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G1 > Mundo Últimas notícias sobre acontecimentos do mundo. Tudo sobre política internacional e principais fatos nas Américas, Europa, África, Ásia e Oriente Médio.

  • Presidente do Supremo Tribunal do Peru se demite na maior crise da história da Justiça no país
    on 21 de julho de 2018 at 01:00

    Divulgação de áudios provocou uma onda de renúncias do Judiciário, bem como do ministro da Justiça, Salvador Heresi. Manifestantes estendem bandeira com as cores nacionais do Peru em protesto contra corrupção no Judiciário do país AP Photo/Martin Mejia Milhares de peruanos se manifestaram nesta quinta-feira (19), em Lima e várias cidades do país, para protestar contra a corrupção de muitos juízes e promotores no país. A população recebeu apoio do presidente Martin Vizcarra, que disse entender sua raiva. Em uma das gravações transmitidas pela mídia local, o juiz do Supremo Tribunal de Justiça, César Hinostroza, ofereceu absolvição, por exemplo, a um homem condenado por estuprar uma menina de 11 anos. Parecendo ser parte de uma grande engrenagem, em uma máfia escondida dentro do judiciário, Hinostroza foi gravado organizando uma reunião com uma "Senhora K da força número 1", que muitos identificam como Keiko Fujimori, que atualmente passa por uma investigação por financiamento ilegal de suas campanhas eleitorais presidenciais. Escândalo e demissões Manifestantes protestam contra corrupção do judiciário no Peru AP Photo/Martin Mejia O escândalo é tão grande que o presidente do Supremo Tribunal, Duberli Rodríguez, renunciou na quinta-feira, assim como o presidente e cinco membros do Conselho Nacional do Judiciário. Os suspeitos podem, ainda assim, contestar as gravações feitas pela polícia no contexto de uma investigação de acusação contra traficantes de drogas do porto de Callao. O Poder Judiciário declarou-se em estado de emergência por 90 dias e o Presidente da República convocou o Congresso nesta sexta-feira (20) para suspender todos os membros do Conselho Nacional da Magistratura Judicial enquanto se aguarda um projeto de reforma judicial, que poderia ser anunciado em 28 de julho. […]

  • JBS suspende produção em fábrica de processamento de carne suína em Iowa após tornado
    on 21 de julho de 2018 at 01:00

    Os animais que deveriam ir para Marshalltown serão desviados para outras unidades da JBS em Iowa e Illinois. A JBS USA interrompeu nesta sexta-feira (20) a produção em sua fábrica de processamento de carne suína em Marshalltown, no Estado norte-americano de Iowa, depois que um tornado atingiu a unidade na noite de quinta-feira, disse a empresa. "Nós não vamos colocar a fábrica em atividade hoje, enquanto avaliamos os danos e damos tempo aos integrantes da nossa equipe para cuidarem de suas famílias e questões pessoais", disse Cameron Bruett, representante da JBS, em comunicado enviado por email nesta sexta-feira. Nenhum ferimento foi relatado, acrescentou. A unidade tem uma capacidade de abate estimada em 20 mil suínos por dia, de acordo com dados do setor e comerciantes. "Marshalltown é a única fábrica de processamento afetada e ficará fechada até pelo menos segunda-feira", disse um comerciante local de suínos. Os animais que deveriam ir para Marshalltown serão desviados para outras unidades da JBS em Iowa e Illinois, acrescentou. Um comerciante de suínos de Illinois disse à Reuters que a JBS talvez compense o tempo em que Marshalltown está fechada processando alguns suínos no sábado em "algumas outras fábricas. E então eles vão ver se conseguem voltar à ativa e abater na semana que vem". […]

  • Ex-guerrilheiros das Farc assumem mandatos no Congresso colombiano
    on 20 de julho de 2018 at 23:32

    Partido criado com desmobilização e desarmamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia elegeu 5 senadores e 5 deputados. Congresso será dominado por direita ligada ao novo presidente, Iván Duque, oposto ao acordo de paz firmado por Juan Manuel Santos. A partir da esquerda, Carlos Lozada, Victoria Sandino, Pablo Catatumbo, Marco Calarca e Olmedo Ruiz, todos ex-integrantes das FARC, chegam ao Congresso para assumir suas vagas como congressistas em Bogotá, na Colômbia, na sexta-feira (20) AP Photo/Fernando Vergara A antiga guerrilha da Farc assumiu nesta sexta-feira (20) uma pequena representação no Congresso da Colômbia, dominado pela direita ligada ao novo presidente, Iván Duque, oposto ao acordo de paz que acabou com meio século de conflito armado e que toma posse em 7 de agosto. "Aqui estão, pela primeira vez, cinco senadores e cinco representantes da Força Alternativa Revolucionária do Comum, partido nascido com a desmobilização e desarmamento das Farc", disse o presidente em final de mandato, Juan Manuel Santos, durante a instalação do Parlamento de 280 cadeiras, que legislará nos próximos quatro anos. "Me enche de satisfação ver que aqueles que por mais de meio século combateram com o Estado e às suas instituições com armas, hoje se submetam à Constituição e às leis da Colômbia, como todos fazemos. Essa e outras caraterísticas dão fé do bom momento da democracia colombiana", expressou. O presidente colombiano Juan Manuel Santos discursa durante posse do novo Congresso, que pela primeira vez tem ex-integrantes das FARC entre seus integrantes, em Bogotá, na sexta-feira (20) AP Photo/Fernando Vergara Santos foi o principal promotor do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que terminou com um conflito que deixou milhares de vítimas. "Podemos não estar de acordo, e eu não estou, com sua ideologia, mas a democracia se trata de resolver as diferenças com debate de ideias e não pela violência", acrescentou Santos. A partir da esquerda, Olmedo Ruiz, Sergio Marin, Sandra Ramirez e Jairo Quintero, todos ex-integrantes das FARC eleitos deputados, exibem cartazes no Congresso antes de cerimônia de posse em Bogotá, na Colômbia, na sexta-feira (20) AP Photo/Fernando Vergara O presidente pediu ainda aos novos parlamentares e a seu sucessor que cuidem e defendam a paz alcançada com as Farc. "Cuidem da paz que está nascendo. Lutem por ela, pois ela é o bem mais precioso que qualquer nação pode ter", ressaltou. A bancada das Farc no Senado é composta por Iván Márquez, Pablo Catatumbo, Victoria Sandino, Carlos Lozada e Sandra Ramírez. Já na Câmera estarão Byron Yepes, Jairo Quintero, Marco Calarcá, Sergio Marin e Olmedo Ruiz. […]

  • EUA pedem sanções mais rígidas à ONU até Coreia do Norte iniciar desnuclearização
    on 20 de julho de 2018 at 23:19

    Rússia e China sugeriram que Conselho de Segurança debatesse relaxamento de sanções. 'Precisamos conseguir que o presidente Kim faça o que prometeu ao mundo que faria', disse secretário de Estado em visita à sede da Organização. A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, fala a jornalistas ao lado do secretário de Estado, Mike Pompeo, na sede da ONU em Nova York, na sexta-feira (20) Kena Betancur/Getty Images/AFP Os Estados Unidos intimaram o líder norte-coreano, Kim Jong Un, nesta sexta-feira (20) a cumprir sua promessa de abdicar de suas armas nucleares e disseram que o mundo, incluindo a China e a Rússia, deve continuar a aplicar sanções até que ele o faça. Depois de falarem ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, desencorajaram o relaxamento das sanções a Pyongyang depois que Moscou e Pequim sugeriram que o conselho poderia debater tal medida. O Conselho de Segurança da ONU vem aprovando reforços nas sanções de forma unânime desde 2006 com a meta de cortar as fontes de financiamento dos programas nuclear e de mísseis balísticos norte-coreanos. O presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte se encontraram pela primeira vez em Singapura no mês passado, e na sequência Pompeo teve conversas inconclusivas com Pyongyang neste mês. Ele reiterou nesta sexta-feira que fez progresso. "O presidente Kim fez uma promessa... de que estava preparado para desnuclearizar. A amplitude e a escala disso foram combinados. Os norte-coreanos entendem o que isso significa", disse Pompeo aos repórteres. "Precisamos conseguir que o presidente Kim faça o que prometeu ao mundo que faria". Pompeo também pediu o fim das violações das sanções, e Nikki disse que a melhor maneira de apoiar as conversas entre os EUA e a Coreia do Norte é aplicando, não amenizando, sanções. "Não podemos fazer coisa nenhuma até vermos a Coreia do Norte reagir à sua promessa de se desnuclearizar. Temos que ver algum tipo de ação", afirmou ela aos repórteres. Na semana passada Washington se queixou ao comitê de sanções do Conselho de Segurança que até 30 de maio Pyongyang havia realizado 89 transferências ilegais de derivados de petróleo refinado entre navios só neste ano, violando um limite imposto por sanções da ONU. Os EUA pediram ao comitê que ordene a suspensão de exportações de petróleo refinado para a Coreia do Norte, mas a China e a Rússia colocaram o pedido em "suspenso" na quinta-feira e pediram mais detalhes da acusação norte-americana. […]

  • Estados Unidos anunciam ajuda milionária para defesa da Ucrânia, país em conflito com a Rússia
    on 20 de julho de 2018 at 22:35

    Valor será direcionado para treinamentos do setor de defesa da ex-república soviética. Em encontro com Donald Trump, Vladimir Putin sugeriu referendo para resolver impasse no leste ucraniano. Fuzileiro monta guarda em frente ao Pentágono Reuters Os Estados Unidos anunciaram, nesta sexta-feira (20), ajuda suplementar de US$ 200 milhões (equivalente a mais de R$ 753 milhões) para reforçar a defesa da Ucrânia. O país, uma antiga república soviética, vive um conflito territorial na parte leste do território, onde grupos separatistas pró-Rússia enfrentam o governo de Kiev — que é inimigo político de Vladimir Putin. Esses novos fundos permitirão adquirir "equipes para apoiar os programas de formação em curso e as necessidades operacionais" do exército ucraniano, indicou o Pentágono, em nota. Policial faz guarda em frente à embaixada dos Estados Unidos em Kiev, na Ucrânia Gleb Garanich/ Reuters O montante permitirá também que a Ucrânia "adquira equipes para apoiar os programas de formação em curso e as necessidades operacionais" do exército ucraniano para consolidar sua capacidade de comando, suas comunicações e seus equipamentos de visão noturna, segundo completa a nota. Desde 2014, a assistência norte-americana ao setor de segurança da Ucrânia ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão. Um soldado ucraniano anda em meio a veículos blindados durante cerimônia de entrega de armas, equipamento militar e aviões para o exército em um campo de tiro em Zhytomyr, na Ucrânia Valentyn Ogirenko/Reuters Segundo o Departamento de Defesa norte-americano, essa cooperação em matéria de segurança se baseia na recente aprovação de uma lei de segurança nacional na Ucrânia. O calendário para a entrega dos novos equipamentos por parte dos Estados Unidos será "estabelecido em uma data posterior", diz o comunicado. Putin e Trump falaram sobre a Ucrânia Vladimir Putin durante coletiva de imprensa ao lado de Donald Trump Brendan Smialowski/AFP O anúncio do repasse ocorre um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar novo encontro com Putin, em Washington. Durante a semana, Trump se envolveu em uma série de desmentidos e críticas sobre o encontro que teve a sós com Putin em Helsinque, na segunda-feira (16). Em resposta, o presidente dos Estados Unidos disse que o encontro foi "bem-sucedido". Donald Trump e Vladimir Putin se cumprimentam nesta segunda-feira (16) em coletiva de imprensa após reunião em Helsinque, na Finlândia Leonhard Foeger/Reuters Na reunião em Helsinque, inclusive, os dois discutiram sobre o conflito na Ucrânia, afirmou o embaixador da Rússia nos Estados Unidos, Anatoli Antonov. "Esse problema foi discutido. Propostas concretas foram feitas para resolver essa questão", declarou Antonov em uma entrevista coletiva em Moscou, ao ser questionado sobre se os dois presidentes haviam conversado sobre o tema. EUA rejeitam referendo proposto por Putin Pessoas abrem uma bandeira gigante com as cores da auto-proclamada República Popular de Donetsk durante celebrações do primeiro aniversário do referendo da república do auto-governo em Donetsk, na Ucrânia Alexander Ermochenko/Reuters A Casa Branca, no entanto, negou que Trump esteja disposto a apoiar um referendo proposto por Vladimir Putin que seria feito no leste da Ucrânia. Para a Rússia, a votação teria presença de observadores internacionais e poderia resolver o conflito nas regiões de Donetsk e Luhansk — repúblicas autodeclaradas autônomas do governo de Kiev. No entanto, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Garrett Marquis disse à Agência Efe que "organizar um suposto referendo em uma parte da Ucrânia que não está sob controle do governo (ucraniano) é algo que não teria legitimidade". Conflito Rússia-Ucrânia Mulher anda por área destruída por combates em Donetsk Vadim Ghirda/AP Desde 2014, conflitos no leste da Ucrânia entre Kiev e separatistas pró-russos deixaram mais de 10 mil mortos. O que quer cada lado do conflito Rússia-Ucrânia Washington, aliado de Kiev, vendeu neste ano à Ucrânia mísseis antitanques Javelin para "proteger sua soberania e sua integridade territorial", apesar dos protestos da Rússia. […]

  • Escravidão moderna atinge mais de 40 milhões no mundo
    on 20 de julho de 2018 at 19:13

