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G1 > Turismo e Viagem Descubra lugares e destinos turísticos no Brasil e no exterior para sua próxima viagem, passeio ou férias. Notícias em texto e vídeo sobre turismo e viagem.

  • Caos em aeroporto de Lisboa deve prejudicar turismo de Portugal
    on 17 de julho de 2018 at 20:37

    Operando no limite das suas capacidades, a falta de infraestrutura tem causado muitos transtornos aos passageiros, principalmente aqueles que vêm de fora da Europa. Mas a solução mais otimista, que passa pela abertura de um novo aeroporto, deverá chegar somente em 2022. O aeroporto Humberto Delgado, de Lisboa, está operando no limite das suas capacidades olafpictures/Creative Commons Chegam as férias de verão na Europa e a situação no aeroporto de Lisboa vira um caos. A capital portuguesa ganhou pelo segundo ano o prêmio de “melhor destino europeu”, além de outras atrações e regiões de Portugal terem sido classificadas no topo do ranking dos “Oscars” do turismo mundial, como praias e circuitos ecológicos. Calcula-se que 20 milhões de turistas visitaram o país em 2017, um número quase duas vezes mais que a população do país, que não chega a 11 milhões. A taxa de ocupação dos hotéis chega a 80%, a maior do velho continente. Mas o crescimento de passageiros e movimentos no aeroporto de Lisboa   um universo que dobrou em dez anos e que, só no ano passado, subiu quase 20%   aumenta também o volume de queixas. Atrasos constantes, falta de funcionários para o check-in, muito tempo para a recuperação das malas e até problemas para conseguir um táxi, com filas que facilmente ultrapassam os trinta minutos, acontecem diariamente. Voos prejudicados diariamente Para os que não têm passaporte dos países europeus a situação é ainda pior: podem ficar até duas horas na fila de controle. A situação está deixando a ANA, empresa que administra a infraestrutura aeroportuária, sob forte pressão, com reclamações que subiram 43% neste ano. Até a seleção nacional de futebol foi uma das "vítimas" da falta de capacidade do aeroporto Humberto Delgado. A comitiva foi avisada que a saída de Moscou seria atrasada por causa do volume do tráfego aéreo em Lisboa. Consequência: só chegou na capital por volta das 20h, quando a previsão inicial era às 17h30, deixando os torcedores em alvoroço. Sem obras de ampliação ou reforço dos serviços de atendimento e processamento de voos e passageiros, o aeroporto da capital enfrenta um duro teste diante da perspectiva de aumento do número de movimentos naquele espaço. A grande maioria dos voos intercontinentais chegam em Lisboa, que ainda tem um aeroporto localizado somente a 15 minutos do centro da capital, em plena cidade, o que dificulta a expansão do mesmo. Confusão no planejamento Esta situação atual já tinha sido prevista no governo do ex-premiê José Sócrates, há quase dez anos, que queria construir um novo aeroporto na cidade de Ota, situada a 50 km da capital, e ainda uma linha de trem-bala para conectar o terminal com o resto do país e a Espanha. Depois ficou decidido que a melhor solução seria utilizar o aeroporto militar já existente em Montijo, do outro lado do Rio Tejo, com a construção de uma terceira ponte sobre o rio para facilitar o acesso. Mas com a chegada do governo dos Sociais Democratas e as medidas de austeridade, este foi o primeiro projeto a ser engavetado e só agora começa a ser repensado. Mas existe uma forte pressão dos ecologistas por se tratar de um estuário importante para a fauna e flora da região. Os estudos de impacto ecológico estão sendo feitos e se prevê, que na versão mais otimista, as obras comecem no próximo ano e terminem só em 2022. Porém, ainda não se fala na construção da terceira ponte. E isso será um grande problema já que as duas existentes estão completamente engarrafadas na hora do rush o que vai fazer com que o passageiro perca muito tempo e dinheiro para chegar ao destino. Soluções provisórias Alguns operadores de turismo, prevendo um caos, começam a pensar na opção de utilizar um pequeno aeroporto da cidade de Beja no Alentejo, que está a duas horas e meia da capital de carro, sem ligação ferroviária. Ou seja, uma solução que não deve agradar muito a maioria dos viajantes. Muito provavelmente, Portugal irá perder cerca de um milhão de turistas por ano, segundo Francisco Calheiros, o presidente da Confederação do Turismo Português. “A superlotação no aeroporto de Lisboa terá um grande impacto na economia do país, sabendo o que cada turista gasta em diferentes setores", explicou. Ele foi curto e grosso ao afirmar numa entrevista que o aeroporto de Lisboa está “entupido”, e, por isso, não hesita em classificá-lo como "uma pedra no sapato do país", gerando uma imagem negativa logo na entrada. Vale lembrar que o aeroporto de Lisboa recebeu no ano passado 27 milhões de passageiros e até maio deste ano já chegou aos 11 milhões. O governo regional da Ilha da Madeira, cujo turismo tem sido muito prejudicado pelo caos das conexões na capital, começa a estudar a possibilidade de usar Barcelona como hub para os voos que vem do exterior e promete processar a TAP e a administração do aeroporto de Lisboa. […]

  • Brasil: um cartão postal a cada canto
    on 17 de julho de 2018 at 17:38

    O Brasil está cheio de cartões postais esperando por você. Descubra o seu. Brasil: um cartão postal a cada canto Veja o vídeo acima. Quantos cartões postais do Brasil você identificou? E quantos você já visitou? Tem o Cristo Redentor, de braços abertos, famosos no mundo inteiro. A espetacular arquitetura de de igrejas espalhadas pelo país, da mais barroca à mais modernista. A avenida Paulista, cada vez mais viva, onde todos se encontram. Nossos cartões postais são a nossa cara. São cheios de histórias e paixão. Encantam todos que passam por aqui. E revelam o que temos de mais especial: nossa verdadeira beleza. O Brasil está cheio de cartões postais esperando por você. Descubra o seu. […]

  • Copa da Rússia teve melhor logística, mas Brasil ganhou no serviço a turistas, dizem jornalistas estrangeiros
    on 16 de julho de 2018 at 08:00

    O G1 pediu a jornalistas estrangeiros presentes nas duas últimas copas uma comparação entre os eventos da Rússia em 2018 e do Brasil em 2014; segundo eles, Rússia se mostrou mais preparada para receber o Mundial. Mais do que estádios, hospedar uma Copa do Mundo exige anos de investimentos em infraestrutura, planejamento e trabalho. De acordo com dois jornalistas estrangeiros que estiveram presentes tanto no Mundial da Rússia em 2018 quanto no do Brasil, em 2014, foram os russos que demonstraram estar melhor preparados em geral para receber o maior campeonato de futebol do planeta. Ao G1, Gary Meenaghan, um escocês de 34 anos que esteve em todos os mundiais desde 2010, e o argentino Sebastian Fest, de 47 anos, que já tem a cobertura de seis copas no currículo, afirmaram que a Rússia também surpreendeu em relação à empatia e hospitalidade. Mas quando o quesito é a estrutura turística e o acolhimento dos visitantes, quem ganhou foi o povo brasileiro. Ambos afirmam que já conheciam o Brasil antes de passarem um mês no país para cobrir o Mundial. Meenaghan contou que, pessoalmente, gostou tanto do período que passou entre as cidades-sede brasileiras que se mudou definitivamente para o Rio de Janeiro em 2015. Atualmente, ele está de casamento marcado com uma mineira de Belo Horizonte, que ele conheceu em um Réveillon em Copabacana. Gary Meenaghan, jornalista escocês, esteve em todas as copas desde o Mundial de 2010, na África do Sul; nessa foto de 2014, ele posa em frente ao Mineirão, pouco antes do fatídico '7 a 1' da Alemanha contra o Brasil Arquivo pessoal/Gary Meenaghan Veja a seguir as impressões de ambos sobre o que encontraram nos dois eventos mundiais: 1- Infraestrutura da Copa Estádios O escocês Gary Meenaghan, que escreveu sobre a Copa para jornais do Oriente Médio e da Grã-Bretanha, explica que, assim como no Brasil, o evento da Rússia teve uma mescla de estádios renovados e construídos do zero, sempre seguindo o chamado "padrão Fifa". Sebastian Fest, que cobriu o Mundial na Rússia para o jornal "La Nación", da Argentina, ressalta que, na Copa de 2014, muitos estádios foram concluídos em cima da hora, nas vésperadas das partidas inaugurais. "Eu creio que os estádios russos claramente são melhores que os brasileiros. Me lembro que no Mundial no Brasil estavam terminando os estádios na véspera da inauguração e das primeiras partidas." Localização e acesso A localização das arenas russas, porém, foram mais acessíveis, segundo Meenaghan, com linhas de metrô e bondes servindo diretamente os estádios. "Como na Arena Sochi, que fica no meio do Parque Olímpico, e é até possível caminhar confortavelmente até ela." Ele lembra que, após a partida entre Uruguai e Portugal, precisava pegar um voo em seguida e, com uma caminhada de entre dez e 15 minutos e mais 12 minutos em um táxi sem trânsito, ele conseguiu chegar tranquilamente ao aeroporto. "Os acessos [no Brasil] eram muito mais complicados, às vezes mal indicados, isso não aconteceu na Rússia", disse Fest, ressaltando, ainda, que o sistema de som na Rússia também foi superior. O argentino também contou que os voluntários da Fifa na Rússia aplicaram uma goleada contra os do Brasil. "No Brasil os voluntários em geral não tinham ideia de nada ou indicavam mal." Por causa do tamanho do território russo, o jornalista sul-americano disse que os centros de treinamento das seleções ficaram concentradas principalmente na região de Moscou. "Era uma hora, hora e meia, duas horas de viagem, um congestionamento espantoso, tão grave quanto o de São Paulo, então era muito complicado chegar às seleções." Internet móvel e fixa Meenaghan diz que as salas de imprensa nos dois países eram tão parecidas, das cadeiras aos televisores, tomadas e ônibus de traslado, e até a comida na Rússia parecia ter sido requentada da edição de 2014. Mas Fest aponta uma diferença importante, na qual a Rússia saiu em vantagem. "O serviço 4G de telefonia celular em Rússia, que é 82 vezes melhor que o da Argentina e 75 vezes melhor que o do Brasil. Aí sim que se nota a diferença. Aqui o 4G voa, se pode trabalhar muito bem esteja onde estiver. E no Brasil, não." - Sebastian Fest O jornalista argentino Sebastian Fest tira selfie com um avião da Ural Airlines ao fundo, em um aeroporto russo Arquivo pessoal/Sebastian Fest 2- Transporte Metrô Nessa categoria, a Rússia também saiu ganhando do Brasil. "O metrô em Moscou é uma coisa tremenda, uma das melhores redes do mundo. E como você sabe, no Rio isso é algo embrionário", explicou Fest, para quem a única cidade que oferece uma malha viária mais extensa no Brasil é São Paulo. Ferrovias e estradas Nos traslados entre cidades, ambos os jornalistas foram categóricos: o fato de a Rússia contar com uma extensa malha ferroviária facilitou imensamente a vida de jornalistas e torcedores durante todo o Mundial. Para Meenaghan, as viagens de trem foram "uma das melhores coisas" da Copa na Rússia, principalmente porque o transporte público foi grátis para jornalistas e torcedores com ingresso, e muitas viagens de longa distância de trens também eram, se reservadas com antecedência. "Em vez de pagar mais de R$ 1.200 por um voo só de ida de Sochi a Moscou, eu pude viajar de graça em um trem noturno, economizando o custo do voo e de uma noite de hotel. Claro, a viagem de trem demora, mas como ela tem camas e um café a bordo, é bem confortável e você consegue trabalhar. O wifi nunca funcionava nos mais de dez trens que eu peguei, mas as vistas da janela eram melhores que as vistas por entre as nuvens." - Gary Meenaghan Aeroportos O argentino também elogiou os aeroportos russos, que foram renovados para receber a Copa – o maior empecilho era o alto nível de segurança dos acessos, diz ele, mas os procedimentos de check-in e embarque foram mais agilizados que no Brasil. Já jornalista escocês, que ficou famoso no Brasil em 2014, depois de pegar 29 voos em 28 dias, todos eles sem atraso, teve uma experiência pior nos aeroportos da Rússia. Como andou mais de trem, ele só pegou quatro voos durante a Copa de 2018. "Mas dois atrasaram e minha mala foi parar em Moscou quando eu voei para São Petesburgo", contou ele. A demora da entrega da mala fez com que ele precisasse comprar itens de higiene e emprestar roupas de um colega. Rússia 2018 x Brasil 2014: jornalistas estrangeiros que cobriram as duas copas avaliam eventos em cinco quesitos Rodrigo Cunha/G1 3- Serviços turísticos Acomodação A hospitalidade com os turistas foi o único dos cinco quesitos em que o Brasil acabou na frente da Rússia na comparação dos jornalistas. Para Sebastian Fest, a sede da Copa de 2014 já tinha uma estrutura turística que favoreceu a recepção do grande volume de estrangeiros para o Mundial. "No Brasil, vocês têm serviços aos turistas, hotéis em São Paulo, no Nordeste também. A Rússia não tem como estar em vantagem. Moscou é uma grande cidade, São Petesburgo também, e paro de contar. Kazan tem suas coisas, Níjni Novgorod é um pouco de chorar, são cidades pequeninas que turisticamente têm menos serviços e estão menos preparadas que o Brasil" - Sebastian Fest Gary Meenaghan afirma que nos dois países escolheu hospedagens pelo AirBnB e que, apesar de todas as acomodações que alugou terem boas condições de limpeza e acesso ao wifi, o processo de reserva deixou a desejar. "Muitas das minhas reservas foram canceladas depois da confirmação, e alguns me escreveram tentando aumentar o preço em até 30%", afirmou ele, ressaltando que alguns apartamentos eram "ótimos", mas muitos estavam "velhos e sombrios". Restaurantes Meenaghan já havia ido à Rússia para a Copa das Confederações e afirma que se surpreendeu com a boa qualidade e o preço das refeições. "As porções tendem a ser menores que no Brasil, o que pode ser frustrante", afirmou. "Mas a comida em geral é muito saborosa e com uma vasta variedade culinária." Na primeira semana em Moscou, ele diz ter provado refeições típicas da Coreia do Norte, Uzbequistão, Nepal, Geórgia, Itália e Rússia. "Vai ser difícil comer uma refeição satisfatória e beber uma cerveja por menos de 600 rublos [o equivalente a cerca de R$ 40]", explicou Meenaghan. 4- Comunicação Língua Os dois jornalistas já tinham um contato inicial com o português quando vieram ao país para a Copa de 2014. Eles também afirmam que a língua portuguesa também sai em vantagem em relação ao russo por causa do alfabeto cirílico, que impede turistas de entenderem coisas básicas nas ruas e letreiros da Rússia. De acordo com Sebastian Fest, porém, os brasileiros também apresentaram um conhecimento melhor do inglês do que os russos. "Vocês falam mais inglês que os russos, ainda que aqui eu diria que a juventude está falando bem mais inglês. Mas em geral não, esse é um país que não fala inglês, e a estrela foi o aplicativo do Google Translator no celular, em que você falava em castelhano ou em inglês e traduzia ao russo e vice-versa." - Sebastian Fest Sinalização Gary Meenaghan disse que sentiu muita dificuldade em se locomover pelas ruas e metrôs na Rússia. "A falta de sinalizaão em algumas estações de metrô é impressionante, e ler as placas nas ruas é impossível em cirílico", disse ele. "Um amigo meu que cobriu a Copa no Japão e na Coreia disse que a Rússia foi, em termos de língua e sinalização, muito mais difícil." Acolhimento O escocês, que pode comparar a acolhida de 2017, na Copa das Confederações, e a de 2018, disse que os russos evoluíram bastante nessa área, e superaram uma questão cultural: segundo ele, na Rússia, sorrir sem motivo aparente é tido como sinal de estupidez, e isso faz com que eles pareçam mais distantes. "Perguntar aos locais não é tão fácil [quanto no Brasil] porque a cultura é muito fechada, mas notei uma grande diferença do ano passado, quando era quase impossível conseguir que as pessoas te ajudassem. Como se estivessem conscientes de sua reputação fora da Rússia, muitas pessoas se abriram e tentaram ajudar." - Gary Meenaghan Segurança Meenaghan também ressalta que se sentiu mais seguro andando pelas ruas das cidades-sede russas do que no Brasil, também pela sensação de segurança quanto pelo fato de que, em várias delas, o sol nasce entre 3h e 4h da madrugada. Sua impressão é de que os policiais também se mostraram mais lenientes, apesar de ele ter sido abordado duas vezes de forma aleatória e instado a mostrar seus documentos – "um golpe comum no passado, quando a polícia tentava te extorquir e conseguir propina". Simpatia No quesito simpatia, a unanimidade ainda é a favor dos brasileiros e sua acolhida dos visitantes estrangeiros. "O Brasil já sabemos como é, os brasileiros muito amáveis, o Brasil é uma festa, o futebol é o que é, então nesse sentido me parece que o Brasil sempre tem vantagem", afirmou Fest. Mas a recepção russa deixou boas lembranças na memória de ambos. "A Rússia é uma surpresa. Foram muito receptivos, muito amáveis, muito simpáticos, se portaram realmente bem. E são muito mais quentes, sorridentes e empáticos do que se esperava", disse o argentino. Para Meenaghan, não existe comparação, já que a adoração dos brasileiros pelo futebol impacta muito mais na relação com os estrangeiros. "Qualquer pessoa com quem você falava [no Brasil] tinha um interesse na Copa, as ruas estavam pintadas, havia bandeiras e banners e fogos de artifício e uma atmosfera de festa que durou quase um mês. Aqui é diferente: a maioria dos russos com quem falei longe de estádios não liga para futebol." - Gary Meenaghan Gary Meenaghan durante uma partida de membros da imprensa ao lado da Praça Vermelha e do Kremlin, em Moscou Arquivo pessoal/Gary Meenaghan 5- Custo-benefício em geral Os dois jornalistas dizem que a Rússia acabou sendo mais econômica do que o Brasil de 2014. Depois de sua visita em 2017 para a Copa das Confederações, Meenaghan diz que esperava encontrar uma inflação dos preços neste ano. Acabou encontrando tentativas do tipo na acomodação, mas nos restaurantes ele afirma que isso não foi um problema. No geral, porém, os dois jornalistas acreditam que valeu mais a pena o serviço que encontraram na Rússia. "Se você me pergunta qual país está mais preparado, eu diria que a Rússia. Porque aqui conseguiram organizar um Mundial que funcionou perfeitamente no técnico. Todos os estádios estavam muito bem, todas as instalações e a logística funcionou", conclui Fest. […]

  • Portadores de 'Fan ID' da Copa não precisarão de visto para a Rússia até fim do ano
    on 15 de julho de 2018 at 21:25

    Anúncio foi feito pelo presidente russo Vladimir Putin logo após a vitória da França sobre a Croácia na final do mundial. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante visita a um centro de distribuição de Fan ID da Copa do Mundo em Sochi, em 3 de maio Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin via Reuters Os torcedores estrangeiros que tiverem passes "Fan ID", um documento que permite viajar sem visto na Rússia durante o Mundial-2018, não precisarão de visto russo até o final do ano - anunciou o presidente Vladimir Putin neste domingo (15). "Os torcedores estrangeiros que tiverem sua 'Fan ID' poderão se beneficiar das múltiplas entradas na Federação da Rússia sem visto, até o final do ano", declarou Putin, citado por agências de notícia russas, após assistir à final da Copa, em Moscou. […]

  • Duas empresas lideram corrida e turismo espacial pode estar cada vez mais próximo
    on 15 de julho de 2018 at 08:00

