o trecho. Funcionárias do trem da Eurostar entre Londres e Amsterdã posam para foto na estação de St Pancras, em Londres, no dia 20 de fevereiro de 2018 Simon Dawson/Reuters Um trem que fará a ligação entre Londres e Amsterdã pela primeira vez realizou sua viagem inaugural nesta terça-feira (20). O novo trecho é operado pela Eurostar, mesma companhia que já faz viagens ferroviárias entre Londres, Paris e Bruxelas. O trem passa pelo Eurotúnel e vai a uma velocidade de 300 km/h e leva três horas e 41 minutos até a capital holandesa, passando por Bruxelas e Roterdã. A viagem desta terça foi uma demonstração para a imprensa e para profissionais de turismo. A rota será aberta oficialmente para os viajantes no dia 4 de abril, com passagens a partir de 35 libras (R$ 160) o trecho. Funcionários da Eurostar seguram as bandeiras do Reino Unido e da Holanda em frente ao trem que liga Londres a Amsterdã Simon Dawson/Reuters Atualmente, mais de 4 milhões de passageiros viajam de avião entre as duas cidades anualmente, segundo a Eurostar, citada pela Reuters. Desde 1994, quando o primeiro trem conectou Londres e Paris, a quantidade de viagens entre as duas cidades dobrou, contando por via ferroviária e aérea. […]

  • Brasil tem diversas cachoeiras para serem visitadas; conheça algumas
    on 20 de fevereiro de 2018 at 14:55

    Cascata, catarata, salto, queda d'água... diversidade de cachoeiras no país é grande. Brasil tem diversas cachoeiras que podem ser visitadas e exploradas O Brasil tem algumas das maiores e mais belas quedas d'água do mundo. São vários nomes: cascata, quando as águas descem degraus. Catarata, quando formam uma grande cortina. Salto, quando caem em forma de esguicho. Véu de noiva, queda d’água, catadupa, tombo, cachão... o nome não importa. Para quem gosta de natureza e aventura, as águas que caem transmitem encanto e boas energias. Tem coisa mais relaxante do que um banho de cachoeira? Veja abaixo algumas das cachoeiras mais famosas do país. Cachoeira do veloso (Ilhabela-SP): Da Cachoeira do Veloso, é possível ver uma das mais belas vistas de Ilhabela. São três cachoeiras, com 50 metros de queda, em um mesmo rio. A Cachoeira do Veloso começa em uma praia de mesmo nome. A caminhada é tranquila e dura cerca de 40 minutos. Cachoeira do Caracol (Canela - RS): A cascata do Caracol fica entre os municípios de Gramado e Canela. Surge no meio da Serra Gaúcha e tem 130 metros de queda livre. Além do mirante, também é possível observar a paisagem em cima de um elevador panorâmico situado dentro do Parque Estadual do Caracol. Cachoeira do Salto Grande (Corupa - SC): Faz parte de um circuito chamado Rota das Cachoeiras. Localizado ao norte de Santa Catarina, o parque é um verdadeiro abrigo ecológico e possui uma trilha com 14 quedas d'água em uma área de 100 hectares. A principal é a Salto Grande com 125 metros de altura. Cataratas do Iguaçu (Foz do Iguaçu- PR): Um conjunto com cerca de 275 metros de quedas d'água no rio Iguaçu, localizada no Parque Nacional do Iguaçu. Cataratas do Iguaçu Cataratas do Iguaçu S.A./Divulgação Cachoeira do Itambé (São Benedito das Areias - SP): Um paredão de 84 metros de altura com uma queda d’água de alto volume. Uma das mais espetaculares cachoeiras em São Paulo, localizada no município de Cássia dos Coqueiros. Cachoeira do Tabuleiro (Conceição do Mato Dentro - MG): É uma das mais belas do Brasil. A água serpenteia por 273 metros até chegar a um poço como um spray. Cachoeira Conde D'eu (Sumidouro - RJ): Possui 127 metros de queda. O impacto de uma nuvem de água formam arco-íris em dias de sol. Cachoeira da Fumaça (Alegre - ES): Tem 144 metros de altura. Cachoeira Boca da Onça (Bodoquena - MS): Com 156 metros de altura, é a mais alta do estado. Cachoeira Véu da Noiva: Cartão postal da Chapada de Guimarães, é formada pelo rio Coxipó, com 86m de queda livre, e é o principal ponto de visitação do Parque Nacional. Cachoeira Santa Bárbara (Cavalcante - GO): É uma das mais visitadas na Chapada dos Veadeiros. Para chegar até a cachoeira da Santa Bárbara percorrem-se 5 km de trilhas passando por uma região de cerrado. Cachoeira do Tororó (Santa Maria - DF): Possui 18 metros e é um local bem popular para amantes de rapel. Cachoeira Buracão (Ibicoara - BA): Fica na Chapada Diamantina. Para chegar a queda é preciso caminhar por passagens estreitas e nadar para chegar pertinho da cascata. Cachoeira do Formiga (Mateiros - TO): É uma pequena queda d'água, cercada por uma vegetação exuberante, de árvores altas, samambaias e moitas de palmeiras nativas. Mas o espetáculo mesmo fica por conta da piscina formada ao pé da cachoeira, onde águas de um verde-esmeralda encantador convidam ao mergulho. Cachoeira da Formiga Divulgação/Andrea Marques Cachoeira do Rio Mandi (Teixeirópolis – RO): Localizada dentro da pousada Vale das Cachoeiras a cachoeira do rio Mandi, com queda d'água livre de 32 metros de altura. O vale conta com pelo menos mais 10 cachoeiras menores com queda d’água livre de três a 10 metros de altura. Cachoeira El Dourado (Serra do Aracá - AM): Localizada na Serra do Aracá na cachoeira El Dorado, com a maior queda livre do Brasil, superior a 350 metros. Cachoeira da Formosa (Serra do Divisor - AC): Três quedas com cerca de 5 metros de altura cada. Entre o primeiro e segundo desnível, há um poço de 30 metros de largura. Cachoeira do Urucá (Uiramutã - RR): Possui 20 metros de altura. Sua água cai em um poço com água transparente, de tonalidade levemente esverdeada. Alguns quilômetros abaixo, no mesmo igarapé, encontra-se a ‘cachoeira das Sete Quedas’, com uma sucessão de quedas d’água e piscinas naturais. Cachoeira de Santo Antonio (Laranjal do Jari - AP): É formada por processos vulcânicos ocorridos há milhões de anos atrás, com quedas d'água a despencar de uma altura de 30 metros. Poço Azul (Riachão - MA): Águas cristalinas do poço azul, formado por uma queda d'água, proporcionam banhos espetaculares, um ótimo local para relaxar. Poço Azul fica situado no Parque Nacional da Chapada das Mesas, no muncípio de Riachão Reprodução/TV Mirante Cachoeira do Riachão (Piracuruca - PI): Só funciona na estação das chuvas. No verão seca totalmente, percebendo-se apenas um imenso paredão de pedra. Fica no Parque Nacional de Sete Cidades. Cachoeira de Macambira (Macambira - SE): É conhecida como uma das principais cachoeiras do estado de Sergipe. Cachoeira do Roncador (Pirpirituba - PB): Encravada entre os municípios de Pirpirituba, Bananeiras e Borborema, é um lençol d'água que desaba de uma altura de 40 metros. Cachoeira do Anel (Viçosa - AL): É formada pelo rio Caçamba, uma das bacias do rio Paraíba, a cachoeira faz parte da Fazenda Cachoeira Grande a 14 km de Viçosa. Cachoeira Planaltina (Brasil Novo - PA): O município é conhecido pelas cachoeiras, corredeiras, cavernas e grutas que mais se destacam graças ao tom de suas águas esverdeado. Cachoeira do Frade (Ubajara - CE): O Parque Nacional de Ubajara é repleto de atividades de ecoturismo, uma das quedas d'água mais visitadas da região é a cachoeira do Frade. Cachoeira da Pinga (Portalegre - RN): A cidade de Portalegre é famosa por possuir diversas cachoeiras, uma das mais famosas é a do Pinga, duas queda d'água com 36 metros de altura. Cachoeira Véu de Noiva em Chapada dos Guimarães José Medeiros […]

  • Turistas curiosos provam sorvete preto na Coreia do Sul
    on 19 de fevereiro de 2018 at 20:21

    Iguaria pode ser encontrada no porto sul-coreano de Jumunjin e leva tinta de lula para ganhar uma tonalidade única. Coreia do Sul tem sorvete preto feito com tinta de lula A comida coreana vai além do tempero único e apimentado. O sorvete preto foi inventado na Coreia do Sul e seus entusiastas dizem que a cor é única: os fabricantes usam tinta de lula para dar um tom especialmente escuro. As informações são da agência Ruptly. Imagens do porto sul-coreano de Jumunjin mostram os turistas curiosos com a iguaria. O país está recebendo milhares de visitantes novos com as Olimpíadas de Inverno. De acordo com os novos clientes do sorvete preto, o sabor é agridoce, já que a tinta da lula altera o gosto da massa. "Este sorvete só pode ser encontrado na região de Jumunjin e está se tornando cada vez mais popular entre os turistas", disse Lee Seung Hyeon, vendedor de uma sorveteria. Sorvete tem cor escura porque leva tinta de lula sem sua composição Ruptly/Reprodução […]

  • Máfia de mendigos e outros golpes a evitar na Rússia
    on 15 de fevereiro de 2018 at 21:39

