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  • Suecos têm fabricado cerveja desde a Idade do Ferro, diz estudo
    on 21 de julho de 2018 at 10:00

    Arqueólogos encontraram evidências de grãos germinados carbonizados indicando produção da bebida. Suecos faziam cerveja desde a Idade do Ferro Mikael Larsson Arqueólogos da Universidade de Lund, na Suécia, descobriram grãos germinados carbonizados, mostrando que o malte era produzido para a produção de cerveja desde a Idade do Ferro na região nórdica. As descobertas feitas em Uppåkra, no sul da Suécia, indicam uma produção em larga escala de cerveja, possivelmente para banquetes e comércio. "Encontramos malte carbonizado em uma área com fornos de baixa temperatura localizados em uma parte separada do assentamento. Os resultados são dos anos 400-600 aC, tornando-os uma das primeiras evidências da fabricação de cerveja na Suécia", diz Mikael Larsson, especialista em arqueobotânica, a arqueologia das interações homem-planta. Os arqueólogos há muito sabem que a cerveja era um produto importante nas sociedades antigas em muitas partes do mundo. Por meio de documentos e imagens, descobriu-se, por exemplo, que a cerveja era produzida na Mesopotâmia desde 4 000 aC. No entanto, como fontes escritas na região nórdica estão ausentes antes da Idade Média (antes de 1200 aC), o conhecimento da produção anterior de cerveja é dependente de evidências botânicas. "Muitas vezes encontramos grãos de cereais em sítios arqueológicos, mas muito raramente em contextos que testemunham como eles foram processados. Estes grãos germinados encontrados em torno de um forno de baixa temperatura indicam que eles eram usados ​​para se tornarem malte para cerveja", diz Mikael Larsson. erveja já era fabricada na Suécia desde a Idade do Ferro Reprodução/EPTV A cerveja é feita em duas etapas. O primeiro é o processo de maltagem, seguido pela fermentação real. O processo de maltagem começa molhando o grão com água, permitindo que o grão germine. Durante a germinação, as atividades enzimáticas começam a converter proteínas e amidos do grão em açúcares fermentáveis. Uma vez que o açúcar tenha sido formado, o grão germinado é seco em um forno com ar quente, interrompendo o processo de germinação. Isto é o que aconteceu no forno em Uppåkra. "Como o forno investigado e o grão carbonizado estavam situados em uma área no local com vários fornos semelhantes, mas faltando restos que indicassem uma parte ativa, é provável que a produção em grande escala de malte tenha sido alocada a uma área específica no assentamento, destinado a festas ou comércio ", explica Mikael Larsson. Os primeiros vestígios de malte relacionados com a produção de cerveja só foram descobertos em outros dois locais da região nórdica. Um está na Dinamarca e outro também na Suécia, na região de Eketorp. "De outros sítios arqueológicos na região nórdica, vestígios da murta de pântano foram encontrados, o que indica a fabricação de cerveja. Naquela época, a murta de pântano era usada para preservar e saborear a cerveja. Não foi até mais tarde, durante a Idade Média, que o lúpulo assumiu como o sabor da cerveja ", conclui Mikael Larsson. […]

  • Maior eclipse do século será visto no Brasil; saiba como e onde ver
    on 20 de julho de 2018 at 20:25

    Fenômeno poderá ser visto já no nascer da Lua em algumas cidades brasileiras – quanto mais perto da costa, mais ao leste, melhor será para prestigiar. 'Superlua azul de sangue', que aconteceu em janeiro deste ano é vista parcialmente eclipsada sobre a balsa de Staten Island vista do Brooklyn, em Nova York, nos EUA Eduardo Muñoz/Reuters Ainda não é o eclipse solar total brasileiro – isso, só em 2045. Por aqui, teremos um eclipse da Lua – quando a Terra, Sol e o satélite estão alinhados, mas com o planeta "no meio" criando uma sombra. Também não é a versão solar do fenômeno, com todo o glamour que foi a versão americana em 2017, mas teremos o eclipse mais longo do século. Beabá do eclipse Melhor capital para ver é Recife Será mais visível no litoral do país Será visto a olho nu, mas um binóculo pode ajudar Lugares abertos - com horizonte livre e menos luz - são melhores para apreciar Será na próxima sexta-feira (27), no final da tarde. É uma pena, mas ainda não poderemos chamar de "nosso" eclipse. Esse eclipse lunar total parece que foi feito para a África e Europa verem em sua plenitude, é só ver o mapa que a agência espacial americana (Nasa) fez com os melhores lugares para assistir. Por lá, eles vão acompanhar a melhor fase do fenômeno e serão quase 4 horas de período de umbra - por isso, é o mais longo do século. Mas dá para ver no Brasil? Sim, quanto mais ao leste, melhor será melhor para assistir. A melhor capital para ver será Recife, de acordo com o astrofísico Gustavo Rojas. É fácil entender: a Lua nasce às 17h15 para a cidade pernambucana, sendo que a fase total do eclipse termina às 18h13 minutos (quando a lua está inteira dentro da sombra). A parcial termina às 19h19. O eclipse já vai estar rolando antes, mas a Lua não vai ter nascido na maior parte do Brasil. Horário do nascer da Lua no dia 27 de julho Foto mostra a Lua em diferentes fases durante um eclipse lunar total P. Horálek/ESO "Vamos poder acompanhar bem mesmo só a parte parcial", disse Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Então, a melhor saída para prestigiar o fenômeno é ir para um lugar aberto e o mais perto da costa do Brasil possível. Vale checar o horário que nasce a Lua em cada região e ver qual será a janela de tempo para apreciar. Consigo ver na avenida Paulista? Difícil. O horizonte é tomado por prédios, muitas luzes. O ideal é ir para um campo aberto, onde geralmente é bom para observar as estrelas, segundo o Thiago Signorini Gonçalves, da Sociedade Astronômica Brasileira. Um ponto positivo do eclipse da Lua é que, ao contrário da versão solar, não é necessário um óculos especial para admirar. Vale conseguir um binóculo ou uma luneta. Outro detalhe: a Lua será de sangue também – quando adquire um tom avermelhado – mas veremos muito pouco, já que fica mais visível na fase total. Vamos ter que esperar até 2019, quando um teremos um eclipse lunar total "na íntegra" no dia 21 de janeiro. É brasileiro! Eclipse lunar total Karina Almeida/G1 […]

  • O que é adenomiose, o problema ginecológico 'dez vezes mais doloroso que o parto'
    on 20 de julho de 2018 at 17:58

    Doença pouco conhecida afeta uma de cada dez mulheres no mundo, segundo OMS; sintomas mais comuns são menstruação abundante e dolorosa e forte dor pélvica. Zélie diz que a dor da adenomiose é dez vezes pior que a dor do parto BBC As britânicas Zélie, Lisa e Jennifer têm adenomiose, um transtorno ginecológico que, no pior dos cenários, provoca uma forte dor pélvica e sangramento abundante. "Eu não podia usar nada além de calças pretas no trabalho", conta Jennifer. "E ainda assim eu sangrava tanto que tinha que voltar para casa e mudar de roupa na metade do dia. Já sangrei diversas vezes no sofá de amigos. Sofri dessa doença por anos." A adenomiose é um transtorno que ocorre quando as células de revestimento do útero (endométrio) se incrustram nas fibras musculares da parede uterina. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma de cada 10 mulheres no mundo pode ter adenomiose. A doença pode afetar qualquer mulher que menstrue, independentemente da idade. Em alguns casos, a doença pode não ter sintomas. Por isso, estima-se que muitas mulheres tenham adenomiose e nem saibam. Mas, quando os sintomas aparecem, podem ser incrivelmente dolorosos. A causa é desconhecida e não há nenhuma forma de evitar a doença. Jennifer precisou passar por uma histerectomia - cirurgia para retirar o útero total ou parcialmente BBC Sintomas mais comuns Os dois sintomas mais comuns da adenomiose são menstruação abundante e dolorosa e forte dor pélvica. "Uma vez senti tanta dor que tive de chamar a ambulância", explica Zélie. "Quando me vieram, pensaram que eu deveria ter apendicite. Eu falei que tinha adenomiose, mas eles não sabiam o que era isso." "Toda vez que eu tive de ir ao hospital e precisei responder qual era o nível da dor, eu sempre disse a mesma coisa: é dez vezes pior que o parto", completa Zélie. "A dor era tão forte que às vezes eu tinha pensamentos suicidas", relata Lisa. "É impossível ignorar a dor, ela afeta todas as facetas de sua vida. Eu precisava planejar cada saída (de casa) como se fossem operações militares". Dificuldade de diagnóstico e opções de tratamento Muitas mulheres levam anos até serem diagnosticadas com adenomiose, já que é possível confundir a doença com outras enfermidades pélvicas. A adenomiose pode ser detectada em uma ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética. A pílula anticoncepcional ou injeções hormonais são alguns dos tratamentos que podem ser efetivos. Mas, para algumas mulheres, a única solução é a histerectomia, uma cirurgia para retirar o útero total ou parcialmente. Foi o que fez Jennifer. "Estou vivendo minha vida como nunca antes. Posso correr com meus filhos no parque, fazer coisas que antes eu não podia", relata. "Apesar de não ter útero, me sinto mais mulher que nunca". Zélie, Lisa e Jennifer dizem que é muito importante apoiar outras mulheres que estão passando pela mesma situação. "É uma doença que pode fazer você se sentir completamente isolada. Por isso, é muito importante criar grupos de apoio no Facebook e conversar com outras mulheres que também estão sofrendo", diz Lisa. "Graças a essa rede de apoio, não me sinto sozinha". […]

  • Betim (MG) recebe o Bem Estar Global
    on 20 de julho de 2018 at 13:56

    Fernando Rocha comandou a festa, que contou com a participação da dupla César Menotti e Fabiano. Bem Estar - Edição de sexta-feira, 20/07/2018 Betim (MG) é a quarta parada do Bem Estar Global 2018. O evento é uma iniciativa da Globo em parceria com o Sesi e oferece serviços gratuitos de saúde e qualidade de vida, além de aulas de dança e atrações musicais. Fernando Rocha comandou a festa, que contou com a participação da dupla César Menotti e Fabiano. Entre os serviços oferecidos estão aferição da pressão arterial, circunferência abdominal, avaliação nutricional, de peso, altura e IMC, além de testes rápidos de HIV, sífilis e Hepatites B e C. O público também terá disponíveis orientações sobre cuidados com a visão, doenças respiratórias, incontinência urinária e cuidados que devem ser tomados com o armazenamento de materiais de limpeza – as crianças são as principais vítimas de acidentes cáusticos em casa. Tempo seco piora a vida de quem tem rinite Veja os parceiros do evento em Betim: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia Conselho Brasileiro de Oftalmologia Conselho Federal de Farmácia Sociedade Brasileira de Cardiologia Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva Sociedade Brasileira de Infectologia Sociedade Brasileira de Mastologia Sociedade Brasileira de Hepatologia Sociedade Brasileira de Urologia Os cuidados com os produtos de limpeza […]

  • Relatório documenta intoxicação aguda devido ao uso de agrotóxicos em 7 localidades rurais do Brasil
    on 20 de julho de 2018 at 09:00

    A Human Rights Watch entrevistou 73 pessoas afetadas diretamente devido ao uso dos produtos, incluindo comunidades rurais, indígenas, escolas e quilombolas. Organização é contra mudança na legislação. A organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch divulgou um relatório nesta sexta-feira (20) em que documenta a intoxicação aguda devido ao uso de agrotóxicos em sete localidades rurais do Brasil, incluindo comunidades quilombolas, indígenas e escolas. O artigo traz entrevistas com moradores da Bahia, Pará, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. O relatório reforça também a posição da Human Rights Watch, que junto com outras entidades, é contra o projeto de lei quer mudar legislação dos agrotóxicos no Brasil. Além de documentar o relato dos afetados, a organização faz recomendações a diversos órgãos da administração pública (veja mais abaixo). No estudo, 73 pessoas foram entrevistadas. Entre os sintomas relatados, estão: vômito, diarreia, dormência, irritação nos olhos, dor de cabeça e tontura. Carina, com a identidade preservada no relatório, é estudante no município de Primavera do Leste, no Mato Grosso. Ela foi uma das que relatou os problemas na saúde: "Eu comecei a me sentir mal, enjoada. Eu tentei beber água para melhorar, mas não ajudou. Eu comecei a vomitar várias vezes, até que vomitei tudo que tinha no estômago", diz o texto. De acordo com a diretora da organização no Brasil, Maria Laura Canineu, além dos registros de intoxicação, na maioria das regiões da pesquisa foram relatados casos de intimidação. "Há um clima enorme intimidação nestas áreas. Por que as pessoas não falam mais disso? Por que elas têm medo de denunciar. Das sete localidade, em cinco os moradores falaram de ameaças, inclusive de morte", contou. Marelaine, que também não teve o sobrenome divulgado por questões de segurança, é professora no interior da Bahia e contou que os produtos chegam a atingir os alunos dentro da sala de aula: "O avião estava jogando do lado da escola e o vento trazia para a escola. Não dava para sentir o cheiro, mas dava para sentir a neblina, o vapor entrando pela janela. As crianças, entre 4 e 7 anos reclamavam que suas gengivas e olhos estavam ardendo", diz no documento. Jovana, de 20 e poucos anos, com sua filha pequena. Elas vivem no estado de Minas Gerais e, assim como outros moradores, disse que aviões fazem aplicações frequentes de agrotóxicos sobre as casas da sua comunidade. Marizilda Cruppé/Human Rights Watch O relatório "Você não quer mais respirar veneno" traz recomendações para órgãos do governo federal, como os Ministérios da Fazenda e da Saúde. Além da denúncia com relação à intoxicação aguda dos entrevistados, o texto também expõe o fato de que os pesticidas muitas vezes são pulverizados sem respeitar os limites em relação à comunidade – há uma "zona de segurança" que deve ter pelo menos 500 metros até povoações, cidades, vilas, bairros e mananciais de captação de água para abastecimento. "Não existe nenhuma proibição no Brasil semelhante [à aérea] para a pulverização terrestre. Ou seja: é legal que um agricultor ou fazendeiro pulverize agrotóxico do lado da sala de aula, por exemplo", completou Maria Laura. Recomendações O relatório faz ainda uma série de recomendações para diferentes órgãos. Veja os destaques abaixo: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Criar zonas de segurança em torno de locais sensíveis (incluindo áreas de moradia e escolas) para todas as formas de pulverização terrestre. Suspender a pulverização aérea de agrotóxicos até que sejam feitos estudo sobre os impactos à saúde humana, ambientais e os custos econômicos da pulverização. Desenvolver um plano de ação nacional abrangente para reduzir o uso de agrotóxicos altamente perigosos no Brasil. Ao Ministério da Saúde Conduzir um estudo sobre os principais efeitos à saúde e os custos associados à exposição aguda e crônica a agrotóxicos entre as pessoas que vivem em áreas rurais, incluindo mulheres grávidas, crianças e outras pessoas vulneráveis. Ampliar, em termos de número e tipo de alimentos e agrotóxicos testados, a análise de resíduos de agrotóxicos em alimentos no âmbito do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA); Ao Ministério do Meio Ambiente Como parte de uma revisão nacional das políticas atuais de agrotóxicos, conduzir um estudo dos principais impactos ambientais das atuais políticas de agrotóxicos. Em conjunto com os Ministérios da Saúde e da Agricultura, desenvolver um plano de ação nacional abrangente para reduzir o uso de agrotóxicos altamente perigosos no Brasil, que deverá conter metas vinculantes e mensuráveis ​​de redução com prazos e incentivos para apoiar alternativas e reduções no uso de agrotóxicos altamente perigosos. Ao Ministério da Educação Em conjunto com o Ministério da Saúde, realizar uma avaliação nacional das escolas particularmente sob risco de exposição à pulverização de agrotóxicos. Incluir o ensino sobre danos causados por agrotóxicos e estratégias de proteção no currículo escolar, como parte da educação ambiental. Ao Congresso Nacional Rejeitar projetos de lei que venham a enfraquecer a estrutura regulatória do Brasil sobre agrotóxicos, incluindo o projeto de lei 6.299/2002. Designar apoio financeiro adequado ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Saúde, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao Ministério do Meio Ambiente, ao Ministério da Educação e ao Ministério dos Direitos Humanos para implementarem as respectivas recomendações deste relatório. Aos Ministérios Públicos Federal e Estadual Investigar e processar, sem demoras, os casos suspeitos de pulverização dentro de zonas de segurança ou de danos à saúde ou ambientais resultantes da pulverização de agrotóxicos; Ao Ministério de Direitos Humanos Proteger as pessoas em risco por denunciarem questões relacionadas a agrotóxicos no âmbito do atual programa de defensores de direitos humanos e outros programas; Às Secretarias de Estado da Agricultura Na ausência de ação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estabelecer e implementar rigorosamente as zonas de segurança para pulverização terrestre; Às Secretarias de Estado da Saúde Assegurar que a legislação existente sobre testes de água para consumo humano seja aplicada, particularmente a exigência de que provedores de serviços de água conduzam 2 testes por ano de todos os 27 agrotóxicos listados no regulamento do Ministério da Saúde sobre a qualidade da água para consumo humano Às Secretarias Municipais de Agricultura Na ausência de ação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou da Secretaria Estadual de Agricultura, estabelecer e aplicar rigorosamente as zonas de segurança para pulverização terrestre. Às Secretarias Municipais de Saúde Desenvolver e implementar o programa municipal de vigilância em saúde de populações expostas a agrotóxicos, Contra o PL 6.299 O projeto de lei 6.299, de 2002 foi aprovado em comissão especial da Câmara dos Deputados no final de junho, mas ainda precisa ser votado em plenário. Se aprovado, a produção de agrotóxicos no Brasil pode sofrer mudanças nos critérios de aprovação, na análise de riscos e até no nome dado aos produtos. Veja os principais pontos do projeto: Designação Como é atualmente: Agrotóxico. Pelo projeto: Inicialmente era produto fitossanitário, em seguida o relator, deputado Luís Nishimori (PR-PR), alterou o termo para “pesticida”. Controle do registro Como é atualmente: O controle é feito por três órgãos (Ministério da Saúde, Ibama e Ministério da Agricultura). Todo o processo é manual e tramita em paralelo, nos três órgãos. Pelo projeto: Unifica o processo, que fica sob comando do Ministério da Agricultura, mas os três órgãos darão pareceres sobre o produto. O processo passa a ser digital e integrado Prazo para registro Como é atualmente: Parecer sobre o produtor deve ser liberado em 120 dias. Mas atualmente leva oito anos. Pelo projeto: O registro será de dois anos. Inicialmente, o relatório definia o prazo de 12 meses, para que o produto entre no mercado em dois ou três anos. Registro temporário Como é atualmente: Atualmente, não existe registro temporário de um agrotóxico Pelo projeto: Para os produtos novos, usadas em pesquisas e em experimentos, haverá um registro temporário de 30 dias no Brasil. Para isso, o produto deve ser registrado em pelo menos três países-membros da OCDE e na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e deve ser usado na mesma cultura. […]