    Virgin Galactic e Blue Origin disputam primeira expedição e dizem que ela acontecerá dentro de alguns meses, mas ainda não confirmaram a data. Nave VSS, da Virgin Galactic, tem aparência de jato particular HO/Virgin Galactic/AFP As duas companhias que lideram a corrida das viagens turísticas ao espaço asseguram que estão a meses de realizar a primeira expedição. Virgin Galactic, fundada pelo bilionário Richard Branson, e Blue Origin, do criador da Amazon Jeff Bezos, competem utilizando tecnologias totalmente diferentes. Elas pretendem terminar seus testes e se tornar a primeira companhia a oferecer este serviço, mas ainda não cravaram uma data para a primeira viagem. Momentos de microgravidade Nem os passageiros da Virgin, nem os da Blue, orbitarão a Terra, e sua experiência com a microgravidade durará só alguns minutos. Trata-se de uma experiência muito diferente à dos primeiros turistas espaciais, que pagaram dezenas de milhões de dólares para viajar à Estação Espacial Internacional (ISS) na década de 2000. Depois de pagar por uma passagem muito menos cara – 250 mil dólares (cerca de R$ 780 mil) na Virgin e ainda não se sabe quanto na Blue Origin –, estes novos turistas espaciais adentrarão dezenas de quilômetros na atmosfera antes de regressar à Terra. Como referência, a ISS está em órbita a cerca de 400 km do nosso planeta. A meta é cruzar essa linha imaginária onde começa o espaço exterior, seja a linha Karman, a 100 km da superfície terrestre, ou a fronteira que é reconhecida pela força aérea dos Estados Unidos, que está a 80 km. Virgin Galactic No caso da Virgin Galactic, a capacidade de sua nave VSS, que tem a aparência de um jato particular, é de seis passageiros e dois pilotos. Esta unidade estará acoplada a outra nave espacial que a acompanhará em seu percurso inicial – o WhiteKnightTwo –, da qual se separará a uma altura de aproximadamente 15 km. Uma vez que se separem, a VSS ativará seu propulsor e seguirá seu caminho. Capacidade de nave da Virgin Galactic será de seis passageiros e dois pilotos HO/Virgin Galactic/AFP Então os passageiros flutuarão em um ambiente de gravidade zero por alguns minutos, antes de regressarem à Terra. A descida é suavizada por um sistema que faz com que a cauda da nave se mova formando uma espécie de arco antes de voltar a sua posição normal, comece a planar e termine aterrissando no porto espacial da Virgin no deserto no Novo México. A viagem dura no total entre uma hora e meia e duas horas. Durante um teste realizado em 29 de maio sobre o deserto de Mojave, a nave espacial alcançou uma altura de 34 km. Richard Branson diz que deve levar turistas pro espaço; passagem custa US$ 250 mil Em outubro de 2014, uma nave da Virgin teve uma falha durante o voo devido a um erro do piloto, e um dos dois pilotos a bordo morreu. Os testes foram reiniciados depois com outra nave. A companhia alcançou um acordo para abrir um segundo porto espacial no aeroporto Tarente-Grottaglie, ao sul da Itália. Branson disse em maio em um programa da BBC que ele mesmo espera ser um dos primeiros passageiros nos próximos 12 meses. Cerca de 650 pessoas já estão na lista de espera para realizar esta viagem, informou a Virgin. Blue Origin A Blue Origin trabalha com uma tecnologia mais parecida à do foguete tradicional: o New Shepard. Nesta nave, seis passageiros entram em uma cápsula inserida na ponta de um foguete de 18 metros. Depois do lançamento, esta cápsula se separa do foguete e continua sua trajetória por vários quilômetros. Durante um teste em 29 de abril, a cápsula foi além de cem quilômetros. Seis passageiros serão inseridos em cápsula na ponta de foguete da Blue Origin HO/Blue Origin/AFP Após poucos minutos de microgravidade, nos quais os passageiros podem ver o exterior através de grandes janelas, a cápsula gradualmente volta à Terra, ajudada em sua descida por três grandes paraquedas e retropropulsores que desaceleram a queda. No último teste, o voo levou dez minutos da decolagem até a aterrissagem. Até agora, nos testes só foram utilizados bonecos, mas um dos diretores da companhia, Rob Meyerson, afirmou que "em breve" começarão os testes com humanos. Funcionários da empresa foram recentemente citados dizendo que os primeiros testes com astronautas da Blue Origin aconteceriam "no final deste ano", com ingressos para o público que devem começar a ser vendidos em 2019. Mas em comentários à AFP, a empresa foi mais cautelosa. "Não definimos os preços dos ingressos e não tivemos discussões sérias dentro da Blue sobre o assunto", disse a empresa. "Temos um cronograma de testes de voo e os cronogramas deste tipo sempre têm incertezas e contingências. Qualquer um que estiver prevendo datas está chutando". O que vem depois? SpaceX e Boeing estão desenvolvendo suas próprias cápsulas para transportar astronautas da Nasa, que devem ficar prontas em 2020, após alguns atrasos. É um alto investimento que em parte será financiado, provavelmente, através da oferta de voos privados. "Se você está pensando em viajar para o espaço, terá quatro vezes a quantidade de opções que tinha antes", disse Phil Larson, vice-reitor da escola de engenharia na Universidade de Colorado. No longo prazo, a companhia russa que fabrica os foguetes Soyuz está estudando a possibilidade de levar turistas à ISS. E uma companhia americana chamada Orion Span anunciou no início deste ano que espera pôr em órbita um luxuoso hotel espacial dentro de poucos anos, embora o projeto ainda esteja em suas primeiras etapas. […]

  • Bunker soviético secreto da Guerra Fria é atração para turistas em Moscou
    on 12 de julho de 2018 at 09:00

    Abrigo subterrâneo, localizado no centro da cidade que é sede da Copa do Mundo, foi construído a pedido de Stalin para proteger soviéticos de possível ataque nuclear dos EUA Fachada do Bunker 42, abrigo da Guerra Fria, em Moscou. Adriane Schultz/G1 Viajar à Rússia para a Copa do Mundo não é só futebol: pode ser também uma verdadeira aula de história. Visitar um bunker soviético é como voltar ao cenário da Guerra Fria e estar por dentro de um esconderijo secreto construído pelos soviéticos, uma grande fortaleza subterrânea a 65 metros abaixo do nível do solo. No fim de um dos corredores dentro do bunker, um boneco representa um trabalhador soviético fiscalizando o local. Adriane Schultz/ G1 A pedido do ditador soviético Josef Stalin, o local foi construído para proteger líderes soviéticos em caso de uma guerra nuclear contra os Estados Unidos. A proximidade em relação ao Kremlin, complexo fortificado que abriga a residência do presidente do país, é para facilitar a ida de líderes soviéticos ao esconderijo, a fim de continuarem no comando do país em local seguro. Turistas são convidados a entrar em sala que exibe filme sobre a história da Guerra Fria Adriane Schultz/G1 O passeio pode não ser muito adequado para quem sofre de claustrofobia, já que é feito por debaixo da terra passando por corredores bem estreitos com pouca iluminação. As paredes têm mais de 1 metro de espessura. Corredor do Bunker 42, localizado no bairro Taganskaya, em Moscou. Adriane Schultz/G1 Em meio a um corredor escuro, os visitantes passam por uma simulação de bomba nuclear com luzes de emergência piscando e uma sirene em volume alto. Espaço remonta sala de controle de voos no Bunker 42 de onde partiriam os comandos para os ataques de bomba nuclear. Adriane Schultz/G1 Há ainda uma sala, proibida para fotos, com objetos de espionagem antigos, além de rádios e máquinas de escrever. Cartaz soviético alerta sobre a importância de manter o silêncio e não fazer fofocas. Adriane Schultz/ G1 A entrada para o local custa 2.200 rublos, o que totaliza cerca de 150 reais. O bunker fica em uma rua discreta bem próximo à estação Taganskaya do metrô. […]

  • De VIP na ópera a fila de autógrafos: conheça histórias bizarras e divertidas de brasileiros na Rússia
    on 12 de julho de 2018 at 09:00

    O G1 conversou com cinco brasileiros que foram ao país assistir aos jogos da Copa do Mundo e que voltaram cheios de histórias engraçadas para contar Brasileiros contam histórias bizarras que passaram na Rússia Se fazer uma viagem já rende muitas boas histórias e recordações, ir para a Rússia em plena Copa do Mundo, pode render ainda mais. Algumas, inclusive, bem bizarras, incluindo dar autógrafos para uma fila de estrangeiros sem ser uma pessoa famosa (apenas por ser brasileiro) ou ainda assistir a um espetáculo de ópera na faixa depois de fazer amizade com músicos russos em um restaurante. O G1 entrevistou cinco brasileiros que viajaram para a Rússia nesta Copa do Mundo. Teve até quem achasse que não ia mais voltar para o Brasil, como o Samir Neckel que fez uma viagem perturbadora e aventureira por Moscou em um Uber. Assista ao vídeo acima. É só abrir a bandeira que forma fila de autógrafos Brasileiro Samuel Almeida foi parado por diversos estrangeiros para tirar fotos e dar autógrafos. Na foto acima, ele autografa para uma russa. Arquivo pessoal O comerciante e árbitro Samuel Almeida, 42 anos, de São Paulo, resolveu ir para a Rússia uma semana antes do terceiro jogo do Brasil contra a Sérvia. Pisou em Moscou três horas antes do início da partida e conseguiu comprar o ingresso minutos antes do jogo. Sortudo e pé quente, ele, que viaja pela primeira vez para a Europa, diz que se encanta com tudo que vê, mas está surpreso mesmo é com o carinho e receptividade dos russos. “Nunca imaginei que a camisa do Brasil mexeria tanto com as pessoas”, diz. E o que não faltou foram muitos autógrafos (pelo menos 20 assinaturas) e centenas de fotos. “Na primeira vez que me pediram um autógrafo, eu não sabia o que fazer. Não sou uma celebridade. Nunca dei um autógrafo antes. Então, desenhei um coração, assinei meu nome e escrevi ‘Brasil’”, conta ao G1. Para Samuel, é a alegria e o sorriso estampado no rosto que chamam a atenção dos russos. Além disso, muitos nunca chegaram perto de um brasileiro, então querem eternizar aquele momento em alguma lembrança. “Meus amigos pedem para eu não abrir a bandeira porque, se abrir, forma uma fila de pessoas para tirar foto. A gente não consegue andar”, diz. Ele, que tinha a imagem de russos serem fechados, se encantou pelo carinho que foi recepcionado. “Nas ruas, eles gritam ‘Pelé’, ‘Brasile’, ‘Brasil Champion’, e dizem que torcem pelo Brasil”, comenta. Os russos também pedem para trocar objetos. Samuel já trocou chapéus, camisas, bandeiras e chaveiros. Samuel Almeida é fotografado com brasileiros e russos na Praça Vermelha, em Moscou. Arquivo pessoal Amizade com músicos locais e convite para ópera Lúcio Vicente e os amigos músicos russos que conheceu em um restaurante, em São Petersburgo. Arquivo pessoal Há quem goste de viajar para conhecer belas paisagens, experimentar a gastronomia local, apreciar a vida cultural de uma cidade ou mesmo curtir a noite. Mas também há aqueles que gostam mesmo de conhecer o modo de vida local e ter a oportunidade de conviver com um povo totalmente diferente do seu próprio país. É o caso do capixaba Lúcio Vicente, de 31 anos, que vive em Santarém, no Pará, e hoje trabalha como piloto de navios em Fortaleza. Depois de um jantar em São Petersburgo, caminhou pela cidade e sentou em um balcão de um restaurante, onde começou a conversar com russos que estavam ali. Eles eram músicos e convidaram o brasileiro para assistir a uma ópera em que eles mesmos participavam. “Fiquei encantado, foi um momento sem igual. Foi uma apresentação muito bonita e a arquitetura do lugar era maravilhosa”, diz. Surpreso com a receptividade dos russos, deixou de vê-los como pessoas frias, como muitos pensam que eles são. “Eles só não ficam sorrindo toda hora, nem se abrem para quem não tem intimidade. Mas são seres humanos como nós, não são de outro mundo”. Para Lúcio, esse foi o momento mais inesquecível de sua viagem: “Eu amo conhecer pessoas e compartilhar experiências”. Ele já fez o convite para os russos o visitarem em Santarém, no Pará. “Já mostrei algumas fotos e aqui é muito diferente de tudo que eles viram. Falei que é só comprar a passagem que já tem casa e comida”, conta. Um Uber muito doido Samir Neckel pegou uma corrida por aplicativo em Moscou com um motorista que não só adorava correr, como também se envolveu em um acidente Arquivo pessoal O empresário Samir Neckel, de 40 anos, só queria uma corrida do centro de Moscou até a feira de Izmailovo, a cerca de 15 km da capital russa, para comprar souvenirs da viagem. O resultado foi, em suas palavras, uma das experiências mais emocionantes em toda a vida, com um motorista de Uber que não só gostava de velocidade, mas também se envolveu em um acidente durante o trajeto. “Foi meio que assustador, para falar a verdade. Ele parou para abastecer, e um dos meninos que estava atrás falou ‘o cara parece o Schumacher’. Quando [o motorista] ouviu, ele caiu na gargalhada e continuou correndo. Achou que a gente estava adorando, mas estava todo mundo morrendo de medo”, lembrou Samir, que mora em Curitiba. Um dos momentos de maior tensão no caminho foi quando o motorista russo bateu em outro carro. “Nós estávamos saindo do centro, houve um momento em que o trânsito parou e ele bateu na traseira de outro russo, e saiu alucinado, como se ele, que bateu na traseira, estivesse correto”, ironizou o brasileiro. “Eles discutiram, não sei o que acertaram: deram a mão, um abraço, e ficou por isso mesmo”, contou Samir. A corrida levou mais de uma hora, com o motorista sem ter a mínima ideia de onde estava, e entrando até numa espécie de estrada vicinal “Brinquei com o pessoal, falando: ‘esse russo vai roubar nossos órgãos, agora ele vai desovar os corpos”, riu o paranaense, que ainda considera o saldo da aventura. “É uma baita história, vou contar pros meus netos”, disse Samir. “Uma experiência única”. Restaurante sem vodca Matheus Carvalho e os amigos esgotaram a vodca de um restaurante, localizado em São Petersburgo. Na foto, ele exibe os copos que colecionou na Fifa Fan Fest. Arquivo Pessoal O goiano Matheus Carvalho, estudante, de 23 anos, não perde uma oportunidade de se divertir. E na Rússia, em plena Copa do Mundo, não poderia ser diferente. No país em que a vodca é uma das bebidas mais típicas e conhecidas, ele e o grupo de 72 pessoas com quem viajava acabaram com a vodca do restaurante. “O pessoal começou a beber, mas as pessoas das outras mesas ficaram com inveja. Então, começou uma competição entre as mesas”, diz. E, quando foram pedir a próxima dose, foram informados pelo garçom de que a bebida tinha acabado. Então, na brincadeira começaram a enviar garrafas de vodca para as mesas com água em vez de bebida. Teve gente que caiu na brincadeira e tomou a dose de água pensando que era vodca. E a festa não acabou no restaurante, claro. Continuou no trem-bala entre as cidades de Moscou e São Petersburgo. Nele, havia um vagão com bar que reuniu diversos brasileiros. “Todos os brasileiros do trem foram para lá e se conheceram, ficaram conversando e cantando muito alto”, diz. Até que, segundo Matheus, apareceu um segurança que disse que seriam expulsos do trem se não parassem com o barulho. “Acabamos com a cerveja do trem”, disse. Sozinho não! Vinícius Garcia fez uma corrida com um motorista russo que só trabalhava acompanhado da mulher Arquivo pessoal "A gente pediu um Uber normal, e chegaram duas pessoas: o motorista, e uma mulher no banco de trás. A gente falou: 'tem alguém já?'. Ele respondeu: 'não, é a minha esposa'. E tudo pelo Google Tradutor". Vinícius Garcia, empresário de 29 anos, contou que o russo com quem fez a viagem em Samara não trabalhava desacompanhado, sempre aos olhos da esposa. O brasileiro, que mora em Maringá (PR), contou que fez uma corrida curta, mas que ele e os amigos tinham interesse de fazer, por fora do aplicativo, uma viagem de Samara até Kazan, onde o Brasil enfrentaria a Bélgica - e também onde se despediram da Copa. Diante da proposta, o russo concordou em levá-los, e garantiu que apareceria sozinho no dia seguinte, para que o grupo tivesse mais espaço para as malas. Na hora da corrida, a surpresa: “desculpa, ela quis vir. Não me deixou vir sozinho”, lamentou o motorista. Vinícius e os amigos toparam mesmo assim, e dividiram o carro com a esposa do motorista pelos mais de 350 quilômetros que separam as duas cidades. “Tudo o que a gente falava com ele, a esposa respondia. Quando foi fechar o preço, ela falava: ‘8 mil rublos’. Tudo era ela”, falou o brasileiro que, de ingressos comprados, continua na Copa mesmo sem o Brasil. Para ele, a única esperança é a França não levar o título. “Ver a França campeã de novo não dá”, declarou. Initial plugin text […]

  • Confira roteiro de férias para o mês de julho no Centro-Oeste de Minas
    on 8 de julho de 2018 at 15:52

    Opções levantadas pelo G1 incluem Represa de Furnas e Serra da Canastra. Um dos destinos mais procurados do circuito é o Canyon de Furnas, em Capitólio Lucas Magalhães A chegada de julho marca também a chegada do recesso escolar. E com as férias de meio de ano, muitas famílias tendem a pegar a estrada e viajar. O G1 listou neste domingo (8) algumas opções de lazer no Centro-Oeste mineiro, região que tem entre os atrativos a Represa da Hidrelétrica de Furnas e a Serra da Canastra. Capitólio Graças à represa de Furnas, Capitólio tem grandes lagos de água verde-esmeralda. O espelho d'água da região tem 1.440 km² e é considerado um dos maiores lagos artificiais do mundo. Repleta de cânions, grutas e cachoeiras, a cidade está dentro da Serra da Canastra e conta, ainda, com várias opções para hospedagem – desde luxuosas casas de aluguel a pousadas simples. Para conhecer toda a região, é possível alugar um passeio em lanchas e escunas – que contam com paradas para banhos. Há também a opção de conhecer os pontos turísticos da região através de trilhas que, por sua vez, levam a quedas d’água, como a do Poço Dourado. Na cidade, o visitante pode conhecer o Morro do Chapéu. O mirante tem 1.293 metros de altitude, de onde é possível admirar a paisagem do Lago de Furnas e de cidades vizinhas. Floresta no entorno de lago é considerada patrimônio de Formiga Prefeitura de Formiga/Divulgação Formiga Outra importante cidade banhada pela Represa de Furnas, Formiga tem uma paisagem que conta com montanhas, vales, cachoeiras e paredões rochosos. Na parte da represa que fica na cidade, é comum encontrar pessoas praticando pesca, natação e até mesmo esportes como o wind surf. Além da represa, existem na cidade lagoas que banham a região, como a do Fundão e a dos Tabuões, conhecidas por receberem um alto número de turistas. Além das belezas naturais, o município conta com construções do século 19, como a Igreja Matriz São Vicente Férrer, mantida com a ajuda da população. Cachoeira Casca D'Anta na Serra da Canastra tem quase 200 metros de queda Atusca/Divulgação São Roque de Minas Integrante do Circuito Turístico da Canastra e reconhecida nacionalmente pela produção do queijo artesanal típico da região, São Roque de Minas mistura a flora característica da Mata Atlântica com a arquitetura do século 19. A cidade é também sede da principal portaria do Parque Nacional da Serra da Canastra e abriga dois dos principais atrativos da região: a nascente do Rio São Francisco e a Cachoeira Casca d’Anta, que tem cerca de 186 metros de queda livre. Lar de espécies raras, como o tamanduá-bandeira, o parque conta com várias opções de pousadas e chalés para quem deseja passar as férias em contato com a natureza. […]

  • Estações de metrô são atração obrigatória para quem visita Moscou na Copa do Mundo; VÍDEO
    on 7 de julho de 2018 at 09:00

    Moscou tem estações de metrô que surpreendem pelo luxo e decoração rebuscada. Veja algumas delas. Olha que legal: visitamos algumas das estações de metrô mais bonitas da Rússia Mesmo que o turista prefira andar a pé ou de táxi por Moscou, não importa: as estações de metrô da capital da Rússia e uma das cidades-sede da Copa do Mundo são uma visita obrigatória. Inaugurado em 1935, o metrô de Moscou tem mais de 190 estações distribuídas por 12 linhas. E muitas dessas estações são quase como palácios subterrâneos: grandes lustres, mosaicos, vitrais coloridos, esculturas de bronze, retratos e desenhos no gesso. O G1 selecionou algumas das mais belas estações de metrô da cidade. Confira: Estação Novoslobodskaya Estação Novoslobodskaya, em Moscou Adriane Schultz/ G1 Essa histórica estação é conhecida pelos vitrais coloridos. Os painéis são envoltos por molduras de bronze. Vitrais da estação Novoslobodskaya Adriane Schultz/ G1 Detalhe do mosaico da estação Novoslobodskaya Adriane Schultz/ G1 Estação Komsomolskaya Estação Komsomolskaya, em Moscou Adriane Schultz/ G1 Essa estação tem inspiração barroca, com várias colunas de mármore e piso de granito. A cor amarela vibrante no teto chama a atenção. Estação Komsomolskaya, em Moscou Adriane Schultz/ G1 Estação Prospekt Mira Estação Prospekt Mira, em Moscou Adriane Schultz/ G1 Essa estação traz um pouco da cultura clássica grega e imperial russa. O tema principal é o desenvolvimento agrícola na União Soviética. Há também luxuosos lustrese desenhos com relevo nas paredes. Interior da estação Prospekt Mira, em Moscou Adriane Schultz/G1 Estação Ploshchad Revolyutsii Interior da estação Ploshchad Revolyutsii, em Moscou Adriane Schultz/G1 Nessa estação, os destaques são os arcos de mármore e as esculturas de bronze. As estátuas representam cidadãos russos, como soldados, fazendeiros e escritores. Plataforma de embarque e desembarque da estação Adriane Schultz/ G1 Os russos gostam de tocar nas estátuas quando passam por alguma delas, pois muitos tem a superstição de que essa atitude traz sorte. Estação Kievskaya Estação Kiyevskaya, em Moscou Adriane Schultz/G1 Essa estação traz quadros que retratam a vida na Ucrânia e é uma homenagem da Rússia ao país que já foi integrante da URSS. Pintura ao final da estação Kiyevskaya Adriane Schultz/ G1 Estação Taganskaya Estação Taganskaya, em Moscou Adriane Schultz/G1 Nessa estação, há vários painéis decorados representando soldados do exército e da marinha. No corredor, lustres dão mais charme à estação. Detalhes da decoração na estação Taganskaya Adriane Schultz/G1 […]

  • Conheça o Museu da Cosmonáutica, atração para turistas em Moscou, sede da Copa do Mundo
    on 6 de julho de 2018 at 09:00