    Criminosos se profissionalizam na Rússia para enganar doadores e obter recursos que seriam destinados a causas nobres. Catedral de São Basílio, em Moscou jackmac34/Creative Commons Nas cidades russas, é melhor não dar dinheiro a um mendigo na rua, porque grande parte deles não é o que parece. Confira abaixo cinco tipos de charlatões para se esquivar durante estadia na Rússia, junto com as melhores alternativas para doações de caridade. Mendigos profissionais Tem todo tipo de pessoa pedindo ajuda na rua: vovós de aparência humilde que “precisam de dinheiro para uma operação”; “veteranos de guerra” de uniforme militar, e muitas vezes sem algum membro; e mulheres grávidas ou com criança de colo. Mas muitas vezes esses indivíduos são apenas personagens. Segundo o site de assistência social Takie Dela (“E assim vai”), essas pessoas podem fazer parte de uma máfia de mendigos: “O dinheiro que eles coletam vai para os ‘curadores’, que atendem as suas necessidades. É um negócio, intimamente ligado ao crime, e apoiar isso é imprudente”. Conselho: se quer realmente ajudar essas pessoas, tente fazê-lo sem dar dinheiro. Em vez disso, ofereça o que eles dizem precisar (comida, bilhete de ônibus ou trem e etc.). Moradores de rua Estar no meio da rua em uma grande cidade, sem lugar para dormir ou qualquer comida, é uma ideia assustadora; por isso, é natural simpatizar com os moradores de rua, sobretudo durante o rigoroso inverno russo. Mas, mesmo assim, é bom evitar dar dinheiro diretamente, porque nunca se sabe se será realmente usado para comida. Muitos moradores de rua têm problemas com álcool e gastarão tudo na próxima garrafa. Além disso, essa prática pode ser perigosa: ficar bêbado do lado de fora no inverno pode fazer com que a pessoa perca a consciência e morra por exposição ao frio. Conselho: compre comida você mesmo e dê ao morador de rua. Ajude-o a contatar organizações que possam providenciar abrigo e faça a ponte com serviços sociais. Em Moscou: +7 (495) 720-15-08, +7 (903) 720-15-08 (serviço de patrulhamento social) Em São Petersburgo: +7 (812) 407-30-90 (Nochlezhka, organização de caridade) Voluntários pagos Essas pessoas de aparência respeitável, muitas vezes jovens, estão por todo lado com caixinhas para coletar dinheiro que supostamente irá ajudar um orfanato, um abrigo de animais ou outra causa digna. Mas eles não são realmente voluntários. Na melhor das hipóteses, estão coletando dinheiro para um grupo questionável que leva uma enorme quantidade de doações para si. Ou, talvez, nem haja qualquer orfanato ou abrigo, e as pessoas pagas como “voluntários” sequer sabem disso. “Nenhuma entidade séria arrecada recursos coletando dinheiro na rua”, sugere o Takie Dela, citando Vladimir Berkhin, o diretor do fundo de caridade Predaniye (Tradição). “Essas histórias cheiram mal, e você deve evitar participar delas”, disse Berkhin. Conselho: Em vez de dar dinheiro a estranhos, doe para uma instituição de caridade conhecida. Entre as associações de instituições na Rússia, vale a pena pesquisar os trabalhos de Vsye Vmeste (“Todos juntos”) e Nuzhna Pomosh (“Ajudar é necessário”). Vsye Vmeste: +7 (495) 648-90-02; info@wse-wmeste.ru Nuzhna Pomosh: +7 (495) 641-02-86; mne@nuzhnapomosh.ru Falsos protetores dos animais Algumas pessoas que dizem protetores dos animais na Rússia usam cães como adereços, caminhando na rua ou estações de metrô, geralmente com uma placa: “Preciso de dinheiro para alimentar o cão” ou “Arrecadando dinheiro para um abrigo de animais”. Segundo Natália Bistrova, diretora de um abrigo para cachorros de rua e abandonados, trata-se de uma “rede comercial e nada mais. Todos aqueles que pedem dinheiro usando usar animais são impostores”, disse ao jornal “Argumenty i Fakty”. Pior ainda, os cachorros que esses trapaceiros usam para os golpes são muitas vezes dopados para que permaneçam calmos e pareçam sofridos para os transeuntes. Conselho: não dê dinheiro aos mendigos com animais. Para ajudar os animais desabrigados, doe para uma instituição de caridade conhecida, como a PET, em Moscou. Idosos ou crianças no transporte Tenha cuidado quando alguém se aproximar pedindo alguns rublos para pegar ônibus ou metrô, especialmente se for uma pessoa idosa ou uma criança. Não é que eles sejam criminosos; é que essas pessoas podem nem saber o que estão fazendo ou para onde estão indo. Em uma grande cidade, como Moscou, por exemplo, ambos são vulneráveis. Conselho: pergunte à pessoa para onde ela está indo. Se ela parecer perdida, entre em contato com o LizaAlert, um grupo sem fins lucrativos que procura e ajuda indivíduos que estão desaparecidos, no telefone +7 (800) 700-54-52. […]

  • Aos poucos, Europa está se cansando do turismo
    on 15 de fevereiro de 2018 at 18:25

    Berlim, Veneza, Amsterdã, Roma: moradores veem qualidade de vida ser reduzida com o crescente fluxo de turistas, e cidades são obrigadas a buscar alternativas para não perder identidade. Uma multidão se aglomera em frente à Fontana di Trevi, em Roma. Fontana di Trevi, em Roma Reuters Chegar perto exige paciência e esforço para romper a barreira formada por turistas. Quando a aproximação é bem-sucedida, fica impossível admirar com calma a beleza de uma das principais atrações da capital italiana. Situações assim são rotina em várias partes da Europa. E, há alguns anos, vêm começando a incomodar moradores, diante de um processo conhecido como turistificação – o processo de transformação espacial e socioeconômica de regiões em detrimento do interesse turístico. Moradores veem sua qualidade de vida sendo reduzida ao serem obrigados a conviver com turistas, muitas vezes barulhentos e que não respeitam as regras locais. Em diversas regiões, a turistificação provoca a expulsão de habitantes devido à explosão nos preços dos aluguéis. Veneza é um dos exemplos mais gritantes. A cidade italiana perdeu praticamente a metade de sua população em apenas 30 anos. Estimativas apontam que, se esse desenvolvimento seguir o ritmo atual, pode ocorrer a "extinção" dos venezianos na cidade. Turistas pulando de ponte em Veneza Reprodução/Twitter Não somente moradias foram destinadas ao turismo, mas também muitas lojas locais. A estrutura da cidade sofre ainda com a circulação de cruzeiros na região, que danificam mais as já fragilizadas fundações dos prédios locais, feitas de madeira sobre um terreno pantanoso. Outras cidades europeias, como Lisboa, Berlim, Madri, Amsterdã e Dubrovnik, sofrem problema semelhante. Na capital da Islândia, Reykjavík, de 122 mil habitantes, os números dão uma dimensão do fenômeno: em 2008, recebeu 450 mil visitantes; uma década depois, a cifra passa de 2,5 milhões. Em Barcelona e em Palma de Mallorca, o descontentamento levou moradores a protestar em meados do ano passado contra o turismo de massa. Os manifestantes levavam cartazes com os dizeres "o turismo mata" e chegaram a comparar a atividade com o terrorismo. Cidades buscam limite Em 2017, o turismo internacional movimentou 1,3 bilhão de pessoas pelo mundo, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. O maior aumento (8%) foi registrado na Europa, que recebeu 671 milhões de visitas. A Organização Mundial de Turismo (OMT) prevê a continuação deste crescimento, que deve chegar a 1,8 bilhão em 2030. "O grande desafio neste cenário é garantir um crescimento sustentável, incentivando mudanças no comportamento dos turistas, encorajando práticas sustentáveis e minimizando qualquer efeito adverso que o desenvolvimento da atividade possa causar nos destinos", afirma Sofía Gutiérrez, do Departamento de Desenvolvimento do Turismo Sustentável da OMT. Diante dos atuais problemas e da perspectiva de crescimento, algumas cidades europeias procuram caminhos para conter o turismo de massa e, ao mesmo tempo, promover a atividade de uma maneira sustentável. "As cidades querem o turismo, mas perceberam que há um limite e agora buscam soluções para conduzir a onda de turistas sem acabar com a atividade", acrescenta Frank Herrmann, autor do livro FAIRreisen - Das Handbuch für alle, die umweltbewusst unterwegs sein wollen (Viagem justa – Manual para todos que querem viajar com consciência ambiental, em tradução livre). Entre quem busca dar um alívio ao problema está Veneza. Em novembro do ano passado, a cidade proibiu, a partir de 2019, a circulação de grandes cruzeiros no centro. Já Amsterdã anunciou, em outubro de 2017, a proibição da abertura de novos estabelecimentos comerciais voltados para turistas no centro da cidade, como lojas de suvenires e restaurantes fast-food. Além disso, já havia banido a circulação de ônibus turísticos e cruzeiros na região central, além de proibir a construção de novos hotéis. Guerra contra Airbnb Protesto contra apartamentos ilegalmente alugados para turistas em Barcelona Reprodução/Twitter/@barcelona_cat A capital holandesa, assim como Barcelona e Berlim, adotou ainda regras para banir o aluguel temporário de moradias e conter desta maneira a explosão nos valores dos aluguéis. A ascensão de plataformas digitais, como Airbnb, facilitou esse tipo de negócio, tornando essa disponibilização de moradias muito mais lucrativo do que o convencional em cidades com intensa movimentação turística. Gutiérrez destaca que, com a revolução tecnológica, esses modelos de negócios continuarão se expandindo e, por isso, é necessário que os destinos entendam as realidades deste novo mercado e regulamentem suas operações caso a caso. Amsterdã está entre os destinos pioneiros que investiram na regulamentação do serviço. A cidade estipulou que proprietários de imóveis podem disponibilizar apartamentos em plataformas digitais, como Airbnb, por apenas 60 dias, e a partir de 2019, somente por 30 dias. Em Barcelona, o governo congelou a concessão de licenças para novos hotéis e trava uma batalha contra o aluguel ilegal de apartamentos. Em dezembro de 2016, a prefeitura chegou a multar o Airbnb em mais de 600 mil euros por disponibilizar no portal moradias que não estavam legalizadas. Na capital alemã, uma legislação proíbe desde o ano passado esse tipo de negócio sem a autorização prévia da prefeitura. A proibição, porém, enfrentou resistência do Airbnb e de donos de imóveis que entraram na Justiça contra a medida. Berlim voltou atrás e aprovou nesta semana o aluguel temporário de apartamentos inteiros sem legalização junto à prefeitura por até 60 dias por ano. O aluguel de quartos é permitido sem restrições. Além disso, oito cidades – Madri, Barcelona, Amsterdã, Bruxelas, Paris, Cracóvia, Viena e Reykjavík – se reuniram no início deste ano contra plataformas de aluguel e pedem que a Comissão Europeia obrigue esses serviços a revelarem a identidade dos inquilinos e a compartilhar esses dados. Ao tentar evitar a turistificação com medidas que pretendem reduzir o acúmulo de turistas em determinadas regiões e preservar o bem-estar dos habitantes locais, as cidades europeias expressam também o desejo de promover um turismo de maior qualidade e proporcionar aos viajantes a autenticidade que procuram nas férias. Turista sustentável Um turismo sustentável, no entanto, não depende somente dos destinos, mas de todos seus atores. "Quem viaja barato, viaja ao custo do meio ambiente e dos moradores do local de destino", destaca Herrmann. O especialista ressalta que o turista também deve contribuir para diminuir os impactos negativos de suas férias. Questionar a necessidade de uma viagem aérea, optar por não comprar pacotes turísticos com tudo incluso, usar o transporte público local, contratar guias da região e comprar lembranças produzidas no país são algumas das atitudes que fazem bem ao meio ambiente, às cidades turísticas e a seus moradores. "Além disso, se as pessoas se comportassem nas férias como se comportam em casa também já ajudaria muito. Por exemplo, os alemães levam sacolas de pano para fazer as compras na Alemanha e evitar assim o uso de sacolas plásticas, isso também deveria ser feito quando eles viajam", acrescenta Herrmann. […]