  • O jovem autista que consegue aprender um idioma em uma semana e usa a música para inspirar
    on 19 de julho de 2018 at 19:00

    Varun Chenichery conquistou prêmios, reconhecimento como cantor e domina 30 línguas diferentes. O jovem indiano Varun Chenichery, de Hyderabad, no sul do país, foi diagnosticado com autismo quando tinha 3 anos. BBC O jovem indiano Varun Chenichery, de Hyderabad, no sul do país, foi diagnosticado com autismo quando tinha 3 anos. “Quando aconteceu, eu não sabia nada sobre isso. Só pensei: ‘Como posso ajudá-lo?’”, diz sua mãe, Madhavi Adimoolam. Assista ao vídeo. Um dos desafios é que as escolas indianas não costumam ter recursos para ensinar crianças autistas. Todos os jardins de infância buscados pela família recusaram a matrícula de Varun. Ele e os pais se mudaram, então, para o Reino Unido para que o menino conseguisse estudar. Mas Varun costumava fugir de qualquer aula que não fosse de música. Ao voltarem para a Índia quando Varun tinha 9 anos de idade, ele se saiu muito bem nesse tipo de aula. Ganhou prêmios como cantor de música indiana clássica e encontrou conforto na atividade artística, Mas esse não o único talento do jovem. Sua mãe diz que ele é capaz de ler e escrever em 30 idiomas diferentes. Sua habilidade para isso é tal que, por conta própria, só com a ajuda da internet, Varun consegue aprender uma nova língua em uma semana. Hoje, seus pais têm uma fundação para ensinar crianças autistas e ajudar sua família. “Sinto orgulho de ele ser quem é”, diz sua mãe. “Sinto-me abençoada por ele ter me escolhido como sua mãe.&rdquo […]

  • Jovem devoradora de planetas
    on 19 de julho de 2018 at 18:07

    Simulação da Nasa NASA/Chandra Um mistério de mais de 80 anos parece ter sido desvendado. A estrela RW Aur A está a uma distância de 450 anos luz no complexo de formação de estrelas conhecido como Nuvem de Taurus-Auriga. Essa é uma região de formação de estrelas de pouca massa, estrelas como o Sol, bem conhecida dos astrônomos. Desde 1937, a estrela RW Aur A é observada frequentemente e o que vemos dela é um comportamento estranho, de tempos em tempos o brilho dela diminui para logo em seguida voltar ao seu brilho usual. Várias hipóteses foram levantadas para explicar esse fenômeno durante esse tempo todo, mas sem nenhuma conclusão definitiva. Sabemos que essa região forma estrelas de pouca massa e que RW Aur A é uma estrela bem jovem. Isso significa que uma fração considerável das estrelas da Nuvem de Taurus-Auriga, talvez quase todas, ainda conserva seu disco circunstelar e em vários casos esse disco já evoluiu para um disco protoplanetário. Em outras palavras, uma grande parte das estrelas do complexo deve estar formando planetas. Esse deve ser o caso de RW Aur A. A frequente variabilidade da estrela deve ter sua causa na presença de um disco protoplanetário e, mais ainda, com a presença dos ‘planetesimais’, como são chamados os pequenos fragmentos que vão se aglutinando para formar um planeta. Esses planetesimais, quando se amontoam no espaço, podem bloquear a luz da estrela temporariamente, o que explica bem as quedas observadas no brilho dela. Mas ao que parece, RW Aur A tem um apetite voraz. Tentando encontrar uma explicação definitiva, uma equipe de astrônomos do Instituto de Astrofísica e Pesquisa Espacial do MIT, liderada por Hanz Moritz, passou a monitorar a estrela com o telescópio espacial Chandra. O Chandra opera em raios-X, observando em comprimentos de onda bem pequenos. Os raios-X são produzidos nas camadas mais externas das estrelas, fora delas na verdade, diferente da luz visível que irradia da ‘superfície’ da estrela, uma camada chamada de fotosfera. Monitorando a emissão em raios-X e luz visível podemos ter um panorama de diferentes camadas da estrela. Usando os dados do Chandra, Moritz e seus colegas perceberam que a origem dos apagões de RW Aur A vinham bem de fora, ou seja, do material orbitando a estrela. No artigo publicado pela equipe na revista Astronomical Journal, uma grande colisão entre planetesimais deve ter espalhado material ao redor da estrela. Esse material é o responsável pelo obscurecimento da estrela. Logo em seguida a esse evento catastrófico, o material foi engolido pela estrela, se tornado um gás muito quente no trajeto. Simulações em computador mostram que esse tipo de evento é esperado em estrelas formando planetas, ou seja, esse deve ser um acontecimento típico em estrelas de baixa massa. Inclusive, existem vários astrônomos medindo a composição química de estrelas já formadas para justamente saber se elas podem ter sido ‘contaminadas’ quando engoliram os planetesimais que estavam ao seu redor. Um fato que fortalece essa hipótese é que as medidas em raios-X permitiram também obter a composição química do material engolido. Moritz e sua equipe descobriram que ele tinha altas concentrações de ferro, tal qual um planeta rochoso como a Terra teria. Ao que tudo indica, estamos assistindo uma estrela jovem, ainda no início de sua vida, mas já com um grande apetite, devorando planetas. G1 […]

  • A incrível história dos trigêmeos idênticos separados no nascimento
    on 19 de julho de 2018 at 16:36

    Aos 19 anos, Robert, David e Eddy descobriram que eram irmãos gêmeos; eles foram separados ao nascer e dados à adoção para três famílias diferentes, mas a maior revelação viria depois: eram parte de um polêmico experimento científico. Os trigêmeos se tornaram um fenômeno midiático depois que se conheceram aos 19 anos, mas as coisas começaram a desandar na década de 90 Family Photo/ Courtesy of film studio NEON/AP Robert, David e Eddy nasceram em um subúrbio de Nova York em julho de 1961. Foram separados ao nascer e entregues à adoção para três famílias diferentes. Os três cresceram sem saber que eram gêmeos idênticos, até que, por uma coincidência, acabaram se conhecendo. Aos 19 anos, Robert Shafran foi à universidade para o primeiro dia de aula quando se deu conta de que vários estudantes o estavam confundindo com outra pessoa. Eles o chamavam de Eddy Galland. Por curiosidade, Robert decidiu contatar Eddy. "Os olhos dele eram os meus olhos", diz Robert ao se lembrar do momento em que viu o irmão. A última peça do quebra-cabeças (ou do trio de gêmeos) surgiu quando David Kellman viu a fotografia dos dois estudantes num jornal e percebeu que ele também era a cara dos personagens daquela reportagem. A história é retratada em detalhes no documentário Three Identical Strangers (Três Desconhecidos Idênticos), filme de Tim Wardle, atualmente em cartaz nos Estados Unidos. Separados em experimento científico O documentário revela que, quando os três jovens se viram pessoalmente pela primeira vez, ficaram muito emocionados. "Tudo era novidade, tudo era celebração. Pela primeira vez, nadávamos juntos no mar ou andávamos juntos de montanha russa", disse David à BBC, ao explicar como era diferente a sensação de experimentar lazeres do dia-a-dia junto com os "novos" irmãos. "A gente se sentia como crianças, porque não tivemos uma infância juntos. Foi muito divertido." O trio se converteu num fenômeno midiático na década de 1980. Chegou a aparecer em vários programas de televisão e numa cena de um filme estrelado por Madonna. Chegaram até a abrir um restaurante chamado "Triplets". Experiência secreta... E polêmica Tudo parecia ir bem até vir à tona a informação de que a separação não foi acidental. Muito pelo contrário: os jovens eram parte de um experimento social arquitetado secretamente. A agora extinta agência de adoção Louise Wise designou uma família diferente a cada recém-nascido, para que as crianças participassem de um estudo desenvolvido pelo Child Development Center, um instituto que mais tarde se fundiu à organização Jewish Board. As famílias não teriam sido informadas de que os bebês tinham irmãos. Quando os pais dos trigêmeos cobraram explicações da agência de adoção sobre o fato de terem omitido essa informação, foram informados de que a separação foi mantida em sigilo devido às dificuldades de encontrar pessoas dispostas a adotar três bebês de uma vez. Mas o objetivo real era viabilizar um projeto do psiquiatra de origem austríaca Peter Neubauer, que naquela época trabalhava para o Child Development Center. O plano dele era pesquisar de que maneira a genética influencia no desenvolvimento de gêmeos que crescem em ambientes socioeconômicos distintos. Afinal de contas, o que tem mais impacto? Genética ou socialização? Os seres humanos são moldados pelo ambiente em que vivem ou é o DNA que determina quem são e quem se tornarão? Para responder a essas perguntas, Neubauer e sua equipe monitoraram os jovens ao longo dos anos sem nunca revelar às famílias os verdadeiros motivos da investigação. Quando finalmente os trigêmeos descobriram o plano secreto do psiquiatra, a partir de uma investigação de um jornalista da New Yorker, o criticaram duramente, classificando o estudo como "cruel" e comparando a pesquisa aos experimentos sociais promovidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. "Eles me seguiam quando eu era bebê e quando era criança. Um dia, disse à minha mãe que eu não gostava de ter essas pessoas me fazendo perguntas", disse Robert. Os pesquisadores diziam aos pais dele que a pesquisa era sobre crianças adotivas, não sobre gêmeos. "Não sei por que decidiram fazer isso. Não consigo encarar como algo humano. Não se pode brincar com vidas humanas assim. Tínhamos que estar juntos e nos separaram por motivos científicos", critica Shafran. Antes de morrer, em 2008, Neubauer deixou os detalhes da pesquisa guardados em arquivos da Universidade de Yale, com acesso restrito até 2065. O diretor do documentário sobre os trigêmeos conta que o experimento foi inicialmente mantido em segredo para assegurar a eficácia dos resultados. Um dos irmãos, Eddy, se matou em 1995 antes de descobrir a verdade. Quando as primeiras informações sobre essa pesquisa vieram à tona, alguns meses depois da morte de Eddy, "houve muita vergonha entre os que participaram do estudo, que passaram a tentar escondê-lo", diz Wardle. E a relação entre os dois irmãos que restaram esfriou ao longo dos anos. Quando eles foram procurados por Wardle para participar do documentário, hesitaram em aceitar. Foram necessários quatro anos para o produtor ganhar a confiança de Robert e David. O resultado parece estar dando frutos. O documentário ganhou reconhecimento especial do júri no último festival Sundance. […]

  • "Fazendas de sangue" sul-americanas abastecem laboratórios europeus, denunciam ONGs
    on 19 de julho de 2018 at 15:52

    Segundo os ativistas, milhares de éguas prenhas têm o sangue drenado para a produção do hormônio eCG. Égua desnutrida filmada por ativistas em "fazendas de sangue" Animal Welfarm Foundation Um vídeo divulgado essa semana por associações de defesa dos animais denuncia a prática de abortos e de maus tratos de éguas nas chamadas “fazendas de sangue” da América do Sul. A imprensa europeia tem dado destaque ao procedimento usado para extração de um hormônio, empregado em fazendas francesas. Segundo os ativistas de associações como Welfarm, milhares de éguas prenhas têm o sangue drenado, independentemente de sua saúde ou do risco de perda dos potros, para a produção do hormônio eCG (hormônio gonadotrófico eqüino) que é secretado no animal e depois utilizado para a indução e sincronização do cio em porcas na Europa. A investigação revela que milhares de éguas do Uruguai e da Argentina são sistematicamente torturadas e mortas para abastecer a indústria de leitões na Suíça e na União Europeia. O negócio do sangue representa milhões de dólares e acontece de forma descontrolada e até tolerada nos dois países sul-americanos citados na denúncia. Os ativistas afirmam que os consumidores europeus precisam estar cientes dessas práticas. Amarradas em baias, as éguas têm o sangue retirado com a ajuda de agulhas especiais. A operação leva cerca de dez minutos, tempo necessário para a retirada de vários litros de sangue. Leis de proteção animal inexistentes As imagens foram gravadas entre janeiro e abril 2018 pelas associações de Zurique-Tierschutzbund (TSB) e Fundação Animal Welfare (AWF), dentro de 5 "fazendas de sangue" da América do Sul. O hormônio retirado nesses locais é altamente valorizado por laboratórios farmacêuticos por permitir que os produtores controlem a ovulação e o nascimento de outros animais, como cabras e porcos. No dia 17 de julho, véspera da transmissão do vídeo com a denúncia, sob pressão das associações, o laboratório alemão IDT Biologika anunciou que estava desistindo dessas fazendas. A Welfarm está em campanha para que outros laboratórios da Europa façam o mesmo, a fim de acabar com essa indústria sangrenta. Na Argentina e no Uruguai, as leis de proteção animal são quase inexistentes. Os laboratórios podem, portanto, comprar eCG de baixo custo. Em 2017, a França importou US$ 5,12 milhões em eCG. Em 2018, as vendas já ultrapassam US$ 3,96 milhões. Uma molécula para substituir o eCG Este vídeo demonstra não apenas que a violência é inerente às fazendas de sangue, mas também que as auditorias conduzidas por laboratórios não são confiáveis. Para a ONG, o único resultado aceitável é a substituição do eCG por uma alternativa sintética. Na Suíça, após o escândalo das fazendas de sangue, o uso de eCG por produtores de suínos diminuiu em 80%. Os criadores substituíram a substância por uma combinação de duas moléculas sintéticas, ambas disponíveis na França. […]

  • Pão ou macarrão: qual a melhor opção?
    on 19 de julho de 2018 at 13:41

    Evite comer pão ou macarrão sozinhos. Sempre tente agregar valor nutricional. Veja as dicas do Bem Estar. Sopa de feijão com macarrão é uma boa combinação? Uma disputa de peso no Bem Estar - quem é melhor: o pão ou o macarrão? Os dois são carboidratos, fonte de energia, possuem o mesmo índice glicêmico e calorias parecidas. Na hora de escolher um dos dois é preciso atenção aos acompanhamentos. Os carboidratos em si não engordam. Tudo depende da forma que você consome. O consumo em excesso engorda. Você não abre mão deles? Não precisa! As convidadas, a endocrinologista Claudia Cozer Kalil e a nutricionista Camila Freitas, deram dicas de consumo e de preparo! Pão ou macarrão: qual escolher? Mariana Garcia/G1 Evite comer pão ou macarrão sozinhos. Sempre tente agregar valor nutricional. Veja as dicas e lembre-se: não coma com culpa. Acrescente outros grupos alimentares No macarrão, acresce brócolis, abobrinha, queijo Escolha molhos caseiros Comprou o molho de caixinha? Escolha o de tomate pelado Prefira pães de padaria que os industrializados Para saber se o pão integral é integral, ele precisa ser mais duro Prefira os integrais porque a absorção intestinal é mais lenta Fuja do macarrão instantâneo Não restrinja os carboidratos – o baixo consumo pode dar fraqueza, dificuldade de concentração, mau humor, depressão, baixo rendimento Escolha um carboidrato por refeição e evite repeti-lo Alto consumo de carboidrato é o vilão da balança em Rio Branco (AC) Veja mais um episódio do Bem Verão: Como não cair em tentação fora e dentro de casa? Veja a edição desta quinta-feira (19): Bem Estar fala sobre pão e macarrão […]

  • Brasil tem 839 mortes por gripe em 2018; vacinação atinge 90% do público-alvo
    on 19 de julho de 2018 at 11:45