    Coreia do Norte é o país com maior taxa de pessoas em condições análogas à escravidão. Em números absolutos, Brasil lidera na América Latina, enquanto Índia encabeça a lista mundial. Cerca de 40,3 milhões de pessoas em todo o mundo foram submetidas a atividades análogas à escravidão em 2016, segundo um relatório Índice Global de Escravidão 2018, publicado pela fundação Walk Free e apresentado na ONU nesta quinta-feira (19). No Brasil, são quase 370 mil pessoas. No contexto do relatório, o conceito de escravidão moderna abrange um conjunto de conceitos jurídicos específicos, incluindo trabalho forçado, servidão por dívida, casamento forçado, tráfico de seres humanos, escravidão e práticas semelhantes à escravidão. De acordo com o documento, 71% das vítimas são mulheres, enquanto 29% são homens. Das 40,3 milhões de pessoas afetadas, 15,4 milhões estavam em casamentos forçados, enquanto 24,9 milhões se encontravam em condições de trabalho escravo. A Ásia representa 62% da estimativa global de pessoas em regime de escravidão. A escravidão moderna é mais comum na Coreia do Norte e em outros regimes repressivos, mas as nações desenvolvidas também são responsáveis porque importam 350 bilhões de dólares em mercadoria produzidas em circunstâncias suspeitas, afirmou a fundação Walk Free. Na Coreia do Norte, por exemplo, 104 em cada mil pessoas viviam em tais condições. Completam o ranking dos países com maior percentual de escravidão moderna em relação à própria população a Eritreia (93 para mil), o Burundi (40 para mil), a República Central Africana (22 para mil), o Afeganistão (22 para mil), a Mauritânia (21 para mil), o Sudão do Sul (20,5 para mil), o Paquistão (17 para mil), o Camboja (17 para mil) e o Irã (16 para mil). A Venezuela é, junto ao Haiti, o país com a maior incidência proporcional da escravidão moderna na América. Segundo o índice, 174 mil pessoas vivem nessa situação em território venezuelano, uma taxa de 5,6 para cada mil habitantes. Essa proporção é similar à do Haiti, onde 59 mil pessoas seriam vítimas – uma proporção amplamente acima da de outros países da região. O Brasil registrou uma taxa de apenas 1,8 pessoas em condição de escravidão moderna para cada mil habitantes. Por outro lado, em números absolutos, o Brasil detém a segunda maior quantidade de pessoas em regime escravocrata na região, com 369 mil habitantes. Os EUA registraram 403 mil pessoas (1,3 para mil). No total, a organização estimou que quase 2 milhões de pessoas em toda a América estavam em 2016 em situação de escravidão – dois terços forçados a trabalhar. O número absoluto representa apenas 5% da estimativa global. No número absoluto de pessoas consideradas em regimes de escravidão moderna, Índia (7,99 milhões de indivíduos estimados), China (3,86 milhões), Paquistão (3,19 milhões), Coreia do Norte (2,64 milhões), Nigéria (1,39 milhões), Irã (1,29 milhões), Indonésia (1,22 milhões) e República Democrática do Congo (1,05 milhões) são os oito países acima de um milhão de "escravos". Por outro lado, Mauritânia, Luxemburgo, Suriname e Barbados são os quatro países com um número de casos estimados igual ou inferior a mil. O Índice Global de Escravidão utiliza pesquisas de referência no mundo para estimar a prevalência da escravidão moderna em mais de 160 países. Pela primeira vez, o relatório se baseia também em dados comerciais sobre produtos em risco de ser produzidos pela escravidão moderna. […]

  • Quem é Adnan Oktar, o polêmico pregador islâmico das ‘gatinhas’, acusado de exploração sexual
    on 20 de julho de 2018 at 19:10

    Celebridade na TV turca, defensor do criacionismo islâmico que aparecia cercado por mulheres seminuas e chamou Darwin de 'pai do terrorismo' foi preso, acusado de crime organizado, fraude e exploração sexual. Adnan Oktar é uma controversa figura pública na Turquia, onde é conhecido por ser um televangelista, um pregador na TV Reprodução/Facebook/A9 TV Os dias de extravagância na vida de Adnan Oktar podem ter ficado para trás. Bastante famoso em seu país, a Turquia, o famoso pregador televisivo, que aparecia sempre ostentando joias e marcas de luxo, foi preso, acusado de crime organizado, fraude e exploração sexual. A operação policial que levou à prisão de Oktar e mais 234 pessoas envolveu cinco províncias na Turquia e contou com buscas em várias de suas propriedades, segundo a agência turca de notícias Anadolu. Esta não é a primeira vez em que esse personagem controverso tem problemas com a Justiça. Em 1999, foi acusado de intimidação e de criação de uma organização criminosa - foi detido, mas liberado mais tarde. Nas redes sociais, ele ostenta um estilo de vida luxuoso, mas sua renda não é comprovada Reprodução/Facebook/A9 TV Oktar despontou para a fama nacional - e depois regional - na década de 1980, quando estabeleceu sua organização religiosa islâmica em Istambul e começou a acumular riqueza e influência. Contra Darwin Na Turquia, alguns o veem como um perigoso fanático religioso, outros, como um influente pensador. No início de sua trajetória como líder de seita, Oktar era abertamente antissemita e negava que o Holocausto tivesse existido. Além disso, defendia o criacionismo - a visão de que o mundo e a vida foram criados por uma entidade superior - e manifestava uma profunda aversão à teoria da evolução. Em uma entrevista de 2010 à BBC, Oktar defende que Darwin - o pai da teoria da Evolução - teria inspirado ditadores e terroristas. "Hitler, Mussolini, Stalin e muitos outros terroristas famosos, todos dizem claramente que estiveram sob a influência de Darwin (...) Sem Darwin, o terrorismo é quase impossível", disse ele à época. Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, Oktar começou a se apresentar como ativista inter-religioso que defendia o diálogo e uma frente comum contra o terrorismo internacional. Ele publicou vários livros sob o pseudônimo de Harun Yahya. Nos últimos anos, Oktar inaugurou um canal de televisão, que usava como plataforma para promover suas crenças e sua interpretação bastante particular do Islã. Durante suas transmissões, aparecia cercado por telas e mulheres seminuas. Harém de 'gatinhas' Um dos aspectos mais polêmicos do pregador religioso é o seu "exército" de seguidores - mulheres supermaquiadas e com roupas sensuais, descritas como seu harém de "gatinhas". Ex-integrantes de sua organização contaram que a maioria dessas mulheres enfrenta lavagem cerebral, ameaças e chantagem - e que elas são escravizadas sexualmente. Outras acusações dão conta de que a organização liderada por Oktar envia "devotos" para "caçar" possíveis jovens seguidores, principalmente em famílias abastadas. As mulheres, uma vez recrutadas, perdem contato com suas famílias e nunca mais conversam com elas. Quando testemunharam perante a polícia em 1999, algumas mulheres disseram que eram persuadidas a participar de sessões de sexo nas quais eram filmadas e/ou fotografadas. As imagens eram então usadas para chantageá-las caso tentassem sair do grupo. Na televisão, Oktar aparece pregando ao lado de mulheres com pouca roupa que ele chama de 'gatinhas'; ele é acusado de exploração sexual Reprodução/Facebook/A9 TV Há relatos de "gatinhas" mais próximas a Oktar que passaram a ser chamadas de "irmãs". Uma vez considerada uma "irmã", nenhum dos discípulos de Oktar - que são chamados de "leões" - tinha permissão para fazer sexo com ela. Se não eram "irmãs", as mulheres do grupo eram "motores", como eram chamadas as mulher que podiam dormir com vários homens. Quando Oktar foi confrontado com estas alegações, ele disse ter sido vítima de uma conspiração global, liderada pelos serviços de inteligência britânicos, para prejudicar tanto ele quanto sua organização. Vida luxuosa Além de suas visões controversas sobre o mundo, Oktar ficou famoso por seu estilo de vida luxuoso, constantemente exibido nas redes sociais. Ele mora em uma vila suntuosa em Istambul, onde é frequentemente fotografado ao lado de mulheres sem muita roupa. Sabe-se que seus seguidores vivem em apartamentos em bairros mais abastados de Istambul, geralmente em grupos de três ou quatro pessoas. Ele também ficou conhecido pelos jantares organizados durante o Ramadã, o mês sagrado do islamismo, em um hotel exclusivo em Istambul - para os quais são convidados celebridades, mídia, membros de organizações internacionais e políticos. Amigo de Israel Apesar das críticas ao judaísmo e das visões antissemitas que expressou no passado, Oktar recentemente estreitou seus laços com Israel. Ele e os membros de sua organização visitaram o país em diversas ocasiões e se reuniram com rabinos e políticos dos altos escalões do governo. Altos funcionários israelenses retribuíram com visitas na Turquia. Um deles foi Ayoub Kara, ministro das Comunicações de Israel e membro do partido Likud no Parlamento israelense. Da mesma forma, o rabino-chefe de Tel Aviv, Yisrael Meir Lau, disse na televisão: "Eu quero lhe agradecer pela hospitalidade e pelo convite para vir nos conhecer". Um ano atrás, Oktar enviou uma delegação para visitar o Parlamento israelense. Eles tiveram a oportunidade de se reunir com altos funcionários e se apresentarem pessoalmente ao primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. […]

  • Britânico recebe alta de hospital após envenenamento por agente nervoso Novichok
    on 20 de julho de 2018 at 18:59

    Diretora disse que Charlie Rowley passou 'por uma experiência terrível que a maioria de nós nunca poderia imaginar'. Companheira dele morreu por contaminação com a substância; mesma usada contra o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha. Dawn Sturgess, de 44 anos, e Charlie Rowley, de 45, foram socorridos em sua casa em Amesbury, no sul da Inglaterra Reprodução/Facebook Charlie Rowley, um dos dois britânicos envenenados com o agente nervoso Novichok no mês passado, recebeu alta do hospital nesta sexta-feira (20). Rowley, de 45 anos, e Dawn Sturgess, de 44, adoeceram depois de serem expostos ao veneno no sudoeste da Inglaterra, perto de onde o agente duplo russo Sergei Skripal e sua filha Yulia foram atacados com a mesma substância em março. "Tenho a satisfação de confirmar que hoje cedo Charlie Rowley recebeu alta hospitalar. Charlie passou por uma experiência terrível que a maioria de nós nunca poderia imaginar", disse Lorna Wilkinson, diretora de enfermagem do Hospital Distrital de Salisbury, em um comunicado. Sturgess morreu no início deste mês e sua morte está sendo tratada como assassinato. O Reino Unido culpou a Rússia pelo envenenamento dos Skripals. O Kremlin negou envolvimento e o incidente provocou expulsões diplomáticas. A polícia disse que a fonte do Novichok que matou Sturgess era uma pequena garrafa que encontraram na casa de Rowley, e mais de 400 itens foram recuperados como parte da investigação de assassinato. Entenda como funcionam os agentes nervosos Infografia: fernanda Garraf […]

  • Governo da Tailândia quer controlar gravações de filmes sobre os meninos resgatados em caverna
    on 20 de julho de 2018 at 18:49