  • Turismo em Portugal tem alta de 12% e bate novo recorde em 2017
    on 14 de fevereiro de 2018 at 15:14

    Dados divulgados nesta quarta apontam que 12,7 milhões turistas estrangeiros visitaram o país no ano passado.  Surfista caminha na praia da Rocha, em Portimão (Portugal), em imagem de arquivo de 6 de novembro de 2016 John Schults/ Reuters O número de turistas estrangeiros em visita a Portugal cresceu 12 % em 2017 e alcançou um recorde de 12,7 milhões de pessoas, contribuindo para o maior crescimento econômico do país desde 2000, mostraram dados oficiais revelados nesta quarta-feira (14). As receitas com turismo e viagens em geral representam cerca de 10 % do Produto Interno Bruto (PIB) português, que cresceu 2,7 % em 2017. O setor turístico também é uma fonte crucial de emprego e um componente importante da exportação de serviços. Dados preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) também mostraram que as receitas totais dos hotéis do país, incluindo o turismo doméstico, cresceram quase 17 por cento e chegaram ao equivalente a 4,20 bilhões de dólares. Tanto os visitantes quanto receitas se elevaram aproximadamente no mesmo ritmo forte de 2016. O turismo vem crescendo continuamente desde 2011, e centenas de hotéis novos e milhares de apartamentos redecorados para turistas foram abertos em todo Portugal, colocando o país entre os três destinos de viagem mais procurados do mundo em 2018, segundo a agência de viagens Lonely Planet. Portugal atrai igualmente turistas, estrangeiros e nativos, por suas praias, castelos medievais, golfe e também por alguns dos preços mais baixos para comer e beber na Europa Ocidental. No ano passado a pop star Madonna se tornou a mais ilustre de um número crescente de moradores estrangeiros da nação ibérica. Os turistas britânicos representaram o maior grupo de visitantes no ano passado, mas com um aumento modesto de 1 % em relação ao ano anterior, enquanto as visitas de norte-americanos, poloneses e brasileiros deram um salto maior -- mais de 30 %. […]

  • Neve fecha a Torre Eiffel em Paris
    on 9 de fevereiro de 2018 at 17:43

    Monumento deve ficar fechado também no sábado. Pedestres caminha no Campo de Marte, em Paris, aos pés da Torre Eiffel, que está fechada por causa da neve' AP/Michel Euler A Torre Eiffel irá permanecer fechada nesta sexta-feira (9) e também no sábado devido à neve e à chuva que atingem a França. As autoridades disseram aos motoristas na região de Paris que ficassem em casa por segurança. A empresa que administra o monumento mais visitado da França disse que a Torre Eiffel fica fechada "para garantir a segurança dos visitantes". Enquanto isso, trabalhadores munidos de pás de mão limpam cuidadosamente a neve da intrincada estrutura do monumento construído no século 19. A empresa que administra a torre disse que não pode usar sal porque poderia corroer o metal e danificar seus elevadores. Muitas nevascas no início desta semana deixaram centenas de motoristas presos em seus carros e causaram grandes engarrafamentos na região da capital francesa. Mais previsão de neve é prevista sexta-feira e as autoridades alertam sobre condições perigosas em cerca de um quarto do país. Casal com Torre Eiffel fechada ao fundo Michel Euler/AP […]

  • Turismo ameaça ecossistema das Ilhas Galápagos, no Equador
    on 8 de fevereiro de 2018 at 14:23

    Em 2017, ocorreu uma alta de 7% no número dos visitantes; cerca de 245 mil pessoas foram ao lugar paradisíaco. Vista aérea em Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, no Equador Pablo Cozzaglio/AFP Um paraíso que recorda o início dos tempos. Um tesouro ecológico que muitos desejam descobrir. Mas, para sobreviver, as Ilhas Galápagos, no Equador, devem desprezar milhares, talvez milhões, de turistas. Nas areias brancas de Tortuga Bay, na Ilha Santa Cruz, as iguanas caminham ao lado dos turistas. Os surfistas pegam ondas entre tartarugas marinhas. Mergulhadores observam arraias, tubarões de pontas brancas e peixes coloridos. Desta maneira, entre espécies ameaçadas e visitantes que não chegam a formar uma multidão, sobrevive o arquipélago vulcânico, formado por 19 grandes ilhas e dezenas de pequenas ilhas e rochas a 1 mil km do continente. Grupo de iguanas marinhas passeia entre os turistas Pablo Cozzaglio/AFP Mas o Equador sabe que a explosão do turismo mundial, que bateu recorde em 2017, com 7% a mais de viajantes, exerce uma pressão crescente sobre os frágeis paraísos. "Galápagos é a joia da coroa e, como tal, devemos cuidar. Não podemos massificá-la", explica à AFP o ministro do Turismo, Enrique Ponce de León. "Temos que ser muito enérgicos no cuidado ao meio ambiente". Bem-vindos Com uma rede de pequenos hotéis e oferta de cruzeiros entre as ilhas, Galápagos é um destino ecoturístico que figura entre os mais exclusivos do Pacífico. Os voos de Quito e Guayaquil se aproximam dos US$ 400 e a estadia de uma semana oscila entre US$ 2 mil e US$ 7 mil. O fluxo aumentou até alcançar 245 mil visitantes por ano. Vista aérea de Puerto Ayora, cidade localizada no arquipélago Pablo Cozzaglio/AFP O número, que segundo as autoridades é o máximo que as ilhas podem suportar sem prejuízo aos ecossistemas, pode virar uma norma. "As particularidades ambientais, sociais e biológicas deste lugar único nos obrigam a estabelecer um teto e a administra o turismo a partir da oferta, não da demanda", afirmou à AFP Walter Bustos, diretor do Parque Nacional Galápagos. Restrições Frequentado no passado por piratas e caçadores de baleias, o arquipélago que inspirou Charles Darwin em sua Teoria da Evolução luta contra a pesca ilegal, o aquecimento global e "invasores" como cães, gatos e ratos. Em 1959 foi criado o Parque Nacional para preservar 97% de sua superfície terrestre. Em 1978, a Unesco declarou o arquipélago Patrimônio Natural da Humanidade. Também foi delimitada uma reserva marinha de 138 mil km2 e foi classificada como santuário marinho – com proibição total à pesca – uma área de 38 mil km2, entre as ilhas Darwin e Wolf, a região com a maior biomassa de tubarões do mundo. Dependente das importações do continente e com fontes limitadas de água, o arquipélago limitou o crescimento de sua população: atualmente vivem apenas 26.000 pessoas nas quatro ilhas habitadas. Cactus gigantes crescem perto da costa da Ilha de Santa Cruz Pablo Cozzaglio/AFP A lei de "Regime Especial" trata como estrangeiros os equatorianos continentais. Para obter o direito de residência permanente, por exemplo, a pessoa deve estar casada com um galapaguenho por no mínimo 10 anos. As autoridades também adotaram restrições às construções e estimulam o uso de energias renováveis e de carros elétricos. As bolsas plásticas foram proibidas. A ilha de Baltra, a principal porta de entrada de Galápagos, tem um aeroporto ecológico, movido por energia solar e eólica. "Mas o desafio é administrar o turismo de maneira sustentável, que conserve os ecossistemas e gere lucros. O turista não deve ser visto como o diabo", disse à AFP Juan Carlos García, diretor de conservação da ONG WWF no Equador. Céus abertos Impor limites ao turimo em Galápagos, no entanto, castiga a economia dolarizada. E os últimos anos foram de escassez de divisas com a queda dos preços do petróleo e o forte endividamento. O turismo e o setor de mineração são considerados tábuas de salvação para a economia do país. Em 2017, o número de visitantes no país cresceu 14% na comparação com 2016, com 1,6 milhão de pessoas, uma cifra modesta na comparação com outros países da região. Turistas nadam na praia de Tortuga Bay, no Equador Pablo Cozzaglio/AFP O presidente Lenín Moreno pretende estimular o turismo para fortalecer a economia. Com este objetivo, decretou há alguns meses a política de "céus abertos", que facilita o tráfego aéreo para que mais turistas pousem em Quito e Guayaquil. E muitos destes turistas terão como objetivo visitar o arquipélago. A companhia aérea estatal TAME já anunciou novos voos para as ilhas. As autoridades conseguirão resistir à pressão? "Temos que apostar mais na qualidade e em aumentar o período de estadia dos turistas. E que depois viajem pelo resto do país, oferecendo pacotes", afirma o ministro do Turismo. A Metropolitan Touring, empresa que atua em Galápagos há meio século e atende 12 mil turistas por ano, adverte que a criação de uma "cota" vai aumentar os preços. "Apesar de contrária aos interesses empresariais, esta é uma medida razoável para que não termine como Machu Picchu", a sobrecarregada cidade inca do Peru, explica Roque Sevilla, diretor da empresa. […]

  • Pesquisador defende transformar devastação do mar Morto em oportunidade turística
    on 6 de fevereiro de 2018 at 22:21