    Maioria dos óbitos (67,5%) foi provocado pelo subtipo H1N1 do influenza, o vírus causador da gripe. Número de mortes subiu 194,4% em relação a mesmo período de 2017. Vacinação contra a gripe em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Estado está entre as menores taxas de vacinação (77,9%) Reprodução / Inter TV O Brasil registrou em 2018 aumento de 194,4% no número de mortes por gripe em relação ao mesmo período de 2017: foram 839 mortes por influenza esse ano, contra 285 mortes no ano anterior. Ambos os períodos consideram dados contabilizados pela Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde até a segunda quinzena de julho. O número de mortes vai na esteira do aumento do número de casos em 2018. No total, foram 4.680 infecções em todo o país até 16 de julho, contra 1.782 em 2017. Além dos números, uma diferença entre os dois anos pode ser observada nos tipos e subtipos de vírus que estão sendo a causa das infecções: em 2018, a maioria dos casos (60%) foram provocados pelo subtipo H1N1 do vírus influenza; já em 2017, a maior parte dos casos (73,7%) foi provocada pelo influenza A (H3N2). O vírus influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Todas essas variações correspondem a diferenças encontradas no material genético do vírus. O influenza também sofre mutações muito frequentemente; por isso, a vacina é atualizada todos os anos com novos vírus. "A gente tem epidemias de diferentes comportamentos a depender da temporada. Mutações do vírus que ocorrem ao acaso ajudam a explicar essa diferença. O ano de 2017 foi uma temporada tímida, com um vírus menos virulento, menos agressivo", diz Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Além da temporada, o especialista explica que três fatores podem contribuir para um maior número de mortes: uma mutação grande do vírus, a não imunização da população mais vulnerável, e o tratamento tardio, que geralmente começa a ser feito após quatro ou cinco dias de infecção no Brasil. "Após esse período, o tratamento vai ter baixa efetividade", diz Kfouri. Ele destaca que mais efetividade em campanhas de imunização, com maior rapidez em atingir a meta pode contribuir para diminuir o número de mortes. Em 2016, por exemplo, a meta foi atingida em três semanas, diz ele. Agora, foram necessários mais de três meses para vacinar 90% do público-alvo. "Infelizmente, a maioria das mortes sempre ocorre em pessoas que são candidatas a vacinas gratuitas, como os idosos. Vacinação e tratamento precoce são duas coisas que precisam melhorar de maneira enfática", diz Kfouri. Em 2018, o H1N1, além do número de casos, o subtipo foi responsável pela maior parte das mortes (67,5%): com 567 óbitos. A pasta também registrou 335 casos e 46 mortes por influenza B em 2018. Já o influenza A não subtipado, foi responsável por 541 casos e 86 óbitos. Entre os estados, diz o ministério, o maior número de casos em 2018 ocorreu em São Paulo (1.702), Ceará (376), Paraná (432) e Goiás (378). 90% das pessoas em risco foram vacinas em 2018 Com campanha da gripe realizada desde o dia 23 de abril, o Ministério da Saúde informa que conseguiu atingir 90% do público-alvo -- o que indica 51,4 milhões de brasileiros vacinados. A pasta explica que, embora tenha trabalhado com uma meta de 54,4 milhões inicialmente, distribuiu 60 milhões de doses aos estados. A meta de 90% divulgada agora leva em conta um cálculo matemático que corrige a meta inicial a partir das doses distribuídas. O Ministério da Saúde informa ainda que a vacinação continua até quando as cidades tiverem estoques de vacina disponíveis. No entanto, o grupo de gestantes e de crianças (entre seis meses e cinco anos) continuam com cobertura vacinal abaixo do esperado, com 77,8% e 76,5% de vacinados, respectivamente. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 67,1%, Rio de Janeiro, com 77,9% e Acre, com 79,1%. No total, 17 estados atingiram a meta: Goiás (106,7%), Ceará (104,3%), Amapá (100,3%), Distrito Federal (98,2%), Espírito Santo (97%), Pernambuco (96,3%), Tocantins (96,2%), Alagoas (94,7%), Minas Gerais (94,8%), Mato Grosso (94%), Maranhão (94,2%), Paraíba (93,3%), Rio Grande do Norte (92,9%), Sergipe (92,9%), Paraná (92,5%), Piauí (91,6%) e Mato Grosso do Sul (90,9%). […]

  • Doutor Bumbum: parentes contam como foram as últimas horas de bancária que morreu após procedimento estético
    on 19 de julho de 2018 at 11:13

    Antes de embarcar para o Rio de Janeiro, Lilian Calixto disse à família que passaria apenas por procedimento sem grandes complicações; parentes planejam, no futuro, processar Furtado. Lilian Calixto gostava muito de viajar com o marido, o empresário Osmar Jamberci, com quem estava há 19 anos ARQUIVO PESSOAL/FACEBOOK A gerente de banco Lilian Calixto, de 46 anos, viajou de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro, na manhã do último sábado, 18, para fazer intervenções estéticas que planejava há quatro meses. Antes de embarcar, ela disse à família que passaria por um procedimento sem grandes complicações, que duraria no máximo 1h30, e retornaria na noite do mesmo dia para a capital mato-grossense. Mas ela não contou aos parentes que faria um implante nos glúteos. O responsável pelos procedimentos foi um médico que ela acompanhava nas redes sociais havia seis meses: Denis César Barros Furtado, conhecido como "Doutor Bumbum". Furtado possuía mais de 600 mil seguidores no Instagram - ele deletou a conta na terça-feira, 18. Em seu perfil, propagava resultados de intervenções que inspiraram a bancária a procurá-lo. Lilian marcou as intervenções com o "Doutor Bumbum" por meio do WhatsApp. Familiares acreditam que ela tenha encaminhado fotos para que ele fizesse uma avaliação e um orçamento dos procedimentos. A bancária queria colocar um chip que funcionaria como implante hormonal, em razão da menopausa, e também aplicar PMMA (polimetilmetacrilato) nos glúteos. Parentes dela acreditam que Furtado tenha cobrado R$ 20 mil pelos procedimentos e afirmam não saber se ela pagou o valor integral antes das intervenções. Os procedimentos estéticos de Lilian estavam agendados para serem feitos em Brasília, onde o médico afirma possuir uma clínica. Porém, na última sexta-feira, 13, Furtado informou à paciente que as intervenções somente poderiam ser feitas no Rio de Janeiro. Antes de viajar, Lilian informou à família apenas que faria a implantação do chip para controle hormonal. Uma amiga sabia que ela também passaria pela aplicação do PMMA. Os parentes da bancária descobriram a segunda intervenção somente quando souberam de sua morte. Denis Furtado, conhecido como 'Doutor Bumbum', teve cassado seu registro profissional em Brasília REPRODUÇÃO INSTAGRAM A aplicação do PMMA, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), não é indicada nos glúteos. "É um produto sintético que, muito embora autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não é recomendado pela SBCP, sobretudo em áreas com grande volume e em planos anatômicos profundos, como os glúteos", afirma Denis Calazans, secretário-geral da entidade. A bancária morreu na madrugada do domingo, 15, horas após passar pelos procedimentos estéticos. A suspeita é de que a aplicação do PMMA tenha sido feita de modo excessivo e ocasionou uma embolia pulmonar, quando artérias dos pulmões são obstruídas por coágulos. Vaidosa e apaixonada pela família Mãe de dois filhos, uma garota de 13 anos e um jovem de 24, ela era classificada como a líder da família FACEBOOK Conhecidos consideravam Lilian uma mulher segura e independente. Mãe de dois filhos, uma garota de 13 anos e um jovem de 24, ela era classificada como a líder da família. Ela gostava muito de viajar com o marido, o empresário Osmar Jamberci, com quem estava há 19 anos. "Ela era muito especial para a gente. Perdi a coisa mais importante da minha vida. Ela era tudo para mim", disse à BBC News Brasil Victor Calixto, filho do primeiro relacionamento dela. Enteado de Lilian, Alessandro Jamberci afirma que a madrasta costumava atrair a simpatia das pessoas em todos os lugares que frequentava. "Ela sempre foi muito bem-quista por todos. Além disso, a Lilian foi uma supermulher para o meu pai." Vaidosa, a bancária costumava se preocupar com dietas e era adepta de exercícios físicos. "A minha mãe era muito saudável. Tinha uma saúde excelente. Não tinha doença, não tinha nada", declara Victor. 'Não sabia dos riscos' Duas semanas antes de embarcar para o Rio de Janeiro, Lilian ouviu relatos positivos de uma amiga que havia aplicado PMMA com o "Doutor Bumbum". Outras colegas dela também haviam feito, anteriormente, a intervenção com o médico e o elogiavam. Nas redes sociais, Furtado afirma ter feito mais de cinco mil bioplastias, intervenções à base de injeções para remodelar o corpo. Para Victor, a mãe não pensava que o procedimento pudesse trazer graves consequências. "Acredito que ela não entendia os riscos, porque sempre teve medo. Se fosse uma coisa mais perigosa, com certeza não faria." Logo que chegou à capital fluminense, na tarde de sábado, Lilian pegou um táxi e pediu que o motorista a conduzisse ao endereço informado pelo médico, na suposta clínica dele. O local era uma cobertura, na Barra da Tijuca. O filho dela acredita que a bancária se surpreendeu quando chegou ao lugar. "Eu conheço a minha mãe, ela sempre foi muito correta e tinha medo dessas coisas. O médico, com certeza, a manipulou para que ela fizesse (o procedimento) no apartamento dele", diz. Na cobertura de Furtado estava, além do médico, a mãe dele, a ex-médica Maria de Fátima. A mulher teve seu registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) do Rio de Janeiro em 2015, por divulgar a utilização de métodos com resultados não reconhecidos pela medicina. Fátima teria auxiliado nos procedimento de Lilian. No local também estavam a secretária e namorada de Furtado, Renata Fernandes, e a técnica em enfermagem Rosilane Pereira da Silva. Filho de Lilian suspeita que médico a tenha manipulado para convencê-la a fazer procedimento em seu apartamento na Barra Reprodução/ Redes sociais Lilian chegou ao prédio por volta das 17h. Ela pediu ao taxista que a levou que a esperasse por duas horas, período que estimava para concluir as intervenções. Conforme o enteado de Lilian, o motorista ficou em frente ao local até as 22h. "Ele ficou esperando e só saiu quando percebeu que a avistou no carro do médico. O taxista foi nossa peça-chave para descobrir as informações", conta o filho. A bancária foi levada da cobertura de Furtado direto para o Hospital Barra D'Or. Ela chegou ao local por volta das 22h50. Câmeras do circuito interno de segurança da unidade de saúde mostram que o médico levou a paciente ao local junto com a mãe, a secretária Renata Fernandes e a técnica em enfermagem Rosilane Pereira. "Ela chegou muito ruim e foi encaminhada para a sala vermelha. Os médicos entregaram os pertences dela, como roupas e joias, a ele [Furtado]. Depois, ele desapareceu", diz Alessandro Jamberci. Conforme boletim médico do Hospital Barra D'Or, Lilian chegou à unidade de saúde com falta de ar, taquicardia e pele azulada. Ela estava consciente e relatou que havia aplicado cerca de 300 mililitros de PMMA nos glúteos. A bancária morreu às 1h12 de domingo. Foragido Depois da morte da bancária, Denis Furtado apagou o perfil que mantinha no Instagram, com mais de 600 mil seguidores FACEBOOK Após a morte da bancária, a Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do médico e a prisão temporária de sua mãe. Os dois permanecem foragidos. Eles foram indiciados por homicídio doloso, junto com Renata Fernandes, que está presa, e Rosilane Pereira, cujo pedido de prisão não foi acolhido pela Justiça. Para auxiliar na busca por Furtado e Maria de Fátima, a Polícia Civil do Rio de Janeiro tem oferecido recompensa de R$ 1 mil para quem passar informações sobre o seu paradeiro. Segundo a delegada Adriana Belém, da 16ª Delegacia de Polícia do Rio, na Barra da Tijuca, Furtado tem uma ficha com sete anotações criminais, uma delas por homicídio, em 1997, quando tinha 24 anos. Entre os outros delitos estão porte ilegal de arma, crime contra a administração pública, resistência à prisão e violação de domicílio. No ano passado, ele foi indiciado quatro vezes pela Polícia Civil do Distrito Federal por exercício ilegal da medicina e por crime contra o consumidor, e teve seu registro médico cassado pelo CRM-DF. Os familiares de Lilian torcem para que o médico e a mãe dele sejam presos o mais breve possível. A defesa do médico diz que pretende negociar com a polícia para que ele se entregue. "Eu tenho fé em Deus que esse médico vai pagar pelo que fez, para consolar a nossa família e também porque a Justiça tem que ser feita para que outras famílias não passem pelo mesmo sofrimento", afirma Victor Calixto. O corpo de Lilian chegou a Cuiabá na tarde de terça-feira e foi velado por parentes e amigos. A bancária foi enterrada na manhã do dia seguinte em um cemitério da capital mato-grossense. Familiares dela relataram à BBC News Brasil que planejam, posteriormente, entrar com uma ação judicial contra Furtado. "Mas por enquanto, estamos esfriando a cabeça depois de tudo o que aconteceu", diz o enteado da bancária. […]

  • Como a depressão na gravidez afeta a saúde e o comportamento dos bebês, segundo pesquisa inédita
    on 18 de julho de 2018 at 23:42

    Pelo menos uma a cada 10 mulheres sofrem de depressão durante a gestação; estudo inédito do Reino Unido mostra que a doença afeta diretamente os bebês no útero. Segundo pesquisa do King's College London, bebês de mulheres que tiveram depressão durante a gravidez são mais sensíveis ao estresse Pexels A gravidez costuma ser associada, no imaginário social, a um período de felicidade. O mar de fotos da "doce espera" que costuma inundar as redes sociais reforça essa ideia. Mas a cobrança pelo estado de alegria pode acabar silenciando mulheres que, na verdade, estão lutando contra a depressão. E o sofrimento durante a gestação afeta tanto as mães quanto os bebês, fazendo com que nasçam mais sensíveis ao estresse. É o que mostra uma pesquisa inédita a que a BBC News Brasil teve acesso, do Instituto de Psiquiatria e Neurociência do King's College London, no Reino Unido. Os pesquisadores acompanharam 106 mulheres grávidas a partir da 25ª semana de gestação, sendo que 49 delas foram diagnosticadas com depressão e não tomaram medicamento para tratar a doença. Elas tiveram amostras de sangue e saliva coletadas, para verificar se apresentavam sintomas clínicos da doença, como inflamações e maior produção de cortisol – hormônio associado à resposta ao estresse. Após os partos, os cientistas monitoraram tanto o comportamento dos bebês quanto a liberação de cortisol. Os testes foram feitos aos seis dias de vida, aos oito meses e aos 12 meses. A primeira descoberta foi que o período de gestação das mulheres com depressão é mais curto. Do grupo observado, as grávidas com depressão tiveram os filhos, em média, oito dias antes das que não tinham a doença. Mas o que mais impressionou foi o efeito do sofrimento neonatal nos bebês. Bebês mais sensíveis Os bebês de mães que tiveram depressão durante a gravidez se mostraram mais hiperativos, chorosos e produziram cortisol em circunstâncias que as demais crianças encararam com normalidade. Essa diferença no comportamento foi verificada até em bebês com menos de uma semana de vida. Os bebês de mães que tiveram depressão durante a gravidez se mostraram mais hiperativos, chorosos e produziram cortisol em circunstâncias que as demais crianças encararam com normalidade Pixabay "Em termos de comportamento, no sexto dia após o nascimento, os bebês com mães que tinham depressão eram mais hiperativos e reativos a som, luz e frio. E era mais difícil consolá-los e acalmá-los", disse à BBC News Brasil o professor do King's College Carmine Parianti, um dos autores da pesquisa. Aos dois meses, os bebês tiveram as salivas coletadas para medir o nível de cortisol. Quando eles completaram um ano e tomaram a primeira vacina, pesquisadores novamente coletaram saliva, para comparar com a amostra anterior. Descobriram que as crianças de mulheres que tiveram depressão neonatal liberaram muito mais cortisol que as demais após a vacina. Ou seja, esses bebês se estressaram muito mais que os outros diante da experiência da primeira injeção. "Bebês nascidos de mães saudáveis não revelavam mudança no cortisol quando recebiam a injeção. Não era estressante para eles. Mas os bebês nascidos de mães com depressão produziam cortisol ao tomar a injeção, o que demonstra que aquela situação era estressante para eles e não para os outros", diz Parianti. O cortisol é um hormônio liberado em situações percebidas pelo corpo como de ameaça ou grande desconforto. "A liberação do cortisol em si não é ruim, porque ele é uma resposta do corpo ao estresse. Ele dá energia aos músculos e eleva a concentração do cérebro", explica o professor. "Mas o resultado da pesquisa mostra que os bebês de mães que tiveram depressão na gravidez são particularmente sensíveis ao estresse. Uma situação que seria normal para outros bebês pode ser difícil para esses bebês, e eles reagem ativando a resposta ao estresse." Risco de desenvolver problemas psicológicos Segundo o professor, os sinais de estresse presentes no sangue da gestante, como a liberação de cortisol, cruzam a placenta e passam para o sangue do bebê, influenciando no sistema de resposta da criança a situações desconfortáveis. "O bebê identifica o ambiente de vida da mãe como estressante e organiza a sua própria resposta ao estresse com base nisso", afirma o pesquisador. O que preocupa na sensibilidade maior ao estresse é o risco de essas crianças desenvolverem problemas psicológicos ou depressão no futuro, ao lidarem com problemas cotidianos ou situações de sofrimento, como perda de familiares, bullying, e frustrações acadêmicas e profissionais. "Se você imagina a situação daqui a 10 anos, esses bebês, quando forem crianças ou adolescentes, podem ser mais sensíveis ao ambiente externo", avalia Pariante. "E, se alguma circunstância trágica ocorrer ou se eles se tornarem alvo de bullying, pode ser que sejam mais sensíveis a essas mudanças no ambiente e desenvolvam um problema de saúde." Tratamento De acordo com o professor de psiquiatria, pelo menos uma em 10 mulheres grávidas sofrem de depressão. Ele afirma que a principal mensagem da pesquisa do King's College, feita com o apoio do Centro Biomédico de Pesquisa Maudsley, é que é importante que as gestantes busquem tratamento. Para o pesquisador, os tabus sobre depressão e a romantização da gravidez dificultam a procura por ajuda. "Existe uma pressão da sociedade de que a gravidez deve ser um momento de felicidade. Mas a verdade é que muitas gestantes estão deprimidas e acabam não buscando ajuda", diz. "Esse artigo mostra que a depressão deve ser reconhecida e tratada, não apenas pelo bem da mãe, mas também pela saúde do bebê, para que se torne uma criança e adulto mais saudável." O pesquisador reconhece, porém, que faltam estudos que apontem com maior segurança qual o melhor tratamento contra a depressão durante a gestação. Algumas pesquisas indicam que antidepressivos podem alterar o comportamento dos bebês, mas Pariante ressalva que é difícil saber ao certo se o efeito é decorrente do remédio ou da depressão em si. "Muitas das consequências inicialmente associadas aos antidepressivos são hoje explicados pela depressão em si ou pelo fato de que as algumas mulheres deprimidas não fazem o pré-natal corretamente, podem estar bebendo, fumando, ou tomando mais medicamentos vendidos em farmácia sem prescrição médica", afirma. Ele destaca que tratamentos não medicamentosos também podem, dependendo do caso, ajudar no combate à depressão durante a gestação. "Para casos mais graves, antidepressivos são indicados. Mas há tratamentos psicológicos e intervenções nutricionais que podem trazer benefícios, como suplemento de Ômega 3 para mulheres com depressão", menciona. "A decisão sobre o tratamento tem que ser bem informada, para que mãe e médico cheguem à alternativa considerada mais adequada." […]