    O G1 visitou o museu que homenageia as conquistas russas no espaço, como o lançamento do primeiro satélite artificial e do primeiro homem a dar uma volta inteira em torno da Terra. Interior do Museu da Cosmonáutica, em Moscou G1/ Adriane Schultz Nem só de futebol vivem os turistas que foram à Rússia acompanhar a Copa do Mundo. O país está cheio de atrações históricas para lá de curiosas, como o Museu da Cosmonáutica, localizado em Moscou, que leva ao visitante memórias da corrida espacial soviética - a Rússia foi o primeiro país do mundo a lançar em 1957 um satélite artificial ao espaço, o Sputnik, e ainda o primeiro a levar ao espaço um ser vivo, a cadela Laika. Orgulhosos do passado e das conquistas, os russos reuniram no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, esculturas homenageando os primeiros seres humanos a viajarem ao espaço, além de diversos foguetes, cápsulas, aeronaves e objetos pessoais dos cosmonautas, como fotografias, roupas e comida da época. Por dentro do museu Yuri Gagarin, primeiro homem a viajar pelo espaço a bordo da nave Vostok-1 G1/ Adriane Schultz Logo na entrada do museu, o destaque vai para a escultura que homenageia Yuri Gagarin, cosmonauta soviético e primeiro homem a viajar pelo espaço. Os russos não utilizam a palavra "astronauta", mas sim "cosmonauta" fazendo referência ao "cosmos", termo que designa o universo. Reprodução do primeiro Sputnik, lançado do cosmódromo de Baikonour em 4 de outubro de 1957. G1/Adriane Schultz O visitante logo também encontra a réplica do satélite Sputnik 1, que chegou a dar 1400 órbitas ao redor da Terra durante 92 dias. Lançado pela URSS em 1957, deixou de existir ao retornar para a atmosfera da Terra. Cadelas Belka e Strelka têm esculturas próprias no museu. G1/ Adriane Schultz Seguindo, o visitante logo encontra as famosas cachorrinhas Belka e Strelka, que foram lançadas ao espaço em 19 de agosto de 1960. Na aeronave, havia cabine para cachorros com máquina automática de alimentação, banheiro e sistema de ventilação. Cápsula Vostok, onde viajou Yuri Gagarin ao espaço pela primeira vez G1/ Adriane Schultz Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir ao espaço, viajou a bordo da apertada cápsula Vostok 1, em 12 de abril de 1961, com o foguete R-7. A cápsula contava com assento amortecedor e suprimentos de emergência. Antes da cápsula sair de volta à Terra, Gagarin pousou no solo terrestre de paraquedas. Roupa especial flexível SK-1 com sistema de ventilação. G1/ Adriane Schultz O museu também expõe a roupa especial flexível SK-1 projetada por cosmonautas a bordo da espaçonave Vostok. Foi usado durante as missões a bordo da Vostok realizadas entre os anos de 1961 e 1963. Escritório de Sergei Korolev, engenheiro ucraniano que desenhou diversos foguetes e aeronaves durante a corrida espacial. G1/ Adriane Schultz O museu exibe ainda o escritório de um importante representante da corrida espacial russa: Sergei Korolev. Como engenheiro-chefe do programa espacial soviético, foi o responsável pela criação e desenho de foguetes e aeronaves. Montagem representa a MIR, primeira estação espacial modular que entrou em órbita em 1986. G1/ Adriane Schultz A estação MIR é relembrada em uma grande réplica. Ela possuía 10 seções revestidas de carbono dobráveis e foi testada em 1991 pelos cosmonautas Viktor Afanasyev e Musa Mararov. Até 2001, foi o maior satélite em órbita. Interior da estação espacial MIR G1/ Adriane Schultz Soyuz TM-7, sétima espaçoaeronave a atracar na estação espacial MIR. G1/ Adriane Schultz A representação mostra a espaçoaeronave que chegou à estação MIR com o comandante Aleksandr Volkov e o engenheiro de voo, Sergey Krikalyov, além do pesquisador francês Jean-Loup Chrétien. Durante o trabalho a bordo da MIR, a tripulação implementou o programa científico soviético-francês com sucesso. Foram diversos experimentos realizados em biologia espacial, medicina e astrofísica. Comidas e objetos utilizados pelos cosmonautas G1/ Adriane Schultz Armazenamento com comida dos astronautas G1/ Adriane Schultz Satélite projetado para estudar a radicação ultravioleta e a influência na atmosfera da Terra. G1/ Adriane Schultz Nave espacial feita para conduzir experimentos médicos e estudar efeitos do voo espacial em seres vivos. G1/ Adriane Schultz Corredor no museu expõe cartazes soviéticos que exaltam os feitos soviéticos na corrida espacial. G1/ Adriane Schultz O museu fica embaixo do Monumento aos Conquistadores do Espaço, uma escultura de aço e titânio com mais de 100 metros de altura. G1/ Adriane Schultz O museu da Cosmonáutica fica um pouco afastado da Praça Vermelha de Moscou, mas é possível chegar em poucos minutos de metrô. O local é próximo à estação VDNKh (ВДНХ) da linha 6. No bairro, o curioso é que várias ruas tem nomes de cientistas e até um hotel nas proximidades se chama “Cosmos”. […]

  • Brasileiros precisarão de autorização de viagem para entrar na Europa a partir de 2021
    on 5 de julho de 2018 at 11:20

    Autorização prévia à viagem será exigida a turistas de cerca de 60 nacionalidades que não precisam de visto. Sistema foi aprovado nesta quinta-feira (5) pelo Parlamento Europeu. Controle passaporte em aeroporto da União Europeia Reprodução/Twitter/@Frontex O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira (5) um novo sistema de autorização de viagens para turistas de países que não precisam de visto para entrar nos países da União Europeia (UE), entre eles o Brasil. A autorização prévia à viagem passará a ser exigida a partir de 2021. O sistema, conhecido como Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS, na sigla original em inglês), foi aprovado por 494 votos a favor, 115 contra e 30 abstenções. Agora a lei precisa ser adotada formalmente pelo Conselho de Ministros, que já tinha entrado em um acordo sobre ela. Depois, será publicada no Diário Oficial. O países que aplicarão o ETIAS são os do Tratado de Schengen, que inclui 22 nações do bloco europeu, e mais quatro países da UE: Romênia, Bulgária, Croácia e Chipre (veja o mapa abaixo). O Reino Unido não exigirá a autorização, já que está entre os que não fazem parte do Tratado de Schengen. Antes de viajar à Europa, os turistas terão de preencher um formulário eletrônico com dados pessoais, informações do documento de viagem e o país em que entrará. Além dos brasileiros, turistas de outras 60 nacionalidades serão afetados, como canadenses, americanos, australianos e latino-americanos. A autorização será válida por três anos e vai custar 7 euros (cerca de R$ 32), a não ser para viajantes menores de 18 anos ou maiores de 70 anos, para quem será gratuita. Mas a decisão final para entrar na União Europeia continua com a segurança de fronteira de cada país. Por que uma autorização prévia? O objetivo é comparar as informações proporcionadas por cada cidadão com as de distintas bases de dados europeus para identificar, antes de sua saída, as pessoas que apresentem "um risco de migração irregular ou de segurança". Com esse sistema automatizado, inspirado no formulário ESTA, um dispositivo em vigor nos Estados Unidos, a UE pretende proteger melhor suas fronteiras exteriores, detectando antes de sua saída para a Europa alguns indivíduos potencialmente perigosos. O que acontece se for detectado um risco? Os pedidos serão processados automaticamente e é esperado que o sistema ETIAS aprove a grande maioria das autorizações quase imediatamente. Mas se o cruzamento de dados detectar alguma informação relevante para o risco de segurança, o pedido será processado manualmente. A decisão de aprovar ou não a autorização deverá ser feita em até 4 semanas. As recusas devem ser justificadas e o solicitante tem o direito de recorrer. Veja os países que vão exigir de brasileiros autorização précia de viagem Karina Almeida/ G1 […]

  • Projeto Descubra o Brasil mostra um país recheado de atrações
    on 2 de julho de 2018 at 17:57

    Projeto da Rede Globo vai abordar temas a diversidade de possibilidades turísticas do Brasil: praias, festas, parques e muito mais. Projeto Descubra o Brasil mostra um país recheado de atrações O Brasil, um dos maiores países do mundo com mais de 8,5 milhões de km², tem uma infinidade de atrações turísticas. Parte destas atrações serão mostradas, pelo segundo ano, pelo projeto Descubra o Brasil. Na tela da TV Globo e na Internet, o público vai poder descobrir (ou relembrar) a enorme diversidade cultural e as incontáveis belezas naturais do imenso território nacional. Carnaval, praias, festas religiosas, parques nacionais são alguns dos temas que a Globo vai abordar ao longo dos próximos meses para mostrar um Brasil cheio de opções para serem exploradas. […]

  • Como se explica a beleza da montanha de 7 cores que atrai multidões de turistas ao Peru
    on 30 de junho de 2018 at 20:20

    Encostas decoradas com franjas coloridas em roxo, turquesa, fúcsia e dourado foram 'bordadas' ao longo de 65 milhões de anos. Montanha das 7 cores, em Pitumarca, no Peru Martin Mejia/AP Cerca de 100 km a sudeste de Cusco, no Peru, existe um arco-íris em forma de montanha. É a Montanha das Sete Cores, também conhecida como Vinicunca ou Arco-íris, situada na Cordilheira do Vilcanota, 5,2 mil metros acima do nível do mar, no distrito de Pitumarca. Suas encostas e cumes são decorados por franjas em tons intensos de fúcsia, turquesa, roxo e dourado. Desde 2016, o espetáculo visual que a montanha proporciona vem atraindo visitantes, disse à BBC News a funcionária da secretaria de Turismo de Pitumarca, Haydee Pacheco. Segundo a mídia local, o número de turistas subiu de algumas dezenas a cerca de 1 mil por dia - isso apesar do frio e da grande altitude. Impulsionado pelas redes sociais, o crescimento na popularidade da Montanha das Sete Cores fez com que ela fosse incluída nos rankings internacionais de atrações turísticas. Em agosto de 2017, por exemplo, a Vinicunca apareceu na lista dos cem lugares que você deve conhecer antes de morrer, compilada pelo site Business Insider. A explosão no turismo local é recente, mas a história da montanha e de suas lindas cores começou há milhões de anos. Situada na Cordilheira do Vilcanota, a montanha fica a 5,2 mil metros acima do nível do mar, no distrito de Pitumarca, no Peru Martin Mejia/AP Oxidação de minerais As cores que decoram as encostas da montanha resultam de "uma história geológica complexa, com sedimentos marinhos, lacustres e fluviais", de acordo com um relatório do Escritório de Paisagismo Cultural da Diretoria de Cultura de Cusco. Esses sedimentos, transportados pela água que antes cobria todo o lugar, datam dos períodos Terciário e Quaternário, ou seja, de 65 milhões até 2 milhões de anos atrás. Ao longo do tempo, os sedimentos foram formando camadas (com grãos de tamanhos diferentes) que hoje compõem as franjas coloridas. O movimento das placas tectônicas da área elevou esses sedimentos até que se transformassem no que hoje é a montanha. Aos poucos, as diferentes camadas foram adquirindo suas cores chamativas. Elas resultam da oxidação dos diferentes minerais - em virtude da umidade da área - e também da erosão dos mesmos. Foi o que explicou à BBC News o geólogo César Muñoz, membro da Sociedade Geológica do Peru (SGP). Com base em um estudo do Escritório de Paisagismo Cultural e em suas próprias pesquisas, Muñoz explicou a composição de cada uma das camadas, de acordo com a cor: - Rosa ou fúcsia: mescla de argila vermelha, lama e areia. - Branco: arenito (areia de quartzo) e calcário. - Roxo ou lavanda: marga (mistura de argila e carbonato de cálcio) e silicatos. - Vermelho: argilitos e argilas. - Verde: argilas ricas em minerais ferromagnesianos (mistura de ferro e magnésio) e óxido de cobre. - Castanho amarelado, mostarda ou dourado: limonites, arenitos calcários ricos em minerais sulfurosos (combinados com enxofre). Fabián Drenkhan, pesquisador do Instituto de Ciências da Natureza da Pontificia Universidade Católica do Peru, disse à BBC News que essas misturas também contêm óxidos de ferro, geralmente de cor avermelhada. Moradores de Pitumarca, no Peru, na região da Montanha das Cores Martin Mejia/AP Divulgação pelas redes sociais Mas, se essas cores chamativas já decoram a montanha há milhões de anos, por que ela só ficou famosa recentemente? Artigos publicados pela mídia peruana e internacional sugerem que Vinicunca teria sido descoberta porque mudanças climáticas teriam derretido a neve que a cobria. No entanto, os geólogos consultados pela reportagem dizem não estar absolutamente certos disso. Juan Carlos Gómez, do Instituto Geofísico do Peru (IGP), disse que a montanha estava apenas parcialmente coberta de gelo e que recebia neve temporariamente até o início dos anos 1990. Fabián Drenkhan, por sua vez, disse não acreditar que o cume tenha sido uma geleira nos últimos anos ou décadas. "Não tenho evidências do que exatamente aconteceu nessa montanha e teria muita cautela em afirmar (que a mudança climática deixou Vinicunca descoberta). Mas, sim, pode-se dizer que, nos arredores, houve um derretimento glacial bastante forte", disse Dernkhan. O povo de Pitumarca diz que não houve neve nos últimos 70 anos, segundo Haydee Pacheco, da secretaria de Turismo. Pacheco explica que a montanha ganhou popularidade graças aos turistas que passam por ali a caminho de Ausangate, um monte sagrado para os cusquenhos. A revista colombiana Semana atribui o sucesso de Vinicunca à divulgação feita pelos usuários do Instagram e do Facebook, que atraiu multidões de turistas. […]

  • O que são os misteriosos cristais verdes encontrados após a erupção do vulcão Kilauea, no Havaí
    on 21 de junho de 2018 at 11:16

    Especialistas ouvidos pela BBC News dizem que pedras dificilmente são resultado das erupções recentes, hipótese que ganhou força nas redes sociais, mas consequência de atividades antigas, e de outro vulcão. Especialistas dizem que dificilmente pedras coletadas nos arredores do Kilauea são resultado das erupções recentes do vulcão Gary Lewis/Geoetc.com via BBC Será que o poderoso vulcão Kilauea, que entrou em erupção em maio em Big Island, a maior ilha do arquipélago do Havaí (EUA), estaria literalmente fazendo chover pedras verdes? Muita gente está se perguntando, inclusive, se essa seria essa uma espécie de recompensa oferecida pelo vulcão aos milhares de habitantes afetados pela erupção. Imagens que circulam nas redes sociais mostram belos cristais de cor verde que teriam sido encontrados nos arredores do Kilauea. "Amigos meus vivem no Havaí, bem ao lado da área afetada pelos fluxos de lavas mais recentes. No meio da destruição dos arredores e do estresse causado pelo desconhecido, eles acordaram com isso: pequenos pedaços de olivina por todo o chão. Está literalmente chovendo joias. A natureza é realmente incrível", escreveu a meteorologista Erin Jordan no Twitter. Initial plugin text Nas redes sociais, ganhou força a ideia de que as explosões de lava da cratera vulcânica resultaram em uma chuva de pedras que estariam colorindo de verde a paisagem do arquipélago. Mas essas pedras seriam verdadeiras e realmente teriam "caído do céu" depois da recente erupção do Kilauea? A BBC News consultou especialistas para averiguar que pedras seriam essas. A verdade é que, segundo eles, elas seriam resultado de erupções mais antigas, e não desse vulcão. O que é a olivina O serviço geológico dos Estados Unidos ainda não estudou em detalhes os efeitos da mais recente erupção do Kilauea. Mas, de acordo com especialistas, as pedras que aparecem nas fotos que circulam nas redes sociais seriam fragmentos de olivina, mineral muito comum em áreas vulcânicas e que pode variar significativamente de tamanho – indo de um grão de areia a algo equivalente a uma unha. No arquipélago, existem praias que parecem ter sido pintadas de verde, tamanha a concentração desse mineral. "A olivina é muito frequente no Havaí. É um dos componentes fundamentais do basalto, um mineral que compõe 99,99% das rochas dessas ilhas", disse à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o geólogo e responsável pelo portal especializado GEOetc, Gary Lewis. Olivina é um mineral muito comum no Havaí Gary Lewis/Geoetc.com via BBC Os cristais de olivina presentes no líquido de basalto vulcânico são expelidos durante as erupções na lava que flui em direção ao oceano. Quando entra em contato com água ou a lava esfria, o mineral se converte em uma olivina com qualidade da pedra, conhecida como peridoto – usada por muitas pessoas como amuleto de proteção para afastar a inveja e maus espíritos. Herança mais antiga Como o Kilauea continua ativo, ainda estão sendo avaliados os efeitos mais recentes da atividade do vulcão. Ainda assim, especialistas concordam que é difícil associar o aparecimento dessas pedras com suas últimas erupções. Cheryl Gansecki, geóloga da Universidade do Havaí-Hilo, acredita que a densidade e outras características desse último fluxo de lava fazem com que seja muito difícil encontrar olivina do tamanho das pedras que aparecem nas fotos. "Se você separasse a lava e a esmagasse, poderia encontrar alguns minúsculos cristais de olivina, mas eles teriam apenas um ou dois milímetros de tamanho, difíceis de ver", disse à TV havaiana Khon TV. Para o geólogo Gary Lewis, do portal GEOetc, a afirmação de que esses cristais caíram do céu é "mais um mito" fomentado pelas redes sociais. "Não há dúvida de que parte do material rochoso que está se formando na erupção atual contém olivina, mas será pequeno (especialmente microscópico) e nunca terá uma qualidade de gema", diz ele, descartando a teoria de que as últimas explosões do Kilauea estariam provocando uma chuva de pedras verdes. Lewis, assim como outros especialistas, afirma que pedras de olivina "estão aparecendo a partir de velhos fluxos de lava". Alguns deles acreditam que elas podem estar relacionadas às erupções do vulcão Kapoho, em 1960. Velhas ou novas, as pedras de cor verde podem ser compradas pela internet. O preço do quilate do peridoto pode variar de R$ 189 a R$ 302. […]

  • VÍDEOS: Viagem e turismo
    on 19 de junho de 2018 at 23:12

    […]

  • Nova Zelândia vai impor taxas aos turistas
    on 15 de junho de 2018 at 12:45

    A partir de 2019, será imposta uma taxa de 25 a 35 dólares neozelandeses (US$ 17,5 a US$ 24,5) aos turistas estrangeiros. Apenas australianos ficarão isentos. Vários icebergs se formaram no lago Tasman como resultado do terremoto ao sul da Nova Zelândia, em imagem de arquivo Denis Callesen/NZPA/AP A Nova Zelândia anunciou que vai impor uma taxa especial aos turistas estrangeiros para financiar o desenvolvimento de suas infraestruturas, em um contexto de auge turístico no país. O número de turistas que visitaram este território de 4,5 milhões de habitantes aumentou em um terço nos últimos três anos, com 3,8 milhões de visitantes registrados nos últimos 12 meses (de abril de 2017 a abril de 2018). "Este rápido crescimento tem consequências nos custos e na disponibilidade das infraestruturas públicas", explicou o ministro do Turismo, Kelvin Davis. A partir de meados de 2019, será imposta uma taxa de 25 a 35 dólares neozelandeses (US$ 17,5 a US$ 24,5) aos turistas estrangeiros, salvo os australianos. O turismo é um dos pilares da economia nacional. No primeiro ano, o governo espera recolher cerca de 80 milhões de dólares neozelandeses com essa taxa, dos quais metade será destinada à infraestrutura, e a outra, a medidas de proteção ambiental. […]

  • Como chegar ao centro de Moscou partindo do aeroporto Sheremetyevo (SVO)?
    on 15 de junho de 2018 at 11:26