    Crateras chegam a ter 100 metros de diâmetro e expõem sal que ficava abrigado pela água em extinção. Os poços são resultado da escassez de água BBC A retração do Mar Morto é um fato. Cientistas constataram que o desaparecimento tem ocorrido a um vertiginoso ritmo de um metro por ano. E, à medida em que o mar retrocede, enormes crateras ficam como registro dessa devastação. Hoje, há um total de 6,5 mil crateras em áreas que uma vez foram parte do mar Morto. Por que as crateras se formam? Os poços são resultado da escassez de água, motivada em grande parte porque os afluentes naturais do mar Morto estão sendo desviados para fins agrícolas e para a obtenção de água potável, necessária para uma população crescente em Israel. Alguns dos poços chegaram a danificar importantes estradas que circundam o Mar Morto BBC Outro motivo para a degradação, segundo o governo israelense, tem a ver com a mineração na região. Algumas organizações ambientalistas atribuem a situação a uma gestão hídrica falha no Oriente Médio, onde a instabilidade política impede o consenso para acordos internacionais que possam frear o retrocesso do mar Morto. Quando a água se esvai, uma grande camada de sal, que por milhares de anos ficou protegida, acaba sendo exposta. Calcula-se que existam mais de 6 mil crateras em zonas antes cobertas pelo mar Morto BBC E, quando o sal se dissolve, o solo pode colapsar sem aviso prévio, gerando as enormes crateras, com até 100 metros de diâmetro e 50 de profundidade. Lado positivo Uma equipe da BBC visitou a área e conversou com um pesquisador que estuda esses poços há 17 anos. Apesar do cenário de devastação, Eli Raz acredita que a situação pode levar a ensinamentos positivos. Ele tem levado grupos para visitações ao local. "Isso (a crise hídrica) deve servir para que as pessoas conheçam a crise do mar Morto, para que entendam o que está acontecendo", argumenta. Raz também acredita que a região possa se beneficiar do interesse de turistas pela incomum paisagem resultante desse fenômeno. Pesquisador aponta para o potencial turístico dos poços do Mar Morto BBC "As pessoas que vêm aqui ficam impressionadas com o cenário. É tão lindo", defende. Atualmente, no entanto, apesar da multiplicação dos poços ao redor do mar Morto, nenhum deles oferece uma estrutura oficial com acesso seguro para visitantes. Para Raz, disponibilizar uma forma segura de chegar a esses locais seria uma maneira de mostrar ao mundo o que está acontecendo e, além disso, reativar o turismo na região. Por enquanto, porém, a região só tem colhido os revezes turísticos da tragédia ambiental: nos últimos anos, duas das mais turísticas praias na região e o resort Mineral Beach foram fechados por culpa da retração do mar. […]

  • Torre Eiffel é fechada em Paris por causa da neve
    on 6 de fevereiro de 2018 at 17:33

     28 departamentos franceses, incluindo Paris, têm alerta laranja pelas condições perigosas do tempo. Turistas fazem selfie na neve diante nesta terça-feira (6) da Torre Eiffel em Paris Lionel Bonaventure/AFP Paris foi coberta de neve nesta terça-feira (6) e fechou da Torre Eiffel, uma de suas principais atrações turísticas, pela mau tempo. Os turistas tiveram de admirar a torre coberta de neve dos jardins perto do monumento. Meteorologistas franceses informam que o acúmulo de neve em Paris pode chegar a 10 centimetros até o final desta terça. No total, 28 departamentos franceses, incluindo Paris, têm alerta laranja pelas condições perigosas do tempo. Turista brinca com neve diante de Torre Eiffel nesta terça-feira (6) Lionel Bonaventure/AFP Turistas tiram foto sob neve nesta terça-feira (6) em Paris Lionel Bonaventure/AFP Casal caminha perto da Torre Eiffel nesta terça-feira (6) Philippe Wojazer/Reuters […]

  • Dono transforma Fusca no 'menor hotel do mundo', na Jordânia
    on 6 de fevereiro de 2018 at 08:00

    Carro é decorado com tapeçaria típica da região e já recebeu 160 hóspedes, diz proprietário. Mas o título, segundo o Guinness, pertence outro hotel, na Alemanha. Jordaniano reivindica o título de menor hotel do mundo Quando o Fusca de Mohammed al-Malaheem começou a dar defeito, ele teve a ideia de aproveitar o carro para outro fim: transformá-lo no que chama de "menor hotel do mundo". O carro está em uma região turística da Jordânia e é todo decorado com tapeçarias típicas da região feitas por artesãos locais. Ele serve como "hotel" desde 2011 e já recebeu cerca de 160 hóspedes, segundo o dono. Apesar do desejo al-Malaheem, o título de menor hotel, segundo o Guinness, o Livro dos Recordes, pertence a um imóvel de 2,5 metros de largura na Alemanha chamado Eh'häusl Hotel. Mas o proprietário do Fusca diz que há quem prefira se hospedar no carro do que um hotel 5 estrelas. "Todos os turistas param para tirar fotos dentro do Fusca", conta. "Eu não venderia nem por um milhão. Ele já é famoso no mundo todo", afirma o dono. "Minha ambição é criar um hotel com 10 a 15 'quartos' em Fuscas. Mas não consigo arcar com isso com o que ganho. Meus recursos são limitados", lamenta al-Malaheem. […]

  • A cidade europeia que adora estrangeiros
    on 5 de fevereiro de 2018 at 17:53

    Locais explicam o conceito grego de ‘filoxenia’, que pode ser traduzido literalmente por ‘amor pelo estranho’, uma cordialidade que faz os estrangeiros se sentirem imediatamente bem-vindos. Chrissy Manika: 'Não importa que horas você saia, você sempre verá cafés e bares cheios de pessoas se divertindo' kirkandmimi/Creative Commons Poucas cidades no mundo podem rivalizar com a antiguidade de Atenas, onde pessoas viveram em comunidades por milhares de anos. Os atenienses criaram as primeiras formas de democracia, as obras e a filosofia que moldaram a civilização ocidental, além dos prédios clássicos que ainda se destacam na Acrópole. Entre as ruínas antigas, outro sobrevivente dos séculos é o conceito grego de "filoxenia" - um termo que pode ser literalmente traduzido por "amor por estranhos", mas que os locais definem mais como um calor que faz os estrangeiros se sentirem imediatamente bem-vindos quando chegam à capital. "As pessoas costumam ser muito hospitaleiras e amigáveis", concorda Julian Williams, que se mudou de Londres para Atenas em 2009. Os locais descrevem a 'filoxenia' como uma cordialidade que faz os estrangeiros se sentirem bem-vindos JohnAdamsj/Creative Commons Embora receba mais de 4,5 milhões de visitantes anualmente para explorar o seu passado, Atenas oferece muito mais para fazer valer a pena ficar ali a longo prazo. Por que as pessoas a amam? Atenas passa uma ideia de estar sempre acordada, algo que atrai gregos e expatriados. "É uma cidade movimentada", diz Chrissy Manika, ateniense e blogueira de viagens do site Travel Passionate. "Não importa que horas você saia, sempre verá cafés e bares cheios de pessoas se divertindo". Ela gosta de passear especialmente pelo bairro de Plaka, a nordeste da Acrópole. "Com todos esses turistas por perto, parece que você está de férias em uma ilha, principalmente no verão". Com mais de 250 dias de sol anualmente, esse verão pode parecer infinito. "Pelos meus padrões americanos, o 'verão' em Atenas vai do fim de abril até o fim de outubro", diz Mina Agnos, que abriu uma empresa de turismo de luxo em Atenas em 2008. O bom tempo facilita visitas a ilhas próximas, mesmo que para breves passeios de fim de semana. Williams recomenda Hydra (64 km ao sul), onde os carros são proibidos e o transporte é por meio de burros, mulas ou por caminhadas pelas idílicas ruas da cidade, a maioria delas sem placas. Apesar de ser muito popular entre celebridades e artistas, a ilha tem um estilo relaxado, com muitos cafés e um número limitado de pessoas, graças à baixa quantidade de hotéis por ali. As florestas e montanhas também estão a fácil alcance. "Se você quiser sair da cidade, você pode fazê-lo facilmente e terá a sensação de que está a milhares de quilômetros (de distância da cidade grande)", diz Williams. "Sempre vou ao Monte Hymettys (6 km do centro da cidade), ótimo para passear com o cachorro ou andar de bicicleta". Como é viver lá? Apesar de morarem em uma cidade antiga, os moradores dizem nunca se cansar das vistas. "Dirigir até a cidade e ver a Acrópole ou o Templo de Zeus tiram meu fôlego", diz Agnos. "A cada curva, há uma linda recordação do passado antigo da cidade. É um lembrete adorável de que nosso tempo é limitado e que devemos tirar o melhor proveito dele". Entre as antiguidades, os bairros próximos dão um vislumbre da cultura contemporânea da cidade. A alguns passos da Acrópole, Koukaki foi recentemente classificado como o mais novo bairro descolado da cidade graças ao Museu Nacional de Arte Contemporânea, aos restaurantes da moda e seus cafés confortáveis. Para um ambiente mais avant-garde, Williams recomenda o bairro de Exarcheia, a 1 km do centro da cidade, sentido nordeste. "(O bairro) tem uma história complexa e uma cultura de politização estudantil, anarquismo, comunismo e contracultura alternativa", diz. Os moradores de Atenas dizem nunca se cansar de suas vistas históricas Dias12/Creative Commons Os locais também têm seus próprios segredos, que os turistas geralmente deixam passar batido ao pular de um museu para outro. "Você come algumas das melhores comidas no mercado no centro de Atenas", diz Katilena Alpe, que se mudou de Londres para lá há 9 anos. "E não há muitas pessoas que sabem que Atenas tem uma rota do vinho e que os vinhedos em volta da cidade produzem ótimos vinhos". O que mais é preciso saber? Sendo a Grécia um dos países mais abalados pela crise econômica iniciada em 2008, a oferta de trabalho ainda é escassa e o desemprego em Atenas continua alto. Os locais reclamam da burocracia ineficaz do governo, que segundo eles traz obstáculos para recém-chegados ao mercado profissional. "A papelada para pagar impostos e a burocracia grega requerem tradução, então vale a pena ter um amigo que possa ajudá-lo a lidar com o inferno burocrático para conseguir se instalar", diz Williams. Por mais que os salários ali sejam em geral mais baixos, Atenas tem um dos mais baixos custos de vida da Europa - quase 50% menor que o Londres, por exemplo, segundo o site de comparação de preços Expatistan.com. Atenas tem um dos custos de vida mais baixos da Europa bici/Creative Commons Os estrangeiros também gostam do fato de que a maioria dos atenienses fala inglês muito bem - embora tentar falar grego seja um objetivo de longo prazo. "Mesmo que você fale muito mal, o esforço é muito apreciado", diz Agnos. Mesmo com seus desafios, os locais recomendam jamais perder a reverência por Atenas. "Eu acho que os expatriados mais felizes são os que agem como turistas", diz Agnos. "Eles visitam museus ou pegam barcos para ir a ilhas nos finais de semana, provando vários restaurantes e interagindo com os locais". […]

  • Emirados Árabes Unidos inauguram maior tirolesa do mundo
    on 2 de fevereiro de 2018 at 07:00