  • Ministério confirma 677 casos de sarampo em seis estados do Brasil
    on 18 de julho de 2018 at 23:29

    Amazonas e Roraima lideram com maior número de infecções, com 444 e 216 casos, respectivamente. Vacina contra sarampo está disponível no SUS Cristine Rochol/PMPA O Ministério da Saúde atualizou o número de casos de sarampo no Brasil: foram 677 casos até esta terça-feira (17) em seis estados: Amazonas, Roraima, Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O número de casos em investigação assusta: chegou a 2.724. Vacina contra sarampo pode ser aplicada em adultos e crianças; entenda Veja sintomas do sarampo e saiba como se proteger Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos da doença, em Roraima e no Amazonas. Segundo o governo, eles estão relacionados à importação de casos de outros países. "Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela", afirma o ministério. Casos de sarampo no Brasil A região Norte, como é visto na tabela acima, alavanca o número de casos. O Ministério da Saúde acredita que vá conseguir controlar os surtos, mas ressalta que o aumento das taxas de vacinação é importantíssimo para garantir o controle da doença. Juntamente com o sarampo, o país também está atento à circulação e às baixas coberturas vacinais da poliomielite. Sarampo no mundo Nesta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde divulgou uma alta no número de casos da doença em todo o mundo. A baixa cobertura vacinal em alguns países, como o Brasil, contribuiu para volta da doença - foram 173.330 casos no planeta, um aumento de 41 mil casos em apenas um ano. Globalmente, 85% das crianças foram vacinadas com a primeira dose da vacina contra o sarampo no primeiro ano de vida, através dos serviços de saúde de rotina e 67% com uma segunda dose. Apesar disso, segundo o relatório da OMS, os níveis de cobertura permanecem bem aquém da cobertura de imunização contra o sarampo recomendada pela organização, que é de pelo menos 95% para evitar surtos, evitar mortes evitáveis ​​e alcançar metas de eliminação regional. 5 fatos sobre o surto de sarampo Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar Infografia: Karina Almeida/G1 […]

  • É possível mudar a mente de um psicopata?
    on 18 de julho de 2018 at 19:16

    A psicopatia não explica todos os crimes violentos, porém, uma vez que um psicopata está na prisão, é importante descobrir como melhor reabilitá-lo para a sociedade. Psicopatas parecem processar informações sobre castigo e recompensa de uma maneira diferente do resto das pessoas Sbtlneet /Pixabay/CC0 Creative Commons Para melhor entender este artigo, vamos imaginar um cenário. É uma noite de sábado em um bar agitado no centro da cidade. Entediado, Antônio pega a garrafa de cerveja vazia que está na mesa em sua frente e começa a jogá-la de uma mão para a outra. De repente, a garrafa cai e quebra na mesa, ele se levanta da cadeira e vai até o desconhecido que havia esbarrado nele mais cedo, ferindo-o no rosto com a garrafa quebrada. Um amigo do homem ferido chamado Pedro reage, empurra Antônio e continua o ataque enquanto outros tentam segurá-lo, atraindo mais pessoas para a briga. Quando a polícia chega, Antônio domina a situação e aparenta tentar acalmar os ânimos, culpando Pedro pela confusão. Quando a polícia tenta prender Pedro, ele explode pela segunda vez e dá um soco no rosto de um policial. É uma história fictícia, mas serve para ilustrar a diferença entre dois tipos de criminosos na prisão. As características de Antônio são as de um psicopata: frio, calculista, superficialmente charmoso e sem remorsos. "A violência é planejada com antecedência e a pessoa pode ficar empolgada e muito satisfeita ao cometê-la", diz Stephen Blumenthal, uma psicóloga que trabalha com infratores violentos na Portman, uma clínica de psicoterapia em Londres. Pedro, por sua vez, exibe sintomas de personalidade antissocial: uma condição caracterizada por impulsividade e agressão. "A típica violência do indivíduo antissocial e não psicopata é causada por emoções fortes e é impulsiva ou reativa", diz Blumenthal. Há chance de reabilitação? Dois homens violentos, duas motivações bem diferentes – mas o sistema criminal de justiça muitas vezes os trata da mesma maneira. Apesar de ambos serem violentos e, portanto, apresentarem um risco à sociedade, com taxas altas de reincidência, isso pode ser um erro. Cada vez mais pesquisas sugerem que seus cérebros funcionam de maneiras bastante distintas. Isso pode significar que eles precisam de tipos diferentes de reabilitação se algum dia forem voltar às ruas. Com isso em mente, especialistas estão tentando criar novos tratamentos para infratores violentos reincidentes. O psiquiatra americano Hervey M. Cleckley formalizou o conceito de psicopata em 1941 com seu livro The Mask of Sanity ("A Máscara da Sanidade", em tradução literal), que tinha como base entrevistas com presos em prisões de alta segurança. "Ele identificou um grupo de pessoas que pareciam muito perturbadas, mas que desafiavam a categoria padrão de desordem mental", diz Blumenthal. A psicopatia é diagnosticada usando uma ferramenta de avaliação que classifica pessoas de acordo com uma série de critérios. Os que estão acima de certo limite são oficialmente classificadas de psicopatas – apesar de a psicopatia ser um espectro e de que a maioria dos psicopatas não são criminosos violentos (aliás, muitos são extremamente bem-sucedidos no mundo dos negócios). No entanto, aqueles que são tendem a ser criminalmente versáteis. "Eles geralmente são infratores em várias categorias diferentes", diz Blumenthal. Entre os infratores violentos na prisão, apenas uma minoria pode ser classificada como psicopata. Um estudo britânico recente estima que exista uma prevalência de cerca de 8% dos presos e 2% das presas, outro estima que sejam 31% dos infratores homens violentos e 11% das presas. Claramente, portanto, a psicopatia não explica todos os crimes violentos. Mas, uma vez que um psicopata esteja na prisão, é importante descobrir como melhor reabilitá-lo: eles têm até quatro vezes mais chances de reincidência do que os não psicopatas. O transtorno de personalidade antissocial (TPA) é muito mais comum que a psicopatia – afeta entre 50 e 80% da população encarcerada em geral. "Dizem que buscar esse transtorno nas prisões é como buscar 'palha em um palheiro'", diz Blumenthal. Apesar de pessoas com TPA parecerem despreocupadas e agradáveis, diante do conflito elas podem facilmente surtar e se tornar assustadoras. "Elas são o grupo esquentadinho", diz Nigel Blackwood, um professor da universidade Kings College, em Londres. "Elas ficam frustradas e irritadas, veem ameaças onde não existem e surtam ou se tornam agressivas para resolver seus problemas." Em uma minoria de casos, infratores violentos são diagnosticados com TPA e psicopatia. Blackwood e seus colegas identificaram diferenças nos cérebros dessas pessoas que os separam de infratores apenas com TPA e dos sem qualquer distúrbio. "As diferenças estão em áreas-chave do cérebro que estão envolvidas com o pensamento sobre nossas reputações sociais e com o uso do medo para determinar nossos comportamentos", diz Blackwood. Psicopatas parecem processar informações sobre castigo e recompensa de uma maneira diferente do restante das pessoas. A maioria das crianças passa por uma fase de bater ou morder outras crianças, mas em algum momento aprendem que é um comportamento inapropriado que será punido. Os psicopatas, porém, parecem relativamente inabaláveis com a punição, o que os torna muito difíceis de administrar. "Nossos experimentos indicam que a questão que caracteriza os psicopatas não é não ser capaz de usar a informação do castigo para definir seu comportamento", diz Blackwood. "Nosso estudo sugere que os psicopatas processam a punição de uma maneira bem diferente". Ele acredita que isso pode ter implicações importantes para reabilitação e que seja possível fazer programas para esses "grupos separáveis". Considerando seu sistema incomum de recompensa no cérebro, uma estratégia pode ser encorajar outras atividades para prevenir a reincidência, diz Blackwood, como um emprego ou um hobby. Mas ele adverte que "ainda é muito, muito cedo" para saber se isso pode funcionar. Reconstituição das atividades violentas Outras pesquisas mais avançadas sugerem intervenções com foco nos infratores com TPA. Estudos sugerem que essas pessoas têm dificuldades de ler expressões faciais e apresentam outras limitações na 'mentalização': sua capacidade de entender tanto as suas quanto as ações dos outros em termos de seus pensamentos, sentimentos, desejos, crenças e desejos. Isso não apenas pode fazer com que eles interpretem ações como mais ameaçadoras do que elas realmente sejam, mas também fazer com que seja mais difícil regular essas emoções porque elas têm dificuldade de entender seus próprios sentimentos. Peter Fonagy, um psicólogo clínico e psicanalista da University College London coordena um teste de terapia grupal com base na mentalização com infratores violentos que foram postos em liberdade condicional - a maioria tem TPA. Toda semana, eles se encontram e discutem assuntos que são importantes para eles, com o objetivo de introduzir um entendimento com mais nuances de sua posição e daqueles ao seu redor. "Nós estamos tentando apertar um tipo de botão de pausa de mentalização: dizer 'ok, espera um pouco, o que realmente aconteceu aqui?'", explica Fonagy. Reconstruir o acontecido mentalmente muitas vezes faz com que o calor do momento dissipe, reduzindo a vontade de fazer algo no impulso. Fonagy e seus colegas já conseguiram usar a mentalização para ajudar pessoas com outra desordem, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), que é caracterizado por instabilidade emocional e automutilação frequente. Um estudo diz ter encontrado melhoras no humor e funcionalidade interpessoal até oito anos depois do tratamento com mentalização. Pesquisadores na Espanha estão dando um passo à frente e encorajando infratores violentos a experimentar as reações emocionais de suas vítimas na própria pele. Na Universidade de Barcelona, Mel Slater e Mavi Sánchez-Vives têm trabalhado com homens que cometeram violência doméstica e aceitaram participar de um programa de reabilitação comunitária em vez de ir para a prisão - a oferta foi feita apenas aos réus primários. Como parte desse programa, os homens passam por uma sessão de realidade virtual na qual eles são um avatar feminino e encontram um avatar masculino agressivo. O homem critica sua aparência, joga um telefone contra a parede e invade seu espaço pessoal. "É comum assistir a vídeos ou fazer teatro durante programas de tratamento, mas essa é uma experiência mais intensa", diz Sánchez-Vives. Antes e depois da sessão, é feito um teste para avaliar se os agressores conseguem reconhecer emoções como medo no rosto das mulheres. A habilidade de reconhecer medo melhorou com a intervenção. "Acreditamos que experimentar essa emoção neles mesmos os ajuda a entender - de uma maneira implícita - o que realmente estava acontecendo durante esse tipo de confronto", diz Slater. Apesar de eles não terem comprovado se essas mudanças são duradouras, outros estudos de realidade virtual sugerem que elas podem ser. Por exemplo, Slater mediu o efeito de uma pessoa branca "ser personificada" no corpo de uma negra e descobriu que isso reduz o viés de raça, uma forma inconsciente e muitas vezes não intencional de racismo. Essa redução se manteve quando os participantes foram testados uma semana depois. "Isso não comprova que o efeito se manteria para violência de gênero, mas ao menos aponta nessa direção", diz Slater. Não se sabe, porém, se estratégias de cultivo de empatia funcionariam com psicopatas. Tratamentos que envolvem conversas demandam motivação, colaboração e participação emocional, mas os psicopatas não dispõem de um leque normal de emoções. Eles podem se ver como superiores aos seus colegas de prisão e terapeutas, e debocham ou os comprometem de outras maneiras. "Se você colocá-los em uma situação de tratamento de grupo, há um risco de que irão corrompê-la", diz Blumenthal. "Eles são muito difíceis de lidar." Em seu livro Assessing Risk ("Calulando Riscos", em tradução livre), Bluementhal descreve um psicopata, Sid, com um histórico de atacar mulheres jovens vulneráveis e de abusar de suas crianças. Ele foi transferido ao albergue de liberdade condicional onde Blumenthal trabalhou. "Ele é uma das pessoas mais charmosas e manipuladoras que eu já conheci", diz Blumenthal. Um mês mais tarde, Sid desapareceu com a faxineira do local, "uma mulher aparentemente estável e confiável". Ela havia sido avisada sobre ele. "Eu não quero comprometer o tratamento totalmente porque a maioria dos programas são muito básicos e é preciso muito trabalho nessa área. Mas essas pessoas precisam de um bom tempo para ficarem melhor e elas precisam escolher o tratamento elas mesmas", diz Blumenthal. "Eu acho que também precisamos aceitar que há pessoas resistentes ao tratamento que são muito difíceis de serem atingidas." Talvez exista mais esperança em reconhecer pessoas jovens com traços psicopatas para mudar a trajetória de seu desenvolvimento. Estudos indicam que a psicopatia tem um efeito herdado e que crianças com níveis altos dos chamados "traços insensíveis" têm um risco maior de se tornarem adultos psicopatas. A ideia de que a psicopatia possa ser identificada na infância continua controversa, mas evidências apontam que há fatores de risco claros. Tanto psicopatia como TPA também estão associados a um histórico de negligência e abuso na infância. E, enquanto crianças emocionalmente reativas tendem a responder bem a limites firmes, crianças não emocionais são menos responsivas. É por isso que intervenções podem funcionar: pesquisas recentes sugerem que eles podem ser mais suscetíveis a intervenções que focam em comportamento positivo do que sendo punidas por comportamentos ruins. O que parece estar de acordo com os resultados de Blackstock sobre adultos psicopatas. "Se você pode construir aquela parte do cérebro que quer os mesmos tipos de recompensa que você tem ao agradar o outro em vez de simplesmente conseguir o que você quer, então você provavelmente tem uma chance melhor de sucesso", diz Graham Music, um psicoterapeuta de crianças e adultos que trabalha com Blumenthal na Clínica Portman. Essas crianças também demonstram déficits na habilidade de ler os estados emocionais alheios, mas pesquisas sugerem que essa habilidade possa ser melhorada ao ensiná-los a olhar nos olhos dos outros, o que pode aumentar os níveis de empatia e laços emocionais. É por isso que intervenções antecipadas são chave: o cérebro é mais maleável durante a infância. Isso traz seus próprios desafios, considerando que essas crianças não necessariamente passaram pelo consultório de um psicólogo. "As crianças que geralmente chegam a nós são as que estão reagindo, jogando coisas, chutando as pessoas, gritando, entrando em brigas", diz Music. Crianças insensíveis, por outro lado, são vistas como "agressivas felizes" porque elas parecem inabaláveis pela violência. A evidência crescente de que infratores violentos não são um "monolito" exige uma estratégia com mais nuances. Parte do desafio é identificar as pessoas que parecem que vão se beneficiar mais do tratamento e apoiar sua tentativa de mudar. Pode ser que algumas pessoas não possam ser salvas, mas muitas outras podem estar ao alcance. "Eu realmente acredito que a biologia é maleável e eu prefiro não desistir das pessoas", diz Fonagy. […]

  • Como o adolescente mais gordo do mundo conseguiu perder um terço de seu peso
    on 18 de julho de 2018 at 19:04

    Mihir Jain chegou a pesar 237 kg, aos 14 anos. Com dieta e cirurgia bariátrica, ele perdeu um terço do peso. Aos 14 anos, Mihir Jain pesava 237 kg e mora em Nova Déli, na Índia BBC Mihir Jain é tido como o adolescente mais gordo do mundo. Aos 14 anos, o jovem de Nova Déli, na Índia, pesava 237 kg. (Assista ao vídeo) Ele largou os estudos, pois tinha dificuldade para respirar e andar. "Quando ele chegou, em dezembro, estava numa cadeira de rodas", contou Pradeep Choubey, médico do Max Hospital, da cidade de Saket, na Índia. "Ele costumava falar de duas a quatro palavras e cair no sono. O índice de massa corporal dele era 92. É algo que normalmente dificulta a sobrevivência, porque afeta o coração, os ossos e os músculos", explica. Mihir Jain é tido como o adolescente mais gordo do mundo BBC Mas a vida de Mihir está mudando. Sob supervisão médica, fez uma dieta e perdeu 40 kg. Depois, fez cirurgia bariátrica, para reduzir o estômago. Ele perdeu quase um terço do peso. Agora, pesa 165 kg. Mihir foi diagnosticado com obesidade mórbida. Aos 5 anos, já tinha quase 55 kg. A obesidade é comum na família. A dieta dele consistia em pizza, massa e costela. A expectativa é que ele mantenha o novo hábito alimentar para que possa voltar à escola em breve. […]

  • Caso 'Dr. Bumbum' levanta polêmica sobre procedimentos estéticos; veja perguntas e respostas
    on 18 de julho de 2018 at 18:43