    Ministério da Cultura do país vai criar comissão para supervisionar filmagens. Alegação é de que as crianças podem sofrer traumas ao relembrar o caso. Meninos resgatados de cavernas na Tailândia prestam homenagem ao mergulhador da Marinha Saman Kunan, que morreu durante a operação de resgate Soe Zeya Tun / Reuters A Tailândia quer controlar como os filmes vão retratar os 12 meninos e o técnico do "Javalis Selvagens". Isso porque há o interesse de ao menos dois cineastas estrangeiros em levar aos cinemas o resgate dos jovens tailandeses, presos durante quase três semanas em uma caverna. O ministro da Cultura tailandês, Vira Rojpchanarat, disse que vai propor ao próximo encontro do gabinete, na semana que vem, a criação de um "comitê especial". Esse grupo supervisionaria a produção de filmes, documentários e vídeos relacionados às experiências dos 12 garotos e do técnico que ficaram presos na caverna por semanas até serem resgatados. Meninos resgatados de caverna em recuperação em hospital da Tailândia Reuters Com os meninos de volta para casa, atenções se voltaram para o enfoque da mídia com o pós-resgate. Houve críticas a várias empresas de notícias, a maioria estrangeiras, que teriam ignorado o pedido oficial de deixar os garotos em paz por ao menos um mês. Se adotada, a medida evitaria um possível estresse psicológico que os jovens poderiam ter ao recontar os apuros na caverna. O vice-primeiro-ministro Wissanu Krea-ngam disse, nesta sexta-feira (20), que instruiu oficiais do Ministério de Desenvolvimento Social e Seguridade Humana para assegurar os jovens jogadores e as pessoas próximas a eles de que não seriam incomodados enquanto passam por um período de reabilitação mental. 9 de julho - Policiais e militares utilizam guarda-chuvas para cobrir uma área ao redor de uma maca perto de um helicóptero e uma ambulância no aeroporto militar de Chiang Rai, na Tailândia, enquanto a operação de resgate dos meninos presos na caverna continua Lillian Suwanrumpha/AFP Ele disse que a imprensa estrangeira "pode não conhecer as consequências de nossas leis de proteção às crianças". "Mesmo se não tiverem a intenção [de incomodar os jovens], nós podemos conduzir processos legais contra estrangeiros, se culpados", avisou Wissanu. O ministro, considerado o principal expert legal para a junta militar no poder na Tailândia, disse que os meninos estão resguardados por leis de proteção da criança e à informação. Ministro reconhece: 'roteiro de cinema' Equipes de resgate trabalham na caverna Tham Luang, na Tailândia Reuters Produtores tailandeses também teriam mostrado interesse na história, mas ainda não entraram em contato com o governo, afirmou Vira. "[A história] tem todos os elementos certos", disse o ministro. "Se você fala sobre drama associado com um roteiro de filme, tem tudo: perda e comemoração." "O conteúdo e a história estão muito completas para um roteiro de cinema. Mesmo se não criar drama adicional, o que aconteceu teve todos os sabores", completou. Agência supervisiona gravações no país Os 12 meninos resgatados da caverna na Tailândia e seu treinador chegam no local para uma coletiva de imprensa em Chiang Rai Soe Zeya Tun/Reuters O governo já mantêm a Agência de Filmes da Tailândia, que regula as produções gravadas no país por empresas estrangeiras. O órgão inclusive veta roteiros e emite permissões de filmagens. No entanto, o ministro da Cultura disse que o novo comitê supervisionaria o conteúdo, a autorização e a proteção da privacidade do time resgatado e de suas famílias. Retrato de ex-membro da unidade de elite da Marinha tailandesa Samarn Kunan é visto durante homenagem em cerimônia perto da caverna Tham Luang, na Tailândia Tyrone Siu/Reuters Wissanu, vice-primeiro-ministro, ressaltou que os garotos têm o direito de assinar contratos para benefício próprio. Ele acrescentou, porém, que o governo forneceria assistência "como um empresário", mas sem buscar lucro para si. Ele disse que o governo estava "muito temeroso" que algumas pessoas próximas ao incidente poderiam ser coagidas a assinar contratos. "Porque, uma vez que se assina um, aquela pessoa não pode mais fazer nada. É por isso que alguém com conhecimento legal precisa se prontificar a ajudar", justificou Wissanu. Uma rara boa notícia Meninos resgatados de cavernas na Tailândia prestam homenagem ao mergulhador da Marinha Saman Kunan, que morreu durante a operação de resgate Soe Zeya Tun / Reuters O resgate bem-sucedido, mesmo sob grande dificuldade, foi um raro momento de boas notícias da Tailândia. O país está atolado em um conflito político e um regime militar linha-dura por mais de uma década. Além disso, enquanto o mundo assistia a saga da caverna, um barco com turistas estrangeiros naufragou no sul da Tailândia e deixou mortos e desaparecidos. Normalmente, um evento como esse teria sido registrado como uma grande tragédia. Manifestantes anti-governo acenam bandeiras nacionais enquanto marcham em direção ao Ministério do Trabalho na Tailândia Athit Perawongmetha/ Reuters O resgate na caverna também permitiu que o governo celebrasse alguma glória, uma vez que o primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha, tem sido criticado por fazer manobras políticas para se manter no poder depois das eleições planejadas para o ano que vem. Infográfico mostra como foi o resgate dos meninos presos na caverna na tailândia Infografia: Karina Almeida, Juliane Monteiro, Betta Jaworski, Alexandre Mauro/G1 Initial plugin text […]

  • Imagens do dia 20 de julho de 2018
    on 20 de julho de 2018 at 17:21

    Soldados colombianos amputados participam de uma parada militar para comemorar o 208º aniversário de independência da Colômbia, em Bogotá Carlos Julio Martinez/Reuters Mulheres sagradas pertencentes à comunidade jainista atravessam rua alagada após chuvas fortes em Ahmedabad, na Índia Amit Dave/Reuters Ciclistas passam por campo com girassóis durante a décima terceira etapa da 'Tour de France', em Valence, na França Christophe Ena/AP Morador pula escombros de edifício após passagem de tornado, em Marshalltown, Iowa. Vários edifícios foram danificados quinta-feira à noite por um tornado no principal distrito comercial da cidade, incluindo o histórico tribunal Charlie Neibergall/AP Soldado limpa as margens da praia de Montesinos, que é vista coberta de plástico e outros destroços, em Santo Domingo, República Dominicana Ricardo Rojas/Reuters Indianos empurram um carro por uma rua inundada em Ahmedabad, na Índia. Centenas de pessoas foram resgatadas de áreas afetadas pelas inundações na semana passada, enquanto chuvas incessantes continuam a castigar o estado de Gujarat Ajit Solanki/AP Voluntários são vistos separando garrafas plásticas em um centro de reciclagem administrado por uma organização budista sem fins lucrativos, em Taipei, Taiwan Chris Stowers/AFP Rio de Janeiro tem sexta-feira de calor e mar cristalino José Raphael Berredo/G1 LEIA MAIS […]

  • Advogado gravou Trump discutindo pagamento a ex-modelo da Playboy, diz NYT
    on 20 de julho de 2018 at 16:41

    Ex-modelo da Playboy, Karen McDougal alega que manteve uma relação extraconjugal com Trump entre 2006 e 2007. O presidente nega. Combinação de fotos mostra o advogado Michael Cohen e o presidente americano Donald Trump Nicholas Kamm, Mark Wilson/AFP/ Getty Images North America O presidente americano Donald Trump teve gravada uma conversa na qual ele discutia pagamentos a uma ex-modelo da Playboy que alega ter tido um caso com o político, segundo reportagem do jornal "New York Times" publicada nesta sexta-feira (20). De acordo com a publicação, o advogado de Trump, Michael Cohen, gravou secretamente uma conversa com ele, dois meses antes das eleições de 2016. Segundo o jornal, a informação é atribuída a advogados e outras fontes. Eles revelaram que a gravação foi encontrada neste ano por investigadores do FBI durante uma busca nos escritórios de Cohen. O Departamento de Justiça dos EUA investiga se Cohen pagou mulheres para impedir a divulgação de histórias embaraçosas sobre o presidente antes das eleições presidenciais de 2016. Os procuradores querem saber se o pagamento viola as leis federais sobre financiamento de campanha. A ex-modelo da Playboy, Karen McDougal, alega que manteve uma relação extraconjugal com Trump entre 2006 e 2007. O caso teria começado pouco depois de a primeira-dama, Melania Trump, dar à luz ao filho do casal, Barron Trump. O presidente nega. A ex-coelhinha da Playboy Karen Macdougal Reprodução/Facebook/Karen MacDougal McDougal vendeu a sua história ao tabloide "The National Enquirer" por US$ 150 mil nos últimos meses da campanha presidencial. O acordo a obrigava a se manter em silêncio sobre o caso. A história não foi publicada. Em março, a ex-coelhinha da Playboy entrou com uma ação para ser liberada do acordo judicial e deu uma entrevista à rede CNN na qual descreveu sua relação com Trump como consensual e de amor. Cohen foi advogado de Trump e seu confidente durante anos, e aconselha o atual presidente em negócios imobiliários e questões pessoais. Caso de atriz pornô A atriz de filmes adultos Stephanie Clifford, também conhecida como Stormy Daniels, coloca seu sapato depois de passar por uma revista de segurança no tribunal federal, no bairro de Manhattan, em Nova York Shannon Stapleton/Reuters Trump também é acusado de ter tido um caso com a atriz pornô Stormy Daniels, o que nega. Daniels assegura que a relação ocorreu entre 2006 e 2007, quando ele já estava casado com Melania e o filho dos dois era um bebê. Inicialmente, o presidente negava ter conhecimento de qualquer pagamento a Daniels, mas depois admitiu que Cohen chegou a um acordo de confidencialidade com a mulher em seu nome e que reembolsou o valor. Cohen pagou US$ 130 mil a Stormy Daniels dias antes da eleição de Trump para que ela se calasse sobre o tema. O presidente esclareceu que o dinheiro não vinha de sua campanha eleitoral, mas disse que as acusações eram "falsas e extorsivas". Trump e a atriz pornô: a questão-chave do escândalo que precisa ser respondida […]

  • Marca de luxo Burberry queima roupas, perfumes e acessórios no valor de R$ 141 milhões
    on 20 de julho de 2018 at 16:36

    Decisão de incinerar mercadorias pela empresa de moda visa a reduzir estoques e impedir que produtos sejam vendidos em promoções, segundo especialistas. Mulher passa por loja da Burberry em Hong Kong, em imagem de arquivo Philippe Lopez/AFP A Burberry, famosa marca de moda de luxo britânica, incinerou roupas, acessórios e perfumes não vendidos no valor de 28,6 milhões de libras - o equivalente a R$ 141,7 milhões - no ano passado para preservar a marca. Nos últimos cinco anos, o valor total de produtos destruídos pela Burberry ultrapassa 90 milhões de libras - R$ 446 milhões. Empresas de moda costumam destruir mercadorias encalhadas para impedir que sejam furtadas ou vendidas por baixo preço. A Burberry diz que o gás carbônico emitido com a queima dos produtos foi compensado, tornando a ação "ambientalmente sustentável". Desperdícios na moda de luxo "A Burberry tem procedimentos cuidadosos para minimizar o excesso de estoque que produzimos. Nas ocasiões em que o descarte de produtos é necessário, fazemos isso de maneira responsável e continuamos a buscar formas de reduzir e revalorizar nosso lixo", disse um porta-voz da companhia. A empresa afirmou que o ano passado foi atípico, pois teve de destruir uma grande quantidade de perfumes após assinar um contrato com a companhia americana Coty. Como a Coty produziu novos estoques, a Burberry resolveu descartar 10 milhões de libras em produtos velhos - principalmente perfumes. Nos últimos anos, a Burberry tem se esforçado para tornar a marca exclusiva outra vez após um período em que falsificadores "colocavam a etiqueta da Burberry em tudo o que podiam", disse Maria Malone, que dá aulas sobre a indústria da moda na Manchester Metropolitan University. E destruir produtos indesejados é parte desse processo, segundo ela. "Eles estão fazendo isso para que o mercado não seja inundado por promoções. Eles não querem que os produtos da Burberry caiam nas mãos de quem possa vendê-los com desconto e desvalorizem a marca", disse Malone. Custos ambientais da indústria da moda A Burberry não é a única empresa a lidar com excesso de estoques de luxo. A Richemont, dona das marcas Cartier e Montblanc, teve de recomprar relógios no valor de 480 milhões de euros (R$ 2,1 bilhões) nos últimos dois anos. Analistas dizem que parte dos relógios seria reciclada - e o restante, jogado fora. Ambientalistas reclamam do lixo gerado. "Apesar de seus altos preços, a Burberry não demonstra respeito por seus próprios produtos, pelo trabalho duro e pelos recursos naturais usados para fabricá-los", diz Lu Yen Roloff, do Greenpeace. "A crescente quantidade de estoques excedentes indica que há sobreprodução, e, em vez de diminuir sua produção, eles queimam roupas e produtos em condições perfeitas." "É um segredo sujo da indústria da moda. A Burberry é só a ponta do iceberg", ela diz. Dilema das marcas de luxo Tim Jackson, diretor da Escola Britânica de Moda no câmpus de Londres da Glasgow Caledonian University, diz que marcas de moda como a Burberry vivem um paradoxo. Para satisfazer acionistas, elas devem continuar expandindo, mesmo sob o risco de "diluir sua identidade e criar excesso de estoque", disse Jackson. "Elas nunca terão como solucionar esse problema." Em novembro, a Burberry anunciou uma ação para "reenergizar" seus produtos. Isso inclui elevar o status da marca, fechar lojas que não estivessem em locais "estratégicos" e criar um centro de excelência para itens de couro de luxo. A empresa também cortou gastos, o que ajudou a aumentar os lucros. Em seu último ano fiscal, encerrado em 31 de março, a companhia reportou uma alta de 5% nos lucros, que chegaram a 414 milhões de libras (R$ 2 bilhões), com as vendas atingindo 2,7 bilhões de libras (R$ 13,3 bilhões). […]

  • Faixa de Gaza é alvo de ataque; exército de Israel diz responder a tiros
    on 20 de julho de 2018 at 15:56

    Aviões e tanques israelenses bombardearam nesta sexta 'alvos militares' no enclave palestino. Fumaça provocada por bombardeio israelense na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira (20) Mahmud Hams / AFP Aviões e tanques israelenses bombardearam nesta sexta-feira (20) "alvos militares em toda a Faixa de Gaza" em resposta aos "tiros" visando tropas israelenses perto da fronteira com o enclave palestino, informou o Exército israelense em um comunicado. Os tiros contra os soldados israelenses foram disparados durante "violentos distúrbios ao longo da cerca de segurança" que marca a fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, segundo o Exército. Os tiros mataram um soldado israelense, confirmou o Exército de Israel pelo Twitter durante a noite (tarde, no Brasil). Initial plugin text Quatro palestinos morreram na resposta ao ataque, três deles integrantes do Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza. A quarta vítima do bombardeio é um civil. Ao menos 120 palestinos ficaram feridos. Cessar-fogo Hamas e Israel acertaram um cessar-fogo ainda na madrugada deste sábado (horário local), anunciou um porta-voz do movimento islâmico, após quatro palestinos e um soldado israelense morrerem em uma escalada da violência nesta sexta-feira (20). "Graças aos esforços internacionais e da ONU, alcançamos (um acordo) para retornar ao estado de calma anterior entre a ocupação (israelense) e os grupos palestinos", disse em comunicado o porta-voz do Hamas Fauzi Barhum. Resposta a 'pipas incendiárias' Pipa com objeto incendiário voa a partir da Faixa de Gaza em direção a Israel Ibraheem Abu Mustafa/Reuters Há pouco mais de uma semana, Israel endureceu sua resposta diante do lançamento de pipas carregadas de material inflamável. Os artefatos, lançados por militantes em Gaza, incendiaram 2,6 mil hectares em território israelense, segundo o estado judeu. Soldados israelenses disparam contra pessoas que lançavam esses artefatos nos últimos dias. Desde 30 de março, os palestinos protestam regularmente na região da fronteira para denunciar o bloqueio imposto por autoridades israelenses a Gaza e exigir o retorno dos refugiados palestinos expulsos em 1948 com a criação do Estado de Israel. Mais de 100 palestinos foram mortos pelo Exército israelense durante os confrontos que começaram no fim de março, quase metade só em maio. Lei polêmica Imagem de 13 de maio mostra israelenses com bandeiras na Porta de Damasco, uma das entradas de Jerusalém antiga Ariel Schalit/ AP Tensão na região acontece um dia depois da aprovação no parlamento israelense de uma lei que afirma que Israel é um estado exclusivamente judeu, que tem como sua única capital “Jerusalém unificada” e prevê apenas o hebraico como língua oficial, reduzindo o árabe a uma categoria “especial”. A nova lei é acusada de ser discriminatória com relação às minorias que vivem no país. Entenda a lei que define Israel como 'pátria do povo judeu' […]