    Durante a Copa do Mundo da FIFA de 2018, os torcedores que assistirem aos jogos em Moscou poderão viajar de trem e ônibus gratuitamente. Avião sobrevoa Dedovsk, na região de Moscou, na quinta-feira (14) Yuri Cortez / AFP Trens, ônibus ou car sharing estão entre as opções mais rápidas e fáceis para chegar o coração da capital russa. Mas se você estiver nadando na grana, por que não de helicóptero? Aeroexpress O jeito mais rápido de chegar do aeroporto Cheremiêtievo (também grafado "Sheremetievo" ou "Sheremetyevo", devido às diferenças de transliteração do cirílico) é por meio do trem Aeroexpress, que tem uma estação bem no prédio do aeroporto. Como não há trânsito no caminho, você chegará à estação de trem Belorússkaia em 35 minutos. De lá, poderá pegar o metrô (linha do anel), com o qual chegará a qualquer ponto da cidade. O primeiro trem sai do Cheremiêtievo às 5h da manhã, e o último parte à 0h30. Os bilhetes para o Aeroexpress custam 500 rublos (R$ 29) na bilheteria e 420 rublos (R$ 25) on-line. Você pode comprar bilhetes com antecedência por meio do site aeroexpress.ru, ou baixar o aplicativo. * Durante a Copa do Mundo da FIFA de 2018, os torcedores que assistirem aos jogos em Moscou poderão viajar no Aeroexpress gratuitamente e haverá trens noturnos extras. Confira o site para mais informações. Ônibus O ônibus é um meio de transporte mais barato para se chegar a Moscou, mas você pode acabar preso em um engarrafamento. Outra desvantagem é que o ônibus vai apenas a uma estação de metrô no final da linha, perto dos limites da cidade. Assim, você precisará de mais 30 minutos para chegar ao centro da cidade. Para a estação de metro Rietchnôi Vokzal (linha verde): - O ônibus nº 851 funciona das 5h37 da manhã à 0h49 (e até a 0h45 nos fins de semana). Custa 55 rublos (R$ 3,20). Tempo de viagem: cerca de 50 minutos. - A lotação “marchrútka” nº 949 funciona das 06h45 da manhã às 21:45 da noite. Custa 80 rublos (R$ 4,80). Tempo de viagem: cerca de 30 minutos. Para a estação de metro Planernaia (linha roxa): - O ônibus nº 817 funciona das 5h22 da manhã à 12h08. Custa 55 rublos (R$ 3,20). Tempo de viagem: cerca de 40 minutos. - A lotação nº 948 funciona das 06h45 da manhã às 21h15. Custa 80 rublos (R$ 4,80). Tempo de viagem: cerca de 30 minutos. Para a estação de metrô Iúgo-Západnaia (linha vermelha) - O ônibus noturno H1 começa a rodar à 0h15, e passa a cada meia hora. Custa 55 rublos (R$ 3,20). * Durante a Copa do Mundo de 2018, os torcedores que assistirem aos jogos em Moscou poderão viajar em ônibus públicos gratuitamente. Táxi Se você chegar à noite e não quiser esperar por um dos ônibus noturnos, pegue um táxi. Mas não vá com os do aeroporto, porque eles cobram 5.000 rublos (R$ 300) ou mais. Esta viagem não deve custar mais de 2.000 rublos (R$ 120). Existem vários serviços e aplicativos para ajudá-lo a pedir um táxi com antecedência e o preço é fixo, independentemente do tempo gasto no trânsito: - Uber funciona em Moscou; - Yandex Taxi  (aplicativo que funciona em diversos idiomas); - Gett Taxi (em russo, inglês e hebraico); - City Mobil (em inglês). Nos dois últimos pode-se pedir um carro com antecedência, mas geralmente há muitos carros nas proximidades do aeroporto que irão encontrá-lo em 5 a 10 minutos. Quando você chegar ao aeroporto, pode se conectar com o WiFi gratuito do terminal e reservar um carro. Os motoristas provavelmente pedirão que você ligue depois de passar pelo controle de fronteira, porque o estacionamento em frente ao aeroporto é gratuito apenas nos primeiros 15 minutos. Car sharing Diversas empresas de compartilhamento de carros estão disponíveis no Cheremiêtievo. Você precisará portar um documento de identidade, carteira de motorista, cartão de crédito e smartphone. Será preciso assinar um contrato com a empresa para acessar o veículo dela (isto também pode ser feito on-line). As principais empresas no setor em Moscou são: a Delimobil (clique aqui para saber mais sobre o acesso no aeroporto); a Yandex Drive (disponível em inglês no Google Play); e a BelkaCar (disponível apenas em russo). Você deve baixar o aplicativo com antecedência para encontrar o carro mais próximo. Aluguel de carro As principais empresas mundiais de aluguel de carros estão no Cheremiêtievo: Sixt, Europcar, Avis e Rentalcars. Você pode alugar um carro on-line ou no próprio escritório no aeroporto. A reserva antecipada não influencia tanto no preço, mas é possível encontrar maior variedade de modelos se você o fizer. Aluguel de helicóptero Se você é rico o suficiente ou tem o “carpe diem” como lema, o Cheremiêtievo tem uma ótima opção para evitar o trânsito e o contato com outros simples mortais. Acesse o site do aeroporto para obter mais informações sobre o aluguel de helicópteros: www.svo.aero. Quer receber as principais notícias sobre a Rússia em seu e-mail?  Clique aqui para assinar nossa newsletter. […]

  • Copa do Mundo: veja 10 comportamentos para se evitar na Rússia
    on 15 de junho de 2018 at 10:00

    Gestos 'inocentes', como deixar garrafas vazias em cima da mesa ou recusar um brinde, podem render olhares de reprovação no país. 10 comportamentos para evitar na Rússia Assobiar dentro de casa, mostrar a sola do pé ao cruzar as pernas, lamber a faca durante o almoço… comportamentos, aparentemente, inocentes podem incomodar bastante os russos, povo considerado muito conservador e também muito supersticioso. O G1 separou dez comportamentos para evitar no país, principalmente para quem vai fazer uma visita à sede da Copa do Mundo de 2018. Assista acima. Se, em certas partes do Brasil, há a crendice de que deixar os chinelos virados faz a mãe do dono dos calçados morrer, em alguns lugares da Rússia acredita-se que assobiar em lugares fechados causa má sorte, e até leva o dono do lugar à ruína financeira. Outras superstições são parecidas com as que temos por aqui, e em outras partes do mundo, como a lenda de que que dá azar desejar feliz aniversário a alguém antes da data. A diferença é que os russos levam isso bem a sério, como se a intenção fosse desejar má sorte a alguém. Cartilha para brasileiros No início do mês de junho, o governo federal lançou um guia para torcedores brasileiros que vão à Rússia durante a Copa do Mundo. Com 134 páginas, a cartilha traz dicas de transporte, segurança, e até frases úteis em russo. Segundo o Itamaraty, mais de 60 mil brasileiros compraram ingressos para ver o Mundial. Há também alertas sobre leis do país, que proíbem a exibição de bandeiras estrangeiras em praças e edifícios públicos, e sobre as penas para posse, uso ou venda de drogas, que podem chegar a até 25 anos de prisão. Clique aqui para baixar a cartilha para os brasileiros na Rússia Um dos pontos polêmicos do guia é a recomendação para que pessoas da comunidade LGBT evitem demonstrações públicas de afeto. “Na Rússia, há uma lei especificamente sobre comportamento homoafetivo. Se for em público, nossos cidadãos brasileiros podem estar correndo risco”, disse a diretora do Departamento Consular, a embaixadora Maria Luiza Ribeiro. Governo divulgou uma cartilha para torcedor que vai visitar a Rússia durante a Copa Reprodução/G1 Initial plugin text […]

  • Torre Eiffel tem novo muro de vidro contra ataques
    on 14 de junho de 2018 at 23:30

    Cerca de ferro também ajuda a proteger base do monumento contra possíveis atentados terroristas e blocos de concreto evitarão atropelamentos em massa. Obras devem terminar em julho e custaram mais de R$ 150 milhões. Nova parede de vidro a prova de balas que protege a Torre Eiffel, em Paris, é vista na quinta-feira (14) Philippe Lopez/AFP As obras que começaram em 2017 para blindar a Torre Eiffel estão quase concluídas. Um muro de vidro e uma cerca de ferro protegem agora a base do monumento contra possíveis atentados terroristas, segundo uma jornalista da AFP no local. "Um dos dois dispositivos de segurança é um muro de vidro de 6,5 cm de espessura" e três metros de altura, explicou Bernard Gaudillère, presidente da empresa que administra o monumento parisiense, durante uma visita à obra organizada para a imprensa. O muro de vidro "é sólido, a toda prova, e absolutamente seguro" diante de possíveis disparos de balas, acrescentou. Está instalado em dois lados do monumento para poder conservar a perspectiva. Parte das novas grades de ferro que cercam a Torre Eiffel, em Paris, em foto de quinta-feira (14) Philippe Lopez/AFP A este dispositivo, idealizado pela polícia francesa para "encontrar a melhor maneira de garantir a segurança" dos visitantes, acrescentam-se uma cerca de ferro, que protege os outros dois lados, e blocos de concreto "particularmente resistentes" para evitar atropelamentos maciços. A cerca de ferro "tem uma particularidade: imita a forma e as curvas da Torre Eiffel, segundo a inspiração do desenho inicial de Gustave Eiffel", explicou Alain Dumas, diretor técnico da empresa gestora Sete. A cerca metálica, de 3,24 metros de altura, exatamente um centésimo da Torre Eiffel, foi desenhada pelo arquiteto austríaco Dietmar Feichtinger, que já desenvolveu dispositivos em outros lugares turísticos franceses. Além disso, como já se faz atualmente, guardas de segurança controlarão as bolsas e revistarão os visitantes, que também deverão passar por detectores de metais. Parte das novas grades de ferro que cercam a Torre Eiffel, em Paris, em foto de quinta-feira (14) Philippe Lopez/AFP A entrada na esplanada de acesso à Torre Eiffel seguirá sendo livre e gratuita. As obras começaram em 2017. "Os trabalhos serão concluídos em meados de julho", anunciou Bernard Gaudillère, e os últimos ajustes serão feitos em meados de setembro. O monumento que é o símbolo de Paris espera receber entre seis e sete milhões de visitantes em 2018. As obras custaram cerca de 35 milhões de euros (cerca de R$ 153 milhões). […]

  • Copa na Rússia: G1 faz guia de sobrevivência para aprender o 'basicão' do russo
    on 13 de junho de 2018 at 12:11

    Russo é língua distante com alfabeto cifrado, mas expressões básicas podem ajudar no dia a dia de quem vai visitar a sede da Copa 2018. Copa na Rússia: G1 faz guia de sobrevivência para aprender o 'basicão' do russo Em 1939, num pronunciamento no rádio, Winston Churchill, então primeiro-ministro do Reino Unido, definiu a Rússia como uma charada, embrulhada em um enigma, dentro de um mistério. Quem visitar a sede da Copa do Mundo para ver os jogos de perto pode experimentar essa sensação. A começar por uma língua distante, montada em um alfabeto diferente do romano. Para ajudar, o G1 fez um “guia de sobrevivência” para entender ao menos o básico, e poder arriscar algumas expressões na hora de perguntar onde fica o estádio ou pedir a conta do restaurante. Assista ao vídeo acima. Vale lembrar que esta é uma relação superficial com os termos mais simples, sem levar em consideração regras gramaticais bem diferentes do português, como declinações de substantivos, pronomes e outros termos em seis casos diferentes (pois é). Alfabeto (quase) parecido O alfabeto cirílico russo tem 33 letras, sendo 20 consoantes e 11 vogais. Algumas das letras são como “falsos cognatos” em relação ao alfabeto romano. Por exemplo, o “C” no russo lê-se como a letra “S”, o “B” é lido como “V”, o “H” lido como “N”, e por aí vai. Alfabeto cirílico russo (pronúncia aproximada) No alfabeto, há também dois sinais sonoros usados para indicar que a letra anterior é pronunciada de forma mais suave (como o ‘ь’ em mãe - мать, em que a letra ‘T’ é dita de maneira bem sutil), ou de forma mais forte (como o ‘ъ’ em filmando - съёмка-, em que o C é dito com um som de 'S' mais longo). E não ache estranho se, de repente, se deparar com uma palavra em que a letra “o” seja lida como “a”. Na maioria dos casos, isso acontece quando o “o” não é a sílaba tônica da palavra. É o caso de Хорошо (cuja pronúncia é algo como: kharashó) que significa “bem”, "OK". Calma, é só uma placa de pare em russo ('stop') Mmmavocado Sendo simpático Vamos listar abaixo alguns cumprimentos simples para utilizar no dia a dia, e que fazem parte do mínimo de educação necessário para não parecer ranzinza na Rússia. Ao lado do escrito em cirílico, está a pronúncia aproximada das palavras, e a tradução. Uma dica é jogar os termos em um aplicativo como o Google Tradutor e, ao fazer a tradução do russo para o português, por exemplo, clique no ícone de alto-falante (🔊) para ouvir como se fala cada termo. Ao clicar novamente, a pronúncia é repetida mais devagar. привет - priviêt - olá! Доброе утро - dôbre útra - bom dia! Добрый день - dôbre dien - boa tarde! Добрый вечер - dôbre vietir - boa noite! да - dá - sim нет - niét - não Как дела? - kak dilá - como vai? Хорошо! - kharashó - bem (também serve para ‘legal’, ou ‘OK’) Спасибо - spacíba - obrigado пожалуйста - pajaulsta - de nada (também usado para ‘por favor’) Как вас зовут? - kak vás zavut? - como você se chama? меня зовут - miniá zavút - me chamo... пока! - paká - tchau (informal) до свидания - da svidânia - até logo (formal) Я не понимаю - ia ni panimáiu - eu não compreendo Tá perdido? O jeito mais simples de perguntar onde fica um ponto turístico, uma estação de metrô, ou onde pegar determinado transporte, é usando a palavra Где (guidiê - onde), seguido do lugar que você procura. Geralmente, verbos de ligação no presente (é, fica, está, entre outros), são ocultos nas frases. Где стадион? - guidiê stadiôm - onde fica o estádio? Где магазин? - guidiê magazín - onde fica a loja? Где гостиница? - guidiê gastínitsa - onde fica o hotel? Где метро? - guidiê mitrô - onde fica o metrô? Где такси? - guidiê taxí - onde fica o táxi? E o que você você procura pode estar em uma rua, avenida, praça, ou estação, do lado esquerdo ou direito: улица - úlitsa - rua проспект - praspiékt - avenida площадь - plôshad - praça станция - stântsia - estação направо - napráva - à direita налево - naliêva - à esquerda Placa da "Praça Vermelha", localizada no centro de Moscou, capital da Rússia Cauê Fabiano/G1 Comida e lembrancinhas Para perguntar o preço de alguma coisa, seja em uma barraquinha de lembrancinhas, ou no menu de um restaurante, use Сколько стоит? (skólka stóit - quanto custa?). O preço geralmente é colocado ao lado da sigla руб, redução de rublo (рубль), a moeda da Rússia. меню, пожалуйста - miniú, pajáulsta - menu, por favor пиво - píva - cerveja вода - vadá - água вино - vinô - vinho мясо - miássa - carne нет мяса - niét miássa - sem carne курица - kúritsa - frango рыба - ríba - peixe рис - rís - arroz чек, пожалуйста - tchék, pajáulsta - a conta, por favor Matryoshkas, tradicionais bonecas russas de madeira, são vendidas em um dia frio de inverno, nas Colinas Sparrow, em Moscou Misha Japaridze/AP Initial plugin text […]

  • A aldeia fantasma que está sendo dominada pela natureza
    on 8 de junho de 2018 at 19:45

    Houtouwan, na China, viveu anos de prosperidade com a pesca, mas a transferência da atividade a cidades vizinhas fez com que o local fosse abandonado e ocupado pela vida selvagem - até ser redescoberto pelos turistas. De porto pesqueiro a vilarejo abandonado, Houtouwan está sendo retomada pela vegetação AFP A aldeia de Houtouwan já foi uma próspera comunidade pesqueira, estabelecida nos anos 1950 na ilha de Shengshan, no leste da China. Mas, à medida que a pesca – e a própria China – foram se desenvolvendo, o porto de Houtouwan acabou ficando pequeno demais para as embarcações gigantescas que começaram a circular pela região. A atividade pesqueira acabou sendo distribuída para portos próximos maiores. E, assim, Houtouwan foi praticamente abandonada nos anos 1990. Local já chegou a abrigar cerca de 3 mil pescadores AFP Alguns edifícios já foram quase totalmente cobertos pelas plantas AFP O fotojornalista Johannes Eisele, da agência AFP, visitou o local e descobriu que a hoje aldeia fantasma está sendo reocupada pela natureza: dezenas de casas e edificações já estão completamente cobertas pela vegetação, como mostram as fotos tiradas por ele. O aspecto pitoresco está agora sendo explorado por agências de turismo, e multidões de visitantes têm ido de Shanghai (a 140 km de distância) a Houtouwan para ver de perto suas ruínas verdes. A aldeia chegou a abrigar uma comunidade com cerca de 3 mil pescadores, morando em mais de 500 casas. Isolamento após fim da pesca expulsou moradores AFP Agências de turismo têm organizado excursões para visita às ruínas AFP Eles se mudaram para as cidades vizinhas à medida que a pesca minguou por ali. A ilha é de difícil acesso porque, durante parte do ano, as águas do mar sobem e impedem que pequenos barcos se aproximem da costa. Com isso, a única conexão com o restante de Shengshan era uma trilha montanhosa. Isso dificultou também o abastecimento de serviços e comida à comunidade. A maioria dos moradores de Houtouwan foi embora até meados dos anos 1990. Hoje, há pouquíssimas pessoas morando ali. Autoridades decidiram cobrar uma taxa para o acesso à localidade AFP Segundo a AFP, Houtouwan virou um popular destino turístico nos últimos anos - e não era raro se deparar com pessoas tirando selfies diante das casas abandonadas da aldeia. Mas, no ano passado, autoridades chinesas começaram a cobrar uma entrada de 50 yuan (cerca de R$ 30) pela entrada e limitou o acesso dos turistas a apenas algumas partes da cidade. Paredes e telhados vão sendo tomados pela vegetação AFP […]

  • Museu de Paris inaugura exposição com esqueleto inédito de Tiranossauro Rex; fotos
    on 6 de junho de 2018 at 21:15

    Exposição ficará disponível até setembro deste ano. Ossos da boca do dinossauro foram posicionados para ficar na altura dos visitantes. Esqueleto do tiranossauro Rex passa a ser exposto em Paris Stephane de Sakutin/AFP Um dos mais belos esqueletos de Tiranossauro Rex do mundo ficará exposto a partir desta quarta-feira (6) em Paris, na França. Olhos nos olhos e boca aberta, o encontro com o enorme carnívoro em posição de ataque se revela à altura de sua terrível reputação. Trix, que viveu cerca de 30 anos, é uma fêmea dinossauro de 4 metros de altura e 12,5 metros de comprimento. Esta é a primeira vez que a França expõe um esqueleto real de T.Rex. O Museu de História Natural preparou uma área especial na Galeria de Mineralogia e Geologia para a exposição "Um T.Rex em Paris" - o esqueleto fica disponível no local até 2 de setembro deste ano. Boca de T-rex fica na altura de visitantes da mostra Stephane de Sakutin/AFP A boca do T.Rex está posicionada na altura dos visitantes, com a cabeça levemente inclinada para o público, destacando as muitas vértebras de seu pescoço, entre o crânio gigantesco (1,50 metros de comprimento) e sua caixa torácica abissal. A posição do animal, como se fosse saltar sobre o público, a meia-luz e os rugidos ajudam a criar o ambiente. Seu rabo, que fica a 4 metros de altura, dá uma ideia do que seu balanço poderia produzir. O que é científico - e o que é invenção - em 'Jurassic Park' Este fóssil quase completo e incrivelmente bem preservado permite ao visitante ver em detalhes a matéria e as nuances de cor dos ossos, apesar de seus 67 milhões de anos. E como em face de um objeto de arte que se descobre depois de ter visto cópias, a perfeita montagem de seus cerca de 250 ossos, capazes de suportar uma massa de quase 9 toneladas, desperta grande emoção. Trix é "uma obra da natureza, uma obra-prima", explica Bruno David, presidente do Museu Nacional de História Natural. "Esqueletos de T.Rex como este só foram encontrados três ou quatro em 200 anos". Descoberta em 2013 em Montana, nos Estados Unidos, por uma equipe de paleontólogos do Museu Natural da Holanda, a "senhora dinossauro" teve uma vida agitada. "Como um grande coelho" Ela foi uma verdadeira guerreira: seu esqueleto revela marcas de combates, assim como doenças crônicas. Fêmea viveu há mais de 60 milhões de anos Stephane de Sakutin/AFP No maxilar inferior, três buracos visíveis "correspondem a uma mordida, provavelmente de outro tiranossauro", explica o curador da exposição e paleontólogo do museu, Ronan Allain. Também destacam-se as marcas de uma infecção grave que corroeu um osso de seu focinho, enquanto aparentemente sofreu quatro fraturas nas costelas. A exposição inclui fósseis, registros cronológicos e filmes que ajudam a construir o universo de Trix no período do Cretáceo Superior. O museu também "montou" para a ocasião um Edmontossauro preservado em partes há mais de um século. Mesmo com seus 10 metros de comprimento, suas três fileiras de dentes e seu bico-de-pato, esse dinossauro herbívoro não era mais que "um grande coelho" para o apetite carnívoro do T-Rex. As crianças, grandes admiradoras dos dinossauros, também poderão tentar fugir de Trix pedalando, dançar com esses animais e até mesmo testemunhar um ovo figurativo rachando. Visitantes observam esqueleto de tiranossauro em primeiro dia de exposição na França Philippe Wojazer/Reuters […]

  • Brasileiros já podem viajar sem visto para os Emirados Árabes Unidos
    on 6 de junho de 2018 at 13:48