    Após morte de bancária que realizou preenchimento nos glúteos para aumentar volume, entidades reforçam riscos do uso do PMMA (polimetilmetacrilato), um tipo de acrílico. Entenda. Lilian vivia em Cuiabá e viajou ao Rio para realizar procedimento estético Reprodução/ Redes sociais A morte da bancária Lilian Calixto (46) após realização de um procedimento estético em um apartamento na Barra da Tijuca (RJ) tem levantado dúvidas a respeito de procedimentos para preenchimento. Nessas técnicas, são usados materiais em camadas da pele para aumentar volume, minimizar rugas ou harmonizar a pele no caso de outras deformações. O uso de preenchimento não é novidade na dermatologia, nem na cirurgia plástica, mas a pergunta que fica depois do caso é em quais circunstâncias podem ocorrer complicações graves. No caso da bancária, foi apreendido na casa do médico que realizou o procedimento o PMMA (polimetilmetacrilato). Trata-se de um tipo de acrílico usado para preenchimento. Niveo Steffen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em São Paulo, diz que não há estatísticas exatas sobre as complicações do PMMA, mas que procedimentos com a substância não são aconselháveis e há muitos relatos de complicação. "Todo o procedimento tem riscos e, para evitá-los, tudo precisa ser feito com profissionais adequados, especializados na área e em lugares preparados para complicações", diz Steffen. "No caso do PMMA, seu uso não é indicado e ele vai contra tudo o que é recomendado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ele não é absorvido pelo organismo e esse é um problema com ele", informa. Steffen explica que outros produtos usados para preenchimento, como ácido hialurônico, são absorvidos, o que os torna mais seguros – mas não isentos de complicações. "O ácido hialurônico mesmo, se não for bem aplicado, pode dar problema", diz. Em parecer do Conselho Federal de Medicina em 2013, entidades já apresentavam denúncias a respeito da técnica conhecida como bioplastia, que usa o PMMA. "Diversos médicos renomados relatam em seus consultórios que a falta de uma solução para o problema está acarretando aos pacientes graves complicações", diz a entidade. "Quadros começam simples, com inflamações e inchaços temporários e chegam a quadros mais complexos, como deformidades permanentes e necrose do tecido. Nos casos mais graves, foram relatados cegueira permanente", disse o CFM. Qual a real causa da morte da bancária? Já há confirmação? Não há um laudo sobre a causa da morte da bancária Lilian Calixto, de 46, que saiu de Cuiabá para o Rio de Janeiro para realizar preenchimento nos glúteos. De acordo com o hospital, Lilian chegou em estado extremamente grave e morreu no início da madrugada. Uma substância conhecida como PMMA, no entanto, foi apreendida na casa do médico. Não há confirmação de que a morte tenha sido causada pelo composto, embora o Conselho Federal de Medicina e entidades médicas já tenham alertado sobre os riscos do uso. Polícia do Rio procura por médico e mãe indiciados por homicídio O que é a bioplastia e o PMMA? Bioplastia é o nome que se dá para procedimentos realizados com PMMA (Polimetilmetacrilato), um tipo de acrílico. Como o PMMA também é chamado de bioplástico; daí o nome bioplastia. "É um termo inventado para determinar procedimentos com o chamado bioplástico [o PMMA]", diz Niveo Steffen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em São Paulo. Apesar de receber o nome de "bioplástico", o PMMA não é absorvido pelo organismo, diz Steffen. O PMMA é usado na indústria para a produção de canetas, placas, faróis, etc. Nos procedimentos cirúrgicos, são aplicadas microesferas do produto. "O PMMA não é um produto absorvido pelo organismo. E esse é um grande problema dele", diz Niveo Steffen, presidente da Sociedade de Cirurgia Plástica. Como o polimetilmetacrilato é aplicado? Com anestesia local e a introdução de uma microcânula, uma espécie de agulha, no local em que se quer o preenchimento. É um procedimento simples, mas perigoso pela característica do material. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, por mais simples que seja, qualquer procedimento cirúrgico deve ser feito em ambiente hospitalar, com salas preparadas para qualquer complicação – o que não foi o caso da aplicação pelo "Dr. Bumbum", que fez o procedimento em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Quais são os riscos do produto? Como não é absorvido pelo organismo, o PMMA pode trazer reações inflamatórias. Ele também dificilmente pode ser retirado do corpo. "Dá para tentar retirar uma parte, mas não tudo", explica Steffen. Uma vez na corrente sanguínea o produto pode entupir uma artéria, acarretando em paradas cardíacas, ou acidente vascular cerebral ou embolia pulmonar. Todas essas situações ocorrem porque o material impede que o sangue, que carrega alimentos e oxigênio chegue ao órgão: no coração, é a parada cardíaca, no pulmão, é a embolia e no cérebro, o AVC. Material apreendido pela polícia neste domingo (15) Divulgação Quem pode fazer o procedimento? Para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, ninguém deveria usar o produto pelas altas complicações que ele pode trazer. Apesar de ser aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), há produtos mais modernos para corrigir deformações provocadas pela doença e a medicação, informa Niveo Steffen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. No Sistema Único de Saúde o PMMA é utilizado em procedimentos seguros para o fim de correções de deformações advindas do uso de antirretrovirais em pacientes com HIV/Aids. A ex-modelo Andressa Urach chegou a injetar a substância, mas teve complicações por causa de outra intervenação com hidrogel. O produto também é aprovado pela Anvisa, mas deve ser usado em situações muito específicas e em pouca quantidade. O que pode ser usado em vez do PMMA? Niveo Steffen informa que hoje é mais utilizado o enxerto de gordura para aumentar volume, mais seguro e totalmente compatível com o organismo. Para preenchimento, como é o caso de produtos usados para a correção de rugas, por exemplo, ácido hialurônico e botox são seguros e compatíveis. O próprio silicone médico também pode ser usado e tem maior compatibilidade, informa Niveo Steffen. O PMMA é regulamentado? O que diz a Anvisa? A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informa que o PMMA tem registro desde 2004 com validade até 2024. A substância é usada em uma variedade de produtos para a saúde, como dentes artificiais e implantes. "Sob a forma de microesferas, a técnica é utilizada para correções de pequenas assimetrias. Pode ser utilizada em procedimentos estéticos para corrigir rugas ou restaurar pequenos volumes perdidos pela idade", diz a agência. A agência informa também que qualquer uso da substância não prevista em bula é aplicada por conta e risco do médico que a prescreve. Quanto custa? Há relatos de que pacientes chegam a pagar R$ 20 mil pelo procedimento. Para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, além de ser perigoso e não dever ser feito, o preço para o PMMA "nem se justifica por ser um material barato", diz Niveo Steffen. Há estudos científicos sobre o tema? Em parecer, sobre a bioplastia emitida em 2013, o Conselho Federal de Medicina afirmava não haver "estudos sobre o comportamento a longo prazo deste produto usado no corpo humano para preenchimentos, principalmente em grandes volumes e intramuscular". Após essa constatação, o CFM só autorizou a aplicação em produtos em pequenas quantidades. Como descobrir se um médico é confiável? Vale checar se o médico tem registro no Conselho Regional de Medicina na região em que atua. No caso do médico conhecido como "Dr. Bumbum" ele não tinha registro para atuar na cidade do Rio de Janeiro. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica também disponibiliza uma consulta em seu site para saber se o profissional é ou não credenciado pela sociedade para realizar uma cirurgia plástica. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) informou que vai investigar as denúncias da morte de Lilian, além de notificar a Polícia Federal sobre o caso. Segundo Niveo Steffen, a aplicação de produtos estéticos sofre de dois problemas. Um deles é a aplicação por profissionais que não são médicos. "Tem dentista, enfermeiro e biomédico que aplica", diz. Outra questão é sobre a aplicação por médicos que não têm especialização da área. "Eu sou médico, mas eu não tenho preparo para fazer uma cirurgia cardíaca. O mesmo ocorre na cirurgia plástica. Um curso de final de semana não habilita uma pessoa para realizar esses procedimentos", diz Steffen. Como saber se posso confiar no lugar em que vou fazer o procedimento ? Um procedimento, mesmo que seja minimamente invasivo, precisa ser feito em um ambiente preparado, um hospital ou um centro cirúrgico com aparelhamento para qualquer problema que precise de atendimento profissional em uma emergência, informa Francesco Mazzarone, diretor do Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa. "Não pode fazer em nenhuma estrutura que não seja um consultório equipado, uma clínica, ou um hospital. Não pode em apartamento, nem em cabeleireiro, nem em centro de estética" -- Francesco Mazzarone (Santa Casa). "É absolutamente inadimissível fazer o procedimento em um apartamento", diz Niveo Steffen, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em São Paulo. […]

  • Cientistas desenvolvem exame de sangue para detectar melanoma
    on 18 de julho de 2018 at 16:31

    Pesquisadores preparam estudo clínico para validar as conclusões e desenvolver um teste que possa ser utilizado pelos médicos. Pesquisadores anunciam novo teste de sangue para detectar melanoma em sua etapa inicial Thinkstock Um grupo de pesquisadores australianos anunciou nesta quarta-feira (18) um novo teste de sangue para detectar melanoma em sua etapa inicial, o que constitui uma descoberta mundial que poderá salvar muitas vidas. O exame poderá ajudar os médicos a detectar o melanoma, um câncer de pele muito agressivo, antes que se propague para o resto do corpo, de acordo com os cientistas da Universidade Edith Cowan, cujo trabalho foi publicado pela revista "Oncotarget". Na pesquisa, participaram 105 pacientes com melanoma e 104 pessoas saudáveis. O procedimento experimentado permitiu diagnóstico precoce do melanoma em 79% dos casos, segundo os autores da pesquisa. "Este teste sanguíneo é muito promissor como detector potencial porque pode identificar o melanoma em sua etapa inicial, quando ainda pode ser tratado", afirmou Pauline Zaenker, a principal pesquisadora, em um comunicado. "Os pacientes cujo melanoma é detectado em um estado precoce têm uma taxa de sobrevida de cinco anos entre 90% e 99%", afirmou Zaenker. Caso contrário, a taxa de sobrevivência cai para 50%. Atualmente, o melanoma é detectado mediante um exame clínico realizado por um médico, que, em caso de lesão suspeita, procede a uma extração para a realização de uma biópsia. "Examinamos um total de 1.627 tipos diferentes de anticorpos para identificar uma combinação de dez anticorpos, a mais apta a assinalar a presença de melanoma nos pacientes confirmados em comparação com os voluntários saudáveis", explicou Zaenker. A equipe de pesquisa prepara um trabalho clínico que durará três anos para validar as conclusões e dispor de um teste que possa ser utilizado pelos médicos. Un câncer em cada três é de pele, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A Austrália é o país com uma das maiores prevalências de melanoma no mundo. […]

  • Suplementos de ômega 3 têm pouco ou nenhum benefício para a saúde cardíaca ou vascular, diz estudo
    on 18 de julho de 2018 at 15:11

    Instituto revisou diferentes estudos sobre efeitos do suplemento. Suplementos de ômega 3: revisão de estudos relata pouco ou nenhum benefício para saúde cardíaca ou vascular Divulgação Uma revisão de estudos publicada nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Cochrane reuniu diversos estudos sobre os efeitos do ômega 3 e descobriu que o suplemento fornece pouco ou nenhum benefício na maioria dos resultados que eles observaram. O Cochrane se dedica a analisar e compilar uma série de estudos de saúde para que os diferentes dados fiquem disponíveis para as pessoas com análises claras sobre os possíveis efeitos na saúde. A instituição independente declara que não recebe patrocínio de empresas para que não haja conflito de interesse nos resultados divulgados. A revisão publicada na Cochrane Library, combina os resultados de 79 estudos envolvendo 112.059 pessoas. Estes estudos avaliaram os efeitos do consumo de gordura ômega 3 adicional, em comparação com ômega 3 usual ou menor, em doenças do coração e circulação. Vinte e cinco estudos foram avaliados como altamente confiáveis, porque foram bem desenvolvidos e conduzidos. "A revisão fornece uma boa evidência de que tomar suplementos de ômega 3 (óleo de peixe, EPA ou DHA) não beneficia a saúde do coração ou reduz nosso risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa", explicou Lee Hooper, da Universidade de East Anglia e um dos autores da revisão. Ômega 3 é um tipo de gordura. Pequenas quantidades desta gordura são essenciais para uma boa saúde, e elas podem ser encontradas nos alimentos que comemos. De acordo com a revisão, o aumento do consumo de gorduras ômega 3 é amplamente divulgado em todo o mundo por causa de uma crença comum de que ele protegerá contra doenças cardíacas. Há mais de um mecanismo possível de como estes suplementos podem ajudar a prevenir doenças cardíacas, incluindo a redução da pressão arterial ou a redução do colesterol. O impacto dos suplementos Os pesquisadores encontraram evidências de que as gorduras do ômega 3 suplementares tinham pouco ou nenhum efeito significativo sobre o risco de morte por qualquer causa. O risco de morte por qualquer causa foi de 8,8% em pessoas que aumentaram a ingestão de gorduras ômega 3, em comparação com 9% em pessoas nos grupos de controle. Eles também descobriram que tomar ômega 3, principalmente através de suplementos, provavelmente faz pouca ou nenhuma diferença para o risco de eventos cardiovasculares, eventos de doença coronariana, acidente vascular cerebral ou irregularidades cardíacas. As gorduras ômega 3 provavelmente reduziram algumas gorduras no sangue, triglicerídeos e colesterol HDL, conhecido como colesterol bom. É provável que a redução dos triglicerídeos seja protetora de doenças cardíacas, mas a redução do HDL tem o efeito oposto. A revisão dos estudos também concluiu que ingerir ômega 3 através de alimentos como peixes gordurosos tem um pequeno impacto na redução de riscos de alterações cardíacas: de 3,3% para 2,6%. Aumentar o consumo de suplementos de ômega 3 também não mostrou resultados efetivos no controle de peso e gordura do corpo. "Podemos confiar nas descobertas desta revisão que vão contra a crença popular de que os suplementos de ômega 3 protegem o coração. Os estudos mais confiáveis ​​mostraram consistentemente pouco ou nenhum efeito das gorduras de ômega 3 na saúde cardiovascular", disse Hooper. "Por outro lado, enquanto o peixe oleoso é um alimento saudável, não é claro, a partir do pequeno número de tentativas, se a ingestão de peixes mais oleosos protege nossos corações", acrescenta ele. Os estudos recrutaram homens e mulheres, alguns saudáveis ​​e outros com doenças na América do Norte, Europa, Austrália e Ásia. Os participantes foram aleatoriamente designados para aumentar suas gorduras de ômega 3 ou manter sua ingestão habitual de gordura por pelo menos um ano. A maioria dos estudos investigou o impacto de dar um suplemento de ômega 3 a longo prazo em forma de cápsula e o comparou a um placebo. Apenas alguns avaliaram a ingestão através de peixes. Outros estudos Em 2016, um estudo publicado na revista médica "JAMA Internal Medicine" analisou os níveis de ômega 3 no sangue e nos tecidos de participantes de 19 estudos realizados em 16 países. Na época, o consumo de ácidos graxos ômega 3, pela ingestão de peixes como salmão, sardinha e anchova, estava ligado a uma redução de 10% do risco de morrer por ataque cardíaco. Os pesquisadores descobriram que o ômega 3 "estava associado com um risco cerca de 10% menor de ataques cardíacos fatais", mas que essa mesma correlação não foi observada no caso dos infartos não mortais. Isso sugere "um mecanismo mais específico para os benefícios do ômega 3 relacionados com a morte", disseram os pesquisadores. Em março, Ana Escobar, colunista do G1 e consultora do programa "Bem Estar", falou sobre os possíveis benefícios do ômega 3 na saúde. […]

  • Adolescentes britânicos trocam sexo por relacionamentos online e família e taxa de gravidez cai, indica estudo
    on 18 de julho de 2018 at 15:09

    Dois terços de jovens entre 16 e 18 anos ouvidos em pesquisa disseram nunca ter tido relações sexuais; além disso, estão bebendo menos que gerações passadas. Ações para aumentar o acesso a contraceptivos e educação sexual ajudaram a reduzir as taxas de gravidez no passado, mas, agora, mudanças de comportamento, entre elas o tempo gasto com relacionamentos online, também explicam queda Pedro Gonçalves/G1MG/Arquivo Adolescentes estão se tornando menos propensos a fazer sexo, têm preferido passar o tempo com a família e ter relacionamentos amorosos online, sugere um estudo realizado no Reino Unido. A pesquisa, que entrevistou 1 mil jovens de idades entre 16 e 18 anos, também conclui que eles estavam bebendo muito menos. O Serviço Britânico de Aconselhamento sobre a Gravidez (BPAS, da sigla em inglês) disse que isso pode explicar a queda acentuada nas taxas de gravidez na adolescência no Reino Unido desde 2007. Dois terços dos adolescentes entrevistados disseram que nunca tiveram relações sexuais. E 24% deles afirmaram que nunca beberam álcool. Relacionamentos online O relatório do BPAS sugere que a atual geração de adolescentes parece ser mais consciente, mais focada em sua educação e futuras carreiras - e quer evitar a gravidez. Mais de 80% dos entrevistados escolheram ter um bom desempenho em exames ou sucesso na carreira escolhida como uma prioridade, comparados com 68% que viam como prioridade o tempo gasto com amigos. Os jovens também se mostraram mais propensos a considerar o tempo passado com a família mais importante do que o tempo com os amigos. E muitos disseram que os compromissos de trabalho e estudo significavam que organizar tempo para ver os amigos era difícil. Mas diários do cotidiano preenchidos pelos adolescentes como parte da pesquisa também revelam que eles estão gastando uma média de quase cinco horas online todos os dias, por razões que não estão relacionadas a trabalho ou estudo. Menos de um quarto dos entrevistados falava com seus amigos pessoalmente, cara a cara, com a mesma frequência com que conversavam online - e 70% falavam com amigos online quatro ou mais vezes por semana. Os pesquisadores sugerem que os jovens que se relacionam socialmente com seus amigos ou parceiros, cara a cara, são mais propensos a serem sexualmente ativos. Educação sexual As taxas de gravidez na adolescência têm caído há 20 anos no Reino Unido - o que é creditado em parte a uma estratégia do governo para enfrentar algumas das taxas mais altas da Europa Ocidental. Ela permitiu um maior acesso a serviços de contraceptivos e mais educação sexual em escolas e clínicas. As ações duraram 10 anos, mas as taxas continuaram a cair após esse período, com uma redução estimada em 50% desde 2007. Em 1969, a taxa de concepção era de 47 por 1.000 mulheres jovens com idades de 15 a 17 anos - em 2016, essa proporção foi de 18,9. A pesquisa do BPAS constatou que as atitudes do grupo também mudaram. Quatro em cada cinco jovens disseram achar que há agora um estigma associado a se tornar pai adolescente, e mulheres jovens já não contavam mais com apoio do Estado ou de suas famílias caso ficassem grávidas. A maioria disse que sempre ou geralmente usava contraceptivos quando fazia sexo; 14% tenham afirmado que "raramente" ou "nunca" tiveram relações. […]