  • Argentina confirma dois casos de sarampo
    on 20 de julho de 2018 at 15:20

    Último caso de sarampo autóctone registrado na Argentina é de 2000 e desde então foram identificados um total de 32 casos importados ou relacionados à importação. O Ministério da Saúde da Argentina confirmou nesta sexta-feira (20) dois casos de sarampo registrados em Buenos Aires, e pediu extrema vigilância perante o ressurgimento desta doença. De acordo com um relatório de alerta epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde, os casos confirmados correspondem a menores de um ano, uma criança de cinco meses e uma de seis meses. Embora ambos casos tenham sido reportados pelos serviços de Saúde da capital, a menina reside na província de Buenos Aires. Segundo o relatório oficial, ambos casos, confirmados mediante exames laboratoriais, apresentaram sintomas de febre, exantema, tosse e conjuntivite, "com boa evolução". "Foram iniciadas ações de controle de foco nas áreas correspondentes e a investigação está em desenvolvimento para determinar a fonte de infecção", indicou o ministério. As autoridades apontaram que "perante esta situação e o contexto epidemiológico global", "pedem às equipes de saúde que verifiquem o estado de vacinação da população, conscientizem a vigilância epidemiológica de doença febril exantemática e respondam rapidamente e adequadamente frente à identificação de casos suspeitos". O último caso de sarampo autóctone registrado na Argentina é de 2000 e que desde então foram identificados um total de 32 casos importados ou relacionados à importação. […]

  • O que são os ônibus anfíbios, como o que naufragou matando ao menos 17 nos EUA
    on 20 de julho de 2018 at 15:06

    Veículos que podem andar tanto na terra quanto na água foram desenvolvidos para transportar pessoal e equipamento na 2ª Guerra Mundial; mais tarde, passaram a ser usados em excursões turísticas. Ônibus anfíbio é usado em cidades como Londres para excursões turísticas BBC Pelo menos 17 pessoas morreram depois que uma embarcação turística naufragou nesta quinta (19) no lago Table Rock, no Missouri, nos Estados Unidos, após as fortes tempestades na região. O ônibus anfíbio, que pode ser utilizado tanto em terra quanto na água, transportava 31 pessoas. Sete pessoas foram levadas para o hospital, duas em estado grave, segundo a polícia local. As autoridades acreditam que os ventos de mais de 65 km por hora que atingiram a cidade de Branson, de onde o barco partiu, fizeram a embarcação virar. Um vídeo feito por uma testemunha em terra mostra dois ônibus anfíbios que tentavam chegar à terra lutando contra a agitação da água. Uma das embarcações conseguiu chegar à costa, mas a outra foi levada de volta pelo vento e acabou virando e afundando. "Houve vento forte. Estava tendo problemas com o vento. Eles estavam voltando para a terra. Na verdade, havia dois barcos. O primeiro conseguiu voltar e o segundo, não", disse o xerife do condado de Stone, Doug Rader. O que são os veículos anfíbios? Os ônibus anfíbios turísticos têm design inspirado no DUKW, um veículo de transporte usado na Segunda Guerra Mundial. O DUKW, uma espécie de tanque anfíbio de seis rodas, foi fabricado nos EUA nos anos 40 para transportar pessoas e suprimentos tanto na terra quanto na água em locais onde não existiam portos. Cerca de 21 mil DUKWs foram produzidos para uso na Segunda Guerra. Muitos estiveram em uso em desembarques na Normandia no Dia D; estima-se que 40% dos suprimentos desembarcados nas praias eram transportados por DUKWs. Os DUKWs continuaram sendo usados por Exércitos de vários países; mais tarde, começaram a ser adaptados para uso por operadores turísticos. Os veículos anfíbios são perigosos? Existem centenas de veículos anfíbios em uso em todo o mundo, principalmente em passeios com excursões turísticas. Há poucos registros de incidentes fatais com esse veículo nos EUA. Em 2016, uma mulher morreu quando sua moto foi atingida por um ônibus anfíbio em Boston, levando a uma revisão das normas de segurança em torno desses veículos. Um ano antes, cinco estudantes foram mortos e dezenas de pessoas ficaram feridas quando um veículo anfíbio colidiu com um ônibus em Seattle. A NTSB, organização de segurança do transporte nos EUA, publicou mais tarde um relatório afirmando que um dos eixos do veículo estava rachado, daí o acidente. Em 2013, uma operadora de turismo no Reino Unido teve seus passeios suspensos depois que um de seus veículos anfíbios pegou fogo. Mas o incidente mais grave foi em 1999, quando um desses veículos afundou apenas alguns minutos depois de entrar no lago Hamilton, no Arkansas. Treze pessoas morreram, incluindo três crianças, depois que elas ficaram presas embaixo do veículo. A causa foi mais tarde relatada como "inundação descontrolada" devido a uma parte solta. […]

  • Itália impõe condições para aceitar migrantes resgatados no mar
    on 20 de julho de 2018 at 14:35

    Chanceler italiano quer a revisão do mandato da Operação Sophia, que combate aos traficantes de pessoas no Mediterrâneo e que atualmente está sob o comando italiano. A Itália decidiu condicionar o desembarque de migrantes resgatados no Mediterrâneo pelos navios da Operação naval europeia Sophia a que sua acolhida seja compartilhada entre outros Estados-membros - disseram várias autoridades europeias nesta sexta-feira (20). "A Itália não quer ser o único país de desembarque dos migrantes resgatados no mar por suas próprias unidades navais", declarou o ministro italiano das Relações Exteriores, Enzo Moavero Milanesi, em uma carta à chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini. O ministro pediu oficialmente a revisão do mandato da Operação Sophia, que combate aos traficantes de pessoas no Mediterrâneo e que atualmente está sob o comando italiano. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, informou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, das condições impostas para os desembarques dos migrantes na Itália. Em uma carta, Conte diz a Juncker que a Itália aceitará seu desembarque em seu território com a única condição de que outros países da UE aceitem assumir uma parte deles. O governo populista italiano impôs aos outros membros da UE as condições já aplicadas no desembarque no fim de semana passada com 450 migrantes resgatados no mar e transportados em dois navios militares. A decisão do governo italiano só foi tomada após o compromisso de cinco países da União Europeia - França, Espanha, Portugal, Malta e Alemanha - de acolher 50 migrantes cada. […]

  • Polícia de Luxemburgo compra Teslas para patrulhas: 'precisamos de carros rápidos'
    on 20 de julho de 2018 at 14:35

    Imprensa local afirma que cada um dos Tesla custou cerca de € 100 mil (R$ 450 mil), por causa dos equipamentos especiais. Polícia de Luxemburgo adquire dois Tesla Model S para patrulhas Clement Rossignol/Reuters A Polícia de Luxemburgo adquiriu dois Teslas para sua frota de patrulhas, matando dois coelhos com uma cajadada só, como diz o ditado. Além de ter os carros de aceleração mais rápida atualmente para perseguir criminosos, os modelos elétricos também ajudam a atingir as metas de redução de emissões de poluentes do pequeno país europeu. A aquisição dos Model S, que aceleram de 0 a 100 km/h em pouco mais de 2 segundos, faz parte de um projeto piloto para transformar 10% da frota de Luxemburgo em "carros verdes", elétricos ou híbridos, que emitem menos poluição. "A Polícia não pode usar 2CV nas ruas, precisamos de carros rápidos", disse o ministro dos Transportes, François Bausch, à Reuters. Tesla Model S é um dos carros de aceleração mais rápida no mundo e não emite poluentes Clement Rossignol/Reuters O bom de ser um país pequeno, com cerca de 100 km do sul ao norte, é que o maior problema dos carros elétricos, a autonomia da bateria, não é um problema. "Nossas patrulhas percorrem 200 km por saída. Vemos que a vida da bateria como é agora não impões nenhum problema", afirmou o chefe de Polícia Laurent Lentz à Reuters. A imprensa local afirmou que cada um dos Tesla custou cerca de € 100 mil (R$ 450 mil), por causa dos equipamentos especiais usados pela polícia, mas o departamento não confirmou oficialmente o valor. […]

  • Ataque com faca em ônibus deixa feridos no norte da Alemanha
    on 20 de julho de 2018 at 13:32

    Quatorze pessoas ficaram feridas em Luebeck no incidente ocorrido nesta sexta-feira. Homem de 34 anos é preso. Policiais fazem segurança perto do local onde um homem deixou vários feridos com uma faca em Luebeck, no norte da Alemanha, nesta sexta-feira (20) Markus Scholz / AFP Ataque à faca em ônibus deixa 10 feridos na Alemanha Um ataque com faca deixou 14 feridos, duas delas gravemente, em um ônibus, na cidade de Luebeck, no norte da Alemanha, nesta sexta-feira (20). Um homem de 34 anos foi preso. Segundo as autoridades locais, ele é um cidadão alemão. O jornal local "Luebecker Nachrichten" chegou a noticias que o suspeito havia afirmado que seria iraniano. Uma testemunha contou ao periódico que o suspeito tinha uma faca de cozinha. Os passageiros desceram do ônibus gritando. “Foi terrível”, disse. Nenhum ferido corre risco de morrer. […]

  • Embraer entrega 28 jatos comerciais e 20 executivos e encerra trimestre com US$ 17,4 bilhões em pedidos firmes
    on 20 de julho de 2018 at 12:36

    Das aeronaves comerciais entregues de abril a junho nos Estados Unidos, Europa e Ásia Pacífico, 20 foram do modelo E175. E175 a American Airlines vai ser configurado com 76 assentos Divulgação/Embraer A Embraer entregou 28 jatos comerciais e 20 jatos executivos no 2º trimestre, encerrando o trimestre com pedidos firmes a entregar (backlog) de US$ 17,4 bilhões, informou a empresa nesta sexta-feira (20). Governo quer manter ação que dá direito a veto em decisões da Embraer Boeing e Embraer anunciam nova empresa avaliada em US$ 4,75 bilhões Dos 28 jatos de aviação comercial entregues de abril a junho nos Estados Unidos, Europa e Ásia Pacífico, 20 foram do modelo E175. No segmento de aviação executiva, das 20 unidades entregues no trimestre, 15 eram jatos leves e cinco jatos grandes. A empresa destacou a entrega do primeiro jato E190-E2 de série para a companhia noueguesa Wideroe no início do abril, e o cancelamento do pedido da Air Costa para a 50 E-Jets. "Esse ajuste no backlog não tem impacto na produção do E2, nem no cronograma de entregas de 2018 ou 2019", disse a empresa. […]

  • Ortega acusa bispos da Nicarágua de dar apoio a grupos que querem tirá-lo do poder
    on 20 de julho de 2018 at 12:09

    Proposta de antecipar eleições gerais de 2021 para 2019 mostra que Conferência Episcopal é cúmplice de "forças externas e internas que buscam um golpe de Estado", afirma presidente. Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua vice-presidente, Rosario Murillo, chegam a evento em comemoração ao 39º aniversário da Revolução Sandinista, na quinta-feira (19) Jorge Cabrera/ Reuters O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, chamou nesta quinta-feira (20) de golpistas os bispos da Conferência Episcopal e disse que eles são cúmplices de forças internas e externas que tentam derrubá-lo. Durante um discurso diante de milhares de sandinistas numa praça de Manágua, o líder afirmou que muitos templos foram ocupados como quartéis para armazenar munições em meio à crise sociopolítica que o país atravessa desde abril. A Conferência Episcopal, mediadora e testemunha do diálogo nacional, propôs a Ortega antecipar as eleições gerais de 2021 para 31 de março de 2019, sem que ele tente a reeleição, para superar a crise. Ortega disse que ficou surpreso quando os bispos fizeram essa proposta, no início do mês passado, e que quando recebeu o documento com a proposta, teria dito: "Eles estão comprometidos com os golpistas". "Dói muito dizer isso, pois tenho apreço aos bispos, eu os respeito, sou católico", continuou o líder, falando para milhares de nicaraguenses em comemoração do 39º aniversário da revolução sandinista. Segundo ele, dentro do episcopado há bispos com posições de maior confronto e outros mais moderados, "mas infelizmente a linha que se impõe é a de confronto, não a de mediação". Repressão a opositores ofusca aniversário de revolução na Nicarágua Ortega chamou a proposta dos bispos, de antecipar as eleições e reestruturar o Estado, de golpe de Estado, salientando que essa não é a posição de um mediador, mas de uma instituição que está tomando partido na crise. "Fiquei espantado, doeu em mim saber que os bispos tiveram essa atitude de golpistas", insistiu Ortega. Na opinião do presidente, os bispos foram desqualificados como mediadores e testemunhas com a proposta de antecipar as eleições. A Nicarágua atravessa a crise sociopolítica mais sangrenta desde a década de 1980, com mais de 350 mortos. […]