    Brasileiros podem viajar para turismo, trânsito ou visitas de negócios e podem circular no emirado por um período de até 90 dias. Imagem de arquivo mostra Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, vista de cima Rede Globo Os brasileiros já podem visitar cidades como Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), sem se preocupar com a obtenção de visto. O acordo bilateral isentando cidadãos dos dois países do documento começou a valer no último domingo (3) para turismo, trânsito ou visitas de negócios. Os detentores de passaportes comuns podem entrar, sair e circular livremente pelos respectivos territórios por um período de até 90 dias a cada 12 meses, sem burocracia ou pagamento de taxas. A ideia é fortalecer as relações bilaterais entre os dois países, estimulando o comércio exterior e o turismo. O Ministério das Relações Exteriores alerta que os viajantes devem ficar atentos, já que a única exigência para a eficácia do acordo é apresentar um passaporte com ao menos seis meses de validade pela frente. Além disso, a isenção não vale para trabalho ou estudo. Nesses dois casos é preciso buscar uma autorização específica, de acordo com o que é exigido por cada país. O tratado facilita o fluxo de turistas entre os dois países. Para os Emirados, o Brasil passa a ser a 151ª nação a isentar seus cidadãos de visto. A mudança pode aumentar o interesse de turistas brasileiros em buscar o país árabe como destino de férias ou pelo menos de permanecer mais dias em caso de conexões para lugares como China e Índia. O custo do visto simples para os Emirados (permitindo uma única entrada no país) era de US$ 96,59. Além disso, era preciso ter uma espécie de patrocinador intermediando o pedido de visto, como uma companhia aérea ou uma agência de viagens. O acordo tem como foco dar fôlego ao turismo e aos negócios entre os dois países. No ano passado a corrente de comércio - a soma das exportações e das importações - entre Brasil e Emirados Árabes atingiu US$ 2,7 bilhões. Desse total US$ 2,5 bilhões foram exportações de produtos brasileiros, principalmente alimentos. O montante é pequeno se comparado aos US$ 217 bilhões exportados pelo Brasil no ano, mas corresponde a 37% de tudo que vende para os seis países do Golfo: Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Bahrein, Omã e EAU. Do lado do turismo, o fim do visto parece interessante para os dois lados. Tanto Brasil quanto EAU entraram no ranking dos 25 países que mais gastaram com turismo internacional em 2017. O Brasil ocupou a 16ª posição na lista da Organização Mundial do Turismo, com um gasto de US$ 19 bilhões, enquanto os Emirados Árabes ficaram em vigésimo lugar, com gasto de US$ 17,6 bilhões. Atualmente a Emirates, principal companhia aérea dos Emirados Árabes, já opera 14 voos semanais entre o Brasil e Dubai, saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro. A partir de julho outros cinco voos partindo de Santiago do Chile vão passar pela capital paulista. Segundo a empresa, em uma década o volume anual de passageiros transportados nessa rota subiu de 26 mil para 288 mil. As novas regras para o visto aumentam as chances de quem viaja a negócios ficar mais dias nos dois países para fazer turismo. Medidas para atrair estrangeiros No dia 20 de maio, o governo dos Emirados Árabes Unidos anunciou que deve eliminar as restrições à propriedade de empresas por estrangeiros no país. Hoje ela é limitada a uma fatia de 49%, com os outros 51% pertencentes a um sócio local. A promessa é que a partir do fim do ano o percentual chegue a 100%. Os detalhes dessa medida só serão conhecidos no terceiro trimestre. Apesar da repercussão do pacote de reformas ter sido positiva, ainda há perguntas no ar como, se o fim da limitação à participação estrangeira fora de zonas francas vai valer para qualquer setor e empresa. A propriedade estrangeira integral é uma vantagem chave oferecida pelas zonas livres. Se não houver restrições, o benefício de se instalar nessas áreas será posto em xeque, embora elas propiciem outras vantagens, como a isenção de tarifas sobre exportação e importação. “A manchete dá uma indicação de algo potencialmente interessante, mas é preciso aguardar os detalhes. Tenho algumas dúvidas (se será uma determinação ampla e irrestrita) porque há um número muito grande de zonas francas aqui e elas contribuem de forma significativa para a economia do país. Não vejo um cenário que vá se igualar ao que é oferecido no ambiente de zona franca”, diz a chefe de operações do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o Oriente Médio e o Norte da África, Karen Jones. Na mesma ocasião o governo divulgou ainda que pretende conceder vistos de até dez anos para investidores e especialistas nas áreas médica, científica, técnica e de pesquisa. A medida faz parte do plano de reduzir a dependência do petróleo e transformar o país em uma economia cada vez mais baseada no conhecimento. A expectativa de analistas é que ao permitir que profissionais fiquem no país por um prazo relativamente longo, o governo dê fôlego ao consumo local (em atividades como varejo, educação e saúde), ao setor imobiliário e também reduzir as remessas estrangeiras, estimadas em US$ 45 bilhões em 2017. […]

  • Secretaria de Turismo fecha acordo para ampliar número de turistas chineses em Foz do Iguaçu
    on 4 de junho de 2018 at 19:28

    Parceria prevê eventos conjuntos para explorar o potencial turístico; os chineses estão em oitavo lugar na lista de estrangeiros que mais visitam o Parque Nacional do Iguaçu, principal termômetro do setor na cidade. O Parque Nacional do Iguaçu, principal termômetro do turismo da região, recebeu em 2017 quase 15 mil chineses; ideia é triplicar o número Reprodução A Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e a China Travel Service (CTS), a maior operadora de turismo daquele país, fecharam um acordo com o objetivo de ampliar o número de turistas chineses na região. Uma das ações prevê a realização conjunta do Festival da Lua Cheia, em setembro, com a apresentação da orquestra chinesa. “Temos que conquistar os chineses e aproximar a comunidade. É um mercado muito grande, com 135 milhões de turistas em potencial. Eles se interessam muito por natureza, e isso temos aqui para oferecer a eles”, aponta o secretário de turismo, Gilmar Piolla. O Parque Nacional do Iguaçu, principal termômetro do turismo da região, recebeu em 2017 quase 15 mil chineses. O número coloca a China na oitava posição no ranking de nacionalidades de turistas que passaram pelas Cataratas do Iguaçu. Uma delegação da CTS visitará o país ainda este ano para avaliar a infraestrutura de hotelaria, transporte e gastronomia dos destinos que podem ser incluídos no paco; Foz do Iguaçu conta com 28 mil leitos de hotel Prefeitura de Foz do Iguaçu/Divulgação “Se conseguirmos dobrar ou triplicar este número. Será muito bom. Para isso, precisamos tanto divulgar o destino lá fora como preparar a nossa estrutura aqui para receber este turista, que é exigente”, completou Piolla. A ideia, explica, é não depender tanto de atrativos como o Rio de Janeiro, por onde chega a maioria dos turistas estrangeiros no país. Mas, criar roteiros de 12 a 15 dias incluindo a Argentina, Chile, Peru, Equador e o Brasil, por Foz do Iguaçu. Os pacotes dos roteiros serão fechados após visitas aos destinos. Uma delegação da CTS visitará o país ainda este ano para avaliar a infraestrutura de hotelaria, transporte e gastronomia. Outro incentivo que está sendo estudado, aponta, é a ampliação de três para 12 visa centers – locais onde são emitidos os vistos para a entrada no Brasil - na China. Segundo o secretário de turismo de Foz do Iguaçu, Gilmar Piolla, a cidade tem várias opções de turismo de natureza, um dos principais interesses dos chineses Fabiula Wurmeister / G1 Veja mais notícias da região no G1 Oeste e Sudoeste. […]

  • Consumidor sem combustível pode cancelar pacote de viagem para o feriado, diz Procon-SP
    on 29 de maio de 2018 at 09:00

    Greve dos caminhoneiros não elimina os direitos dos consumidores, mas exige bom senso, diz o órgão. Filas no saguão de Congonhas Reprodução/GloboNews Quem adquiriu um pacote de viagem para o feriado prolongado de Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira (31), e não poderá viajar por causa da falta de combustíveis, tem direito de cancelar a compra gratuitamente, segundo a Fundação Procon-SP. De acordo com o órgão, trata-se de uma situação excepcional. Em nota, o Procon-SP diz que “a greve dos caminhoneiros não elimina os direitos dos consumidores, mas exige bom senso de todos”. Dessa forma, aqueles que programaram uma viagem para o feriado e adquiriram um pacote têm o direito de cancelar a compra antes da data de check-in e ter os valores pagos devolvidos integralmente, sem pagamento de taxas de cancelamento. Em caso de estorno, a empresa e o cliente devem encontrar a melhor forma de realizar o processo, em geral feito pela operadora do cartão de crédito ou débito. A Agência Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) disse ao G1 que está acompanhando a movimentação das agências associadas e parceiros, especialmente companhias aéreas, hotéis e locadoras de automóveis no remanejamento das reservas pagas e não utilizadas. Segundo a entidade, o mercado tem colaborado com os clientes, acatando as remarcações sem aplicação de multas e penalidades. “Até o momento, não tivemos relatos de casos não solucionados, seja com um pedido de cancelamento ou reacomodação”, disse a ABAV. A associação informou ainda que algumas agências já reportaram que o movimento de vendas parou desde o início da greve, embora a procura dos turistas tenha crescido na expectativa da temporada de julho. A Decolar.com informa que para hospedagens e outros produtos da companhia, os parceiros do estão autorizados a reembolsar integralmente os clientes e, caso existam políticas de cancelamento, a empresa fornece total apoio aos consumidores para que o valor seja restituído. A recomendação é para que os clientes façam a solicitação até 48 horas antes da data de utilização do produto. O cancelamento no ViajaNet também garante ao cliente o reembolso integral. Os hóspedes do Airbnb que não puderem realizar a viagem por conta da paralisação devem entrar em contato com o atendimento ao cliente e solicitar o cancelamento por situação excepcional, para que possam receber o reembolso integral do valor do aluguel e das taxas. No caso das reservas de veículos, a empresa Localiza Hertz disse que é flexível com clientes pessoa física, com cancelamento gratuito em caso de necessidade. A empresa orienta aos clientes que cancelem a locação com até 24 horas de antecedência. Passagens aéreas Nos casos de viagens aéreas canceladas ou atrasadas, as companhias deverão investir na comunicação e assistência para reduzir os prejuízos que o consumidor possa ter. Em nota, a GOL disse que os passageiros que desejarem podem procurar a companhia para remarcar viagens, solicitar reembolso ou crédito das passagens. A Azul Linhas Aéreas está oferecendo remarcação ou cancelamento gratuitos para clientes com voos programados até o dia 4 de junho. Em nota, a Avianca Brasil informa que todos os passageiros que tenham viagens programadas até o dia 31 de maio e desejam alterar a data podem entrar em contato com a companhia com embarques até o dia 9 de junho, sem cobrança de taxa, nem pagamento de diferenças tarifárias. A LATAM Airlines Brasil informa que, en caso de cancelamentos da companhia aérea, os passageiros impactados poderão remarcar os seus bilhetes sem custo. […]

  • China proíbe turismo nas fontes do rio Amarelo
    on 28 de maio de 2018 at 05:56

    A reserva de 19.100 quilômetros quadrados foi afetada por atividades humanas. As autoridades da China anunciaram que vão proibir a entrada de turistas na reserva natural onde se encontra a nascente do rio Amarelo, o segundo mais longo da Ásia, devido aos problemas ambientais que está causando o crescente número de turistas, informou a agência oficial "Xinhua". A reserva de 19.100 quilômetros quadrados na comarca tibetana de Madoi (província ocidental de Qinghai) foi afetada por atividades humanas que "prejudicaram o frágil ecossistema do planalto", incomodando a vida selvagem e pondo em perigo outros turistas, afirmou o subdiretor da região protegida, Gan Xuebin. Pessoas pescam da margem do Rio Amarelo Reuters/China Daily A melhoria das comunicações na região, até tempos recentes muito remotos, gerou um grande aumento do turismo na fonte de um dos rios mais importantes da China, berço da sua civilização e em cuja bacia vivem cerca de 140 milhões de pessoas. O Amarelo, com 5.400 quilômetros de extensão, nasce como outros grandes rios da Ásia (Yangtsé, Mekong, Bramaputra) na planalto tibetano, um frágil ecossistema afetado pela mudança climática e outras consequências da atividade humana. […]

  • As invisíveis fronteiras linguísticas da Suíça
    on 22 de maio de 2018 at 22:29

    Com quatro idiomas oficiais, país se orgulha de ser poliglota e se mantém unido apesar das diferenças culturais internas. A Suíça se mantém unida pelo o que povo chama de 'Willensnation': nação por vontade. Michele Falzone/Getty Images A viagem de trem foi, sem dúvida, uma das mais curtas que eu já tinha feito: levei apenas 10 minutos da cidade suíça de Neuchâtel até lá. Mas, quando desembarquei no pequeno município de Ins, tudo parecia diferente. No começo, eu não conseguia entender o motivo. Algo relacionado à arquitetura talvez? Linguagem corporal das pessoas? Até mesmo o ar puro e ridiculamente fresco do país aparentava estar de alguma forma alterado. Caminhei atordoado por um tempo. Ainda estava na Suíça, isso eu sabia. Não tinha cruzado nenhuma fronteira internacional. Foi quando olhei para uma placa na rua e entendi o que estava acontecendo. Atravessei sem perceber a Röstigraben - termo usado para designar a linha invisível que separa a Suíça de língua alemã da francesa. Marcas locais Röstigraben significa literalmente "fosso do rösti". A expressão data da Primeira Guerra Mundial, quando os aliados do país foram divididos de acordo com suas línguas. Rösti é, por sua vez, um prato tradicional da culinária suíço-alemã à base de batatas, que leva muitas vezes bacon, cebola e queijo. Geograficamente, a Röstigraben segue mais ou menos o curso do rio Saane. Mas não adianta procurar no mapa. Trata-se de uma fronteira imaginária, embora gravada há muito tempo na mente do povo suíço. Assim como outras fronteiras, não se atravessa a Röstigraben despretensiosa ou involuntariamente - exceto pelos estrangeiros como eu. Quase metade dos suíços de língua alemã cruzam a divisa apenas uma vez por ano - e 15% nunca passaram por ela. É o que mostra um levantamento recente conduzido pelo instituto de pesquisa Sotomo, a pedido da empresa de telecomunicações Swisscom. Atravessar a Röstigraben "parece mais como migrar temporariamente para um lugar perigoso, onde você não vai entender o que as pessoas falam", compara a executiva suíça Manuela Bianchi, em tom de brincadeira. Sua história é tipicamente suíça, o que significa que não é nada típica. Com um pai de língua italiana e uma mãe de língua alemã, ela cresceu falando ambos os idiomas em casa - e aprendeu francês, assim como inglês, na escola. Sim, a diversidade linguística do país às vezes pode ser exaustiva - a maioria dos rótulos de alimentos lista os ingredientes em três idiomas. Mas, em geral, ela considera "uma bênção incrível". Ser multilíngue representa para a Suíça o mesmo que a educação para os ingleses ou o estilo para os italianos: é motivo de orgulho nacional. Mas um orgulho discreto. Segundo outro costume local, é considerado "não-suíço" se gabar das habilidades linguísticas de alguém - ou de qualquer outro aspecto a esse respeito. Ao imaginar uma fronteira, o que geralmente vem à cabeça é uma demarcação política - uma linha sólida, quem sabe até um muro, separando duas nações-estados. Essa é uma forma de divisa. Mas existem outras: fronteiras culturais; linguísticas; da mente. E ninguém entende melhor disso que os suíços. Eles contam com uma miscelânea de línguas e culturas que, milagrosamente, se mantêm unidas. E, como tudo no país, funciona perfeitamente (ou quase). Quebra-cabeças A Suíça sofre com poucos dos cismas linguísticos que costumam atormentar nações multilíngues, como a Bélgica e o Canadá. Mas como eles fazem isso? O dinheiro certamente ajuda. A Suíça é um dos países mais ricos do mundo, com longa tradição de governos democráticos: uma referência em democracia com inúmeros referendos e uma federação de províncias altamente autônomas. E se mantém unida em torno do que o povo chama de Willensnation. O termo alemão significa literalmente "nação por vontade", mas na Suíça a palavra ganha um significado especial: "uma nação nascida com o desejo de viver unida". A história, como sempre, também ajuda a explicar. A diversidade linguística da Suíça remonta a muitos séculos, bem antes da nação unificada que existe hoje. Há 7 mil anos, o país estava "no meio de tudo e à margem de tudo", segundo Laurent Flutsch, curador do Museu Arqueológico de Vindonissa, em Brugg, que organizou recentemente a exposição Röstigraben - Como a Suíça se Mantém Unida (em tradução livre). A região ficava na encruzilhada de vários grupos linguísticos - e o terreno montanhoso formava barreiras naturais entre eles. Quando a Suíça moderna foi formada, em 1848, as fronteiras linguísticas já estavam estabelecidas. Há quatro idiomas oficiais no país: alemão, francês, italiano e romanche, língua nativa com status limitado, semelhante ao latim, e falada hoje apenas por um punhado de suíços. Um quinto idioma, o inglês, é cada vez mais usado para atenuar as divisões. Em uma pesquisa recente da Pro Linguis, três quartos dos entrevistados disseram que usam o inglês pelo menos três vezes por semana. Na poliglota Suíça, há fragmentação até dentro das subdivisões. Quem mora nas províncias de língua alemã fala alemão-suíço em casa, mas aprende alemão tradicional na escola. O italiano falado em Ticino, por exemplo, é salpicado de palavras emprestadas do francês e do alemão. Babel O idioma pode não ser uma sina, mas determina muito além das palavras a serem ditas. A língua leva à cultura, que, por sua vez, rege a vida. Nesse sentido, a Röstigraben é tanto uma fronteira cultural quanto linguística. O dia a dia de cada lado da linha imaginária se desdobra em um ritmo diferente. "(Na minha opinião) a pessoa que fala francês é mais descontraída. Tomar uma taça de vinho branco durante o almoço em dia de semana ainda é bastante comum. Quem fala alemão, por sua vez, tem pouco senso de humor e segue regras mais rígidas que as dos japoneses", analisa Bianchi. Já a diferença cultural entre a Suíça italiana e o restante do país - marcada pela chamada Polentagraben ("fossa da polenta") - é ainda mais acentuada. Os suíços que falam italiano são uma clara minoria. Representam apenas 8% da população e vivem, principalmente, no extremo sul do cantão de Ticino. "Quando me mudei para cá, as pessoas diziam: 'Ticino é como a Itália, com a diferença de que tudo funciona', e acho que é verdade", conta Paulo Gonçalves, acadêmico brasileiro que mora em Ticino há dez anos. Nascido em um país com apenas uma língua oficial, Gonçalves fica admirado com o malabarismo que os suíços fazem com os quatro idiomas. "É impressionante como eles conseguem se relacionar", diz o brasileiro. Ele lembra de ter ido a uma conferência que contava com palestras em francês, alemão, italiano e inglês. "Aconteceram apresentações em quatro idiomas diferentes no mesmo auditório". Horizontes ampliados Para Gonçalves, viver em um ambiente multilíngue "mudou sua maneira de ver o mundo e vislumbrar possibilidades". "Sou uma pessoa bem diferente do que eu era há 10 anos", completa. Os idiomas não são distribuídos uniformemente. Dos 26 cantões do país, 17 falam alemão, enquanto quatro são franceses e um italiano. Três são bilíngues e um (Grisões) trilíngue. No total, 63% da população tem o alemão como primeira língua. Sendo assim, muitas características que o imaginário popular associa ao "estilo suíço" - como pontualidade e discrição - são, na verdade, particularidades suíço-alemãs. A língua e cultura suíço-alemãs tendem a dominar principalmente no mundo dos negócios. E isso gera algum tipo de atrito, de acordo com Christophe Büchi, autor de um livro sobre a história das fronteiras linguísticas invisíveis do país. "Mas o pragmatismo que move a política suíça sabe lidar com isso", afirma. Segundo ele, o verdadeiro idioma nacional da Suíça é a reconciliação. […]

  • Cientistas desvendam por que a Torre de Pisa continua em pé após mais de 600 anos e 4 terremotos
    on 21 de maio de 2018 at 11:17

    O campanário construído a partir do século 12 permanece ereto, embora inclinado, enquanto outras construções mais modernas não resistiram a abalos sísmicos - um mistério que acaba de ser explicado por uma equipe de engenheiros. Com 58 metros de altura, a torre chega a ficar 5 metros fora do eixo no topo Getty Images Era um mistério que há anos intrigava engenheiros: como a Torre de Pisa consegue resistir a terremotos estando tão inclinada? Com 58 metros de altura, o campanário da catedral da cidade italiana de Pisa pende em um ângulo de cinco graus, o que faz com que fique até cinco metros fora do eixo no seu topo. A Toscana, onde fica a famosa torre, é uma região com muita atividade sísmica, assim como grande parte da Itália. Isso se deve à confluência entre as placas tectônicas africana e euroasiática sobre a qual o país está localizado. Desde o início de construção, que ocorreu entre 1173 e 1372, o monumento passou por pelo menos quatro grandes terremotos sem sofrer danos, mas, ao contrário de muitos outros edifícios modernos da área onde está, ela segue em pé. Uma equipe de 16 engenheiros da Universidade Roma Tre, na Itália, e da Universidade de Bristol, na Inglaterra, se propuseram a desvendar esse mistério, e conseguiram: a salvação da torre está no solo logo abaixo dela. A península onde fica a Itália está na confluência entre as placas africana e euroasiática Getty Images Solo macio Após estudar os dados sismológicos, geotécnicos e estruturais disponíveis, os pesquisadores apontam que a razão está em um fenômeno conhecido como "interação dinâmica entre solo e estrutura" (DSSI, na sigla em inglês). Trata-se de uma combinação entre a estrutura da torre e as carascterísticas do terreno em que ela foi erguida. Por um lado, o solo é macio e, por outro, a torre é alta e rígida. Isso faz com que a ressonância de movimentos sísmicos seja muito menor, reduzindo os efeitos dos tremores sobre o monumento. Isso foi, segundo um comunicado da Universidade de Bristol, a chave para sua sobrevivência. A Torre de Pisa detém um recorde mundial de efeitos DSSI, diz essa equipe de engenheiros. Ao contrário de construções modernas próximas, a torre não sofreu danos com terremotos Getty Images "Podemos dizer agora que, ironicamente, o mesmo solo que causou a inclinação da torre e a levou à beira do colapso também a ajudou a superar os episódios sísmicos", disse George Mylonakis, do departamento de Engenharia Civil da Universidade de Bristol. Os cientistas apresentarão os resultados deste estudo na 16ª Conferência Europeia de Engenharia de Terremotos, que será realizada em junho na Grécia. […]