  • Acesso a tratamento contra Aids bate recorde, mas ONU alerta para falta de verba
    on 18 de julho de 2018 at 14:52

    Maior contribuição no combate à doença vem dos Estados Unidos. Mas, sob a administração Trump, Washington prevê cortes importantes no orçamento. Um estudante exibe seu rosto e pintado à mão com mensagens durante uma campanha de conscientização sobre o HIV/AIDS no Dia Mundial da AIDS em Chandigarh, na Índia Ajay Verma/Reuters Os números revelam um recorde importante: três a cada cinco soropositivos do mundo têm acesso a tratamentos antirretrovirais, indica um relatório da Unaids nesta quarta-feira (18). Por outro lado, a ONU teme que a falta de verba a impeça de manter esse patamar de luta contra a Aids. Ao todo, atualmente, 21,7 milhões de pessoas são medicadas contra a Aids: a maior proporção já atingida na história, afirma a Unaids, programa da ONU que coordena ações contra a doença. A luta contra a Aids no mundo, no entanto, enfrenta um paradoxo. Ao mesmo tempo que se atingiu o recorde de tratamento de soropositivos, o diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé, teme não conseguir manter esses números. Segundo ele, faltam US$ 7 bilhões por ano para os programas de combate à doença. EUA deve cortar contribuições à Unaids No ano passado, US$ 20,6 bilhões de euros foram utilizados em programas de luta contra a Aids apenas nos países pobres, que, segundo o relatório, conseguem financiar somente 56% dos tratamentos. A maior contribuição no combate à doença vem dos Estados Unidos, mas, sob a administração Trump, Washington prevê cortes importantes neste orçamento. "O medo é que a diminuição nas contribuições internacionais gere uma diminuição nos investimentos internos dos países mais atingidos pela epidemia", afima Sidibé. Segundo ele, "ao menos 44 países utilizam 75% da ajuda internacional". "Se não dispusermos destes recursos, há um risco importante de um novo salto nas contaminações, com um grande risco de resistência e aumento da mortalidade devido à Aids", reiterou. 15,2 milhões de soropositivos sem tratamento No ano passado, 940 mil pessoas morreram por causa da Aids, um número em queda se comparado com os dados de 2016, quando quase 1 milhão perdeu a vida. Atualmente 15,2 milhões de soropositivos não têm acesso a tratamento. Além disso, apenas em 2017, 1,8 milhões de novas contaminações foram registradas no mundo, afirma a Unaids. Segundo Sidibé, para vencer a epidemia, seria necessário que 30 milhões de pacientes fossem tratados até 2020. […]

  • Após pós-doutorado na Inglaterra, biólogo vira figurante e tenta bico de modelo nu para se sustentar no Brasil
    on 18 de julho de 2018 at 11:43

    Em 'limbo' profissional, zoólogo voltou ao país para pesquisar com apoio de programa federal que acabou cancelado; hoje, recorre a bicos que não rendem nem 'um salário mínimo por mês'. O zoólogo Rodrigo Rios estudou nos EUA e fez pós-doutorado no Reino Unido; mesmo assim, continua desempregado no Brasil Arquivo pessoal "Não tinha mais nenhum real na conta", lembra o biólogo paranaense Rodrigo Fernando Moro Rios, de 32 anos. Graduado em ciências biológicas, mestre e doutor em zoologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), ele estudou na Universidade de Illinois, nos EUA, e fez pós-doutorado na Universidade Durham, na Inglaterra, em 2015. Ainda é pesquisador associado do Departamento de Antropologia da instituição inglesa, mas, desde que retornou ao Brasil, em 2016, o zoólogo trabalhou como garçom, barman, figurante de filmes, entregador de Uber Eats e se ofereceu para ser modelo nu em cursos de arte. Rios não está sozinho. Assim como o biólogo, muitos jovens doutores brasileiros enfrentam dificuldades de inserção no mercado e vivem num limbo profissional. "Sou forçado a uma série de atividades, de barman a professor de surfe, para muitas vezes conseguir menos que o equivalente a um salário mínimo por mês", diz o cientista. Atualmente, o salário mínimo no país é R$ 954. Investimento Nascido em Cascavel, mas residente em Curitiba, Rios desenvolve estudos sobre primatas modernos. O biólogo dedicou mais de dez anos à sua formação acadêmica, de 2003 a 2015, emendando pesquisas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). "Vi como um plano de carreira, pois a ciência satisfaz minhas aspirações profissionais. Era um caminho certo, estável. Pensei que poderia atuar como biólogo profissional ou professor, mas, depois que voltei da Inglaterra, isso se provou um erro", conta. Entre o doutorado e o pós-doutorado, ele fez trabalhos técnicos e estudos de impacto ambiental relacionados, por exemplo, a fauna silvestre, mineração e terras indígenas. Antes de retornar ao Brasil, o pesquisador prolongou o estágio pós-doutoral na Universidade Durham: pediu 12 meses de prorrogação, mas obteve seis meses apenas. Seu projeto de pesquisa foi considerado promissor, mas inviável por uma questão técnica. Rodrigo Rios mescla aulas com trabalhos completamente distantes de sua área de formação Arquivo pessoal De volta ao país, cumprindo as regras atuais das agências federais, ele pretendia dar continuidade à investigação científica com apoio do programa Jovens Talentos, voltados para pesquisadores de áreas prioritárias do programa Ciências Sem Fronteiras, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Educação. Porém, prestes a se mudar para Florianópolis para realizar essas atividades na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o programa foi cancelado. "Estava tudo certo, mas a bolsa deixou de existir", lamenta. "Fiquei muito inseguro. A rede de contatos para consultoria ambiental, que eu tinha construído antes, começou a se desmanchar. Não tinha informações sobre outros pós-doutorados. Não tinha concursos abrindo." Rios conseguiu contratos temporários como professor visitante em universidades particulares paranaenses, como a Faculdade Assis Gurgacz (FAG), em Toledo, e a Uniamérica, em Foz do Iguaçu, ministrando cursos de curta duração. Atualmente associado como pesquisador à Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, e à Universidade Durham, continua atuando como cientista, oferecendo cursos de extensão, orientações e palestras, sem receber remuneração ou ajuda de custo. Segue ainda escrevendo artigos para publicações acadêmicas, que contam pontos nos processos seletivos para docente de ensino superior, e está escrevendo um livro de biologia intitulado Longas Caminhadas, Sombra e Água Fresca: As Raízes Evolutivas de Nosso Bem-estar. "Estou mandando currículo para tudo que é lado, procurando várias opções de área para não perder nenhuma oportunidade." Bicos Sem oportunidades na área em que se especializou, Rios teve de buscar outras alternativas para se sustentar. "No fim do ano passado, não tinha disciplina para dar, não tinha consultoria. Não tinha dinheiro. Morava sozinho desde o fim da graduação; agora, voltei para a casa da minha mãe. Eu tenho uma mãe e um teto – sei que tem gente não tem nem casa nem família, mas não penso que é papel dela ficar me sustentando a essa altura", considera. Foi neste contexto que o pesquisador passou a fazer freelance como barman num bar de Curitiba, entregar encomendas via Uber e dar aulas de surfe na Ilha do Mel, no litoral paranaense. Também tentou dar aulas de inglês num cursinho e se inscreveu para uma vaga de secretário em uma empresa de engenharia. O biólogo encontrou espécie de arraia que achou em poça na Praia Brava, em Arraial do Cabo Arquivo pessoal No meio tempo entre as disciplinas ministradas, que duram apenas uma ou duas semanas, ele continua contando com "bicos". "Já fiz, ou busco fazer, um pouco de tudo desde que defendi minha tese, fora lecionar, publicar e orientar. Fui figurante de cinema, graças a um colega meu, também doutor em zoologia, que virou câmera. Outro colega, que trabalha com marketing digital, está fazendo curso de pintura. Precisa de modelo? Topo. Afinal, mesmo doutores, às vezes a gente não ganha R$ 100 por quatro horas (de trabalho)", relata. Rios se dispôs a posar nu para um curso de pintura, mas ainda não acertou a data. O último trabalho artístico do biólogo foi uma figuração para uma série investigativa gravada em Curitiba, na qual desempenhou três papéis diferentes num bar: "Um fingia que estava tomando uma cachaça lendo o jornal; outro estava com a namorada na mesa; outro estava conversando com um amigo no balcão. Ganhei R$ 80 por cerca de 11 horas de trabalho". Em meados de junho, o pesquisador levou uma turma de alunos do Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade) para trabalho de campo, parte de um curso de método de inventário de fauna, que ensina técnicas para posicionar armadilhas de pequenos mamíferos, montar pontos de observação e reconhecimento de rastros de animais. "São altos e baixos. Fico animado com a interação com os alunos, é o que me motiva. Mas fico ressabiado porque várias vezes não deu certo (a contratação nas universidades). Não desconsidero nada. Sabe aquele negócio 'fazer minha arte e vender na praia'? Sei fazer camiseta com técnica de estêncil, talvez faça para levar a uma feirinha de Curitiba." O biólogo não menospreza outras ocupações, mas afirma que seu potencial está sendo subutilizado nos trabalhos informais. "Uma subutilização de tanto investimento, tanto dinheiro público, tanto tempo e dedicação para se formar um cientista que vai para outra atividade porque não tem inserção no mercado. É horrível pensar que todo esse investimento não serviu para nada." Competitividade Neste ano, o biólogo ministrou a palestra "Seria a Natureza Humana Competitiva?" para estudantes na UFPR e na UNILA. "A natureza é competitiva, mas também é cooperativa e empática. Se há desequilíbrios na competição, rompem-se as relações essenciais da cooperação. Como fenômeno biológico, a competição é relacionada à disponibilidade de recursos. Menos recursos, mais pressões, o que leva a interações negativas. Isso acontece no mundo natural, e está acontecendo no mundo acadêmico. É a lógica do ditado: se a farinha é pouca, meu pirão primeiro", comenta. "Não concordo com a ideia: 'se você tentar ser forte o suficiente, você consegue e o resto é mimimi'. Não é assim que funciona, ou que deveria funcionar." Participando de processos seletivos para instituições de ensino superior, o pesquisador também enfrenta dificuldades com a concorrência acirrada. Segundo sua leitura, muitos editais são ambíguos e complexos, por falta de informação ou de transparência nas seleções. "Além disso, preciso botar na ponta do lápis o quanto custa para viajar para prestar concurso. Deixei de ir a uma seleção em outro Estado, pois o edital previa a prova escrita num dia e a prova didática dois meses depois. Cada viagem custaria mais de R$ 2 mil, é totalmente inviável. Outros processos só aceitam inscrição presencial e não tenho condições, não tenho R$ 500 para viajar a outra cidade só para me inscrever. Atualmente, só tenho gastos tentando encontrar trabalho", diz. Para aprimorar o currículo para as seleções, o pesquisador diz que está priorizando periódicos acadêmicos que contam mais pontos nas avaliações. "A gente entra em uma lógica de produtividade a qualquer custo, para ter uma voz maximizada pelos números e não necessariamente pela relevância ou pelo interesse científico", diz. "Sempre pesquisei macacos, mas tive a sorte de encontrar uma espécie de arraia em uma poça de maré na Praia Brava, de Arraial do Cabo (RJ). Nós, biólogos, sempre olhamos para os bichos à nossa volta. Sete anos depois dessa viagem, postei essas fotos e uma amiga especialista na área me procurou, dizendo que eu tinha registrado um episódio raro e de muito interesse científico. Não é minha área, mas estou escrevendo um artigo para a revista Fish Biology, de alto fator de impacto", exemplifica. As pressões sobre jovens doutores brasileiros também envolvem a imagem de "eterno estudante", que se resume na máxima "só estuda, não trabalha". "Ouvi outro dia em uma reunião profissional: 'você tem 32 anos, veja só, doutor, pós-doutor, nunca trabalhou, não?' Me surpreende que as instituições não considerem um pesquisador como um profissional. Sou cientista, é claro que estou sempre estudando", responde. "Lemos notícias sobre os níveis de ansiedade e depressão no doutorado, e depois do doutorado? As pressões podem ser bastante perigosas para a saúde mental dos acadêmicos. Tivemos um desenvolvimento sem precedentes na formação de doutores nos últimos anos no Brasil, mas que não foi acompanhado por uma compreensão sobre o papel desses doutores depois de formados", adiciona o biólogo. Segundo um estudo publicado recentemente na Nature Biotechnology, por exemplo, os pós-graduandos têm seis vezes mais chance de desenvolver depressão e ansiedade do que a população geral. Em busca de outros projetos e oferecimento de cursos, Rodrigo teme desistir de vez da ciência. "Não tenho nada fixo e não sei como vai ser amanhã. Se nada der certo, vou trabalhar num cruzeiro, vou tentar dar mais aulas de surfe, vou viver a vida. Fazer o quê?" […]

  • HPV: por que vacinação de adolescentes contra vírus de transmissão sexual que causa câncer não avança no Brasil
    on 18 de julho de 2018 at 11:39