  • Líbia rejeita plano europeu de centros de acolhida para migrantes
    on 20 de julho de 2018 at 10:43

    Países-membros da União Europeia chegaram a um acordo para 'explorar' a criação de 'plataformas de desembarque' fora da Europa. Premiê da Líbia, Fayez al-Sarraj, em imagem de arquivo de 29 maio de 2018 Philippe Wojazer/ Reuters O chefe do governo líbio de unidade nacional (GNA), Fayez Al Sarraj, rejeitou nesta sexta-feira (20) a instalação na Líbia de centros de acolhida para migrantes, como querem os países da União Europeia (UE). No fim de junho, os países-membros do bloco, muito divididos sobre a questão migratória, chegaram a um acordo para "explorar" a criação de "plataformas de desembarque" fora do território europeu. "Somos totalmente contra o fato de que a Europa queira instalar oficialmente em nosso país os migrantes ilegais que eles não querem na UE", afirmou Sarraj, em entrevista ao jornal alemão "Bild". Sarraj também descartou fazer um acordo com o bloco europeu para que seu país assuma "migrantes ilegais em troca de dinheiro". "Estou muito surpreso que, na Europa, ninguém mais queira acolher os migrantes e que nos peçam para acolher centenas de milhares (deles) aqui", completou o chefe de governo, nessa entrevista realizada na Tunísia. Sarraj também pediu aos europeus que pressionem mais os países de origem dos migrantes, mais do que a Líbia, onde os traficantes de pessoas se aproveitaram do caos para lançar um lucrativo negócio. Acordo migratório Os líderes da União Europeia (UE) chegaram ao acordo que prevê a criação de centros para seleção de imigrantes e plataformas de desembarque fora do bloco europeu sob intensa pressão da Itália. O país - que é ao lado da Grécia, um dos que mais recebeu imigrantes - pedia solidariedade dos outros países do bloco. A proposta prevê que nos centros aconteceria uma seleção das pessoas resgatadas no mar, entre aqueles que podem receber asilo e os que devem ser devolvidos a seus países de origem. Já as plataformas de desembarques seriam estabelecidas em cooperação com países de fora da União Europeia, com a ajuda da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM). […]

  • Segurança de Macron que agrediu manifestante é demitido
    on 20 de julho de 2018 at 10:03

    Alexandre Benalla foi o responsável pela segurança de Macron durante a campanha presidencial. Alexandre Benalla (a esquerda) trabalhou na segurança de Emmanuel Macron durante a companha presidencial. Imagem de 5 de maio de 2017 Regis Duvignau/ Reuters Macron decide demitir segurança que agrediu manifestante Um segurança do presidente francês, Emmanuel Macron, que aparece em um vídeo agredindo um manifestante em 1º de maio passado, foi demitido, informou o gabinete da Presidência nesta sexta-feira (20). No polêmico vídeo, Alexandre Benalla, equipado com um capacete de Polícia, aparece segurando uma jovem pelo pescoço, depois de agredir violentamente um manifestante que já estava no chão, cercado por agentes do Batalhão de Choque. O Ministério Público de Paris também disse que Benalla foi detido, acusado de atos de violência em reunião por parte de uma pessoa encarregada de uma missão do serviço público, usurpação de cargo e uso ilegal de insígnias reservadas à autoridade pública, assim como de cumplicidade no desvio de imagens de câmeras de segurança. Macron é criticado após vídeo mostrar um segurança batendo em manifestante desarmado Na investigação, três policiais foram suspensos de forma cautelar por terem extraído imagens das câmeras de vigilância e de terem-nas transmitido para Benalla, relatou uma fonte próxima do caso. Benalla foi o responsável pela segurança de Macron durante a campanha presidencial, antes de ser nomeado "responsável de missão" na presidência. […]

  • O despertar de Alckmin
    on 20 de julho de 2018 at 10:00

    A aliança com o "centrão" tira o tucano do limbo, mas o preço a pagar se vencer será altíssimo Geraldo Alckmin durante evento da CNI com pré-candidatos a presidente da República no último dia 4/7 Sérgio Dutti/CNI O acordo de Geraldo Alckmin (PSDB) com o bloco de partidos formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, conhecido como “centrão”, traz o alívio de que a candidatura tucana precisava para se mostrar viável. Mas o preço a pagar num futuro governo em caso de vitória promete ser altíssimo. De imediato, a coalizão de Alckmin, que já contava com PTB, PSD e PPS, reunirá 5min50 no horário eleitoral gratuito, praticamente metade dos blocos diários de 12min30. É uma força enorme para conquistar os 40% de eleitores que, na pesquisa estimulada, não definem voto. Nenhum dos candidatos que hoje lideram as pesquisas terá um canhão semelhante. O PT tem 1min34; Ciro Gomes, 33s; Bolsonaro, 8s. Com o bloco, Alckmin também conquista o apoio de governos e prefeituras que levarão seu nome às regiões onde sua candidatura se revela mais fraca, Norte e Nordeste. Estacionado em torno de 6% nas pesquisas, é natural que Alckmin cresça, embora não imediatamente, já que o horário eleitoral só começa em 31 de agosto. Ciro, em contrapartida, deverá cair do patamar de 10%, já que o flerte com o “centrão” naufragou. O anúncio oficial da candidatura Ciro previsto para hoje terá um gosto de derrota. Ele é o maior perdedor com a decisão de ontem. Abandonará o esforço que vinha fazendo para tornar sua candidatura palatável a investidores, banqueiros e empresários. Será, como esperado, um candidato de esquerda. Ainda sofrerá novo abalo quando ficar definido o candidato petista, já que o partido não deixará de lançar um nome ao Planalto, apoiado por um cabo eleitoral dotado de imensa popularidade: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa. Sem muita consistência ideológica, interessado apenas em cargos e espaço no novo governo, o “centrão” caiu no colo de Alckmin meio por gravidade. Verdade que havia incompatibilidade entre as propostas econômicas de partidos como DEM e PP e o programa estatizante de Ciro. Mas o fator que mais pesou na decisão foi político. O PR levará a vice-presidência, com o empresário Josué Alencar. O DEM manteve a presidência da Câmara, com Rodrigo Maia, e apoio do PSDB à candidatura Eduardo Paes ao governo do Rio. O PP, às disputas pelos governos de Santa Catarina e Alagoas. O PRB ganhou vagas ao Senado em disputas regionais. O Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, obteve uma promessa de revisão no financiamento a sindicatos, extinto pela reforma trabalhista. O bloco ganhou ainda o direito de indicar o novo presidente do Senado. Não se conhecem ainda outros detalhes do acordo, que deve na certa envolver cargos em estatais e ministérios. Os partidos do “centrão” levarão a proposta a suas bases para aprovação. Alckmin evita confirmar o acerto, até que ele seja anuciado oficialmente, no próximo dia 26. Desde já, ele se tornou refém do “toma-lá-dá-cá” que amaldiçoa a política brasileira. Se vencer, a força de seu partido estará diluída. Não apenas por entregar postos-chave aos políticos mais fisiológicos de Brasília. Mas sobretudo pela necessidade de contar com o “centrão” a cada novo projeto levado ao Congresso, a começar pela reforma da Previdência. A aliança entre Alckmin e o pântano brasiliense reforça o argumento central da campanha do deputado Jair Bolsonaro (PSL): afirmar que Bolsonaro é o único político que não é corrupto como os demais, todos agora aliados para preservar o velho sistema político. A campanha de Alckmin terá doravante dois desafios. Primeiro, livrá-lo da pecha de “candidato do sistema”, muito embora tenha se tornado justamente isso. Segundo, capturar o sentimento antipetista, hoje aglutinado em torno de Bolsonaro, que reúne, segundo as pesquisas, o eleitorado mais fiel e menos propenso a mudar de voto. Nenhum desses desafios será fácil. A partir do anúncio da aliança, contudo, Alckmin contará com os meios para superá-los – maior capilaridade regional e tempo de TV. Apenas em setembro será possível avaliar o resultado de sua estratégia. Mas, se até agora a eleição se inclinava em favor de Bolsonaro, a disputa promete ser mais acirrada. Os ventos começaram enfim a soprar a favor de Alckmin. A dúvida é se com a força de uma rajada estável que o impulsionará à vitória consagradora – ou de um furacão descontrolado que levará sua candidatura,“centrão” e tudo o mais, a um fragoroso naufrágio. Arte/G1 […]

  • Entenda o que muda e o que ainda é dúvida sobre lei que define Israel como 'pátria do povo judeu'
    on 20 de julho de 2018 at 10:00

    Legislação define pontos chave do Estado de Israel e, por isso, o texto gerou protestos por parte da minoria árabe no país. Parlamento Israelense votou nesta quinta-feira (19) lei que estabelece Israel como um estado exclusivamente judaico Marc Israel Sellem / AFP A aprovação de uma nova Lei Básica pelo Parlamento israelense nesta quinta-feira (19) gerou dúvidas, questionamentos e protestos pelo mundo. O texto, denominado "Israel como Estado Nação do Povo Judeu", recebeu críticas por supostamente discriminar a minoria árabe e muçulmana no país. Os autores, em contrapartida, negam discriminação e afirmam que a legislação apenas deu segurança jurídica ao que já existia. Entenda os principais pontos da nova lei: O que diz a nova Lei Básica? Imagem de 13 de maio mostra israelenses com bandeiras na Porta de Damasco, uma das entradas de Jerusalém antiga Ariel Schalit/ AP Primeiro, é preciso entender o que são as Leis Básicas. Israel não tem uma constituição como o Brasil ou os Estados Unidos. Há, no lugar, uma série de leis no ordenamento jurídico do país para definir temas que vão desde as atribuições do Presidente até os direitos individuais garantidos: as Leis Básicas, aprovadas sempre pelo Parlamento local. De acordo com os defensores da proposta, faltava um texto no arcabouço jurídico israelense para determinar questões de identidade nacional jamais descritas oficialmente. Nem mesmo o nome oficial de Israel era definido por lei desde a sua criação, há 70 anos. Em imagem de 12 de abril, homens judeus participam de bençãos no muro das lamentações, em Jerusalém Ariel Schalit/ AP Assim, o Parlamento — majoritariamente conservador — aprovou nesta quinta-feira uma nova Lei Básica, que define: O nome e os símbolos do país (bandeira, brasão e hino); O hebraico como idioma oficial e o árabe como língua com "status especial"; Jerusalém "completa e unida" como capital; Adoção do calendário judaico juntamente com o gregoriano (o usado no Brasil); Feriados nacionais e datas religiosas. Além disso, a lei aborda tópicos considerados chave sobre o judaismo ao determinar: Israel como "pátria do povo judeu"; Abertura à imigração do povo judeu; Assentamentos judeus como "valor nacional". Por que a lei gerou polêmica? Mulheres palestinas acenam com bandeiras palestinas e mostram o gesto de vitória durante um protesto perto da fronteira com Israel, na Faixa de Gaza, em 30 de março de 2018. Mohammed Abed/AFP Porque, para além da oficialização dos símbolos nacionais, a Lei Básica diz que "o direito de exercer a autodeterminação nacional no Estado de Israel pertence unicamente ao povo judeu". Isso gerou reações dentro e fora de Israel. No próprio debate durante a votação da lei, parlamentares da minoria árabe classificaram o texto como um "apartheid" e "discriminatória" com os palestinos em Israel. Os palestinos que permaneceram no país após a criação do estado de Israel, em 1948, constituem 20% da população de Israel, que é de cerca de 9 milhões de pessoas. Parlamentares árabes protestam durante pronunciamento do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, no Knesset Ariel Schalit/ Reuters Em nota enviada ao G1, o Consulado Israelense em São Paulo justificou a aprovação da lei pelas "tentativas de questionar e negar o direito do povo judeu à sua pátria nacional". "Por causa dessa situação, o Knesset [Parlamento] elaborou uma legislação que deixa claro que o Estado de Israel é o lar nacional do povo judeu", completa o texto. Na visão da professora Arlene Clemesha, doutora em História Árabe pela Universidade de São Paulo (USP), há uma estratégia na aprovação da lei. "Parece uma maneira de o Estado tentar impedir, preventivamente, a eventual transformação de Israel em estado de todos os seus cidadãos e, principalmente, impedir que se cogite sua transformação em estado binacional", analisou. Todos os judeus vão poder migrar para Israel? Grupo de judeus dança após cerimônia de Bar Mitzvah no Muro das Lamentações, em Jerusalém MENAHEM KAHANA / AFP Em entrevista ao G1, o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, explicou que a nova Lei Básica pretende reincorporar e garantir a segurança de judeus "que estejam sendo atacados ao redor mundo". No entanto, segundo ele, isso não significaria apenas seguir a religião — e, sim, "ter nacionalidade judia". "Você não prova ser judeu dizendo ao telefone que é um. É preciso apresentar documentos para comprovar isso." - Yossi Shelley, embaixador de Israel no Brasil Sinagoga de Milão Reuters "Se alguém o ataca por ser judeu, por exemplo, em uma sinagoga, o governo deve protegê-lo. Mas se você estiver em uma churrascaria na sexta-feira e for atacado [por outro motivo alheio ao judaísmo], não há essa proteção", exemplificou Shelley. Segundo o embaixador, há cerca de 100 mil judeus no Brasil. O árabe deixou de ser idioma oficial? A prefeitura de Tel Aviv, em Israel, ficou iluminada com as cores da bandeira dos EUA em homenagem às vítimas do ataque em Las Vegas Jack Guez/AFP Não, até porque nunca foi — assim como o hebraico, língua majoritária no país, também não. A diferença é que o árabe passa a ser considerado um idioma de "status especial" em Israel enquanto o hebraico se tornou oficial para efeitos públicos com a nova lei. Falta definir o que significa o "status especial" da língua árabe. Porém, para o embaixador de Israel no Brasil, a legislação serve, inclusive, para reforçar que esse idioma pode ser utilizado em estabelecimentos públicos do país. "Quem tentar proibir alguém de falar árabe em Israel estará agindo contra a lei." - Yossi Shelley, embaixador de Israel no Brasil Palestinos rezam no complexo da mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém, na primeira sexta-feira do mês sagrado do Ramadan Ahmad Gharabli/AFP No entanto, a professora da USP Arlene Clemesha ponderou que o árabe somente é usado "em certos âmbitos", como placas de rua e escolas destinadas a alunos de origem palestina. "Os palestinos de Israel e mesmo dos territórios ocupados falam hebraico para poder viver, 'se virar', e para ir às repartições públicas." - Arlene Clemesha, professora da USP Israel já não considerava Jerusalém sua capital? Na rua Jaffa, em Jerusalém, bandeiras são penduradas em preparação para as comemorações do jubileu israelense DW/T. Krämer Sim, desde 1980. A nova lei reafirma o que outra Lei Básica, aprovada naquele ano, já estabelecia. Importante tanto para o judaísmo quanto para o cristianismo e o islamismo, os palestinos reivindicam parte da cidade (Jerusalém Oriental). Os israelenses, por sua vez, oficializam toda Jerusalém como capital. Entenda por que Jerusalém é uma cidade tão sagrada e disputada Mulheres palestinas caminham em frente ao santuário Domo da Rocha em Jerusalém durante o último dia do mês sagrado do Ramadã Mahmoud Illean/AP A maioria da comunidade internacional considerava Tel Aviv, no litoral mediterrâneo, como a capital israelense. Porém, no fim de 2017, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como sede do poder israelense e transferiu a embaixada norte-americana para lá. Essa lei pode ser mudada ou revogada? Somente se outra Lei Básica destituí-la, conforme definido no último artigo do texto aprovado nesta quinta-feira. E dificilmente isso deve ocorrer: apenas 15 dessas leis foram aprovadas desde a criação do estado de Israel, incluindo esta última. Só duas delas serviram para revogar ou alterar textos anteriores. Imagem de 2013 mostra colônia israelense Givat Zeev na Cisjordânia, perto de Jerusalem REUTERS/Baz Ratner/File Photo O que falta definir? O que vai acontecer com a política de assentamentos israelenses em território palestino, agora que foram oficializados como "um valor nacional"; O que significa o "status especial" do idioma árabe em Israel; De que forma Israel vai ajudar os "judeus vítimas de ataque" pelo mundo; Se os "não judeus" terão os mesmos direitos de descanso em feriados religiosos. […]