  • Ondas azul-metálicas brilhantes surpreendem moradores no litoral da Califórnia
    on 11 de maio de 2018 at 16:45

    Fenômeno é produzido por algas e não ocorria desde 2013 na cidade de San Diego. Show de luzes já foi registrado em várias partes do mundo e tem a ver com fenômeno produzido por algas BBC Uma deslumbrante “onda” de azul metálico encheu de cor as praias de San Diego, na Califórnia. O fenômeno, conhecido como “maré vermelha”, é produzido por algas e não era registrado desde 2013 na cidade americana. De dia, ele torna a água vermelha, mas ao anoitecer as algas irradiam um brilho azulado ao serem agitadas por movimentos como o quebrar das ondas. Os shows de luzes bioluminescentes – ou seja, produzidas e emitidas por um organismo vivo – já foram também registrados em outras partes do mundo, e encantam quando acontecem. Não há como estimar a duração do fenômeno, diz instituto de oceanografia da Califórnia BBC “Dirigi até a praia para testemunhar a ‘aurora boreal do oceano’", disse uma usuária do Instagram que postou fotos da praia de La Jolla Cove em seu perfil. Em seu site, o Instituto Scripps de Oceanografia da Califórnia afirma que as marés vermelhas são imprevisíveis e que não há como estimar a duração do fenômeno. Episódios anteriores duraram períodos variados, de uma semana a um mês ou mais. Os dinoflagelados, ou seja, as algas que compõem o fenômeno, não estão na lista de “mais tóxicos”. No entanto, os cientistas alertam que algumas pessoas podem ser sensíveis a eles e sugerem manter distância dos organismos. […]

  • Tribo massai tem casas queimadas para beneficiar turismo na Tanzânia, diz grupo dos EUA
    on 11 de maio de 2018 at 14:54

    Grupo étnico é impedido de acessar área próxima a cratera de Ngorongoro, uma atração turística na Tanzânia, diz relatório. Empresas de safari e governo negam que tribo seja prejudicada. Jovem massai é visto perto do Parque Nacional Mikumi, na Tanzânia, em imagem de março de 2018 Ben Curtis, File/AP Photo O think tank americano Oakland Institute denunciou nesta quinta-feira (10) que dezenas de milhares de membros da tribo Massai de uma área próxima a um parque nacional na Tanzânia foram despejados da região para beneficiar o turismo. O relatório do Instituto denuncia que os massai da região de Loliondo, próximo à área de conservação natural e atração turística que engloba a cratera de Ngorongoro, tiveram suas casas queimadas e têm sido impedidos de acessar a região para pastorear gado e coletar água em poços. Os massai, presentes no sul do Quênia e em partes da Tanzânia, precisam de terra para pastorear seu gado e manter seu estilo de vida pastoril. Turistas observam animais no Parque Nacional Mikumi, na Tanzânia Ben Curtis, File/ AP Photo O relatório cita testemunhas locais que acusam duas empresas que realizam safari na região de prejudicar os massai. Uma delas é a Tanzania Conservation Limited, uma afiliada da Thomson Safaris, sediada nos EUA, que estaria impedindo o acesso deles ao local. A outra empresa citada é a Ortello, um grupo que organiza viagens de caça para a família real dos Emirados Árabes Unidos, que teria queimado casas. Apesar de ter perdido sua licença no ano passado, a OBC continua ativa na região, de acordo com o think tank americano. A Thomson Safaris se pronunciou sobre o relatório afirmando que “as terríveis alegações de abuso são simplesmente falsas”. A empresa investe da Tanzânia “de boa fé”, disse seu presidente Rick Thomson em um e-mail enviado à AP nesta quinta. O Secretário de Turismo da Tanzânia Gaudence Milanzi negou que os massai sejam atacados, afirmando que o governo está trabalhando para melhorar o seu bem-estar ao adotar métodos modernos para o pastoreio de gado. Preocupações acerca dos massai têm sido levantadas dentro e fora da Tanzânia por grupos como o Grupo Internacional de Direito das Minorias e o Survival International, que já alertou que a tomada de terra “pode significar o fim dos massai”. […]

  • Com forte desvalorização do peso, viagem para Argentina fica mais barata para turistas brasileiros
    on 9 de maio de 2018 at 09:00

    O real também vem perdendo valor com a alta do dólar, mas queda é menor que a moeda do país vizinho. A forte desvalorização da moeda da Argentina, que levou o país a pedir inclusive ajuda internacional, vem permitindo que a viagens de turistas brasileiros para o país vizinho fiquem mais baratas, segundo agências e especialistas ouvidos pelo G1. Isso porque, com a queda do peso argentino em relação ao dólar e ao real, despesas com hospedagem e alimentação, por exemplo, tendem a ficar mais vantajosas para os estrangeiros que visitem a Argentina. Casal dança tango em Buenos Aires Divulgação/Ministério do Turismo da Argentina Apesar de a desvalorização mais intensa da moeda argentina ser recente, já é possível notar mudanças em alguns preços para turistas do Brasil. “É possível encontrar serviços de turismo na Argentina com até 30% de desconto”, afirma Rodrigo Vaz, diretor de produtos internacionais para Américas da CVC. Já Aldo Leone Filho, presidente da Agaxtur, diz que para esta semana a empresa preparou uma promoção com descontos próximos de 10% em pacotes para a Argentina. “Estou fazendo uma ação gigante a partir desta quarta-feira (9)”, contou em entrevista ao G1 sobre a promoção que será feita em um shopping de São Paulo. A economista Juliana Inhasz, professora da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), explica que o momento “pode ser uma oportunidade” para turistas que queiram conhecer o país vizinho. “O que acontece é que a moeda deles se desvalorizou numa velocidade maior que a nossa”, diz ela, lembrando porém que o real também vem perdendo valor nos últimos dias. Mas Vaz e Leone contam que, mesmo com o dólar subindo, a desvalorização do peso é suficiente para que os preços de viagens para a argentina em suas agências fiquem menores. Mudanças de preços na Argentina “A companhia aérea acaba baixando o preço da passagem em dólar”, diz o presidente da Agaxtur. “As companhias aéreas já têm seus voos regulares definidos e reagem de forma a equilibrar seus preços. Tem negociações também, elas têm interesse em ocupar seus voos”, complementa Vaz, da CVC. Peso caindo mais que o real O peso argentino, assim como o real brasileiro, vem sofrendo com a tendência de alta do dólar nos mercados externos. Mas as incertezas internas sobre a economia da Argentina fazem com que sua moeda sofra mais – o que resulta em uma desvalorização maior do peso. Os números mostram que o peso argentino perdeu mais valor que o real: neste ano, enquanto o dólar já subiu 8,5% sobre o real, em relação à moeda argentina o avanço já é de 24%. Em 12 meses, o dólar subiu 12,9% sobre o real e 45,5% sobre o peso argentino. Na comparação direta entre o real e o peso, também é possível ver a diferença: enquanto em maio do ano passado o turista precisava de R$ 0,20 para comprar 1 peso argentino, agora precisa de R$ 0,15 – o que quer dizer que o peso já se desvalorizou 22% sobre o real em um ano. Além de o real perder menos valor em relação ao dólar, “a gente tem outra vantagem nessa conta”, explica Inhasz. “A nossa inflação está controlada, entre 2 e 3% ao ano, diferente da inflação deles. Então, a nossa moeda vai ganhando valor frente à deles.” A projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) é que a inflação na Argentina termine o ano em 22,7%. Procura por pacotes A desvalorização do peso nos últimos dias coincide com uma época em que a demanda de brasileiros por pacotes de viagem para a Argentina, segundo Vaz, já é alta. Isso por causa da proximidade do inverno e das férias de julho. “Bariloche, por exemplo, é um destino que explode nessa época”, diz ele. Argentina atrai turistas no inverno Divulgação/Ministério do Turismo da Argentina A alta do dólar também costuma fazer com que os turistas deixem de lado destinos como Orlando e busquem alternativas. “O cliente busca alternativas que caibam no bolso dele. Tem esses fatores associados agora”, diz Vaz. Mas ele reconhece que a desvalorização recente do peso argentino não é o fator mais forte para aquecer a demanda, pois muitos clientes não entendem de imediato esses efeitos. Leone concorda. “Não é tão rápida essa resposta”, diz. Antes de viajar Mesmo com a queda forte do peso argentino, Inhasz recomenda que, antes de decidir viajar, os consumidores tenham cautela. “A nossa moeda também está perdendo valor, é preciso botar isso na conta”, diz a professora. “A variável ‘câmbio’ é sempre difícil de prever, a perspectiva é incerta. Pode ser que essa tendência permaneça, mas isso depende dos próximos passos da economia argentina, e a gente não consegue saber isso agora”, reforça Inhasz. Em um momento de instabilidade cambial, ela aponta por exemplo o risco de fazer gastos com o cartão de crédito fora do Brasil. Isso porque, mesmo que o turista compre em peso argentino, a cobrança da fatura é feita em dólar. “Corremos o risco de ganhar de um lado e perder de outro”, alerta. Saiba como funciona as compras com cartão de crédito em dólar […]

  • Turismo libera três vezes mais CO2 no ambiente do que cientistas calculavam
    on 7 de maio de 2018 at 23:38

    Estudo aponta que 8% da emissão global de carbono vem de atividades turísticas e faz alerta para indústria sobre impacto nas mudanças climáticas. Viajantes de países ricos são uma parte fundamental do crescimento das emissões de carbono no turismo Jan Vašek/Pixabay Um novo estudo mostra que o turismo mundial é responsável por 8% das emissões de carbono na atmosfera – um número três vezes maior do que as estimativas anteriores previam. Os responsáveis por esse aumento são pessoas que viajam de países ricos e que têm outros países ricos como destino. Os Estados Unidos estão no topo da lista, seguidos por China, Alemanha e Índia. Dados do estudo O turismo é uma indústria global enorme e em expansão, que vale mais de US$ 7 trilhões (cerca de R$ 24,8 trilhões) e emprega um em cada dez trabalhadores em todo o mundo. Ela cresce em torno de 4% ao ano. Estimativas anteriores sobre o impacto das viagens turísticas sugeriam que o turismo era responsável por 2,5 a 3% das na emissões de carbono. No entanto, o estudo – que está classificado como o mais abrangente até hoje nesse tema – analisa os fluxos globais de carbono entre 160 países de 2009 a 2013. E mostra que o total de emissões está perto dos 8%. Além de avaliar a quantidade de CO2 emitido pelos aviões nas viagens, os autores incluíram uma análise sobre a energia necessária para alimentar o "sistema do turismo", incluindo a alimentação, as bebidas, a infraestrutura e manutenção, assim como os serviços de varejo que os turistas utilizam. "É definitivamente um alerta para nós", disse à BBC Arunima Malik, da Universidade de Sidney, que liderou a pesquisa. "Nós analisamos informações muito detalhadas sobre os gastos dos turistas, incluindo as comidas e os suvenires. Nós observamos o comércio entre os diferentes países e também dados de emissões de gases do efeito estufa para chegar a um número abrangente sobre a emissão de carbono global no turismo." Pequenas ilhas como as Maldivas são extremamente dependentes do turismo e sofrem com o impacto das emissões de carbono Bodensee/Schweiz/Pixabay Os pesquisadores avaliaram o impacto tanto nos países de origem dos turistas quanto nos destinos. Entre os países que lideravam o ranking estão Estados Unidos, China, Alemanha e Índia – e a maior parte das viagens ali eram domésticas. Turistas do Canadá, da Suíça, Holanda e Dinamarca têm maior influência na emissão de carbono dos lugares que eles visitam do que na de seus próprios países. "Quando pessoas mais ricas viajam, mais elas tendem a gastar, tanto em transporte quanto em comida ou nas atividades que irão fazer nos destinos", explica Malik. "Se você tem visitantes de países mais ricos, eles tendem a gastar mais em passagens aéreas, compras e hospedagem no país de destino. Mas quando são turistas vindos de países mais pobres, eles tendem a usar transporte público e comer comida não processada. Os padrões de gastos são diferentes dependendo da economia em que ele estão inseridos nos países de origem", completou. Quando mediram as emissões per capita, destinos como ilhas pequenas – Maldivas, Chipre e Seychelles, por exemplo – lideram o ranking. Nesses países, o turismo é responsável por até 80% das emissões anuais. "As pequenas ilhas estão em uma posição difícil nessa questão, porque todo mundo gosta de viajar para esses locais e eles também dependem muito da renda turística, mas ao mesmo tempo são vulneráveis aos efeitos da elevação dos mares e da mudança climática", disse Malik. A demanda do turismo internacional também está crescendo em países emergentes, como Brasil, Índia, China e México, o que ressalta um problema fundamental de todos eles: a riqueza. O estudo ressalta que quando as pessoas ganham mais que US$ 40 mil por ano, a "pegada" de carbono que elas deixam no turismo aumenta 13% a cada 10% de aumento na renda. O consumo do turismo tende a aumentar conforme a renda e "não parece ser saciado à medida que essa renda cresce", diz o relatório. Resposta do mercado do turismo O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) reconheceu a importância da pesquisa, mas não concorda que os esforços da indústria para reduzir o carbono tenham sido um fracasso. "Seria injusto dizer que a indústria não está fazendo nada", afirmou Rochelle Turner, diretor de pesquisa da WTTC. "Nós temos visto um número crescente de hotéis, aeroportos e operadoras de turismo que se tornaram neutras em emissões de carbono, então, estamos em um momento de virada", ressaltou. Especialistas dizem que a compensação, em que os turistas gastam dinheiro no plantio de árvores para relativizar o impacto que deixam na emissão de carbono, terá que aumentar - e fazem ressalvas sobre sua eficácia. Conscientização também é algo essencial. A WTTC afirma que a crise recente no abastecimento de água em Cidade do Cabo também ajudou as pessoas a reconhecerem que as mudanças climáticas podem, sim, impactar recursos básicos. 'Pegada' que turistas deixam nos locais de destino é proporcional à renda Thomas Staub/Pixabay "Existe uma urgência para as pessoas reconhecerem qual é o impacto delas em um destino turístico e qual é a quantidade de água, de lixo e de energia que você deveria usar nesse lugar comparado com as quantidades usadas pela população local", afirmou Rochelle Turner. "Tudo isso conscientiza turistas para tomarem melhores decisões. E somente por meio delas nós teremos condições de lidar com as mudanças climáticas", concluiu. O estudo foi divulgado pela publicação científica "Nature Climate Change". […]

  • Expedição ao Pico da Neblina se depara com novas espécies, restos de garimpo e expectativa de yanomamis com turismo
    on 24 de abril de 2018 at 11:12