    Início da descida está a 1.680 metros acima do nível do mar e trajeto se estende por 2,8 km, o equivalente a 28 campos de futebol. Atração fica em Jebel Jais, a montanha mais alta do país. Emirados Árabes Unidos inauguram maior tirolesa do mundo Os Emirados Árabes Unidos inauguram nesta sexta-feira (2) a maior tirolesa do mundo. Partindo da montanha mais alta do país, a Jebel Jais, o início da descida está a 1.680 metros acima do nível do mar e o trajeto se estende por 2,8 km, o equivalente a 28 campos de futebol. Pessoas são vistas na maior tirolesa do mundo, na montanha Jabal Jais, em Ras al-Khamiah, nos Emirados Árabes Unidos, em 31 de janeiro Reuters/Ahmed Jadallah Oficialmente certificada pelo Livro Guinness dos Recordes esta semana, a atração fica em Ras Al Khaimah, uma região relativamente menos desenvolvida do país, no norte, perto da fronteira com Omã, e que não costuma atrair muitos turistas. Pessoas são vistas na maior tirolesa do mundo, na montanha Jabal Jais, em Ras al-Khamiah, nos Emirados Árabes Unidos, em 31 de janeiro Reuters/Ahmed Jadallah Com capacidade para até 100 mil pessoas por ano, a tirolesa é uma aposta das autoridades para mudar esse perfil e tornar a região mais um polo turístico. Não há restrições de idade para quem quiser se aventurar na atração, mas é preciso ter pelo menos 1,22 metro de altura e não pesar mais de 150 quilos. Pessoas são vistas na maior tirolesa do mundo, na montanha Jabal Jais, em Ras al-Khamiah, nos Emirados Árabes Unidos, em 31 de janeiro Reuters/Ahmed Jadalla […]

  • Cidades históricas preservam estilo colonial e mostram como era o Brasil do passado
    on 1 de fevereiro de 2018 at 16:52

    País tem diversos lugares e construções que preservam sua história. Brasil tem diversos locais históricos para serem visitados Viajar pelo Brasil é conhecer a história do país e entender como era o Brasil do passado. O país tem diversas construções históricas e lugares que foram importantes para a nossa história. Veja abaixo alguns dos mais famosos: Ouro Preto, Minas Gerais A cidade é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Sua história se deu após a descoberta de ouro na região levar uma corrida à região. Atualmente, a cidade preserva as ruas e os casarões da época. Além disso, também tem um carnaval famoso. Olinda, Pernambuco A cidade é Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Foi invadidade pela Holanda em 1630 e ficou 24 anos sob dominação dos holandeses. Com o passar dos anos, foi retomando sua importância histórica na região e hoje é um dos destinos mais procurados no país. Pelas praias, importância cultural e pelo carnaval. Salvador, Bahia Primeira capital do Brasil, foi o centro político e financeiro do país até 1763. Hoje, conserva prédios históricos e ruas cheias de história. Além das praias e prédios históricos, o carnaval de Salvador é um dos mais famosos do mundo. Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador Reprodução/TV Bahia São Luís, Maranhão A cidade foi colonizada por franceses e recebeu o nome em homenagem ao Rei Luís XIII. Seu centro histórico foi preservado e remete à época em que a cidade era grande produtora de cana de açúcar, cacau e tabaco. São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul Povoado jesuíta preserva até hoje o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. O sitio conta também com o Museu das Missões, que abriga estátuas de imagens sacras feitas pelos índios Guarani Cidade de Goiás, Goiás As ruas do centro histórico preservam os paralelepípedos da época da colonização e outros prédios que conservam o estilo do período. Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, na Semana Santa uma das festas mais tradicionais do Brasil acontece pelas ruas históricas: a Procissão do Fogáreu. Igreja histórica de Ouro Preto Reprodução/ TV Globo […]

  • Primeiro Café Robô do Japão é inaugurado em Tóquio
    on 30 de janeiro de 2018 at 18:49

    Robô barista ‘Sawyer’ substitui humanos e pode servir até cinco xícaras de cada vez. Tecnologia pode ajudar a solucionar problema de falta de mão de obra em país com população cada vez mais velha. Robô prepara e serve café no Japão O primeiro Café Robô do Japão abriu suas portas para a imprensa na terça-feira (30) com um robô substituindo o barista que serve café aos clientes. Clientes do “Henn-na Café”, que significa “Café Estranho” em japonês, precisam escanear um código QR impresso em um bilhete comprado em uma máquina para pedir um café de 320 ienes (US$ 3). O robô barista chamado “Sawyer” é capaz de servir até cinco xícaras de café de cada vez. Ele leva cerca de quatro minutos para preparar uma xícara. Um café geralmente emprega aproximadamente quatro ou cinco pessoas para operar máquinas e servir café. Aqui, elas são substituídas por Sawyer e a máquina de café automática, com o gerente dizendo que isso irá ajudar a manter o preço do café baixo. O café “Henn-na” será aberto ao público na quinta-feira, dia 1º de fevereiro. O café robô segue uma tendência para solucionar a falta de mão de obra em uma sociedade japonesa que envelhece rapidamente, o que levanta dúvidas sobre o futuro do trabalho humano. Esse desenvolvimento tecnológico não é novo em Tóquio – a agência de viagens H.I.S. abriu seu terceiro “Henn-na hotel” no subúrbio de Tóquio na quinta (25), onde robôs ajudam a registrar os hóspedes e limpar o saguão no lugar de uma equipe humana, após o sucesso de duas outras unidades hoteleiras em Tóquio e Nagasaki. […]

  • Homem mais alto do mundo e mulher mais baixa do mundo se encontram no Egito 
    on 30 de janeiro de 2018 at 15:19

    Iniciativa de promover o encontro dos dois em frente às pirâmides foi do governo e pretende aumentar o número de turistas que visitam o país.  Homem mais alto do mundo e mulher mais baixa do mundo se encontram no Egito As pirâmides do Egito foram palco de um encontro inusitado nesta segunda-feira (29). Sultan Kosen, o homem mais alto do mundo, se encontrou com Jyoti Amge, a mulher mais baixa do mundo, de acordo com o Guinness. Kosen tem 34 anos, e nasceu na Turquia. Ele mede 2,465 metros de altura. Jyoti é indiana, tem 24 anos e mede 62,8 centímetros de altura. A iniciativa de promover o encontro foi do órgão responsável pelo turismo no país, em uma tentativa de incentivar um aumento das visitas na região. Sultan Kosen e Jyoti Amge em frente às pirâmides do Egito Amr Nabil/AP Photo Jyoti Amge e Sultan Kosen visitam as pirâmides no Cairo STRINGER / AFP Sultan Kosen e Jyoti Amge se encontram em frente à pirâmide de Giza, no Cairo Amr Nabil/AP Photo […]

  • Musa fitness do Instagram é expulsa de voo nos EUA
    on 29 de janeiro de 2018 at 14:10

    Jen Selter postou vídeos de policiais retirando-a de avião após desentendimento com comissário da American Airlines. A americana Jen Selter tem 11,7 milhões de seguidores no Instagram Reprodução/Instagram/@jenselter Uma modelo fitness famosa no Instagram postou vídeos em suas redes sociais do momento em que foi expulsa de um voo nos Estados Unidos. Jen Selter foi retirada de um avião da American Airlines após uma discussão com um comissário de bordo. A aeronave, que iria de Miami para Nova York no último sábado (27), estava parado havia duas horas no aeroporto devido a um atraso. Selter afirma que se levantou para esticar as pernas, quando um comissário pediu – de forma rude, segundo ela – que ela sentasse. “O avião não estava decolando. Falei para ele relaxar, mas ele tinha alguma coisa contra mim”, disse ao jornal “New York Post”. Em um dos vídeos, ela conta a dois integrantes da tripulação que o comissário perguntou se ela queria sair do voo, ao que ela respondeu que sim “obviamente sendo sarcástica”. Initial plugin text Policiais, então, chegaram para retirá-la da aeronave – cena que também foi gravada por ela. “Não fiz nada de errado, mas fui expulsa do avião”, postou. Ao “New York Post”, Selter disse que não fez nada de errado e que a experiência foi “humilhante”. Initial plugin text A American Airlines enviou uma declaração sobre o caso à imprensa americana afirmando que Selter foi convidada a se retirar do voo após um desentendimento. Disse que ofereceu a ela hotel e transporte e que ela recusou. Com 11,7 milhões de seguidores no Instagram, Selter é conhecida na internet como rainha da “belfie” (selfie do bumbum). […]

  • Como uma avaliação no Airbnb fez com que um uruguaio ajudasse pacientes de diálise em todo o mundo
    on 26 de janeiro de 2018 at 13:30