  • Ex-presidente da Coreia do Sul é condenada a mais 8 anos de prisão
    on 20 de julho de 2018 at 06:42

    Condenada anteriormente a 24 anos de reclusão, sentença eleva pena de Park Geun-hye a 32 anos. Ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye Kim Hong-ji / Pool / AP Photo Park Geun-hye é condenada há mais oito anos de prisão A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, foi condenada a mais oito anos de prisão por abuso de fundos estatais e violação das leis eleitorais. A nova sentença eleva a 32 anos a pena de Park, afastada do cargo em 2016 após um processo de impeachment movido por denúncias de corrupção. Park foi considerada culpada pela Corte do Distrito Central de Seul por ter recebido cerca de 3 bilhões de won sul-coreanos (cerca de US$ 2,6 milhões) de chefes do Serviço Nacional de Inteligência durante seu mandato entre 2013 e 2016. Por esse crime, foi sentenciada a seis anos de prisão. A Justiça também condenou a ex-presidente a dois anos de prisão por ter violado leis eleitorais após interferir no processo de nomeação dos candidados do próprio partido nas eleições parlamentares de 2016. Park governou a Coreia do Sul por três anos. Em 2016, um escândalo de corrupção provocou uma onda de protestos contra o seu governo. A ex-presidente foi acusada de utilizar capital político para forçar grandes conglomerados de empresas a pagar dezenas de milhões de wons a duas fundações controladas por sua confidente e amiga íntima Choi Soon-il. ENTENDA O ESCÂNDALO NA COREIA DO SUL O parlamento moveu um processo de impeachment, concluído em dezembro daquele ano, que a retirou do cargo e convocou novas eleições. Em março de 2017, ela foi presa e, semanas depois, condenada a 24 anos de reclusão pelos crimes de corrupção. Park é o terceiro ex-chefe de Estado da Coreia do Sul detido por um caso de corrupção. Chun Doo-Hwan e Roh Tae-Woo cumpriram penas de prisão nos anos 1990 por motivos similares. O ex-presidente Roh Moo-Hyun, eleito democraticamente, cometeu suicídio em 2009, quando ele e a família eram investigados por corrupção. […]

  • Ônibus anfíbio naufraga e deixa mortos nos EUA
    on 20 de julho de 2018 at 03:47

    Naufrágio do veículo turístico ocorreu no lago Table Rock, em Missouri, na quinta-feira (19). Imagem retirada de vídeo que está circulando nas redes sociais mostra ônibus anfíbio no lago Table Rock, nos EUA Ron Folsom/via Reuters Um ônibus anfíbio turístico naufragou nesta quinta-feira (19) no lago Table Rock, em Missouri, nos Estados Unidos, e 17 pessoas morreram. Entre as vítimas estão crianças. O balanço anterior da polícia rodivária local indicava 13 mortos, mas no início da tarde desta sexta o escritório do xerife do condado de Stone disse que foram encontrados os corpos de 4 pessoas que eram consideradas desaparecidas. Segundo o escritório, 31 pessoas estavam a bordo do veículo, que podia tanto navegar como circular pela terra, já que possuía rodas. Veja o que são ônibus anfíbios Chovia forte no momento do acidente, que deixou ainda 7 pessoas feridas. Os feridos seguiam hospitalizadas nesta manhã, sendo que dois estavam em estado grave. Chuva e vento O veículo virou e afundou por volta das 19h10 do horário local, supostamente por causa de ventos fortes que castigaram a cidade de Branson (Missouri), de onde partiu o barco. Barcos de resgate no lago Table Rock Reuters A emissora de TV especializada em meteorologia "The Weather Channel" indicou que ventos constantes de mais de 65 km/h e de até 100 km/h afetaram o local na hora do acidente. A tempestade "chegou muito rápido", disse por telefone à AFP Rick Kettels, proprietário do Lakeside Resort, um complexo hoteleiro às margens do lago. Grandes ondas Ele gravou um vídeo da margem antes de saber do naufrágio. Nas imagens, viam-se grandes ondas batendo no pier. "Olhando a ondas, não acho que o barco tenha tido qualquer chance", disse. "Vivi aqui a maior parte da minha vida e nunca tinha visto uma tempestade assim tão terrível", declarou, acrescentando que o serviço meteorológico não alertou sobre sua iminência. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a tragédia e deu suas condolências às famílias pelo Twitter. “Que Deus esteja com todos vocês”, afirmou. Naufrágio no Missouri, nos EUA Igor Estrella/ G1 […]

  • Mulher será presa por 15 dias por retirar conchas marinhas de praia dos EUA
    on 19 de julho de 2018 at 22:39

    Diana Fiscal-González coletou cerca de 40 conchas do tipo 'Queen Conch', e foi condenada porque itens não estavam vazios, mas ainda abrigavam organismos vivos. Ela também deverá pagar multa de mais de R$ 2 mil, além de despesas judiciais. Conchas do tipo Queen Conch, também conhecidas como Lobatus gigas Invertzoo/Wikimedia Commons Uma turista americana que passava férias dias em Key West, no extremo sul da Flórida, foi condenada a 15 dias de prisão por levar da praia cerca de 40 conchas marinhas, informou nesta quinta-feira (19) a imprensa local. Diana Fiscal-González, moradora de Dallas, foi condenada também a seis meses de liberdade condicional e a pagar uma multa de US$ 500 (pouco mais de R$ 2.200), mais outros US$ 268 (cerca de R$ 1.200) de despesas judiciais, por subtrair as conchas marinhas da praia, detalhou o jornal "Miami Herald". Fiscal-González, que se declarou culpada das acusações na semana passada em um tribunal do condado de Monroe, afirmou ao juiz que não sabia que coletar conchas marinhas da praia era ilegal e que sua intenção era dá-las de presente. Pegar conchas de moluscos vazias da praia não é um crime na Flórida, mas sim no caso que abriguem algum organismo vivo, como aconteceu com essa mulher. O caso remonta a julho de 2017, quando as autoridades receberam uma ligação anônima que alertava que uma mulher tinha subtraído conchas marinhas do tipo "Queen Conch", um dos símbolos de Key West (Key West), e as tinha colocado em potes plásticos. Um agente da Comissão para a Conservação da Pesca e a Fauna (FWC) encontrou no carro da mulher três potes de plástico cheios de conchas marinhas submersas em uma solução de água e lixívia. A mulher terá que cumprir a condenação de prisão a partir do próximo dia 10 de agosto, segundo o jornal "Miami Herald". […]

  • Daniel Ortega, o revolucionário que libertou a Nicarágua e é acusado de virar um tirano
    on 19 de julho de 2018 at 22:10

    Enquanto a Nicarágua completa 39 anos da Revolução Sandinista, muitos passam a ver o presidente do país como um déspota. Ortega e sua mulher, Rosario Murillo, durante comemorações da Revolução Sandinista Reuters/Oswaldo Rivas Nesta quinta-feira (19), a Nicarágua comemora 39 anos desde que a Revolução Sandinista pôs fim a décadas de ditadura. Mas as celebrações foram ofuscadas pela sangrenta repressão ordenada pelo presidente Daniel Ortega - antes um herói reverenciado e agora acusado de se tornar um autocrata. Desde maio, mais de 300 manifestantes contrários ao governo foram mortos nas ruas do país, e muitos outros foram feridos em tentativas de calar os críticos. Repressão a opositores ofusca aniversário de revolução na Nicarágua Aos 72 anos, Ortega não é mais um revolucionário idolatrado. Em vez disso, tem sido comparado aos Somozas, a dinastia de ditadores brutais que ele ajudou a derrubar nos anos 1970, quando era um guerrilheiro sandinista. Há mais de três meses, o país vive turbulências. Milhares de manifestantes de toda a nação pedem a renúncia de Ortega e sua mulher, Rosario Murillo, que ele nomeou como vice-presidente. Eles também querem eleições antecipadas. A Nicarágua é o país mais pobre da América Central e o segundo mais pobre do hemisfério ocidental, atrás do Haiti, segundo um ranking da revista Forbes. Quando o governo aprovou uma reforma previdenciária em abril - ampliando as contribuições e reduzindo aposentadorias -, uma onda de protestos varreu o país. Estudantes ocuparam as ruas e foram endossados por indígenas e desempregados. Um levante civil contra o presidente estava sendo gestado. A resposta de Ortega foi rápida e brutal - ele empregou as "turbas", grupos de policiais e paramilitares com armas de fogo. Manifestantes foram alvejados nas ruas, e quando estudantes ergueram três acampamentos em universidades locais, foram sitiados. Governo nega mortes de opositores Semanas de protestos sangrentos chocaram muitos nicaraguenses, mas não há estatísticas oficiais de mortos. Paramilitares negam haver grande número de vítimas, mas testemunhas e grupos de direitos humanos afirmam que mais de 300 pessoas foram mortas em eventos distintos. Eles dizem que alguns dos mortos são crianças e adolescentes. Os manifestantes dizem que as forças de segurança têm empregado força excessiva, usando munição real contra pessoas desarmadas. A Anistia Internacional diz que a "repressão estatal atingiu níveis deploráveis". O último incidente ocorreu no câmpus da Universidade Nacional Autônoma da Nigarágua (Unan), em Manágua - onde estudantes e jornalistas se viram presos dentro de uma igreja e foram atacados à noite pelas forças de segurança. "Este massacre precisa parar", tuitou o bispo auxiliar de Manágua, Silvio José Baez. Enquanto isso, estudantes transmitiam ao vivo mensagens de despedida. "Para café da manhã, nos deram uma chuva de balas", tuitou o jornalista local Ismael López de dentro da igreja. Ortega retomou o controle das ruas antes do 39º aniversário da Revolução Sandinista, neste dia 19. Mas muitos nicaraguenses hoje pensam que o ex-comandante sandinista começou a ficar parecido com o velho tirano que ele ajudou a tirar do poder. As críticas a Ortega vêm de dentro e de fora da Nicarágua. "Este é um governo brutal, assassino... matando uma população desarmada", disse a ativista pró-direitos humanos (e nicaraguense) Bianca Jagger, ex-mulher do roqueiro inglês Mick Jagger. Para ela, "Daniel Ortega não virou um ditador da noite para o dia." Em vez disso, a transição entre liderar um levante popular a esmagar uma revolta contra ele levou bastante tempo. O jovem sandinista Ortega cresceu ouvindo histórias de seu pai - que lutou ao lado de Cesar Augusto Sandino contra soldados dos EUA que atuaram na Nicarágua antes da Segunda Guerra Mundial. Nos anos 1950, ele era um estudante e se juntou às manifestações para derrubar a dinastia Somoza - que era apoiada pelos EUA e governava a Nicarágua havia quatro décadas. As atividades de Ortega fizeram com que fosse acusado de terrorismo e preso por sete anos no governo de Anastasio Somoza Debayle. Após sua liberação, em 1974, ele aderiu à Frente de Libertação Nacional Sandinista (FLNS). Em 1979, o último presidente Somoza caiu. Nicarágua sandinista Ortega foi coordenador da Junta de Reconstrução Nacional da Nicarágua em 1981 AP Foto / Charles Tasnad Ortega se tornou o rosto do novo governo sandinista, como coordenador da Junta de Reconstrução Nacional da Nicarágua. O país vivia dias auspiciosos - tinha o apoio do governo Carter nos EUA e implantava ambiciosos programas de alfabetização, reforma agrária e reforma social. Quando Ronald Reagan chegou ao poder nos EUA, o equilíbrio político na América Central estava sendo recalibrado. Os sandinistas foram acusados de ficar muito próximos da Cuba de Fidel Castro e de armar guerrilheiros esquerdistas em El Salvador. O governo Reagan passou a financiar os chamados "Contras" - grupos guerrilheiros de direita que travaram uma longa guerra civil com as tropas do governo. Nas eleições de 1984, Ortega virou presidente da Nicarágua pela primeira vez - com o apoio de cerca de 70% dos eleitores. Mas, em 1990, o fraco crescimento econômico e a desilusão política vinham minando suas credenciais, e Ortega perdeu a presidência para uma antiga companheira de guerrilha, Violeta Barrios de Chamorro. A derrota gerou divisões entre os sandinistas, mas Ortega usou o tempo na oposição para se reinventar como um político pragmático. Ele ainda promovia bandeiras de esquerda e slogans anti-imperialistas, mas ao mesmo tempo cortejava empresários, o Judiciário, o Exército e se tornou próximo até da Igreja Católica ao assumir uma posição anti-aborto. Ortega perdeu três eleições seguidas, em 1990, 1996 e 2001. Ele voltou ao poder em 2006, com 38% dos votos. Depois de quase 12 anos no poder, Ortega disse a manifestantes que não está disposto a renunciar ou convocar eleições antecipadas. Críticos o acusam de se entrincheirar na presidência, inspirando-se nas táticas adotadas pela dinastia Somoza contra seus inimigos políticos: assassinar suas reputações manipulando a imprensa e reprimindo qualquer dissenso nas ruas. Também como Somoza, ele distribuiu parte da riqueza nacional e de sua influência com a família - sua indicação mais controversa foi escolher sua mulher, Rosario Murillo, como vice-presidente. Segundo analistas, uma das razões pelas quais Ortega tem sido poupado de críticas como as direcionadas à Venezuela e a Cuba é o relativo sucesso econômico de seu governo. O pragmatismo de Ortega afastou o país dos ideais marxistas e de alianças que os EUA reprovavam. Mas a morte de centenas de dissidentes - acompanhada por crescentes índices de pobreza - podem impedir que a comunidade internacional continue de olhos fechados. […]