    Cinco anos depois do início da imunização contra HPV pelo SUS, país só conseguiu vacinar 48,7% das meninas de 9 a 14 anos, faixa etária alvo recomendada pela OMS; câncer de colo de útero é o 3º mais comum entre mulheres no Brasil e pode ser prevenido com a vacina. No ano passado, 900 mil vacinas 'encalhadas' foram liberadas para homens e mulheres fora na faixa etária alvo para que não estragassem MANUELA BRANDOLFF/PALÁCIO PIRATINI Cinco anos depois de o Brasil fazer a primeira campanha nacional de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) e de disponibilizar a vacina gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), apenas 48,7% das meninas entre 9 a 14 anos no país – a população-alvo recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – foram imunizadas. O HPV é responsável por 99% dos casos câncer de colo de útero, o terceiro mais frequente entre as mulheres no Brasil, o quarto que mais mata – e um dos poucos que pode ser prevenido com vacina. São mais de 100 tipos de vírus, dos quais 13 são considerados de alto risco, podendo causar, além dos tumores cervicais, câncer de ânus, vulva, vagina e de pênis. Altamente contagioso, muitas vezes assintomático e sem cura, ele é transmitido principalmente durante a relação sexual sem proteção. O vírus está presente em mais da metade população brasileira sexualmente ativa. Pesquisa realizada pela Associação Hospitalar Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde mostrou que 54,6% dos indivíduos entre 16 e 25 anos no país têm HPV. Divulgada no fim do ano passado, a análise teve a participação de 5,8 mil mulheres e 1,8 mil homens de todas as regiões. Países como a Austrália conseguiram reduzir a prevalência do HPV na população para cerca de 1% e estão perto de erradicar o câncer de colo de útero. Em vizinhos como o Chile, a cobertura da vacina passa de 70%. Em 2013, o Brasil fez uma grande parceira público-privada para nacionalizar o processo de fabricação da vacina e, no ano seguinte, iniciou a campanha pelo SUS em escolas de todo o país. De lá para cá, contudo, a taxa de cobertura para as duas doses, essenciais para a imunização, não passou de 50%. No ano passado, esse percentual chegou a 48,7%. A campanha deste ano começou em março e, a partir de setembro, o SUS começa a aplicar a segunda dose. Vacinar adolescentes é mais difícil do que imunizar as crianças, muitas vezes encaminhadas para o posto de saúde diretamente pelo pediatra, destacam médicos consultados pela BBC News Brasil. Há a questão do receio dos efeitos colaterais – neste caso, alergias leves aos componentes do medicamento –, a mistura entre o "medo de agulha" e a sensação de que a doença é algo distante e, no caso específico do HPV, a visão distorcida de alguns pais de que a vacinação poderia dar início precoce à vida sexual dos filhos. Para infectologistas e especialistas em HPV, contudo, a principal razão para que o país esteja longe da meta de 80% de cobertura foi a saída da vacinação das escolas. Distribuição pelo SUS começou em 2014, com a primeira dose aplicada em escolas de todo o país WILSON DIAS/AG. BRASIL Da escola para o posto de saúde Em 2014, o lançamento da campanha foi feito nos colégios, onde aconteceram as rodadas da primeira dose – com cobertura de mais de 100%. Em setembro daquele ano, porém, a segunda rodada de imunização foi transferida para os postos de saúde, onde se mantém até hoje. "É muito difícil levar o adolescente à sala de vacinação", pondera Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). As razões vão desde as particularidades da própria faixa etária, para a qual o câncer é uma realidade distante – e que, ao contrário das crianças menores, já consegue dizer "não" aos pais –, até as dificuldades práticas, como o horário de funcionamento dos postos de saúde, em geral de segunda a sexta, em horário comercial. Apesar de não ser obrigatória por lei, a maioria dos postos exige a presença de um responsável para vacinar o adolescente, diz Ballalai. Para que a cobertura chegue à meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde, que proporcionaria redução significativa dos casos de câncer e da incidência de verruga genital, por exemplo, a imunização deveria voltar para as escolas, ela destaca, como fazem Austrália e Chile – este último, convidado da próxima Jornada Nacional de Imunizações, organizado pela SBIm, para compartilhar sua experiência. "Enquanto a vacinação não for para dentro da escola, a gente não vai aumentar a cobertura", concorda Rosana Richtmann, médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. 'Dificuldade operacional' A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Carla Domingues, afirma que o desempenho do Brasil está de acordo com a média global de cobertura contra o HPV, entre 50% e 70%, segundo ela. Casos como o da Austrália são "exceções", porque "estão fazendo vacinação eminentemente nas escolas". A dificuldade para repetir a fórmula no Brasil, ela diz, passa pela falta de estrutura dos municípios, que têm a competência de vacinar a população. As secretarias municipais de saúde, afirma, precisariam de "equipes volantes" para ir às escolas, sem depender dos profissionais dos postos de saúde, que muitas vezes já trabalham além da capacidade. "Muito município não tem dinheiro para fazer essas contratações e outros nem podem, por causa dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal", ressalta. O Ministério da Educação (MEC) "já foi uma resistência, hoje não é mais", e atua em conjunto com a Saúde no âmbito do Programa de Saúde na Escola. "A dificuldade é operacional mesmo", afirma a coordenadora. Ela destaca, contudo, que elevar a cobertura da vacina continua entre as prioridades do PNI e que a pasta mantém diálogo com os municípios, além das campanhas para esclarecer e alertar a população sobre a importância da imunização. O desempenho aquém do esperado fez com que, no ano passado, 900 mil vacinas destinadas à população-alvo – meninas entre 9 a 14 anos e meninos entre 11 a 14 anos – quase vencessem. Para evitar que isso acontecesse, diz Domingues, o SUS ampliou a idade máxima para imunização gratuita e vacinou homens e mulheres de até 26 anos. O caso de sucesso da Austrália contra o HPV A Austrália é o primeiro candidato a erradicar o câncer de colo de útero nas próximas décadas, de acordo com a International Papillomavirus Society (IPS), organização internacional que reúne médicos especialistas em HPV. A campanha começou em 2007, com vacinação de meninas nas escolas. Cinco anos depois, a incidência de verrugas genitais na população já havia reduzido em 90%, destaca o médico brasileiro Edison Natal Fedrizzi, membro do IPS. Em 2013, os meninos foram incluídos na campanha e, em 2015, a incidência de HPV entre mulheres de 18 a 24 anos despencou de 22,7%, registrado dez anos antes, para 1,1%. "É inaceitável a gente ainda ter morte por câncer de colo de útero no Brasil, uma doença que se previne com vacina", destaca o especialista. A imunização dos adolescentes, ele destaca, tem três grandes benefícios. Primeiro, a resposta imunológica é melhor que a dos adultos – a partir dos 15 anos, a recomendação é de não apenas duas, mas três doses. A probabilidade de exposição prévia ao vírus, por sua vez, é pequena – e a vacina é inócua nos casos em que a pessoa já está contaminada. Depois, o custo para o sistema de saúde, de forma geral, é menor. Nesse sentido, deve-se levar em conta também o chamado "efeito da proteção de rebanho" – quanto mais jovens se imunizarem antes do início da vida sexual, o nível de contágio das novas gerações tende a ser menor e o vírus tende a circular menos, diminuindo a prevalência do HPV. Assim, de forma indireta, a vacinação também diminuiria a incidência do câncer, poupando, em última instância, recursos do SUS. "Por isso que vacinar os meninos (incluídos no ano passado no programa de imunização) também é essencial, porque eles são vetores de transmissão", destaca o especialista. À frente do Projeto HPV, no hospital universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fedrizzi destaca o caso bem-sucedido de Florianópolis, em que as secretarias de saúde e educação se juntaram para trazer a vacinação de volta para as escolas e conseguiram cumprir a meta de 80% de cobertura. "Diante do problema para mobilizar as equipes (dos postos de saúde) para irem às salas de aula, Floripa criou o 'dia de a escola ir ao posto'", diz ele. 'Os antivacina não são problema no Brasil' A vacina distribuída no Brasil é quadrivalente. Ela imuniza contra dois tipos do vírus do HPV considerados de alto risco, o 16 e 18, apontados como responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, e contra os dois tipos de baixo risco responsáveis por 90% das verrugas genitais, o 6 e 11. É fornecida gratuitamente para meninas com idade entre 9 e 14 anos e para meninos entre 11 e 14 anos. Na rede privada, cada dose custa por volta de R$ 200. A vacina do SUS é da marca Gardasil, produzida pelo laboratório Merck Sharp and Dohme (MSD) em parceria com o Instituto Butantan. O acordo fechado pelo Ministério da Saúde em 2013 com a empresa americana prevê transferência de tecnologia para que o Brasil, nos próximos anos, se torne autossuficiente na produção do medicamento. Ele praticamente não apresenta efeitos colaterais, diz Fedrizzi, por se tratar de uma vacina recombinante – que não usa, por exemplo, o vírus atenuado na composição, mas partes do organismo. Apesar de casos sem relação com a vacina terem provocado alguma reação contrária a ela no início da campanha, em 2014, o impacto das pessoas "antivacina" na baixa cobertura é pequeno, afirma o médico. O episódio de paralisia em três meninas vacinadas em Bertioga (SP) naquele ano, que chegou a assustar alguns pais, comprovadamente não estavam ligados à imunização, destaca Fedrizzi. "Esse não é um problema nosso. Uma pesquisa recente mostra que, na França, 41% da população desconfia das vacinas. No Brasil, esse percentual é de 4%. A questão aqui é outra", concorda Ballalai, da Sociedade Brasileira de Imunizações. "O único efeito colateral (mais significativo) pode ser psicossomático", destaca Richtmann, infectologista do Emílio Ribas, referindo-se ao "medo de agulha", que pode fazer com que alguns adolescentes passem mal. […]

  • 'Viagra do Himalaia': o fungo 'afrodisíaco' mais caro que ouro
    on 18 de julho de 2018 at 10:53

    O yakasumba, fungo que cresce em corpo de lagarta de mariposa a altitudes de 3 mil a 5 mil metros, é coletado por moradores de vilarejos locais; em países como China e EUA, o grama é vendido a U$ 100. Viagra do Himalaia, o yakasumba responde por 56% da renda anual dos moradores desses vilarejo Reprodução/BBC Para alguns, não passaria dos restos de uma lagarta. Mas, para muitas outras pessoas, trata-se de um produto extremamente valioso e cada vez mais escasso. Confira o vídeo. O yakasumba é um fungo que cresce em altitudes de 3 mil a 5 mil metros e só é encontrado na região dos Himalaias - em regiões como Nepal, Índia, Butão e no Tibete. Leia também: 'Viagra natural' inalado melhora desempenho sexual, diz estudo Ele se forma quando o fungo, na terra, ataca e disseca uma lagarta. Especialistas em medicina tradicional dizem que ele é eficaz contra impotência, asma e câncer. Esse efeito torna o Yarsagumba, também conhecido como o 'Viagra do Himalaia', mais valioso do que ouro. Um quilo do fungo pode custar US$ 100 mil (R$ 386,3 mil), mais do que o dobro dos US$ 40 mil cobrado pelo quilo de ouro. Isso faz com que, entre maio e junho, vilarejos nos Himalaias fiquem desertos - seus moradores foram para as montanhas coletá-los. Mas trabalhar a essas altitudes é perigoso. “É muito frio aqui. Às vezes, somos pegos pela chuva. Já enfrentamos avalanches algumas vezes”, conta Cada um rende de US$ 3,50 a US$ 4,50 para os moradores dos vilarejos. Um quilo do fungo pode custar US$ 100 mil (R$ 386,3 mil) Reproduçao BBC Depois, o fungo é exportado para países como China, Cingapura, Estados Unidos, Reino Unido, Coreia, Japão, Mianmar e Tailândia, onde um grama do yakasumba pode custar até US$ 100. O yakasumba responde por 56% da renda anual dos moradores desses vilarejos. “Graça ao yakasumba, posso comprar roupas novas. Tenho dinheiro para visitar Katmandu e não dependo de ninguém financeiramente”, diz Sita Gurung. Mas especialistas alertam que o yakasumba está cada vez mais escasso por causa do excesso de colheita e do aquecimento global. “Antes, a gente achava muitos yakasumbas, às vezes, cem por dia. Agora, achamos de 2 a 20 - às vezes, voltamos para casa de mãos vazias.&rdquo […]

  • Idoso pode se vacinar contra o sarampo? Quem já teve deve tomar a vacina? Especialistas respondem dúvidas
    on 17 de julho de 2018 at 21:58

    Com três mortes confirmadas por causa da infecção por sarampo, o vírus começa a se espalhar do Norte para outras regiões brasileiras; Ministério da Saúde pede reforço da cobertura vacinal em todo o país, principalmente entre aqueles que viajaram para fora do Brasil nos últimos 30 dias. Crianças estão entre as principais vítimas de sarampo Valdo Leão/Secom Neste mês, o Ministério da Saúde alerta para que se redobre a atenção contra o sarampo por causa do fim da Copa do Mundo na Rússia e a volta de brasileiros que viajaram para assistir aos jogos, uma vez que a Europa teve 400% de aumento dos casos da doença em 2018 em comparação com o ano passado. No mundo todo, o número de casos registrados aumentou em 30% no ano passado. Foram 173.330, 41 mil a mais do que em 2016. Destes, 775 casos foram na região das Américas. Segundo o informe do Ministério da Saúde, é necessário ter atenção com sintomas para indivíduos "com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou que tenha tido contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior". Essa orientação, na realidade, é anterior à Copa do Mundo e diz respeito à preocupação com os casos importados de sarampo, uma vez que os casos autóctones, em que a doença é contraída com circulação do vírus dentro do país, não ocorriam desde 2000. Devem ser vacinadas todas as pessoas – com exceção de gestantes e pessoas com imunidade afetada - entre os seis meses de vida e os 49 anos que nunca tenham se vacinado contra o sarampo ou que não sabem se foram ou não imunizadas. Quanto aos casos suspeitos, o ministério pede atenção para os seguintes sintomas: febre, conjuntivite, manchas vermelhas na pele, tosse e coriza. Nos quatro dias após o início dos sintomas, essas pessoas devem ser isoladas para evitar contaminar as pessoas ao redor. "Casos suspeitos devem ser imediatamente notificados às autoridades de saúde, pois é possível tomar medidas para evitar a disseminação da doença para as pessoas que convivem com o doente", explica o infectologista Bruno Oliveira, médico do Hospital Materno Infantil de Brasília. A BBC News Brasil ouviu autoridades sobre transmissão do vírus do sarampo e imunização, e responde às principais dúvidas sobre o assunto. O Brasil está com surto de sarampo? Sim, segundo documento emitido em março pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O surto no Brasil, por enquanto, se concentra nos estados Amazonas e Roraima, mas o vírus já começou a se espalhar para outras regiões: no Rio de Janeiro, 2 casos já foram confirmados e outros 14 são investigados. Sete casos já foram confirmados no Rio Grande do Sul, além de 2 casos no Mato Grosso e 1 em São Paulo. No total, são 995 casos de sarampo registrados no Brasil entre 1º de janeiro e 23 de maio, sendo 475 confirmados, com 3 mortes. O sarampo era considerado erradicado nas Américas desde 2016, segundo certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Como prevenir o sarampo? Existem medidas de prevenção contra o sarampo, mas a imunização por meio das vacinas é a única medida eficaz contra o sarampo. Por isso, o Ministério da Saúde busca vacinar 95% da população de 6 meses a 49 anos. Além das vacinas, as pessoas podem adotar demais medidas, como: higienizar as mãos com água e sabão antes das refeições, antes de tocar os olhos, a boca e o nariz, assim como após tossir, espirrar, ir ao banheiro ou cumprimentar pessoas. Ao tossir e espirrar, deve-se proteger a boca e o nariz com lenços descartáveis e nunca espirrar nas mãos; caso não tenha um lenço descartável, recomenda-se espirrar no antebraço, próximo ao cotovelo. Evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados são outras medidas de prevenção contra a transmissão do sarampo. Sarampo mata? De acordo com Oliveira, sim. "O sarampo pode se apresentar de forma extremamente grave, principalmente no que diz respeito aos sistemas respiratório e nervoso central, podendo causar a morte." O sarampo é uma doença infecciosa grave, extremamente contagiosa, que pode afetar qualquer pessoa, de qualquer idade, que não tenha anticorpos contra a doença. Entre as várias complicações que o vírus pode causar estão a pneumonia e as alterações neurológicas, como convulsões, confusão mental, alucinações, fraqueza e perda de sensibilidade. Essas complicações costumam ser mais severas em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A doença também pode deixar sequelas graves para o resto da vida. "As mais comuns são as neurológicas e podem ocorrer durante a doença ou até vários anos após a infecção", informa o médico infectologista. Qual o nome da vacina a tomar contra sarampo? São duas as vacinas contra sarampo: a tríplice viral, que também protege contra os vírus da rubéola e da caxumba, e a tetravalente viral, que inclui a imunização contra um quarto vírus, a varicela, conhecida como catapora. Onde posso encontrar a vacina? Tanto a vacina tríplice viral como a tetravalente viral estão disponíveis o ano todo nas Unidades Básicas de Saúde, de graça e para toda a população. Também há a possibilidade de tomar essas vacinas em clínicas particulares, mas não de maneira gratuita. Tanto na rede privada como no SUS, os componentes das vacinas contra o sarampo são os mesmos. Posso pegar sarampo por meio da vacinação? A pesquisadora da FioCruz explica que as vacinas contra sarampo são feitas a partir do vírus enfraquecido e, por isso, o risco do vacinado ser infectado pela vacinação não passa de 2%. "Esta hipótese de contrair o sarampo na vacinação é pouco provável, pois os estudos com a vacina mostraram soroconversão (produção de anticorpos) de 98% a 100% dos vacinados", afirma Noronha. Grávidas podem tomar vacina contra sarampo? Não. "Gestantes não devem receber a vacina e há indicação de se evitar a gravidez por pelo menos 28 dias após a vacinação porque ocorre o risco teórico de efeitos maléficos para o feto, apesar desse risco nunca ter sido provado na prática", afirma o médico Oliveira. A dica para as gestantes que nunca tomaram as vacinas contra o sarampo é se vacinarem no pós-parto, para proteger o recém-nascido indiretamente, por meio da amamentação, e evitarem contrair o vírus. Bebês podem tomar vacina contra sarampo? Sim, mas somente os bebês a partir dos seis meses de vida podem ser vacinados contra o sarampo. Tomei uma dose na infância. Estou protegido? Não. "Quem não tomou duas doses a partir dos 12 meses de vida não está adequadamente protegido, ainda está com algum nível de suscetibilidade. Em caso de dúvidas se está ou não totalmente protegido, o melhor é revacinar-se", afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai. Todos podem se vacinar? Não. Dois grupos não devem tomar a vacina tríplice viral sem prescrição médica: grávidas, conforme explicado acima, e pessoas com a imunidade baixa. "A vacina contra o sarampo não é recomendada para indivíduos com o sistema imunológico comprometido por alguma doença ou medicamento, que podem desenvolver o sarampo a partir do vírus vacinal, uma vez que a vacina é elaborada a partir de vírus enfraquecidos", completa Ballalai. Qual a idade correta para tomar vacina? A tríplice viral deve ser tomada aos 12 meses de vida. Já a tetravalente viral deve ser tomada aos 15 meses. "Pelo Programa Nacional de Imunizações, os adultos até os 29 anos de idade deverão receber duas doses com a vacina tríplice viral. Pessoas de 30 a 49 anos de idade devem receber uma dose", explica a epidemiologista Tatiana Noronha, pesquisadora da unidade Bio-Manguinhos, da FioCruz, uma das produtoras da vacina tríplice viral. É proibido em alguma idade tomar vacina para sarampo? Sim, recém-nascidos e bebês abaixo dos seis meses de vida não devem tomar nenhuma das vacinas contra o vírus. Com a exceção acima, caso não tenha sido imunizada na idade correta, qualquer pessoa poderá tomar a tríplice viral, não há limite de idade, apesar do alerta do Ministério da Saúde ser até os 49 anos. A explicação para o limite anunciado pelo ministério é que pessoas com 50 anos ou mais já podem ter entrado em contato com o vírus e, por isso, estarem imunes ao sarampo. "Uma dose poderá ser recomendada aos idosos, mas fica a critério médico, levando-se em consideração o histórico do paciente", explica Noronha. Já tive sarampo. Preciso me vacinar? Pega-se o sarampo apenas uma vez na vida: quem já foi infectado pelo vírus, nunca mais terá a doença. "A infecção por sarampo gera proteção para a vida inteira", explica Ballalai. "Mas, antes de tomar a decisão de não se vacinar, é preciso ter certeza absoluta de que teve sarampo, porque outras doenças têm sintomas bastante parecidos. Mais uma vez: em caso de dúvida, o melhor é se vacinar, uma vez que não há qualquer risco de sobrecarga no organismo", alerta a especialista. A vacina tem efeitos colaterais? Segundo Ballalai, os efeitos colaterais são raros, mas podem acontecer entre cinco a 21 dias após a vacinação, principalmente na dose da vacina tríplice viral. "A vacinação pode causar sintomas leves semelhantes ao da doença: febre alta com cinco dias de duração em 5% a 15% dos vacinados; manchas vermelhas no corpo com cerca de dois dias de duração em 5% dos vacinados; gânglios inchados já foram observados em menos de 1% dos vacinados; dor de cabeça, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento e vermelhidão dos olhos também ocorreram em até 4% dos vacinados", destaca a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, lembrando que reações locais, como ardência, vermelhidão, dor e nódulos também podem ocorrer por ser uma vacina injetável. Como se transmite o sarampo? A transmissão do vírus do sarampo pode ocorrer de duas maneiras: direta, de pessoa a pessoa, entrando em contato com secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar; e indireta, por meio do ar: como o vírus pode ficar muito tempo suspenso no ar, não é preciso entrar em contato direto com o doente, basta estar no mesmo ambiente que ele para ser infectado. Existe tratamento para o sarampo? Segundo Oliveira, não há tratamento especifico contra o vírus do sarampo. "Há apenas tratamento de suporte para as sequelas que a doença pode deixar", afirma. O médico explica que os doentes devem ficar em repouso, ter uma alimentação balanceada, ingerir muito líquido e evitar aglomerações e ambientes fechados para não infectar outras pessoas. Por que o sarampo voltou? Porque o vírus ainda circula em grande quantidade em várias regiões da Europa e da América, e voltou a circular no Brasil com as migrações e as viagens internacionais. Ou seja, voltamos a importar o vírus. Além de voltar a circular no Brasil, o vírus se aproveitou na baixa imunização dos brasileiros, que deixaram de se vacinar e vacinar seus filhos nos últimos anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal no Brasil da tríplice viral chegou aos 100% de 2004 a 2011, mas começou a decair desde então. Segundo dados do Datasus analisados pela BBC News Brasil, a segunda dose da vacina contra o sarampo não bate a meta de vacinação, de 95%, desde 2012. Em 2016, apenas 76,74% das crianças com 15 meses de vida foram imunizadas. Por que algumas pessoas pararam de tomar vacina? Em entrevista à BBC News Brasil, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde Carla Domingues garantiu que não há explicação clara para a diminuição da cobertura vacinal da tríplice viral nos últimos anos no Brasil, uma vez que não houve redução da oferta ou desabastecimento da vacina no país. Para a coordenadora, a explicação pode estar em um possível esquecimento das pessoas sobre algumas doenças, antes frequentes no país, mas hoje controladas e menos visíveis. "A população de adultos de hoje precisa lembrar que sarampo e poliomielite matam. E se não matarem, deixarão sequelas graves para o resto da vida, como a paralisia infantil, a surdez, a cegueira, problemas neurológicos, etc.", afirmou Domingues. […]