    Após ter salvado a vida de um hóspede argentino famoso, Javier Artigas teve a chance de conhecer bilionário que impulsionaria sua ideia de negócio: um aplicativo para conectar pacientes com problemas no rim a centros de tratamento no mundo todo. Javier Artigas teve um problema no rim. Arquivo pessoal Quando Javier Artigas teve um problema no rim que o submeteu a um tratamento semanal obrigatório com hemodiálise para sobreviver, ele acabou ficando sem emprego. As viagens que o trabalho exigia tornavam cada vez mais difícil a tarefa de conseguir um local seguro e acessível para fazer o tratamento fora do país. Foi essa dificuldade que fez com que Artigas tivesse a ideia daquele que viria a ser seu negócio futuro - um aplicativo para conectar as pessoas em busca de tratamento quando elas viajam para outros países. Mas o momento chave da virada nessa trajetória foi quando ele conheceu um famoso escritor argentino. Sem emprego, Javier Artigas precisava de dinheiro para sustentar sua família, então decidiu colocar os quartos da sua casa em Montevidéu para alugar no site Airbnb. 'Com o grande Casciari em casa, são e salvo! Abraços de toda a família', diz a legenda da foto postada por Artigas no Twitter. Twitter/Reprodução A estratégia deu certo, e ele logo começou a ter clientes. Um deles foi o escritor Hernán Casciari. Mas no segundo dia de sua estadia, o argentino sofreu um ataque cardíaco e precisou ser levado para o hospital às pressas. Por sorte, a esposa de Artiga, Alejandra, trabalhava para o Senado no Uruguai e conseguiu uma escolta policial para que eles pudessem levar Casciari ao hospital rapidamente - um trajeto que demoraria 40 minutos, levou apenas 12. O casal ainda doaria sangue para salvar a vida do hóspede argentino. Assim que Casciari se recuperou, ele voltou para a Argentina, mas não sem antes deixar uma avaliação de 5 estrelas para a hospedagem do uruguaio. "Casa excelente para viajantes sedentários propensos a terem um infarto no miocárdio. A região é linda e tem excelente acesso para os melhores hospitais. Javier e Alejandra podem imediatamente se tornarem anjos da guarda que vão salvar sua vida sem sequer te conhecer. Eles vão levá-lo às pressas para o hospital no carro deles mesmo enquanto você está morrendo e vão esperar no hospital até que você tenha alta. Eles não querem que você se sinta solitário, então vão levar livros para você ler e vão deixá-lo ficar na casa deles por mais dias sem cobrá-lo a mais por isso. Recomendo fortemente!" Mas Artigas foi mais do que apenas um bom anfitrião, e o anjo da guarda de Casciari. Ele sabia por experiência própria quão difícil era ter um problema sério de saúde quando se está longe de casa. Javier Artigas em uma sessão de hemodiálise Arquivo Pessoal Em 2007, Artigas foi diagnosticado com "doença do rim policístico", o que fez com que seus rins fossem perdendo a função rapidamente. Em 2014, ele precisava fazer hemodiálise três vezes por semana para suprir o trabalho que seus rins não faziam mais. Cada sessão - durante a qual seu sangue seria filtrado externamente para depois voltar limpo para seu corpo - durava quatro horas. Para pacientes como Artigas, as sessões de diálise precisavam ser feitas regularmente, seguindo à risca a frequência para não correr o risco de deixar toxinas no sangue. Ele não podia perder nenhuma sessão, então viajar para um país estrangeiro, em que não falava a língua, nem tinha conhecimento sobre o sistema de saúde, ou sobre onde encontrar o tratamento com um preço acessível, dificultava bastante essa tarefa. O emprego que ele tinha na época em que descobriu a doença envolvia viagens frequentes pela América Latina e pela África e, depois que Artigas revelou sua condição para os chefes e a necessidade de sessões frequentes de hemodiálise, acabou demitido. "Eu tenho quatro filhos, não sabia o que fazer. Ninguém iria me contratar. Ficar desempregado era um mundo desconhecido para mim. Entrei em crise, porque minha família dependia do meu salário." Estima-se que doenças crônicas no rim afetam uma em cada 10 pessoas ao redor do mundo, sendo que milhões delas morrem todos os anos por falta de tratamento acessível. Artigas conseguiu outro emprego, mas que também envolvia viagens internacionais. Em uma delas, foi para Córdoba, na Argentina, onde marcou uma sessão de hemodiálise. Mas quando chegou lá, não havia registro nenhum de seu agendamento e foi preciso correr para encontrar outro local para realizar o tratamento - o que não era tão simples, já que ele não era residente da Argentina. Depois de 12 horas de desespero nas buscas, com muito medo de morrer por causa do acúmulo de toxinas no seu sangue, Artigas conseguiu um hospital para fazer a hemodiálise. "Na minha viagem de volta, eu fiquei pensando sobre esse problema", contou. Foi quando teve um estalo. Decidiu que queria fazer algo para ajudar pessoas que precisavam de tratamento de diálise e, em 2015, desenvolveu um aplicativo chamado "Connectus", que teria a capacidade de conectar pacientes em todos os lugares do mundo com centros de tratamentos renais para que eles não tivessem que passar pela situação desesperadora que Artigas passou quando estava na Argentina. Javier Artigas em uma sessão de hemodiálise. Twitter/Reprodução "As pessoas que precisam de tratamento renal costumam achar um centro de diálise primeiro e aí planejar sua viagem de férias. Nós queremos que agora elas façam o contrário. Você primeiro encontra a praia que quer visitar, e aí nós te mostramos onde fica o centro onde poderá receber tratamento", explicou. O Connectus foi lançado em agosto de 2015 como uma plataforma pequena, que custou apenas US$ 1,7 mil. O foco era conectar pacientes do Uruguai com centros de tratamento de diálise na Argentina e no Brasil, principais destinos visitados por uruguaios. Um mês depois, porém, o Connectus recebeu do Instituto de Tecnologia de Massachusetts o prestigiado prêmio "Solução de Saúde Inovadora". Isso levou o aplicativo ao sucesso, mas a grande virada veio mesmo por causa do escritor argentino, Hernán Casciari. Em consequência da avaliação dada pelo hóspede no Airbnb, um representante da empresa em Miami encaminhou a mensagem para Joe Gebbia, co-fundador do Airbnb . Gebbia entrou em contato com Artigas e pediu para se hospedar na casa dele em Montevidéu. Na hora em que viu o email, Artigas estava dirigindo para uma praia a 100km de Montevidéu para celebrar o Ano Novo e achou que aquilo era uma piada. Mas Gebbia realmente agendou seu voo e chegou à capital uruguaia no dia primeiro de janeiro. Quando Artigas conheceu Gebbia, ele logo perguntou: "O que te levou a fazer essa visita de surpresa ao Uruguai?" "Eu vim porque eu queria ouvir de você sua história. Quero saber cada detalhe. Quero saber seu tipo sanguíneo e tudo o que você passou", respondeu o co-fundador do Airbnb. O empresário já tinha ouvido falar dele e fez monte de perguntas. Na maior parte do tempo que passou em Montevidéu, o dono do Airbnb aproveitou para ler e relaxar. Mas um dia ele pediu a Artigas para checar em seu email uma mensagem de São Francisco. "Eu achava que era o pagamento por sua estadia, ainda que eu não fosse cobrá-lo por isso. Mas aí quando vi, era um contrato para fazer negócios com sua empresa. Eu não podia acreditar", contou o uruguaio. Desde então, a Connectus Medical só cresceu. É o único aplicativo e site desse tipo e é utilizado por quase 250 mil pacientes em 150 países diferentes. A crise financeira de Artigas passou de vez e sua saúde também melhorou. A doença no rim é de família - seu pai tinha e morreu aos 48 anos por causa dela, e sua filha de 22 anos também tem. Mas o futuro dele foi diferente. Em agosto do ano passado, Artigas conseguiu um transplante de rim que mudou sua vida. Agora ele não precisa mais fazer diálise, mas continua facilitando a vida daqueles que ainda sofrem com essa necessidade. […]

  • Brasil passa a aceitar visto eletrônico para turistas americanos
    on 24 de janeiro de 2018 at 23:42

    Visto eletrônico já é aceito para turistas do Canadá, Japão e da Austrália. Americanos compareceram em peso na Fan Fest de Manaus, na Copa do Mundo no Brasil Marcos Dantas/G1 AM A partir desta quinta-feira (25) o Brasil passa a aceitar que turistas americanos tirem um visto eletrônico para entrar no país. O processo é totalmente eletrônico e, segundo o Ministério do Turismo, dura no máximo 72 horas -- entre pedido, apresentação dos documentos e emissão do visto. Os Estados Unidos são o segundo país que mais envia turistas ao Brasil, perdendo apenas para a Argentina. O visto eletrônico já é aceito no Brasil para turistas do Canadá, Japão e da Austrália. Ele custa US$ 40 e tem validade máxima de dois anos. A solicitação de visto por meio dos consulados brasileiros continua sendo possível nesses países. […]

  • Confira opções de descanso durante carnaval no Centro-Oeste de Minas 
    on 24 de janeiro de 2018 at 20:10

    G1 listou hotéis fazenda e parques aquáticos em Formiga, Itapecerica, Itaúna e São Francisco de Paula. Lazer, descanso e diversão em um só lugar: é a promessa de hotel em Itaúna Divulgação/Hotel Fazenda Granja Glória Carnaval se aproximando e, enquanto algumas pessoas preparam os abadás para "cair" na folia das grandes festas, outros preferem um programa mais tranquilo. No Centro-Oeste de Minas, as opções para quem busca aliar lazer e descanso estão em hotéis fazenda e parques aquáticos. Segundo levantamento feito pelo G1, ainda há possibilidade de reserva em muitos desses endereços, mas os pacotes de casal para o período de carnaval variam de R$ 1.800 a R$ 5.400. Confira a seguir os destaques em quatro dos principais destinos na região. Itapecerica Hotel Fazenda Capetinga fica em Itapecerica Divulgação/Hotel Fazenda Capetinga Na cidade de Itapecerica, a opção é o Hotel Fazenda Capetinga, que tem para contar uma rica história em seus mais de 100 anos de existência. A restauração do imóvel envolveu a compra de outras fazendas da mesma época, de onde foram recuperadas portas, janelas e telhas, possibilitando manter as características originais da sede. Para o Carnaval, segundo a gerente geral do local, Silvana Campos, o pacote para casal varia de R$ 1.800 a R$ 2.500, dependendo do tipo de hospedagem. Até esta publicação, 80% das acomodações já estavam reservadas. Nos dias de folia, além dos tradicionais passeios a cavalo, lago de peixes, trilhas e piscinas, o Capetinga vai oferecer pensão completa – café da manhã, almoço, café da tarde e jantar- e programação para todos os dias, como churrasco à beira da piscina com música ao vivo, noite de drinks e marchinhas de carnaval. "Mesmo com música, a tranquilidade prevalece. Quem vier terá diversão e muito sossego", destacou a gerente. O Hotel Fazenda Palestina é localizado em Itapecerica Divulgação/Hotel Fazenda Palestina No município, há também o Hotel Fazenda Palestina, mas reservas para o carnaval já estão esgotadas. De acordo com a direção, os pacotes para esse ano variaram entre R$ 1.190 e R$ 1.980. Entre os destaques do hotel estão piscinas adulto e infantil, piscina aquecida com hidromassagem, pescaria esportiva, acesso a trilhas para caminhada e cavalos para passeios. No Lago de Furnas em Formiga Resort é localizado em Formiga Divulgação/Furnaspark As belezas são muitas no entorno do resort Furnaspark, que é localizado em frente ao Lago de Furnas, em Formiga. São 39 apartamentos dentro do prédio e 20 Chalés no entorno O local oferece piscina aquecida, campo de futebol, salão de beleza e passeio de caiaques, bicicletas, além de pescaria. O resort ainda possui aeroporto com pista de pouso de 800 metros. Para o carnaval, os pacotes para quatro diárias variam de R$ 3.800 a R$ 5.400. Haverá programação especial no Carnaval, mas a programação é surpresa, segundo a administração do resort. Itaúna Piscina de cascata para adultos e crianças é um dos atrativos de hotel em Itaúna Divulgação/Hotel Fazenda Granja Glória Em Itaúna, a opção é o Hotel Fazenda Granja Glória que, entre os atrativos, possui piscina de cascata para adultos e crianças. Há também uma piscina climatizada que fica próxima ao bar. De acordo com o proprietário do local, Vitório Corradi, as 42 acomodações oferecem bem-estar e comodidade, com frigobar, ar-condicionado, televisão e chalés que têm hidromassagem. Para o carnaval, o pacote varia de R$ 2.800 a R$ 3.600, com café da manhã, almoço e jantar, música ao vivo e monitores para o casal que levar os filhos. A diária das crianças varia de acordo com a idade e acomodação escolhida. Crianças até cinco anos não pagam. São Francisco de Paula Parque Aquático é alternativa em São Francisco de Paula Divulgação/ Parque Hotel Pimonte Já em São Francisco de Paula, o Parque Hotel Pimonte oferece diversos espaços de lazer e esporte, com teleférico, corda bamba, piscinas de onda, boliche, entre outras atividades. No pacote de três diárias para o Carnaval, o valor varia entre R$ 2.690 a R$ 4.458 para o casal. Há recreação para crianças e adultos todos os dias. […]