  • Crianças brasileiras separadas dos pais nos EUA não devem ser deportadas, diz ministro
    on 19 de julho de 2018 at 20:22

    Gustavo Rocha encerrou nesta quinta visita às cidades americanas onde crianças estão abrigadas. Governo brasileiro dá auxílio jurídico para famílias de imigrantes. Em foto de 18 de junho de 2014, duas jovens dormem em uma cela, enquanto crianças são separadas por idade e gênero, enquanto centenas de imigrantes são registrados e mantidos no Centro de Alfândega e Colocação e Proteção de Fronteiras dos EUA, em Nogales, Arizona AP Photo/Ross D. Franklin, Pool O ministro dos Direitos Humanos (MDH), Gustavo Rocha, encerrou nesta quinta-feira (19) a viagem aos Estados Unidos onde acompanhou a situação das crianças brasileiras separadas dos pais quando as famílias tentavam entrar de forma ilegal no país. Cerca de 50 crianças estão em abrigos americanos. De acordo com Rocha, a principal iniciativa do ministério durante a viagem foi viabilizar a reunião com as famílias e possibilitar que elas retornem como saída voluntária, e não como deportações. O governo brasileiro está dando apoio jurídico para a medida, explicou o ministro. “Para a criança, o melhor interesse é que ela tenha essa saída voluntária, porque isso não impede que ela venha aos EUA no futuro, como seria o caso da deportação." Os imigrantes são mantidos numa espécie de jaula nos centros de detenção montados no Texas; jornalistas disseram ter visto crianças em condições semelhantes ALFÂNDEGA E PROTEÇÃO DE FRONTEIRAS DOS EUA Segundo o ministério, consulados, escritórios e Organizações Não Governamentais especializadas estão dando suporte ao trabalho. "Ter um impedimento desses tão jovem é uma questão muito séria, tendo em vista que não foi ela quem deu causa a este processo. É importante que ela possa ter essa escolha no futuro”, disse o ministro. Representantes do MDH continuam nos Estados Unidos para dar continuidade às tratativas enquanto o ministro deverá organizar a logística para o retorno das crianças e das famílias para o Brasil. A expectativa é que todos estejam reunidos até o próximo dia 26, como determinou a Justiça americana. Manifestantes protestam contra a separação de famílias de imigrantes no Capitólio, em Washington, na quinta-feira (28) Reuters/Jonathan Ernst No final de junho, durante a visita ao Brasil do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, Michel Temer afirmou que estava disposto a colaborar com o retorno das crianças que, naquele momento, estavam separadas dos pais. Gustavo Rocha viajou para os Estados Unidos no último dia 14. Para ele, além de trazer as famílias de volta ao país é preciso iniciar um trabalho de conscientização sobre o assunto. “É importante que a gente faça essa sensibilização. Numa situação dessas, de mudança de país, por exemplo, o interesse que tem que ser protegido é o da criança. A vinda ao país nestas condições irregulares não cumpre este melhor interesse. Voltando ao Brasil vamos avaliar como é a melhor forma de fazer esse esclarecimento", disse ele. Initial plugin text Leia mais notícias sobre a região no G1 DF. […]

  • Após erro de divulgação, TV indenizará homem que achou ter ganhado na loteria
    on 19 de julho de 2018 at 19:12

    Português entrou em depressão profunda ao descobrir que números divulgados estavam errados e ele não era vencedor do prêmio de mais de R$ 700 milhões do Euromilhões. Engano durou 16 minutos, até que emissora SIC corrigiu informação. A emissora de TV portuguesa "SIC" pagará 7,5 mil euros (cerca de R$ 33.600) como indenização a um homem que entrou em "depressão profunda" após descobrir que não ganhou o prêmio de 156 milhões de euros (mais de R$ 700 milhões) da loteria Euromilhões porque o canal divulgou os números sorteados errados. Segundo a sentença do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), que deu ganhou de causa ao homem, a emissora cometeu uma "negligência inconsciente" que levou o litigante a sofrer uma "carga emocional " ao pensar que tinha ganhado o prêmio da semana. Esse episódio aconteceu no dia 7 de outubro de 2016, quando a "SIC" informou incorretamente os números vencedores, antecipando-se à divulgação do próprio sorteio, cujos direitos pertencem à emissora rival "TVI". Durante os 16 minutos que se passaram até a correção, o telespectador, considerando que tinha vencido o sorteio, passou por uma fase de "entusiasmo incontrolável, emoção indescritível e euforia desmesurada, em combinação com gritos de felicidade". Ao ser notificado sobre o erro, o apostador se negou a crer que a segunda combinação era real até comprovar os números pela internet, o que gerou um forte sentimento de frustração. A curta felicidade deu lugar nos dias seguintes a uma "depressão profunda", que afetaria a vida pessoal e profissional. O homem inclusive precisou de tranquilizantes para dormir. O equívoco veio do site da loteria, a fonte que a "SIC" consultava há sete anos e que daquela vez disponibilizou um número incorreto que não foi divulgado em um primeiro momento. A condenação desta quarta-feira (18) substitui uma sentença anterior do mesmo tribunal, que em janeiro tinha decretado uma multa de 2.500 euros (R$ 11.200). O homem afetado recorreu para pedir 50 mil euros (cerca de R$ 225 mil), quantia que ficou muito longe da indenização final. […]

  • Navio russo que afundou em 1905 é descoberto na Coreia do Sul
    on 19 de julho de 2018 at 18:08

    Rumores dão conta de que navio carregava 200 toneladas de barras de ouro. TV noticia nesta quinta-feira (19) caso da descoberta de navio russo na costa da Coreia do Sul Lee Jin-man/AP Photo Um navio russo que afundou no início do século 20 foi encontrado no último domingo na costa da Coreia do Sul pelo grupo sul-coreano Shinil, que pretende pedir às autoridades locais uma autorização para explorá-lo. Rumores dão conta de que o navio transportava cerca de US$ 132 bilhões em moedas e 200 toneladas de barras de ouro. "Encontramos o corpo do Dmitrii Donskoi a 434 metros de profundidade no mar, a 1,3 quilômetros da Ilha Ulleung, por volta das 9h50 de domingo", diz a nota do grupo Shinil. "O nome Dmitrii Donskoi foi descoberto na popa do navio", acrescenta. Espectadores assistem nesta quinta-feira (19) à notícia de navio russo descoberto na costa da Coreia do Sul Lee Jin-man/AP Photo O navio da Frota Báltica Imperial da Rússia afundou durante uma batalha com a marinha do Japão em 1905, quando os dois países estavam em guerra. Rumores de que o navio carregava mais de US$ 132 bilhões em moedas e cerca de 200 toneladas de barras de ouro circulam há tempos. No entanto, estudiosos russos questionam o carregamento valioso, dizendo que ele seria transportado por trens e não navios. De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, uma lei local estabelece que qualquer escavação de tesouro sob o mar exige uma autorização de autoridades marítimas e um depósito de 10% do valor estimado. […]

  • Trump diz que 'não está feliz' com aumento dos juros nos EUA
    on 19 de julho de 2018 at 17:44

    Presidente dos EUA afirma, entretanto, estar deixando Fed fazer o que os integrantes acham que é melhor. O presidente dos EUA, Donald Trump, em imagem de arquivo, depois de chegar a Helsinque para encontro com Putin Reuters/Leonhard Foeger O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à CNBC nesta quinta-feira (19) que "não está muito feliz" com a decisão do Federal Reserve de elevar a taxa de juros. "Não estou feliz", disse ele em entrevista, de acordo com a CNBC. "Porque estamos elevando, e toda vez que se eleva eles querem aumentar os juros de novo. Eu realmente - eu não estou feliz com isso. Mas ao mesmo tempo estou deixando eles fazerem o que acham que é melhor." Na terça-feira, o presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, insistiu que "o melhor caminho" para a política monetária é "seguir com o gradual" aumento da taxa de juros, atualmente entre 1,75% e 2%. O presidente do Fed sinalizou não apenas que acredita que a economia está indo bem, mas que uma era de crescimento estável pode continuar desde que o Fed acerte em suas decisões de política. O Fed já subiu a taxa de juros duas vezes neste ano e a expectativa é de mais duas altas. […]

  • Capitão dos 'Javalis' relata alegrias de voltar para casa
    on 19 de julho de 2018 at 17:07

    Cama aconchegante, bolo de aniversário e novo celular foram algumas das alegrias de Duangpetch Promthep, de 13 anos, em sua primeira noite em casa. Duangpetch Promthep, resgatado de caverna na Tailândia Reuters/Soe Zeya Tun Algumas das alegrias desfrutadas por Duangpetch Promthep, de 13 anos, capitão do time de futebol de meninos tailandeses resgatado de uma caverna inundada na semana passada, foi um bolo de aniversário, uma refeição de arroz com carne de porco, uma cama aconchegante e uma viagem para comprar um celular novo. Dom, como é conhecido, realtou à agência Reuters como foram suas primeiras horas em casa, depois que recebeu alta do hospital junto com os outros 11 garotos e o técnico dos "Javalis Selvagens". Eles voltaram para casa nesta quarta-feira (18) depois de aparecerem na televisão nacional para descreverem sua provação dentro da caverna de Tham Luang. "Minha cama estava aconchegante", disse Dom à Reuters. "Quando cheguei em casa havia muitas pessoas esperando por mim. Fiquei muito surpreso", disse Dom, que foi recebido por familiares vindos até da China. Sua primeira refeição foi arroz com jarrete de porco, um prato de que sentiu saudade na caverna, onde os meninos ficaram sem comida durante dias e só sobreviveram com a água que pingava do teto da caverna. Dom também comemorou com atraso seu 13º aniversário do dia 3 de julho, um dia depois de os garotos terem sido encontrados por dois mergulhadores britânicos a cerca de 4 quilômetros de profundidade na caverna. Duangpetch Promthep (Dom) Reprodução Dom, que mora com sua tia, seu tio e sua avó, escreveu no Facebook que teve que criar uma nova conta por causa do grande aumento de pedidos de amizade. Ele também comprou um novo celular para substituir o que perdeu na caverna. Voltar ao normal significa lições de casa nos finais de semana e treinos de futebol depois da escola, disse Thanaporn Promthep, a tia de 41 anos de Dom, que ele chama de mãe. "Ele é um bom aluno, muito responsável", garantiu ela, acrescentando que isso significa nada de namorada durante mais dois anos. As autoridades pediram que os meninos sejam deixados à vontade para se recuperar em casa, longe da curiosidade pública, para poderem retomar suas vidas normais. Os garotos embarcam em um curso neste mês para se tornarem aprendizes de monges budistas em homenagem a Samarn Kunan, mergulhador voluntário e ex-membro da unidade SEAL da Marinha tailandesa que morreu durante a missão que os resgatou. Meninos resgatados de cavernas na Tailândia prestam homenagem ao mergulhador da Marinha Saman Kunan, que morreu durante a operação de resgate Soe Zeya Tun / Reuters Nesta quinta, os "Javalis" participaram de uma cerimônia budista para agradecer a boa recuperação no templo Wat Pha That Doi Wao, na província de Chiang Rai, onde também homenagearam Kunan. Entenda o caso No dia 23 de junho, 12 meninos de um time de futebol e o técnico faziam um passeio de bicicleta e entraram na caverna. A chuva ficou intensa, e a água subiu muito rápido, deixando o grupo preso. Eles ficaram isolados e sem comida por 9 dias. Em 2 de julho, mergulhadores ingleses encontraram o grupo, debilitado e com muita fome, a 4 km da entrada da caverna e entre 800 metros e 1 km de profundidade. O resgate durou três dias. Nos dias 8 e 9, foram retirados quatro garotos em cada dia. No dia 10, foram resgatados mais quatro meninos e o técnico. Cada garoto foi conduzido por pelo menos 2 mergulhadores e usou máscara facial de oxigênio durante o percurso até a entrada da caverna, que durava 6 horas. Vários trechos eram muito estreitos, com água turva e baixa visibilidade. Os resgatados foram levados de helicóptero para hospital, onde ficaram em quarentena e observação. Tiveram alta em 18 de julho e relataram o que sentiram nos dias em que ficaram presos e os planos para o futuro. […]