    BBC acompanhou viagem pioneira à região mais alta do Brasil; missão chefiada por zoólogos da USP envolveu Exército, mobilizou guias do povo yanomami e rendeu descoberta de nove espécies de animais e plantas. Subida ao platô onde fica o Pico da Neblina ocorreu em helicóptero do Exército BBC À beira de um riacho ao pé do Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil, biólogos e militares haviam acabado de montar o acampamento onde passariam os dez dias seguintes quando uma perereca amarela com os olhos fluorescentes surgiu entre as folhas de uma bromélia. Confira o vídeo. Foi agarrada pelo zoólogo paulistano Ivan Prates, um dos oito pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a integrar a primeira grande expedição científica a uma das regiões mais remotas da Amazônia, no último mês de novembro. "Não tenho ideia do que seja", disse Prates, enquanto exibia o bicho aos colegas, igualmente intrigados com os olhos brilhantes em tons de azul, verde e laranja. Conforme escurecia e a temperatura despencava no platô, os pesquisadores torciam por novos encontros como aquele. E nossa equipe, que produzia um documentário sobre a expedição - lançado no último dia 14 pela BBC World News - rezava para que a fria garoa desse uma trégua e nosso cinegrafista conseguisse registrar os encontros sem ser importunado por vespas, percalços enfrentados nos primeiros dias de gravação. Sonho concretizado Há muitos anos a equipe liderada pelo professor Miguel Trefaut Rodrigues, um dos maiores especialistas em répteis e anfíbios do mundo, sonhava em viajar ao Parque Nacional do Pico da Neblina para catalogar as espécies que ali vivem. O grupo esperava encontrar animais e plantas jamais registrados pela ciência e preencher importantes lacunas na história da formação da Amazônia, bioma com a maior diversidade de espécies do mundo. Também pretendia estudar como a região do pico pode ser afetada pelas mudanças climáticas e quais espécies estão mais sujeitas a desaparecer. Após um ano de preparativos feitos numa parceria inédita com o Exército, a expedição finalmente rendia frutos. A perereca amarela capturada pelos pesquisadores era uma Myersohyla Chamaleo, anfíbio até então jamais encontrado no território brasileiro. Em um mês de expedição, foram coletadas mais de mil amostras de plantas, anfíbios, aves e pequenos mamíferos - material que propiciará vários anos de estudos e enriquecerá as coleções nacionais de botânica e zoologia. Parceria com o Exército Tirar a expedição do papel, porém, não foi simples. O Parque Nacional do Pico da Neblina está fechado a visitantes desde 2013, quando o turismo desordenado ameaçava gerar conflitos na região. Myersohyla Chamaleo, espécie encontrada pela primeira vez no território brasileiro BBC Para pesquisar na área, foram necessárias autorizações do ICMBio (órgão que administra os parques federais) e da Funai (Fundação Nacional do Índio), pois boa parte do parque se sobrepõe à Terra Indígena Yanomami. Biólogos da USP já haviam tentado trabalhar lá, mas dizem que a Funai sempre negou os pedidos. Outra dificuldade era chegar a uma região de mata fechada e desprovida de estradas, na fronteira do Brasil com a Venezuela. A saída foi buscar uma parceria com o Exército, que mantém uma base dentro do território yanomami, a alguns dias de caminhada do Pico da Neblina. Após a USP procurar em janeiro de 2017 o general Sinclair James Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, a força resolveu abraçar a missão. A partir dali, todas as portas se abriram: a Funai - hoje presidida por um general, Franklimberg Ribeiro de Freitas - concedeu a licença aos pesquisadores, e o Exército assumiu toda a logística da viagem, inclusive o transporte. Acordou-se que os biólogos voariam de São Gabriel da Cachoeira (AM) até o 5º Pelotão Especial de Fronteira, em Maturacá, onde passariam duas semanas hospedados em alojamentos militares, e depois subiriam de helicóptero até um acampamento na base do pico, a dois mil metros de altitude e a mil metros do cume. Nossa equipe os acompanharia por dez dias. Dezenas de militares do Exército cuidaram da logística da expedição BBC Banquete na aldeia Só faltava combinar com os donos do pedaço, os yanomami. Após a chegada a Maturacá e um encontro tenso com os indígenas, mediado por um intérprete yanomami que parecia suavizar as falas mais críticas aos pesquisadores, a equipe recebeu sinal verde da comunidade e se comprometeu a contratar guias locais. O clima só apaziguou de vez dias depois, com um convite para uma festa na aldeia Maturacá. A cerimônia, com centenas de pessoas, celebrava o retorno de dezenas de caçadores que haviam passado uma semana na mata e capturado porcos do mato, mutuns, um macaco e uma anta. Com os corpos pintados de preto e penas de gavião na cabeça, os caçadores fizeram uma entrada triunfal na aldeia. Dançando e cantando, caminharam até uma grande estrutura de palha, onde os bichos estavam empilhados e moqueados. Foram recebidos por mais de 20 xamãs, os líderes espirituais, que tinham os rostos pintados e penas de arara nos ombros. Alguns sopravam nas narinas dos outros paricá, um pó alucinógeno feito de plantas locais e que, segundo os xamãs, permite que se comuniquem com os xapiripë, espíritos de entidades cósmicas e criaturas da floresta. Povo yanomami habita a região do Pico da Neblina, na divisa do Brasil com a Venezuela BBC Os pesquisadores assistiam ao transe dos xamãs, sentados em cadeiras escolares. "Tantos anos fazendo trabalho de campo e eu nunca vi um negócio desses", exultava Trefaut enquanto filmava tudo com a câmera. Ao final, quando os cientistas deixavam a aldeia, um ancião apontou para os óculos escuros de um pesquisador, que propôs trocá-lo pelas flechas do interlocutor. Negócio fechado, o velho pôs os óculos e posou para fotos com os visitantes. Ataque de vespa A contratação dos guias se mostrou crucial para os pesquisadores. Grandes conhecedores da floresta, foram eles que indicaram as trilhas mais produtivas e encontraram vários dos animais coletados - entre os quais uma bela jiboia verde, serpente não venenosa. As buscas mais profícuas ocorriam à noite. Aos 65 anos, o professor Trefaut exibia perícia e disposição surpreendentes. Era capaz de identificar sapos pelo canto a longas distâncias e os rastreava mata adentro - às vezes cruzando pântanos e riachos com a água na cintura - até capturá-los com as próprias mãos. O Pico da Neblina, a 2.994 metros acima do nível do mar, visto do acampamento dos pesquisadores BBC Alguns eram tão pequenos quanto moedas e se escondiam entre raízes, fazendo com que ele levasse o ouvido ao chão e revirasse a terra à sua procura. Certa vez, ficou quase uma hora no encalço de um e só desistiu porque passava das onze da noite. Em outra noite, logo após uma tempestade, Trefaut foi ferroado na pálpebra por uma vespa - talvez a mesma que, momentos antes, entrou na cobertura de plástico que protegia a câmera do nosso cinegrafista, fazendo com que fugisse em disparada. Após a ferroada, Trefaut praguejou, jogou água no rosto e, ainda com os olhos inchados, continuou as buscas. A recompensa veio momentos depois: "Uma pipa, uma pipa!", ele gritou ao encontrar numa poça um tipo raro de sapo aquático com corpo achatado e olhos minúsculos, a Pipa surinamensis. Antes que o bicho sumisse na lama, o zoólogo Agustín Camacho o agarrou. Outros pontos altos da expedição foram a coleta de sapos no topo do pico, quando nossa equipe já tinha deixado o acampamento, e a captura de lagartos da família Anolis - que não têm qualquer parentesco com espécies amazônicas, mas sim com espécies dos Andes e da Mata Atlântica. "Temos um quebra-cabeça para montar e explicar como esses bichos se mantiveram completamente isolados nessa pequena porção da América do Sul", diz Trefaut. Uma das hipóteses é que, no passado, houve platôs que serviam como corredores para espécies de altitude, conectando diferentes biomas da América do Sul. Os lagartos e outros bichos capturados passaram por um exame conduzido pelo zoólogo Agustín Camacho, que mediu sua tolerância à variação de temperatura. Os dados, que permitirão identificar quais espécies locais estão mais vulneráveis às mudanças climáticas, ainda estão sendo processados. Entre os resultados da expedição, houve ainda a captura de quatro espécies novas de sapos, dois lagartos, uma coruja e um arbusto - espécies novas, vale dizer, para a ciência ocidental, mas não para os yanomami, que diziam conhecer cada animal capturado, embora nem todos tivessem nomes específicos em sua língua. Sacrifício em nome da ciência Os guias tinham acesso livre ao laboratório improvisado onde os animais eram armazenados - e, diferentemente de nossa equipe, não pareceram se chocar ao conhecer a instalação. Dezenas de aves coloridas já mortas, com vísceras e olhos extraídos, secavam ao sol sobre painéis. Numa mesa ao centro, os pesquisadores sacrificavam com injeções pequenos marsupiais, roedores, anfíbios e répteis. Em seguida, extraíam tecidos para exames genéticos futuros. "Ninguém fica feliz e sorrindo quando tem de coletar um animal", contou-me o professor Luís Fábio Silveira, um dos integrantes da expedição e curador de ornitologia do Museu de Zoologia da USP. Ele diz que matar os animais é importante para estudar sua genética e fisiologia - além de permitir que os bichos sejam incorporados a coleções. "Pegamos poucos indivíduos de cada espécie, uma amostragem que não causa impactos significativos. E, depois que montamos uma coleção, ganhamos elementos importantes para justificar que uma área seja preservada, então os ganhos compensam", afirma. Ancião que trocou óculos escuros por flechas com um dos pesquisadores BBC Silveira diz que o sacrifício dos bichos segue diretrizes éticas definidas por comitês internacionais. No caso das aves, costumam ser mortas com tiros de espingarda ou, quando capturadas por redes, têm ataques cardíacos induzidos. "Nós pressionamos o coração e, em um ou dois segundos, ela morre em nossas mãos. São métodos que provocam o menor sofrimento possível." O professor afirma que o material coletado renderá entre cinco e seis anos de pesquisas. "Os resultados foram além das minhas expectativas." Onde estão os bichos? A expedição, porém, também gerou algumas descobertas negativas - e preocupantes. Na primeira etapa da viagem, quando analisavam a fauna nas matas baixas e densas da região de Maturacá, os pesquisadores quase não encontraram mamíferos - uma decepção para o professor Alexandre Reis Percequillo, especialista em roedores. Poderia ser só má sorte, não fossem os relatos dos próprios yanomami, que disseram ter de se deslocar por distâncias cada vez maiores para caçar. Não por acaso, os caçadores tiveram de passar uma semana na mata antes de voltar à aldeia com as mãos cheias para o ritual presenciado pelos pesquisadores. "Quando nossos pais saíam para caçar, às vezes a caça estava perto, mas a população cresceu muito e os bichos ficaram distantes", contou a professora yanomami Maria Cleia Pereira. Professor Miguel Trefaut já descobriu cerca de 80 espécies em sua carreira BBC Dizimados por epidemias após terem seu território invadido por cerca de 40 mil garimpeiros nos anos 1980, os yanomami conseguiram reverter a queda demográfica. Hoje, segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena, somam 23,5 mil integrantes no Amazonas e em Roraima - além de outros 11 mil na Venezuela. Antes organizados em pequenos grupos dispersos pela floresta, muitos yanomami hoje vivem em aldeias populosas, onde a caça rareou e há maior dependência das trocas com o mundo exterior - caso da região de Maturacá. Todos os meses, centenas de famílias yanomami daquela área se deslocam para São Gabriel da Cachoeira para fazer compras e receber o Bolsa Família, a principal fonte de recursos para a maioria das comunidades indígenas amazônicas. Ouro como moeda A invasão garimpeira deixou sequelas ambientais e sociais na região do Pico da Neblina - e jamais foi completamente erradicada. Na base do pico, acampamos num antigo ponto de garimpo conhecido como Bacia do Gelo, onde a temperatura caía para menos de dez graus à noite. Naquela região, garimpeiros desviaram riachos e provocaram o surgimento de vários lagos. Em muitos trechos, margens de cursos d'água foram reviradas, criando praias de pedregulhos sem qualquer vegetação. Num encontro com a equipe da BBC antes da expedição, o general Omar Zendim, comandante da 2ª Brigada de Infantaria da Selva, disse que a região estava livre de garimpeiros há alguns anos. Roedor capturado pelo biólogo Alexandre Percequillo BBC Porém, numa clareira usada por garimpeiros perto da Bacia de Gelo, encontrei uma embalagem de comida fabricada em 2016 e com validade até julho de 2018, além de pilhas que pareciam ter sido descartadas recentemente. Em Maturacá, mulheres yanomami me contaram que garimpeiros têm oferecido 21 gramas de ouro (o equivalente a R$ 3 mil) a indígenas pelo transporte de alimentos até um garimpo do lado venezuelano da fronteira. O local fica a vários dias de caminhada de Maturacá - o percurso é feito todo a pé pela mesma trilha íngreme que dá acesso ao Pico da Neblina. O ouro circula livremente pela região. Numa loja vizinha à base do Exército em Maturacá, clientes podem usar o metal como moeda, e há uma balança no balcão para pesá-lo. Contaminação por mercúrio O professor Miguel Trefaut diz que os danos causados pelo garimpo não prejudicaram a pesquisa, pois em boa parte da região visitada as matas estavam intactas. Mas ele afirma que o uso de mercúrio pelos garimpeiros pode ter gerado impactos graves - ainda que invisíveis - para a fauna e comunidades locais. Em 2016, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou altos índices de contaminação por mercúrio em aldeias yanomami próximas a garimpos em Roraima. Numa delas, a de Aracaçá, o índice de moradores com níveis perigosos de mercúrio no sangue chegou a 92%. A substância pode causar problemas motores e neurológicos, perda de visão e danos permanentes em fetos. Não foram feitas medições em Maturacá. Muitos indígenas da região disseram esperar que o turismo em pequena escala aumente a autonomia das comunidades e afaste o garimpo. Chamado pelos yanomami de Yaripo, o Pico da Neblina deve ser reaberto à visitação nos próximos meses. Agora a atividade será gerida pelas próprias comunidades, e não mais por agências de turismo, modelo que estava gerando tensões nas comunidades. Aves sacrificadas e etiquetadas durante a expedição BBC Vários yanomami - inclusive os que acompanharam os pesquisadores - foram treinados nos últimos quatro anos para receber os turistas, em iniciativa apoiada pelo ISA, Funai, Exército e ICMBio. Temporal no acampamento Para seis guias, a expedição científica serviu como uma espécie de treino. Apesar da boa relação com os pesquisadores, nem sempre as recomendações dos yanomami foram ouvidas. Quando a equipe chegou ao pé do pico, os guias alertaram sobre os riscos de erguer o acampamento na área definida pelo Exército, perto de um riacho. Eles avisaram que o local era vulnerável a enchentes - informação descartada pelos militares - e preferiram atar suas redes numa gruta morro acima. Dias depois, uma tempestade fez com que várias cataratas se formassem no topo do pico. Em instantes, o riacho encheu e inundou o acampamento, levando militares e pesquisadores a transferi-lo às pressas. Na gruta dos yanomami, ninguém se molhou. […]

  • 5 lugares do mundo que sofrem com o excesso de turistas
    on 22 de abril de 2018 at 18:49

    Inundados por visitantes, alguns destinos turísticos precisaram impor regras mais rígidas para preservar a beleza e o meio-ambiente. Esculturas em Ilha de Boracay, nas Filipinas. REUTERS/Erik De Castro Nas últimas semanas, autoridades na Tailândia e nas Filipinas decidiram fechar alguns dos seus principais – e mais populares – destinos turísticos. Primeiro, o governo tailandês alegou que Maya Bay precisava de uma "pausa forçada" dos turistas que ocupavam o local todos os dias desde que suas paradisíacas paisagens apareceram no filme "A Praia", de 2000. Em seguida, o presidente filipino Rodrigo Duterte anunciou que a Ilha de Boracay ficará fechada por alguns meses – nas palavras dele, ela se tornou uma "fossa" superlotada. E esses não são os únicos destinos que estão vendo o excesso de turistas como um problema. Diversas cidades europeias, incluindo Veneza (Itália) e Dubrovnik (Croácia), acumulam reclamações de moradores após terem sido inundadas por visitantes, algo que também aconteceu na Ilha de Skye, na Escócia. Em 2017, Barcelona abriu diversos processos contra acomodações oferecidas por meio do site Airbnb argumentando que isso estaria aumentando os custos de aluguel para os próprios moradores – era mais interessante financeiramente para o dono manter o imóvel à disposição de turistas do que alugá-lo permanentemente para quem efetivamente vivia na cidade. Outros lugares aumentaram taxas para visitantes para proteger seus territórios. Ruanda, por exemplo, cobra US$ 1,5 mil (R$ 5,1 mil) por dia por uma autorização para observar os gorilas. Aqui nós listamos cinco destinos ao redor do mundo que estão buscando maneiras de lidar com a alta popularidade de seus pontos turísticos. Paraíso tailandês ficou conhecido mundialmente após aparecer em filme com Leonardo DiCaprio Getty Images via BBC 1) Tailândia: Maya Bay finalmente consegue um descanso Em março, as autoridades tailandesas anunciaram que estavam suspendendo as atividades turísticas de Maya Bay, a praia mais famosa do país, para dar a ela uma breve pausa. A isolada ilha de águas transparentes, areia branca e falésias calcárias ganhou fama após Leonardo DiCaprio ter gravado ali cenas para o filme A Praia. Desde então, a média de visitantes do local passou para algo entre 4 mil e 5 mil por dia. Especialistas afirmam que 77% dos corais de Maya Bay estão em sério risco de desaparecer – grande parte por causa dos prejuízos causados pelas âncoras dos barcos. E a breve pausa de quatro meses planejada para esse ano (de junho a setembro) não será capaz de corrigir isso. Ou seja, seria tarde demais para salvar Maya Bay? O cientista marinho Thon Thamrongnawasawat, que trabalha em Bangkok, acredita que não. "Se a gente achasse que era tarde demais, não faria nada", afirmou à BBC. "Nós fechamos uma ilha, a Koh Yoong, três anos atrás e os corais estão crescendo bem lá de novo. Nós vamos fazer a mesma coisa em Maya Bay e tentar transplantar alguns corais para lá nesse tempo." A Tailândia já havia fechado dezenas de locais de mergulho em 2011. Koh Yoong, nas Ilhas Phi Phi, e Koh Tachai, nas Ilhas Similan, estão isoladas dos turistas desde meados de 2016. Elizabeth Becker, autora do livro "Overbooked: The Exploding Business of Travel and Tourism" (em tradução livre, "Overbook: A Explosão dos Negócios de Viagens e Turismo") diz concordar com o fechamento das ilhas. "Eu acho que faz sentido. No entanto, há muita pressão econômica na Tailândia, especialmente durante esses tempos políticos tão difíceis. O turismo tem sido crucial para o desenvolvimento econômico do país, então os donos de negócios e autoridades tailandesas estão com medo de que isso represente um prejuízo para a economia local", explicou. Thamrongnawasawat afirma que esse é o motivo pelo qual levou tanto tempo para o governo tomar alguma atitude com relação a Maya Bay. "Se você está em um país onde 22% do PIB vem do turismo, você entende o quão difícil era tomar alguma medida nesse sentido. A maioria das pessoas não achava que isso pudesse acontecer." Quando Maya Bay reabrir, as regras para visitação vão mudar – o número de turistas por dia será limitado em 2 mil. Barcos também não poderão mais cruzar o recife mais raso. E a ilha ficará fechada novamente por quatro meses no ano que vem. No entanto, Worapoj Limlim, chefe do Parque Nacional da região, afirmou à publicação Phuket News que não sabe como fará para fiscalizar as novas regras e que poderá precisar de reforço das autoridades para "patrulhar" a ilha. Manarola, Cinque Terre Reprodução/Twitter/@cinque_terre 2) Itália: Cinque Terre testa tecnologia Os turistas não se cansam de visitar as cinco pequenas cidades brilhantemente pintadas em penhascos no norte da Itália, conhecidas como Cinque Terre. A área, que tem cerca de 5 mil moradores, tornou-se um parque nacional em 1999 e agora recebe mais de 2 milhões de turistas por ano. As pessoas viajam até lá para percorrer os caminhos pitorescos que ligam as cidades e os vinhedos. No entanto, ao longo dos anos, as passagens foram às ruínas devido à erosão e ao uso excessivo pelos turistas. A rota mais popular da região entre Riomaggiore e Manarola está fechada desde setembro de 2012, depois que um grupo de turistas australianos ficou ferido em um deslizamento de terra. Outro turista acabou machucado em um caminho diferente no feriado de Páscoa neste ano, segundo o site La Nazione. Desde então, as conversas sobre limitar o número de visitantes do local se intensificaram – mas nada aconteceu oficialmente ainda. Recentemente, as autoridades do parque testaram um aplicativo que turistas podem baixar para ver o número de pessoas presentes em cada rota em tempo real. Quando um alerta vermelho aparece, é porque o caminho está cheio, e visitantes podem repensar se querem mesmo se juntar às multidões. No futuro, a ideia é tentar fazer também listas de espera virtuais. Os turistas também podem comprar um Cartão Cinque Terre, que permite acesso aos trens e ao transporte público. Não é obrigatório, mas os rendimentos do cartão servem para financiar os reparos nas trilhas, entre outras coisas. Richard Hammond, que é responsável pelo site GreenTraveller.com, afirmou à BBC que esse é o melhor momento para uma mudança. "As pessoas estão ficando mais conscientes sobre como estão viajando e como estão vivendo. Por exemplo, há muito mais conscientização hoje em dia sobre o uso do plástico. O que mostra que esse é um momento mais propício para se propor mudanças. O caminho está aberto para governos e autoridades locais agirem, pois não terão tantas reações adversas", reforçou. Também conhecida como "cidade perdida" dos incas, Machu Picchu fica a 2.550 metros de altura dos Andes peruanos. Segundo informações do Ministério do Comércio e Turismo do país, cerca de 70 mil a 100 mil turistas visitam o local a cada mês BBC 3) Peru: Machu Picchu aposta em períodos mais curtos de visitas A antiga cidade inca de Machu Picchu, no Peru, é destino certo para muitos viajantes. A famosa Trilha Inca permite que os visitantes caminhem até a cidade em meio a paisagens andinas e florestas nubladas, o que muitos dizem fazer da experiência algo ainda mais gratificante. No entanto, muita gente viajando ao mesmo tempo com guias não regularizados acabou fazendo com que as rotas ficassem danificadas, com pilhas de lixo se acumulando e acampamentos se multiplicando sem qualquer controle. Em 2005, o governo do Peru impôs um limite ao número de pessoas que poderiam visitar o local por temporada. E também determinou o fechamento da região todo mês de fevereiro para limpeza e manutenção. Turistas se adaptaram às novas regras e passaram a reservar suas visitas com antecedência, e as empresas de turismo tiveram que obedecer às determinações para não perderem a autorização de explorarem o local. No entanto, ainda há turistas inundando Machu Picchu, já que, para a maioria das pessoas, o local pode ser acessado por estradas. No ano passado, as autoridades inauguraram um novo sistema na tentativa de limitar o número de pessoas na região: agora seria necessário comprar um ingresso para a manhã ou para a tarde em um esquema que controlava a quantidade de tíquetes vendidos. No entanto, um ambientalista local disse à BBC que isso pode representar apenas uma solução imediatista e paliativa. A região é conhecida por ultrapassar o número de pessoas recomendado pela Unesco, que seria de 2,5 mil visitantes por dia. Jeju Island: Ilha sul-coreana é bastante visada por turistas chineses Shutterstock Via BBC 4) Coreia do Sul: Jeju Island, o paraíso exótico superlotado Você consegue adivinhar qual seria a rota de voo mais concorrida no mundo? No ano passado, a vencedora foi aquela que liga a capital da Coreia do Sul, Seul, e Jeju Island, um destino turístico a 90 km de distância do continente. As pessoas vão para lá para apreciar as paisagens vulcânicas, as cachoeiras pitorescas e um parque de diversões erótico, popular entre os recém-casados em lua de mel. Em 2017, quase 65 mil voos ligaram os dois aeroportos – seriam quase 180 por dia. Por ano, cerca de 15 milhões de turistas visitam a ilha, de acordo com o jornal South China Morning Post. O que significaria uma multidão para uma área de apenas 2 mil quilômetros quadrados. Para Kang Won-bo, diretor de um grupo de manifestantes locais, há um problema ambiental em jogo ali. "O ambiente de Jeju, que era intocado até pouco tempo atrás, agora tem sido danificado de maneira grave após ter se tornado um destino popular para turistas. Há muito lixo e engarrafamentos gigantescos." Catherine Germier-Hamel, uma consultora em turismo sustentável que mora em Seul, afirma que o turismo nem sequer tem contribuído para a economia local. "A ilha recebe muita gente pelos cruzeiros. Essas pessoas ficam apenas algumas horas ali e não contribuem efetivamente para a economia local", explicou. Germier-Hamel diz que, ao redor do mundo, as pessoas tendem a medir o sucesso do turismo apenas em números de visitantes, e isso deveria mudar. E a quantidade de carbono que todos esses voos acabam depositando na ilha? Não parece que isso seja algo que vá mudar tão cedo: o governo da Coreia do Sul está considerando fazer outro aeroporto na ilha, já que está projetando o aumento do número de turistas para 45 milhões até 2035. A Ilha de Jeju é popular principalmente entre os turistas chineses. O crescimento do mercado de viagens a partir China é visto, aliás, como a maior causa das tensões recentes na região. No ano passado, a China chegou a proibir suas agências de viagens de vender pacotes para a Coréia do Sul em protesto contra a decisão de Seul de utilizar um sistema de defesa antimísseis americano para a segurança. Essa proibição, porém, acabou recentemente. Caño Cristales é conhecido como o 'arco-íris derretido' Mario Carvajal/Creative Commons 3.0 Unported License 5. Colômbia: Caño Cristales cria novas regras Caño Cristales é um rio que parece correr refletindo um espectro inteiro de cores. Graças às plantas aquáticas que ali habitam e que refletem a luz do sol, ele fica vermelho, rosa, verde e amarelo. Moradores dessa região da Colômbia chegaram até a apelidar o rio de "arco-íris líquido". No passado, esse era o coração do território ocupado pelas guerrilhas das Farc, o que significa que o turismo ali era praticamente inexistente. No entanto, recentemente – especialmente depois do acordo de paz selado em 2016 –, visitantes começaram a se aventurar mais a fundo no país e quiseram ver essa maravilha de perto, usando a pequena região de Macarena como local para hospedagem. Ao contrário dos outros lugares citados nessa lista, Caño Cristales ainda não recebe milhões de turistas por ano (foram cerca de 16 mil em 2016), mas já enfrenta o desafio de conseguir equilibrar um fluxo desgovernado de turistas com um ecossistema extremamente delicado. Há preocupações de que a presença de mais pessoas na área possa causar um aumento na poluição e danificar as preciosas plantas aquáticas do rio. No entanto, para um destino turístico emergente, ele até que começou bem, inserindo uma série de regras: garrafas de plástico não são permitidas, assim como protetor solar ou repelente de insetos na água. Algumas áreas são proibidas para nado, e também não é permitido alimentar os peixes, nem fumar na região. Na chegada, os visitantes participam de um briefing para garantir que tudo isso esteja claro. Henry Quevedo, presidente do conselho de turismo de Caño Cristales, explicou que o turismo ali ainda era um projeto local, com centenas de famílias assumindo as funções de guias turísticos. Agora, eles estão passando por treinamentos e aprendendo outras línguas para receberem melhor os turistas. No entanto, ainda há preocupações ambientais diante da possibilidade do aumento do número de voos (os visitantes em geral chegam vindos de Bogotá) e da presença de vans, que levam as pessoas de Macarena até o rio. Em dezembro, o acesso foi restrito para dar ao rio um descanso. Faber Ramos, coordenador do programa de ecoturismo, explicou ao site Semana Sostenible: "A presença humana pode prejudicar o processo de reprodução das plantas. Por isso nós decidimos implementar esse período de restrição". […]

  • Gato e cachorro viram 'melhores amigos' e fazem viagens juntos por montanhas dos EUA
    on 12 de abril de 2018 at 11:49