  • Roteiro de férias: teatro e cachoeiras são atrações turísticas em Zona da Mata e Vertentes
    on 21 de janeiro de 2018 at 12:19

    Confira os pontos turísticos em Juiz de Fora, Barbacena, Lima Duarte, São João Nepomuceno, Mar de Espanha e São João del Rei. Parque Estadual do Ibitipoca é uma das atrações de Lima Duarte Semad/Divulgação Neste mês de férias, o G1 reuniu uma série de destinos na Zona da Mata e Campo das Vertentes. Cachoeiras, monumentos históricos, museus, teatros, igrejas, casarões e lugares para caminhadas e trilhas estão entre as dicas. A seleção inclui destinos urbanos e as principais cidades históricas de Minas. Juiz de Fora A cultura da cidade é constituída por uma mistura das culturas de diferentes povos que estão na formação dos moradores, como os portugueses, os negros, os imigrantes alemães, italianos, sírios e libaneses. A cidade foi o centro cultural do estado até a década de 1920. Com uma população estimada em mais de meio milhão de habitantes, a "Princesinha de Minas" concilia a tradicional vocação industrial às qualidades de uma cidade moderna, com diversos pontos turísticos. Cachoeiras Localizada no Distrito de Torreões, a Cachoeira das Éguas apresenta piscinas naturais rasas ideais para crianças e ainda há a possibilidade de se acampar no local- porém, não há venda de alimentos. A entrada é franca. O restaurante Cantinho da Cachoeira é uma boa opção para passar o dia em Juiz de Fora. Além de grande variedade gastronômica, playground e música ao vivo aos sábados e domingos, o lugar tem uma cachoeira para clientes e turistas desfrutarem. A entrada é de R$ 25, podendo sofrer alterações. O Cantinho da Cachoeira fica na estrada de Torreões. Por último, a Cachoeira da Jamaica é um ótimo lugar para atividades de lazer e esportes. Além da cachoeira, o local é muito usado para atividades como rapel e stand up. Trilhas e piscinas naturais e espaço para acampar também são opções de passeio. Cine-Theatro Central, em Juiz de Fora Cine-Theatro Central/Divulgação Teatro Com um espaço privilegiado e um dos poucos do gênero disponíveis atualmente no país, o Cine Theatro Central, localizado na Praça João Pessoa, possui grande capacidade de público e oferece aos juiz-foranos e turistas diversas apresentações de teatro, dança, ópera, concerto e shows. Inaugurado em 30 de março de 1929, é um dos mais importantes teatros mineiros. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, foi restaurado e reinaugurado em 1996. Museus O Museu Mariano Procópio, fundado em 1915 por Alfredo Ferreira Lage, abriga um dos principais acervos do país, com aproximadamente 50 mil peças. Além disso, o espaço conta com área de lazer, jardins e conjuntos arquitetônicos. A entrada é franca. Neste mês de janeiro, o local foi fechado depois que um macaco morto foi encontrado. Já o Museu Ferroviário, localizado na Avenida Brasil, n° 2.001, antiga Estrada de Ferro Leopoldina, foi inaugurado em agosto de 2003, depois de um processo de revitalização e modernização. O acervo e a edificação são tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico. Com cerca de 400 peças, incluindo mobiliário, instrumentos de trabalho e de comunicação, livros técnicos, fotografias, equipamentos científicos, louças, miniaturas, além de duas locomotivas a vapor originais na área externa, o patrimônio cultural aborda as origens e a evolução da ferrovia, bem como seu impacto nos aspectos sociais e econômicos a partir do século XIX, no Brasil e em Juiz de Fora. O horário de visitação é de segunda a sexta-feira das 9h às 17h. Catedral Matropolitana de Juiz de Fora Roberta Oliveira/G1 Igrejas Em estilo romano, o prédio possui duas torres e uma grande cúpula. A Catedral Metropolitana tem capacidade para 1.000 pessoas, sendo 700 sentadas. A fachada da igreja é tombada e de grande valor histórico e cultural. O funcionamento é de segunda a sábado, das 7h às 21h30, e no domingo, das 7h às 13h e das 15h às 21h. A Paróquia Melquita Católica de São Jorge é uma igreja localizada no Bairro Santa Helena em Juiz de Fora. Foi fundada em 1958 pelos sírios praticantes do rito bizantino, que chegaram na cidade junto com outros povos de origem árabe, no fim do século 19 e início do 20. A primeira missa foi realizada em 1965, quando a construção ficou pronta. Ainda hoje é frequentada pela colônia árabe. Parque Halfeld, em Juiz de Fora Reprodução/TV Integração Outros pontos turísticos O Parque da Lajinha, localizado na Avenida Paulo Japiassu Coelho, Bairro Teixeiras, é uma das áreas remanescentes da Mata Atlântica do município, que abriga um tipo de vegetação caracterizada como Floresta Estacional Semidecidual Montana. A fauna é constituída, predominantemente, por aves, peixes, mamíferos de pequeno e médio porte, répteis e artrópodes. O Parque Natural Municipal da Lajinha é atualmente a única área verde de médio porte do município, aberta ao público para o lazer e o turismo ecológico. Localizado em um dos pontos mais altos de Juiz de Fora, o Morro do Imperador ou Morro do Cristo, encanta pela beleza cênica e o contato com a natureza. De fácil acesso, possui uma linha turística que circula aos domingos e feriados. O Morro do Cristo fica na Rua Engenheiro Gentil Forn, Bairro São Pedro. O Parque Halfeld é um dos mais importantes símbolos de Juiz de Fora, considerado ponto de encontro e espaço de lazer e cultura. Situado na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Halfeld, é o primeiro logradouro público da cidade. Patrimônio municipal, o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas possui galerias de arte, anfiteatro, videoteca e salas de aula, além de corredores para realização de eventos. No complexo, é possível visitar o Mercado Municipal, inaugurado em 31 de dezembro de 1904 em um prédio na Avenida dos Andradas. Cachoeira de Ituí, em São João Nepomuceno Márcio Sabones/Divulgação São João Nepomuceno Além do tradicional Carnaval, São João Nepomuceno oferece aos visitantes diversas atrações turísticas, como cachoeiras, parques naturais, gastronomia e antigas construções. A Cachoeira de Ituí, localizada a 17 km do Centro da cidade, possui uma queda d'água de 24 metros de altura. No lugar, os visitantes desfrutam de estacionamento, bar e duchas naturais. O valor de entrada é de R$ 2 por pessoa. Próximo à Cachoeira de Ituí e distante 15 km do Centro de São João Nepomuceno, o Distrito de Taruaçu, fundado em 1822, fica ao redor da Igreja Nossa Senhora das Dores. Lugar de rica natureza, com morros e um visual deslumbrante, Taruaçu é terra de Dona Itália Franco, mãe do ex-presidente da República, Itamar Franco. A casa onde ela nasceu é uma boa opção de visita e apresenta a fachada totalmente preservada. Para aqueles que gostam de passeios ao ar livre, o lugar ainda apresenta trilhas para caminhadas e montanhas. Além disso, há a atividade de três alambiques. A cachaçaria Taruana abre para visitas aos sábados, das 8h às 13h. Já o shopping Centermoda, instalado desde 1922 na Avenida Dr. Carlos Alves, no Centro, conta com cerca de 30 lojas de fábricas e vendas no atacado e varejo com roupas íntimas, masculinas, femininas e infantil. Confira os pontos turísticos de Mar de Espanha Marcella Pinheiro/Divulgação Mar de Espanha Com uma população estimada 12.743 habitantes, segundo dados de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mar de Espanha apresenta cachoeiras, monumentos históricos, antigos casarões e igrejas, além de estação ecológica. Cachoeiras: Pedro Duim, Bocaina, Estevão Pinto, Fumaça Monumentos históricos: prédio do fórum da comarca, Prefeitura, antiga estação ferroviária, antigo prédio do matadouro municipal, os antigos casarões, que são distribuídos pela cidade, e o Parque Doutor José Francisco Schettino, na Praça Central. Igrejas: Santuário Nossa Senhora das Mercês (considerada a 2° Maior Igreja da Zona da Mata), Igreja de Santa Efigênia (com o Mirante de Santa Efigênia), Igreja Nossa Senhora do Rosário e Igreja de Santo Antônio. Estação ecológica: Horto Florestal e Sítio Arqueológico da Comunidade de Córrego de Areia, que conta com atrações de aventura, como o rapel. Parque Estadual de Ibitipoca Nathalie Guimarães/G1 Lima Duarte Situada no interior de minas, Lima Duarte era chamada antigamente de Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe. A primeira parte do nome se refere à santa padroeira da primeira capelinha de Nossa Senhora das Dores. Já a segunda parte destaca uma característica do município, ser banhado pelo Rio do Peixe, o que dá o tom das atividades turísticas e culturais da cidade. A Cachoeira do Arco-Íris, localizada na BR-267, km 16, oferece aos visitantes área de camping, bar e lanchonete, além de mirantes e passeios ecológicos. A entrada está no valor de R$ 10. Já para acampar, o valor é de R$ 15 a diária. Já no km 176 da BR-267, a Cachoeira do Sossego, localizada no caminho das Serras em Lima Duarte, dispõe de uma área natural exuberante. No local, há piscina, cachoeira, área de lazer e esportes e pesque-pague. Distrito de Conceição do Ibitipoca No Distrito de Conceição de Ibitipoca, o Parque Estadual é bastante conhecido e destino certo de turistas durante todo o ano. A reserva ambiental ocupa o alto da Serra do Ibitipoca, uma extensão da Serra da Mantiqueira. Com uma área de 1.488 hectares, a unidade de conservação está no local onde se dividem as bacias do Rio Grande e do Rio Paraíba do Sul. A Ponte de Pedra, a Janela do Céu, a Gruta dos Três Arcos e o Pico do Pião são alguns dos atrativos do Ibitipoca, que abriga ainda mirantes, grutas, piscina natural, cachoeiras, picos e as belas cachoeiras e piscinas naturais. O pico da Lombada, também conhecido como Ibitipoca, com 1.784 metros de altitude, oferece uma vista panorâmica inigualável. A fauna é rica, com a presença de espécies ameaçadas de extinção. Diversas espécies da flora são encontradas na unidade de conservação. Um traço marcante da vegetação no Ibitipoca são as "barbas-de-velho", uma espécie de líquen verde-água, que pende dos galhos das árvores, provocando um belo