  • Justiça espanhola retira ordem de prisão internacional contra Puigdemont
    on 19 de julho de 2018 at 16:36

    Puigdemont e outros cinco líderes catalães separatistas poderão circular pelo exterior. Na Espanha, as ordens seguem vigentes. Líder catalão Carles Puigdemont, durante entrevista coletiva em Berlim, na Alemanha, em 7 de abril Hannibal Hanschke/ Reuters O juiz espanhol decidiu nesta quinta-feira (19) retirar a ordem internacional de prisão contra o ex-presidente regional da Catalunha Carles Puigdemont e outros cinco líderes separatistas instalados no exterior. A decisão implica que os seis poderão circular pelo exterior sem ameaça de serem extraditados. Na Espanha, no entanto, seguem vigentes as respectivas ordens, e, caso voltem ao país, serão detidos. O Supremo Tribunal espanhol tomou esta decisão depois que um tribunal da Alemanha, onde Puigdemont se encontra, descartou recentemente a possibilidade de extraditá-lo pela acusação de rebelião, crime punido com até 25 anos de prisão. Ao todo, são 25 figuras do separatismo catalão processadas por sua participação na infrutífera tentativa de secessão unilateral da Catalunha no ano passado. […]

  • Justiça rejeita proposta de votação para dividir Califórnia em 3 estados
    on 19 de julho de 2018 at 15:46

    Suprema Corte estadual considerou que proposta de dividir o estado mais rico dos EUA tem um 'dano potencial'. Os californianos não poderão votar em novembro uma proposta para dividir o estado mais rico dos Estados Unidos em três regiões. A Suprema Corte estadual negou a iniciativa conhecida como "Proposta 9", que conseguiu assinaturas suficientes para ser incluída na cédula da eleição de novembro. Em uma decisão unânime, o tribunal descartou a proposta por seu "dano potencial". Segundo a "Proposta 9", do estado mais rico e povoado do país surgiriam três novos estados: Califórnia, Califórnia do Norte e Califórnia do Sul, cada um com uma população de cerca de 13 milhões de pessoas. Os defensores da proposta afirmam que isso resultaria em um sistema educativo mais eficiente, impostos mais razoáveis e rodovias mais seguras. A iniciativa foi apoiada por Timothy Draper, um inventor de Silicon Valley, que expressou sua decepção com a decisão da justiça. Mas a medida era rejeitada pelos partidos Democrata e Republicano, além do jornal "Los Angeles Times", que celebrou a decisão do tribunal. "A Califórnia evitará em novembro uma batalha complicada, desordenada e completamente desnecessária", afirma seu editorial. […]

  • Rebeldes sírios assinam acordo de rendição na zona de Golã
    on 19 de julho de 2018 at 15:00

    Acordo abre caminho para que Assad recupere território. Fumaça de uma explosão na Síria nesta quinta-feira (19) é vista das colinas de Golã, território ocupado por Israel perto da fronteira síria Ronen Zvulun/ Reuters Rebeldes do sul da Síria alcançaram um acordo com a Rússia, aliado de Damasco, para uma rendição negociada em uma zona próxima da parte de Golã que é anexada por Israel, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) nesta quinta-feira (19). O acordo de cessar-fogo na província de Quneitra (sudoeste) permitirá às instituições do governo voltarem para a área depois que os rebeldes tiverem deposto as armas pesadas, acrescentou o OSDH. As forças policiais se encarregarão do controle do território da zona de segurança, acrescentou. Os insurgentes que rejeitarem o acordo poderão seguir para as zonas rebeldes na província de Idlib, no noroeste da Síria. Segundo o OSDH, o acordo não inclui os membros do grupo extremista Hayat Tahrir al Sham, ex-braço da Al-Qaeda na Síria. A agência oficial de notícias Sana afirmou que o acordo permitirá ao regime recuperar suas posições de antes de 2011, quando explodiu a guerra. Israel ocupou a maior parte das Colinas de Golã durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e depois as anexou a seu território, em uma ação tida como ilegal pela comunidade internacional. […]

  • Crise política na Nicarágua: por que o governo de Ortega está ruindo?
    on 19 de julho de 2018 at 14:45

    Presidente da Nicarágua controla instituições e sufoca manifestantes para permanecer no comando do país. Foto de 7 de julho de 2018 mostra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo Oswaldo Rivas/Reuters O último dos líderes revolucionários da América Latina comanda um regime cada vez mais parecido com o que ajudou a derrubar, há 39 anos. Em seu terceiro mandato consecutivo, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, usa força bruta para reprimir manifestantes e permanecer no poder. Carrega nas costas 350 mortos e mais de 200 desaparecidos em três meses de confrontos. O triunfo da revolução sandinista sobre a ditadura perpetrada pela dinastia Somoza é celebrado nesta quinta-feira, mais conhecido como o Dia da Libertação na Nicarágua. Mas, agora, opositores, a quem o presidente chama de terroristas, querem libertar o país da dinastia Ortega. No comando da repressão, o governo sufoca focos de protestos com detenções arbitrárias e tortura. Nos últimos dias, liderou ataques à Universidade Nacional de Manágua e também a um reduto indígena de Masaya, símbolo da resistência ao regime de Somoza. A trajetória de Ortega a caminho da autocracia tem ingredientes inspirados em seus aliados bolivarianos: instaurou a reeleição indefinida, nomeando juízes para a Suprema Corte, o que lhe garante a permanência no poder até 2022. Sua herdeira política é a mulher e também vice-presidente, a controversa Rosario Murillo. Os filhos ocupam cargos importantes em estatais e detêm o monopólio das emissoras de TV na Nicarágua. Aos poucos, o clã Ortega assumiu o controle do Exército, do Judiciário e da mídia. O presidente voltou ao poder, em 2007, aliado a grandes empresários e também à Igreja Católica. Recebeu as benesses da era áurea do chavismo. Mas a fonte secou e a crise fiscal se avizinhou. No início deste ano, Ortega aprovou uma polêmica reforma da previdência, que desagradou a empresários e trabalhadores e foi o estopim dos protestos. Sob pressão, acabou recuando e revogando a lei. Mas os manifestantes não deixaram as ruas. Denunciam a corrupção, querem eleições antecipadas. Principal entidade de empresários do país, o COSEP, anunciou a ruptura com o governo. Ortega já não conta com o apoio da Igreja. A ONU e entidades de direitos humanos fazem coro contra a brutalidade das forças de segurança. A OEA pede a convocação de eleições em março do próximo ano, hipótese descartada veementemente pelo presidente. Isolado e aferrado ao poder, deveria ouvir o conselho de outro ex-guerrilheiro que se tornou presidente, o uruguaio José Mujica, para quem a Nicarágua enfrenta o desvio de um sonho: “Há uma autocracia e aqueles que ontem foram revolucionários perderam a sensação de que na vida há um momento em que se diz 'eu estou indo embora.'” Arte/G1 […]

  • Terremoto atinge o México
    on 19 de julho de 2018 at 13:51

    Terremoto de 5,7 de magnitude foi sentido na Cidade do México. Não houve relato imediato de feridos ou estragos. Pessoas vão às ruas da Cidade do México após sentirem terremoto nesta quinta-feira (19) Henry Romero/Reuters Um terremoto de 5,7 de magnitude atingiu o México na manhã desta quinta-feira (19). O epicentro foi registrado a cerca de 1 km da cidade de Huajuapan de Leon, em Oaxaca, na região central do país, de acordo com o serviço geológico dos Estados Unidos (USGS). Uma testemunha disse à Reuters que o abalo foi sentido na Cidade do México, a capital do país. Os prédios tremeram e moradores tiveram que deixar seus prédios. Não houve relato imediato de feridos ou estragos. […]

  • Trump diz que espera ter reunião com Putin nos EUA este ano; russo denuncia 'forças' que prejudicam relações bilaterais
    on 19 de julho de 2018 at 13:47

    Líderes se reuniram na última segunda-feira em Helsinque. Porta-voz da Casa Branca diz que assessor foi encarregado de convidar Putin a visitar Washington a partir de setembro. Presidente dos EUA, Donald Trump, recebe uma bola oficial da Copa de Vladimir Putin, durante encontro em Helsinque, na Filândia, nesta segunda-feira (16) Kevin Lamarque/ Reuters O presidente americano Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (19) que espera ter uma segunda reunião com Vladimir Putin. De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, o assessor de segurança nacional John Bolton foi encarregado pelo presidente de fazer um convite para que Putin visite Washington no outono do hemisfério norte, que começa em setembro, e as discussões sobre o assunto já foram iniciadas. Trump não para de surpreender: quer se reunir com Putin em Washington O presidente russo, por sua vez, denunciou em Moscou "forças" presentes nos Estados Unidos dispostas a prejudicar a relação entre os dois países. "A cúpula com a Rússia foi um grande sucesso, exceto pela real inimiga das pessoas, a mídia das notícias falsas. Espero pela nossa segunda reunião para que possamos começar a implementar algumas das muitas coisas discutidas", disse Trump pelo Twitter. Initial plugin text Em um discurso a embaixadores da Rússia reunidos em Moscou, Putin denunciou nesta quinta que há "forças" nos Estados Unidos "prontas para sacrificar as relações russo-americanas", dois dias depois da cúpula em Helsinque com seu colega Donald Trump. "Nós vemos que há forças nos Estados Unidos que estão prontas para, facilmente, sacrificar as relações russo-americanas em suas ambições", declarou. O presidente russo disse que seria inocente esperar que problemas de anos fossem resolvidos no espaço de algumas horas, mas que o caminho para melhorar os laços bilaterais havia começado. Declarações pós-reunião O presidente americano tem sido criticado pela maneira como vem se expressando sobre o assunto desde que concedeu uma entrevista coletiva conjunta com Putin na segunda-feira, após um encontro privado em Helsinque, na Finlândia. Na ocasião, ele disse que não acreditava que a Rússia tinha interferido nas eleições americanas de 2016 e que confiava na palavra de Putin, contrariando as indicações das agências de inteligência dos Estados Unidos, que inclusive apontam que russos continuam tentando influenciar a política americana e podem tentar novos ataques nas eleições legislativas deste ano. As declarações foram muito mal recebidas pela imprensa e até mesmo por aliados de Trump no Partido Republicano, que as consideraram “inaceitáveis”. Na terça, em uma conversa com jornalistas na Casa Branca, o presidente americano afirmou que tinha se expressado mal e que, na verdade, queria dizer que “não tinha porque a Rússia não ser culpada”. Ele também garantiu que aceitava as conclusões das agências de inteligência e acreditava na interferência russa nas eleições, embora o resultado final não tenha sido influenciado. Nesta quarta disse que considera Putin pessoalmente responsável pelas tentativas russas de interferir nas eleições presidenciais dos EUA em 2016. […]

  • Trump e Putin são 'mesclados' em capa da revista 'Time'
    on 19 de julho de 2018 at 13:26

    Revista critica postura do presidente americano durante cúpula com o presidente russo na Finlândia. A capa da edição divulgada nesta quinta-feira (19) da revista americana "Time" mescla as imagens do presidente dos EUA, Donald Trump, e da Rússia, vladimir Putin, em uma referência a reportagem sobre a cúpula de Helsinki, Finlândia, ocorrida na última segunda-feira, na qual a participação de Trump foi criticada por imprensa, opositores e mesmo aliados. A reportagem, com o título de "A crise da cúpula", aborda o fato de, questionado sobre a suposta interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, Trump ter dito que confiava na palavra de Putin, apesar de informações em contrário dos serviços de inteligência dos EUA. A revista afirma que, ao se furtar a recriminar Putin sobre a suposta atitude russa, Trump furtou-se também a cumprir sua função de "preservar, proteger e defender" a Constituição. A publicação analisa os danos causados ao país pelo que chama de "prostração" de Trump diante do rival russo e cobra explicações sobre a "espantosa afinidade" entre eles. Trump e Putin são 'mesclados' em capa da revista 'Time' Reprodução A arte da capa foi feita por Nancy Burson, com digitalização de imagem de John Depew, sobre fotos da Getty Images (Trump) e do Kremlin (Putin). Initial plugin text […]