    Henry e Baloo, ambos adotados, formam dupla inusitada, acompanhando seus donos em caminhadas e escaladas por paisagens montanhosas; suas fotos juntos ganharam milhares de fãs nas redes sociais. A amizade de Baloo (o gato) e Henry (o cachorro) conquistou meio milhão de seguidores no Instagram Cynthia Bennett Melhores amigos, Henry e Baloo têm muito em comum. Ambos foram resgatados da rua por abrigos de animais e agora gostam de fazer longos passeios juntos por grandes paisagens da natureza. O que os torna tão especiais é que são uma dupla inusitada: um gato e um cachorro. A amizade improvável e as viagens para áreas montanhosas no estado americano do Colorado conquistaram milhares de fãs, que seguem as aventuras de Henry e Baloo no Instagram. Para os donos dos bichos, o casal Cynthia Bennett e Andre Sibilsky, a popularidade da dupla é "surreal". O gato Baloo, que veste uma guia nas caminhadas, gosta de explorar as paisagens tanto quanto o cachorro Henry Cynthia Bennett Cynthia e Andre se conheceram em Boston, uma metrópole americana. Mas eles dizem que são amantes da natureza e estavam destinados a sair da cidade. "Nós queríamos ir para o oeste, em direção a grandes montanhas. Então, nós viemos para o Colorado e acabamos nos mudando para cá no impulso, sem muito planejamento", conta Cynthia. Depois da mudança, o casal começou a escalar as montanhas regularmente e decidiu aumentar a família, adotando um cachorro. Henry - uma mistura alta e esguia das raças pastor alemão, husky, boxer, staffordshire terrier e aussie - chamou imediatamente a atenção. "Ele tinha a mesma idade dos outros filhotes (no abrigo para adoção de animais), mas tinha o dobro do tamanho. Assim que eu entrei no gradil para vê-lo, ele escalou meu colo", lembra Cynthia, entre risos. "Naquele momento, Andre soube que a gente iria levar Henry para casa. Eu sinto que foi Henry que nos escolheu". A fama da dupla animal permitiu a Cynthia e Andre seguirem sua paixão pelas paisagens montanhosas Cynthia Bennett Uma mistura de raças de cachorros de muita energia, Henry logo começou a acompanhar o casal nas escaladas e longas caminhadas. Um ano depois, Cynthia percebeu que estava postando muitas fotos de Henry nas suas redes sociais. Então, decidiu que seria uma boa ideia criar um perfil só para ele. Em três anos, a conta de Henry no Instagram já tinha 30 mil seguidores. O número saiu do controle quando o gato Baloo se juntou à família. Henry começou a acompanhar seus donos nas escaladas e caminhadas nas montanhas logo que foi adotado, ainda filhote Cynthia Bennett Um laço improvável Apesar de se divertir nas caminhadas, "Henry se sentia muito ansioso quando não estava em casa. Ele ficava tão estressado que não comia nem bebia. Então, nós decidimos que queríamos um parceiro para ele", diz Cynthia. A ideia foi adotar um gato. O casal passou meses procurando um companheiro para Henry. Era preciso encontrar um gato que pudesse se adequar ao seu estilo de vida. Não foi fácil. "Até porque, você não pode forçar um gato a fazer nada", ri Cynthia. Initial plugin text Como Henry, Baloo foi resgatado. Ele era parte de uma ninhada de oito filhotes, que foi abandonada. "Logo que Baloo conheceu Henry, se ligou imediatamente. Baloo tem uma obsessão por Henry - se eu preciso que ele se acalme, basta colocá-lo do lado de Henry que ele cai no sono". "Eu realmente acredito que Baloo acha que Henry é a sua mãe", diz Cynthia. "Nos primeiros meses, Baloo se deitava do lado de Henry e tentava mamar". Cynthia também acredita que Baloo pensa que é um cachorro. "Se ele vê um cachorro caminhando, ele corre para encontrá-lo. Já se vê um gato, ele ignora. É como se ele não entendesse quem ele é. É engraçado". As fotos e vídeos do gato e do cachorro juntos, com Baloo em cima ou do lado de Henry, explodiram nas redes sociais. Cynthia é a fotógrafa. Enquanto Andre trabalha em um escritório na área de finanças, ela reduziu seu ritmo de trabalho na área de marketing para se focar em fazer as fotografias e atualizar a conta do Instagram. A popularidade da dupla animal foi tanta que o casal acabou assinando contratos publicitários. "Eu falo para os meus seguidores que eles estão mudando minha vida ao permitir que eu faça o que eu amo", diz Cynthia. "Além disso, estou dando uma vida melhor para Henry e Baloo, porque posso ter mais tempo para viajar com eles, estar com eles" Initial plugin text Nem tudo são maravilhas, contudo. A popularidade também provocou reações adversas nas redes ao estilo de vida do casal e de seus animais de estimação. "Eu não entendo porque as pessoas atacam um cachorro e um gato", fala Cynthia. Mas a dona de Henry e Baloo garante que o apoio é muito maior que a negatividade. "Você só precisa ignorar (os comentários negativos). E então você lê outras centenas de outros comentários que dizem que Henry e Baloo iluminaram o dia". […]

  • Rússia cria 'polícia turística' para tranquilizar torcedores da Copa
    on 2 de abril de 2018 at 21:18

    Ministro do Interior, Vladimir Kolokotsev, anunciou medida para tentar mudar a imagem da polícia russa tanto fora como dentro do próprio país. Policía turística faz patrulha na Manezhnaya Square, em Moscou Mladen Antonov/AFP Para garantir a segurança dos torcedores que viajarão à Rússia durante a Copa do Mundo, as autoridades russas anunciaram nesta segunda-feira (2) a criação de uma "polícia turística", uma maneira do país melhorar sua deteriorada imagem no exterior. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Vladimir Kolokotsev, e tem como objetivo mudar a imagem da polícia russa tanto fora como dentro do próprio país. Os agentes policiais russos têm a fama de realizar controles de identidade aleatórios e demorados no meio da rua ou recorrer a táticas autoritárias para conter manifestações pacíficas. A Rússia também vem tentando construir uma imagem de um país aberto e acolhedor, apesar do recente aumento de tensões diplomáticas com o ocidente. "Estas unidades serão formadas por agentes do ministério do Interior que falam várias línguas. Caso necessário, será feita uma formação extra", explicou o porta-voz da polícia, Irina Volk. Esta política começou nos Jogos Olímpicos de Sochi-2014 e continuou durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado. A pouco mais de dois meses para o início da Copa (14 de junho/15 de julho), as autoridades querem garantir que torcedores das 32 seleções participantes se sintam seguros e bem acolhidos na Rússia. A polícia turística estará posicionada ao redor dos estádios e das 'fan-zones' das onze cidades-sede a partir de 25 de maio, concluiu Irina Volk. […]

  • Dois argentinos morrem por febre amarela após visitar o Brasil
    on 26 de março de 2018 at 20:57

    País vizinho teve sete casos importados da doença, segundo boletim do Ministério da Saúde local. Maior parte das infecções ocorreram em Ilha Grande, no RJ. Mosquitos Sabethes transmitem febre amarela em regiões de mata Josué Damacena/IOC/Fiocruz O Ministério da Saúde da Argentina informou na última sexta-feira (23) que sete pessoas importaram a febre amarela do Brasil. Seis moradores do país vizinho foram infectados em Ilha Grande (RJ) e um em Ouro Preto (MG). Dois dos pacientes morreram e nenhum deles estava vacinado. Com isso, o governo do país passou a reforçar o pedido de vacinação contra a doença para cidadãos que pretendem viajar às regiões com recomendação. Os argentinos foram os que mais vieram ao Brasil em 2017, de acordo com dados da Polícia Federal analisados pelo Ministério do Turismo: foram 2.622.327 visitantes. Até então, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), havia informado duas mortes em estrangeiros: de um chileno e de um suíço. Até o último dia 22, o órgão internacional de saúde tinha confirmado 11 casos de turistas infectados no Brasil. […]

  • Total de turistas no Brasil em 2017 supera anos de Copa e Olimpíada
    on 26 de março de 2018 at 19:54

    Aumento de 42 mil visitantes em relação ao 2016 é puxado pelos países vizinhos. Argentinos continuam sendo o principal público. No carnaval, turista argentina Patrícia Pato junto à boneca gigante de Ivete Sangalo grávida Marlon Costa/Pernambuco Press/Arquivo Com uma alta de 0,6% em relação ao ano anterior, o Brasil registrou recorde de entrada de turistas estrangeiros em 2017, segundo dados da Polícia Federal (PF) analisados pelo Ministério do Turismo. De acordo com o ministério, o crescimento foi puxado por turistas vindos dos países vizinhos. No último ano, 6.588.770 visitaram o Brasil. O número é maior que o registrado nos anos da Olimpíada (6.546.696) e da Copa do Mundo (6.429.852). A América do Sul registrou um salto de 11,1%, de 3,7 milhões para 4,1 milhões turistas em 2017, o equivalente a 62,4% do total. Argentina lidera o ranking Os dados mostram que a Argentina continua em primeiro lugar, com 2.622.327 visitantes, 14,3% a mais que em 2016. O país responde por quase 40% de todos os turistas internacionais que o Brasil recebe. Em segundo ficam os Estados Unidos, com 475,2 mil viajantes, uma queda de 7% em relação ao ano anterior. O Chile fica na terceira colocação, com 342,1 mil pessoas, 5,2% a mais que 2016", aponta o ministério. Argentina - 2.622.327 turistas (39,80% do total) Estados Unidos - 475.232 turistas (7,21%) Chile - 342.143 turistas (5,19%) Paraguai - 336.646 turistas (5,11%) Uruguai - 328.098 turistas (4,98%) França - 254.153 turistas (3,86%) Alemanha - 203.045 turistas (3,08%) Reino Unido - 185.858 turistas (2,82%) Itália - 171.654 turistas (2,61%) Portugal - 144.095 (2,19%) Colômbia - 140.363 (2,13%) Espanha - 137.202 (2,08%) Bolívia - 126.781 (1,92%) Peru - 115.320 (1,75%) México - 81.778 (1,24%) Suíça - 69.484 (1,05%) China- 61.250 (0,93%) Japão - 60.342 (0,92%) Holanda - 59.272 turistas (0,90%) Venezuela - 53.950 turistas (0,82%) Portas de entrada São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são as principais portas de entrada. Pelo estado paulista, entram 32,5% (2.144.606) de todos os turistas internacionais que chegam ao país. O Rio de Janeiro fica em segundo lugar com 1.355.616, o equivalente a (20,5%) e RS em terceiro com 1,27 milhão. Meios de transporte Apesar de ter registrado uma queda de 4,2%, o avião continua sendo o principal meio de transporte para o turista internacional. De todos os visitantes estrangeiros que chegaram ao Brasil em 2017, 63,5% usaram aviões. Pelas estradas, entraram 2,25 milhões de visitantes e 52,5 mil usaram navios. Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Artur Bernardi/RPC/Arquivo […]

  • FOTOS: surfe a zero grau e com aurora boreal atrai visitantes à Noruega
    on 21 de março de 2018 at 20:07

    Águas geladas e fenômeno deslumbrante fazem turistas e moradores se aventurarem na neve. O céu da Noruega é pintado pela aurora boreal. O fenômeno, conhecido como "luzes do norte", ocorre em regiões polares e de muito frio. Mesmo assim, surfistas do mundo inteiro se aventuram no meio das temperaturas negativas para experimentar o visual único do país. O fotógrafo da agência France Presse, Olivier Morin, passou um tempo com surfistas nas ilhas Lofoten, em meio a tempestades de neve na praia de Unstad. A temperatura chegou a cair para -13ºC. Um surfista se prepara para cair nas águas do norte da Noruega Oliver Morin/AFP Norueguês Stian Morel posa após surfar no dia 11 de março em Unstad Oliver Morin/AFP Surfista rema na praia de Unstad, no norte da Noruega, nas ilhas Lofoten do Ártico Olivier Morin/AFP Grupo faz curso no dia 10 de março com temperatura da água perto dos 4ºC Olivier Morin/AFP Surfista se aventura nas águas da praia de Unstad, a temperaturas negativas Olivier Morin/AFP Além do frio e da aurora boreal, os surfistas experimentam águas extremamente límpidas Olivier Morin/AFP Tem gente que prefere surfar à noite para observar as luzes da aurora boreal Olivier Morin/AFP O indiano Leela Krischna mostrou a neve na barba depois de uma bateria de surfe no dia 11 de março Olivier Morin/AFP Surfista aprecia as luzes do norte em Utakleiv, norte da Noruega, no arquipélago de Lofoten Olivier Morin/AFP Surfista carrega a prancha no meio de uma tempestade de neve em 11 de março Olivier Morin/AFP Surfista aprecia a vista da praia de Unstad Olivier Morin/AFP […]

  • A ilha grega que guarda a língua escrita mais antiga da Europa
    on 16 de março de 2018 at 19:14

    Santorini atrai turistas do mundo todo, mas pouca gente conhece a história deste badalado cartão-postal. Santorini é conhecida como a joia da Cíclades . O lugar é o resto de uma caldeira vulcânica. Você pode visitar as praias e falésias ali, além de fazer uma caminhada para conhecer as populações que moram no local BBC Giannis Bellonias estava parado à beira de um mirante em Imerovigli, vilarejo localizado no alto de uma montanha na ilha grega de Santorini, à espera do pôr do sol no Mar Egeu. Foi quando ele se virou para mim e disse: "Olha, olha ali! Olha o vulcão". Morador de Santorini, Bellonias apontava para o que são, de fato, duas pequenas ilhas de lava negra formadas pela atividade vulcânica - consideradas os mais recentes fragmentos de terra da bacia oriental do Mediterrâneo: Palea Kameni (Queimada Velha, em tradução livre) e Nea Kameni (Queimada Jovem). Com suas tradicionais casas brancas e igrejas de cúpula azul construídas ao longo das encostas, Santorini é um dos destinos turísticos mais famosos da Grécia. É cenário de folhetos de viagem a postagens do Instagram. E não é à toa que se tornou uma das principais referências no imaginário popular de ilha grega. Mas o que pouca gente sabe é que o cartão-postal guarda um segredo sombrio. Localizada no sul do Mar Egeu, Santorini é formada por um pequeno grupo circular de cinco ilhas que fazem parte das chamadas Cíclades: Thera, ilha principal, em forma de meia lua; Thirasia e Aspronisi, que fecham a circunferência; e as duas ilhas de lava, apontadas por Bellonias, ao centro. Todas as cinco ilhas rodeiam uma enorme caldeira - cratera que se forma após uma erupção vulcânica -, sendo a maior parte submersa. Mas nem sempre foi assim. Durante a Idade do Bronze, há cerca de 5 mil anos, Santorini era uma única massa de terra vulcânica chamada Stronghyle (que significa "redondo", em grego) - e desempenhou um papel crucial na história. Naquela época, uma civilização começou a se desenvolver na ilha de Creta, nas proximidades de Santorini. Seus habitantes eram conhecidos como minoicos - por causa de Minos, lendário rei de Creta. Eles eram um povo enigmático e educado, formado não só por guerreiros, mas também comerciantes, artistas e navegantes. A ascendência dos minoicos é objeto de uma disputa calorosa: enquanto alguns acreditam que eles foram refugiados do Delta do Nilo, no Egito, outros argumentam que eles saíram da antiga Palestina, Síria ou da Alta Mesopotâmia. Uma pesquisa recente sugere, no entanto, que a civilização minoica se desenvolveu localmente, a partir dos primeiros agricultores que viveram na Grécia e no sudoeste da Anatólia. Seja qual for a origem, não há dúvida de que, entre 2600 e 1100 a.C., uma civilização altamente sofisticada e avançada prosperou por aqui. Escavações realizadas em Creta, no sítio arqueológico de Knossos (capital da civilização minoica), desenterraram as ruínas de um surpreendente palácio, joias de ouro e afrescos. Ao longo dos séculos, o império minoico expandiu para a ilha de Rodes (309 km a leste de Stronghyle), assim como para regiões da costa da Turquia - e acredita-se que tenha chegado até o Egito e a Síria. Stronghyle (atualmente, Santorini) era um posto avançado estratégico para os minoicos devido à sua posição privilegiada na rota de comércio de cobre entre Chipre e Creta. "Escavações em Akrotiri (uma aldeia no sudoeste de Santorini) encontraram casas de três andares, palácios grandes e elaborados, as primeiras estradas pavimentadas da Europa, água corrente e um espetacular sistema de esgoto", conta Paraskevi Nomikou, professora assistente de oceanografia geológica e geografia natural na Universidade de Atenas. E, mais fascinante ainda, foram descobertos os primeiros sistemas de escrita da Europa, registrados em construções de Akrotiri e em rochas dos palácios de Knossos e Malia. Foi aqui que os minoicos grafaram suas primeiras palavras escritas, inicialmente na forma de hieróglifos cretenses e, mais tarde, usando o sistema Linear A. Os hieróglifos cretenses fazem parte de uma escrita antiga baseada em cerca de 137 pictogramas - que remetem a plantas, animais, partes do corpo, armas, navios e outros objetos. Acredita-se que esteve em uso até 1700 a.C. Gradualmente, os minoicos aperfeiçoaram os hieróglifos cretenses, chegando ao sistema Linear A, mais convencional, que foi utilizado até cerca de 1450 a.C. Ele era composto por vários números, 200 símbolos e mais de 70 sinais de sílaba, sendo mais parecido com a linguagem que conhecemos hoje - embora ambas as escritas permaneçam indecifráveis. Com razão, os criadores da língua escrita mais antiga da Europa foram saudados como a primeira civilização alfabetizada do continente. E suas conquistas intelectuais só eram superadas por seu estilo descontraído de viver. Eles celebravam a vida, até mesmo em funerais, faziam amizade com touros, em vez de matá-los, e conviviam em harmonia com a natureza. E foi justamente a natureza que decidiu exterminá-los. Entre 1627 a.C. e 1600 a.C., Stronghyle foi palco de uma erupção vulcânica - conhecida como erupção Minoica ou Santorini -, talvez a maior em 10 mil anos. "Antes da erupção, a caldeira atual não existia. Em vez disso, havia uma caldeira menor, decorrente de uma erupção muito mais antiga, que formava uma lagoa no norte da ilha", explica Nomikou. "Durante a erupção, materiais vulcânicos de 60m de espessura foram jogados no mar, gerando um tsunami de 9m de altura, que atingiu as margens de Creta. " Acredita-se que a série de ondas tenha chegado à costa oeste da Turquia e até Israel. Uma vez que a devastação terminou, a caldeira atual começou a se formar - e milhares de anos se passaram até surgir a Santorini que conhecemos hoje. Para os minoicos, era o princípio do fim. "A destruição vulcânica dizimou seus barcos comerciais, e a enorme quantidade de dióxido de carbono que foi liberada na atmosfera desestabilizou o equilíbrio climático, devastando a agricultura minoica", acrescenta a professora. "Tudo isso gradualmente permitiu aos micênicos (civilização da Idade do Bronze que habitava a Grécia continental entre 1600 a.C. e 1100 a.C.) aproveitar a chance de acabar com a independência minoica." Mas o que intriga Nomikou é que, ao contrário da antiga cidade romana de Pompéia, coberta por mais de 6 metros de cinzas e pedras após a erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., nenhum corpo foi encontrado em Santorini. "Tudo indica que o povo de Santorini foi avisado com antecedência e escapou", diz ela. Até hoje, ninguém sabe para onde eles foram. Mas se Santorini destruiu a primeira grande civilização da Europa, não extinguiu sua língua. Uma vez que os micênicos dominaram o antigo império minoico, substituíram o sistema de escrita Linear A por uma versão aprimorada, conhecida como Linear B. Trata-se da forma inicial da língua grega antiga, que propagou a democracia, o raciocínio científico, o teatro e a filosofia por todo o mundo. Mais de 3,5 mil anos após a destruição, Bellonias se orgulha de ser dono de uma das tradicionais propriedades na encosta de Santorini, esculpidas diretamente na caldeira vulcânica. "Essas casas tem o ar-condicionado perfeito. No inverno, o vulcão envia calor na sua direção e, no verão, refresca ", conta com um sorriso. Bellonias é um colecionador de arte, fundador de um instituto cultural que abriga uma biblioteca com 35 mil livros - incluindo centenas de títulos dedicados a Santorini. Em seis décadas, ele já viveu dentro e fora da ilha. "Pode te surpreender, mas o que povoa minha mente é esse cheiro", diz ele. "Quando eu era criança, toda vez que saíamos de Atenas (onde ele passou a infância) e chegávamos à ilha, estava amanhecendo - a viagem era árdua naquela época. E eu era tomado pelo cheiro dos cavallines, o excremento dos cavalos que levavam os moradores e turistas até Imerovigli, antes de Santorini ficar famosa." "Você ainda pode sentir o cheiro dos cavallines se abrir mão do conforto do seu carro", acrescenta Bellonias, olhando para as ilhas vulcânicas à sua frente, atrás das quais o colorido do céu - que vai do vermelho ao ultravioleta - anuncia a chegada do pôr do sol. "Eu nunca consegui traduzir essas cores em palavras. E não acho que alguém que já tenha morado nesta ilha tenha (conseguido). Pode ser carmim, rosa, laranja, vermelho, violeta... Eu simplesmente não consigo descrever o pôr do sol em palavras. Para mim, é um sentimento visceral. Santorini não é para os fracos". E ele provavelmente está certo. Não é à toa que destruiu a primeira civilização da Europa. […]