efeito visual. Os campos rupestres constituem uma grande extensão de vegetação do parque. A entrada do parque está no valor de R$ 15 nos dias úteis e R$ 25 aos finais de semana e feriados. O estacionamento custa R$ 20 para motos, R$ 25 para veículos de passeio para até sete pessoas e R$ 65 para vans, micro-ônibus, ônibus caminhão e outros. Os interessados em usar a área de camping pagam R$ 50 por pessoa e, para o auditório, o valor é R$ 500. Museu da Loucura em Barbacena FHEMIG/ Divulgação Barbacena Conhecida como "Cidade das Rosas", Barbacena possui cerca de 136 mil habitantes, segundo dados do IBGE. É um município com diversidade na arquitetura de igrejas, museus, casa de cultura, estação ferroviária e praças. Museu da Loucura: É uma importante construção arquitetônica, considerada símbolo do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB). Tem como objetivo principal resgatar a história do primeiro hospital psiquiátrico de Minas Gerais, o lendário Hospital Colônia de Barbacena. O acervo do museu é composto por textos, fotografias, documentos, equipamentos, objetos e instrumentação cirúrgica que relatam a história do tratamento ao portador de sofrimento mental. No espaço, existe também a galeria de arte. Basílica de São José Operário: Em forma de cruz grega, é uma construção da década de 1960. É o maior templo católico de Minas Gerais em área quadrada total e o segundo em contingente de pessoas. Casa da Cultura: No antigo prédio da Cadeia Pública, funciona hoje a Casa da Cultura de Barbacena, tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), abrigando ainda a Biblioteca Pública Municipal, o Arquivo Municipal e a Academia Barbacenense de Letras. Estação Ferroviária: Construída na década de 1930, o prédio é uma importante edificação que abriga o Centro Ferroviário de Cultura (Cefec). O ramal que passa por Barbacena ainda encontra-se em operação para trens cargueiros. O engenheiro Henrique Dumont, pai de Santos Dumont, foi empreiteiro do trecho João Ayres-Barbacena Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar): Localizada no Centro, é um exemplar da arquitetura neoclássica e abriga hoje a Escola Preparatória de Cadetes do Ar. Com vasta área, a escola possui biblioteca, teatro, cinema, exemplares de aviões desativados, quadras esportivas, ginásio poliesportivo, campos de futebol, piscina e muitos outros equipamentos de lazer e entretenimento. Igreja Nossa Senhora do Rosário: A Igreja de Nossa Senhora do Rosário, localizada no antigo "Largo do Rosário", mais tarde "Praça da Inconfidência", hoje Praça Dom Silvério, foi construída pelos negros escravos. Possui uma torre frontal e duas sacadas. Parque Museu Casa de Marcier: A casa, tombada pelo patrimônio histórico municipal, passou a ser a sede do Parque Museu Casa de Marcier e seu entorno. No sítio, encontram-se oito murais que são considerados marcos da pintura expressionista brasileira, além de telas, estudos, desenhos e objetos pessoais do artista. O parque possui trilhas para caminhadas, quiosques, teatrinho de arena, gramados, flores e horta comunitária. Museu Georges Bernanos: O museu está instalado na casa onde viveu, na década de 1940, o escritor francês Georges Bernanos. No acervo, estão livros, móveis e objetos que contam a trajetória do escritor em Barbacena. No local, também funciona o Centro Artístico e Cultural Georges Bernanos. Museu Municipal: O Museu funciona na antiga residência do político comendador João Fernandes de Oliveira Pena. A construção é datada de 1810, no estilo Colonial Mineiro. O museu abriga um variado acervo de peças de titulares do Império, objetos pessoais de políticos ilustres, mobiliário do século 19, centenas de fotografias da cidade nos últimos 100 anos e outras peças de grande valor histórico. Praça Conde de Prados: Primeiramente denominada Praça da Liberdade, foi inaugurada em 1890, com a Coluna da Liberdade, tendo ao alto a estátua de mesmo nome feita pelos escravos libertos da cidade de Barbacena. Hoje, a coluna não mais sustenta a estátua, mas um globo feito em vidro. Arborizada, além de banquinhos, na praça está o chafariz "A Leda e o Cisne". Praça dos Andradas: É totalmente arborizada e ornamentada com flores. Conta com o Monumento a Chrispim Jaques Bias Fortes. No ano de 1994, a Praça foi modificada buscando resgatar os velhos traços da antiga "Praça da Intendência": o Coreto e o Café. Sericícola: Primeira fábrica de seda natural do Brasil, datada do século 19, onde hoje funcionam a Bituca – Universidade de Música Popular, iniciativa do Grupo Ponto de Partida e o Centro Regional de Saúde. Igreja Nossa Senhora das Mercês em São João del Rei Thiago Morandi / Arquivo Pessoal São João del Rei Igrejas, capelas, passos, museus e pontes bicentenárias interligam as duas metades urbanas da tricentenária São João del Rei, cortada pelo Córrego do Lenheiro. Artesanato, sinos, maria-fumaça e folclore são os principais atrativos. Igrejas Construída no ano de 1721, em substituição a uma antiga capela incendiada durante a Guerra dos Emboabas, a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar possui altares com talhas douradas e pinturas barrocas em estilo neoclássico. A catedral fica na Rua Getúlio Vargas e as visitas podem ser feitas de terça-feira a domingo, das 7h às 10h e das 13h às 20h. A Igreja Nossa Senhora do Carmo foi erguida na fase áurea do rococó (estilo artístico posterior ao barroco). A atual fachada da igreja foi iniciada em 1787, tendo como diretor das obras e seu artífice, o grande mestre português Francisco de Lima Cerqueira. O interior tem características do barroco mineiro em suas pinturas e talhas folheadas a ouro com destaque para a imagem do Cristo Inacabado. O majestoso templo franciscano é considerado um dos mais expressivos monumentos religiosos do Brasil e do mundo. Na Igreja São Francisco de Assis, destacam-se as linhas curvas da arquitetura. Está inserida numa ampla praça em forma de lira, com imensas palmeiras imperiais à sua frente. Possui um cemitério com esculturas e mausoléus, onde está sepultado o ex-presidente Tancredo Neves. Já na Praça Dom Pedro II, a Igreja Nossa Senhora das Mercês substituiu a capela primitiva erguida antes de 1751 em devoção a Nossa Senhora das Mercês. No local, destacam-se a escadaria calçada de pedras e as pitorescas alamedas laterais. A Igreja Nossa Senhora do Rosário, construída em 1719, é o templo mais antigo da cidade, embora tenha sofrido algumas alterações. Possui em seu interior as imagens de Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Lourdes e Nossa Senhora de Fátima. A Capela de Santo Antônio de Pádua, erguida por volta de 1774, destaca-se pela originalidade de sua construção, contínua ao casario da rua. A porta em pedra polida valoriza a fachada rica em detalhes arquitetônicos. O interior tem pinturas e entalhes dourados de inspiração rococó. Museus Inaugurado em 1981, o Museu Ferroviário apresenta um acervo de documentos, fotografias, sinos e equipamentos. Uma das peças de destaque é a primeira locomotiva da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), que foi importada dos Estados Unidos. Junto com o passeio de maria fumaça e a visita à rotunda, é possível conhecer a história sobre os trilhos em São João del Rei. O museu fica na Avenida Hermillo Alves, n° 366, e o funcionamento vai das 13h às 17h na quarta-feira, das 9h às 17h, quinta e sexta-feira, das 9h às 15h no sábado e das 9h às 13h no domingo. O Museu de Arte Sacra, localizado na Praça Embaixador Gastão da Cunha, reúne peças sacras, paramentos, imagens e prataria cedidos pelas irmandades religiosas locais. São destaque a cabeça de Cristo, atribuída ao escultor mineiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, a pintura "Fuga para o Egito", de Venâncio do Espírito Santo, que tem como cenário a antiga vila, e o retábulo da Capela de Nossa Senhora da Ajuda, remanescente da Fazenda do Pombal, local de nascimento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h e no sábado, das 9h às 13h. No Museu dos Ex-combatentes, o foco principal é a Força Expedicionária Brasileira (FEB) atuante na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Possui documentos, roupas e armamentos da época. O museu fica na Avenida Hermillo Alves, Centro. O Museu Regional de São João del Rei apresenta em seu circuito de exposição de longa duração, aspectos do cotidiano dos séculos 18 e 19, através de mobiliário, meios de transporte, imagens sacras, pinturas e esculturas. Memoriais No Memorial Tancredo Neves, o visitante pode apreciar a trajetória política do ex-presidente. Está localizado na Rua Padre José Maria Xavier, n°7, Centro, e as visitas podem ser feitas de terça-feira a domingo. O Memorial Cardeal Dom Lucas Moreira Neves possui uma biblioteca contendo 50.000 volumes sobre assuntos variados e com enfoque religioso. No primeiro andar, pode-se encontrar uma pinacoteca e uma memorabília, com roupas de Dom Lucas, alfaias, comendas, medalhas, pergaminhos de nomeações, placas de homenagens e um pátio. Teatro O Teatro Municipal foi inaugurado em 1893, 16 anos antes do Teatro do Rio de Janeiro. A atual fachada é da década de 1920. Construído em arquitetura eclética, com inspiração greco-romana. O teatro fica na Avenida Hermílio Alves, n°170. O Solar da Baronesa de Itaverava, na Praça Dr. Augusto das Chagas Viegas, é outro ponto turístico da cidade. Faz parte do conjunto urbano tombado pelo IPHAN em 1938. Atualmente, no local funciona o espaço cultural da Universidade de São João del Rei (UFSJ). Paisagens Geologicamente, a Serra do Lenheiro é a continuação da Serra de São José e pode ser observada a oeste e a noroeste de São João del rei. Possui altitude máxima de 1.218 metros e é uma formação cuja origem remonta a 1,6 bilhões de anos. Na serra, encontravam-se as principais minas, lenhas e pedras que serviram para a construção de igrejas e pontos da cidade. Possui outros atrativos, como pinturas rupestres, Canal dos Ingleses, Gruta do Caititu, Cachoeira dos 7 metros e Poço Olho D'água. […]