  • 'Dr. Bumbum' tinha diploma, mas não podia trabalhar como cirurgião plástico: saiba contratar um médico com segurança
    on 17 de julho de 2018 at 20:45

    Cirurgia ilegal feita por médico sem especialização acabou em morte de paciente na Barra da Tijuca, no Rio. Ele é réu em mais de 10 ações. Denis Cesar Barros Furtado, o Dr. Bumbum Reprodução/Instagram Um procedimento feito pelo médico Cesar Barros Furtado, conhecido como Dr. Bumbum, resultou na morte da paciente Lilian Calixto, de 46 anos. Com mais de 650 mil seguidores, ele não tinha CRM na cidade do Rio de Janeiro – a cirurgia foi feita em um apartamento na Barra da Tijuca – e é réu em mais de 10 ações. Mas, então, como descobrir que um médico é confiável? De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o sinal mais claro e também problemático da história é o local onde a cirurgia foi feita. "Isso é bizarro. Isso vai contra qualquer princípio mínimo da medicina", disse o presidente da SBPC, Niveo Steffen. Segundo os médicos, um procedimento, mesmo que seja um preenchimento minimamente invasivo, precisa ser feito em um ambiente preparado, um hospital ou um centro cirúrgico com aparelhamento para qualquer problema que precise de atendimento profissional em uma emergência. "Não pode fazer em nenhuma estrutura que não seja um consultório equipado, uma clínica, ou um hospital. Não pode em apartamento, nem em cabeleireiro, nem em centro de estética", disse Francesco Mazzarone, diretor do Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa. Antes de marcar a cirurgia e garantir se ela será feita em ambiente seguro, é importante ficar atento à formação do médico. "A formação do cirurgião plástico na verdade é de 11 anos. Nós temos 6 anos de faculdade de medicina, mais 2 anos de cirurgia geral e depois mais 3 anos de estudo da especialidade", disse Steffen. Lilian Calixto morreu após procedimento com 'Dr. Bumbum' Reprodução/TV Globo "Muito fácil uma pessoa fazer um curso de um fim de semana e sair por aí fazendo procedimento", explicou. "Um especialista que tem a formação de antemão sabe que a aplicação de um produto intramuscular tem chance de embolia muito alta, entre outras coisas importantes". A SBCP informou que disponibiliza em seu site, Facebook, e-mail ou telefone uma consulta para saber quando um médico é credenciado. Além disso, é possível pedir o CRM do profissional e checar no Conselho Regional de Medicina de cada estado para saber a situação do profissional. E as redes sociais? Mesmo com milhares de seguidores, Furtado não tinha especialização na área nem CRM para atuar no Rio de Janeiro. Como desconfiar? Médico tem 645 mil seguidores no Instagram Reprodução / Rede social "Antes de sermos cirurgiões plásticos, nós somos médicos. Como médicos, nós temos um código de ética que precisa ser respeitado, independente da especialidade", disse Steffen. "Acho que o médico pode ter redes sociais. O que não pode é ter um Instagram como uma maneira de comunicação para o profissional vender o seu produto, ou fazer sensacionalismo, ou mostrar pré e pós operatório de paciente". Como checar a conta de um médico nas redes sociais: Médicos não devem colocar propagandas de cirurgias e terapias, porque os procedimentos precisam de uma avaliação para ver se ele são recomendados para cada paciente Médicos não devem colocar fotos de “antes e depois”, já que estão proibidos de divulgar pré e pós operatório de pacientes pelo código de ética Médicos podem dar dicas de prevenção para doenças, se tiverem formação para tal, e que tenham comprovação científica O ideal é entrar em contato e pedir o CRM para checar o ‘status’ do profissional Os médicos não podem mostrar dicas de como fazer procedimentos […]

  • Pão mais antigo do mundo tem receita de 14 mil anos revelada por arqueólogos
    on 17 de julho de 2018 at 19:47

    Migalhas carbonizadas foram encontradas em deserto da Jordânia; cientistas acreditam que o cultivo de cereais para fazer pão pode ter sido impulso para início da agricultura. Imagem de alta resolução de um pedaço de pão de Shubayqa. Tobias Richter e Amaia Arranz-Otaegui/Divulgação Pegue a farinha feita de trigo e cevada selvagens, misture com raízes trituradas de plantas, adicione água e asse. Segundo os cientistas, essa é a receita do pão mais antigo do mundo, com mais de 14 mil anos. Seu formato para assar seria parecido com o de um pão achatado e o gosto parecido com o do pão multigrãos dos dias atuais. Nossos antepassados podem ter usado esse pão para enrolar a carne ao assá-la. Assim, ele também pode ter sido o sanduíche mais antigo. "Esta é a primeira evidência que temos do que poderíamos chamar de cozinha, com um produto misto de alimentos", diz o professor Dorian Fuller, da UCL (University College London), à BBC News. "Eles têm pães ázimos (sem fermento) e têm gazela assada e assim por diante, e isso era algo que estavam usando para fazer uma refeição." O pão tem sido parte da nossa dieta básica, mas pouco se sabe sobre as origens da panificação. Até agora, a mais antiga evidência de pão datava de 9 mil anos, da Turquia. Mas arqueólogos acabam de descobrir evidências de panificação feita há 14 mil anos em um sítio arqueológico no deserto negro da Jordânia. Segundo relato publicado na revista cientítica PNAS, os cientistas descobriram dois edifícios, cada um contendo uma grande lareira de pedra circular dentro da qual foram encontradas migalhas de pão carbonizadas. Analisadas com microscópio, as amostras de pão tinham sinais de moagem, peneiramento e amassamento. A doutora Amaia Arranz-Otaegui, da Universidade de Copenhague, que descobriu os restos do pão, disse que isso era a última coisa que esperavam encontrar no local. "O pão é um elo poderoso entre nossas culturas alimentares passadas e presentes", diz ela. "Isso nos conecta com nossos ancestrais pré-históricos." O alimento teria sido feito em vários estágios, incluindo "moer cereais e tubérculos para obter farinha fina, misturar farinha com água para produzir massa e assar a massa nas cinzas quentes de uma lareira ou em uma pedra quente." Receita do pão jordaniano de 14 mil anos atrás O preparo começa com farinha de trigo e de cevada selvagem. Em seguida, acrescenta-se as raízes de plantas selvagens que crescem na água. Aos ingredientes, mistura-se com água para virar uma massa, que depois é assada em pedras quentes ao redor do fogo. Caçadores e coletores As pessoas que viviam há 14 mil anos na área da Jordânia onde os restos de pão foram achados eram caçadores. Eles caçavam gazelas e animais menores, como lebres e aves. E também buscavam alimentos vegetais, como nozes, frutas e cereais silvestres. Os pesquisadores acham que o pão foi feito quando as pessoas se reuniam para algum tipo de celebração. Isso aconteceu antes do advento da agricultura, quando as pessoas começaram a cultivar cereais e a criar animais para se alimentar. Isso levanta a intrigante possibilidade de que o cultivo de cereais para pão possa ter sido a força-motriz por trás da agricultura. "O significado deste pão é que ele mostra investimento de esforço extra para produzir alimentos que tenham ingredientes misturados. E fazem uma espécie de receita", diz Fuller. "Isso implica que o pão desempenhou um papel especial para ocasiões especiais. E isso, por sua vez, sugere uma das possíveis motivações para, mais tarde, as pessoas escolherem cultivar e domesticar o trigo e a cevada, porque eles já eram espécies que tinham um lugar especial em termos de alimentos especiais." O pão era sem fermento e teria se assemelhado a um envoltório, a uma espécie de pão pita ou chapati (indiano). Pesquisadores tentaram reconstruir a receita no laboratório. Eles dizem que os grãos misturados deram ao pão um sabor de nozes, muito parecido com os pães multigrãos de hoje. Lara Gonzalez Carretero, especialista em pão pré-histórico do Instituto de Arqueologia da UCL, examinou as 24 migalhas sob um microscópio eletrônico. "Isso seria um pão feito de trigo selvagem e farinha de cevada selvagem, misturado com água e cozido em uma lareira", diz. "Há também a adição de farinha de tubérculo selvagem, o que lhe confere um sabor levemente amargo e amargo." […]

  • Astrônomos descobrem 12 novas luas de Júpiter, uma delas com órbita atípica
    on 17 de julho de 2018 at 19:23

    Nove das luas são parte de uma nuvem externa que orbita Júpiter em direção contrária à rotação do planeta. Na foto, simulação computadorizada das órbitas lunares. Equipe do Instituto Carnergie localizou pista quando examinava o céu em busca de objetos muito distantes. Instituto Carnergie/Divulgação Júpiter acaba de se transformar no planeta do Sistema Solar com mais satélites, com 79, depois que os astrônomos descobriram uma dúzia de novas luas orbitando o astro, uma das quais descreveram como "extravagante", por causa de sua órbita. A primeira pista sobre essas novas luas ocorreu durante a última primavera (no hemisfério norte), quando uma equipe do Instituto Carnergie, dos Estados Unidos, dirigida por Scott Sheppard examinava o céu em busca de objetos muito distantes como parte da "caça" de um possível planeta além de Plutão, conhecido como planeta X. O Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional usou os dados obtidos para calcular as órbitas das novas luas, um processo que durou cerca de um ano pois, segundo explicou o especialista Gareth Williams, "são necessárias várias observações para confirmar que um objeto realmente orbita Júpiter. Nove das luas são parte de uma nuvem externa que orbita Júpiter em direção contrária à rotação do planeta, que levaram cerca de dois anos para dar a volta no astro e acredita-se que são os resquícios de três corpos celestes maiores que se romperam por colisões. Outras duas formam um grupo interior mais próximo de Júpiter que orbitam o planeta na mesma direção que sua rotação, com distâncias orbitais e ângulos de inclinação similares, por isso também poderiam ser parte de uma lua maior. A última lua é "realmente um objeto raro", nas palavras de Sheppard, que explicou que se trata de um satélite que tem uma órbita que não se parece com a de nenhuma das outras luas de Júpiter. Além disso, Valetudo - o nome proposto para essa lua em homenagem à deusa da saúde e da higiene, bisneta do deus romano Júpiter - tem apenas um quilômetro e meio de diâmetro, por isso é provável que seja o menor satélite de Júpiter. Valetudo se situa entre o grupo de nove luas mais afastadas, está mais inclinada que o resto e leva aproximadamente 18 meses para completar sua órbita. Mas o que mais chama atenção é sua órbita, pois ela gira em torno de Júpiter na mesma direção que o giro do planeta, ou seja, se move em direção contrária à das outras de seu grupo, por isso, se cruzar com elas é muito provável que aconteçam colisões frontais. "É uma situação instável", pois os choques frontais romperiam e transformariam os objetos em poeira", disse o astrônomo. A equipe considera que esta pequena lua "extravagante" poderia ser um dos últimos remanescentes de um satélite maior que fez parte de algum dos grupos lunares. Para os cientistas, esclarecer "as complexas influências" que deram forma à história orbital de uma lua pode oferecer dados sobre os primeiros anos do Sistema Solar. Por exemplo, o fato de se saber que nos diversos grupos orbitais de Júpiter continuam sendo abundantes as luas menores "sugere" que as colisões que originaram elas ocorreram depois da era da formação do planeta, quando o Sol ainda estava cercado por um disco giratório de gás e poeira que ajudou a formar os astros do sistema. A descoberta inicial da maior parte das novas luas de Júpiter foi realizada com o telescópio Victor Blanco, de Colina Tololo, no Chile, que recentemente foi melhorado com uma câmera de energia escura, o que o transforma em "uma potente ferramenta" para monitorar o céu noturno em busca de objetos pouco luminosos. […]

  • Produtos sem glúten têm mais gordura, açúcar e aditivos do que os convencionais
    on 17 de julho de 2018 at 19:10

    O grande problema é que, na tentativa de se assemelhar aos produtos convencionais, boa parte dos industrializados “glúten free” são extremamente transformados. Pão funcional sem glúten e lactose Reprodução/EPTV A revista francesa “60 Milhões de Consumidores“ lançou recentemente um alerta sobre os produtos que não contêm glúten e chamou a atenção dos franceses que adotaram uma alimentação sem essa proteína. Ao contrário do que se imagina, boa parte dos alimentos industrializados sem glúten contém mais gordura, açúcar, sal, aditivos químicos e são mais calóricos do que os produtos convencionais.   A moda do “glúten free” conquistou os consumidores franceses há vários anos. Aconselhada a celíacos - indivíduos intolerantes à proteína encontrada no trigo, centeio, cevada e aveia -, ela passou a ser adotada também por pessoas que acreditam nas virtudes dietéticas de se alimentar sem glúten. No total, segundo a revista francesa “60 Milhões de Consumidores”, 5 milhões de franceses deixaram de consumir glúten na França, embora apenas 1% da população seja celíaca. Mas, devido à moda, muitos substituem ocasionalmente alguns produtos convencionais – como pães, bolos, biscoitos e massas - pelos “glúten free” – prática realizada por quase 34% dos consumidores da França. O grande problema é que, na tentativa de se assemelhar aos produtos convencionais, boa parte dos industrializados “glúten free” são extremamente transformados. “No lugar da farinha de trigo, os fabricantes utilizam frequentemente a farinha de arroz, associada à fécula e amidos. Mas, para substituir o glúten, que dá elasticidade à massa e textura aos produtos, eles incorporam aditivos para dar volume e macieza – os quais poderíamos evitar”, ressalta a revista. A equipe da “60 Milhões de Consumidores” analisou a composição de vários produtos sem glúten na França, comparando-os às suas versões convencionais. Um dos casos mais alarmantes é os dos biscoitos sem glúten da francesa Gerblé, que contêm oito aditivos químicos a mais que os cookies convencionais da mesma marca. Já o pão sem glúten da Mon Fournil conta com três aditivos prejudiciais à saúde e se torna 40% mais calórico que o pão “normal”, devido à maior quantidade de açúcar e sal, utilizados para acentuar o gosto. Dieta sem glúten não é aconselhada a todos Em entrevista à RFI, a nutricionista Magda Santos lembra que tirar completamente ou parcialmente o glúten da alimentação não é uma boa ideia. Ela aconselha uma dieta sem essa proteína apenas em caso de doença celíaca ou a quem desenvolveu alergia ou sensibilidade ao glúten. “Apenas 1% das pessoas precisam realmente de uma dieta completamente sem glúten, que é difícil de ser cumprida e extremamente cara”, salienta. Ela lembra que eliminar essa proteína da alimentação não é necessariamente prejudicial à saúde, mas foi uma ideia imposta pela indústria agro-alimentar, que encontrou um nicho de mercado importante ao começar a produzir industrializados sem glúten. “O grande problema é que nos últimos anos, as empresas começaram a alterar a composição dos produtos para melhorá-los, já que o glúten dá textura e elasticidade aos alimentos”, avalia. A nutricionista ressalta que no último congresso da Sociedade de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica, em Praga, no ano passado, foi apresentado um estudo importante sobre alimentos industrializados sem glúten. A pesquisa comparou 1.300 produtos sem essa proteína e seus equivalentes convencionais. “A conclusão geral é que os produtos com glúten têm realmente mais gordura saturada, açúcar e baixo teor proteico”, diz. Como evitar o glúten e o "glúten free" Tanto para os celíacos quanto para aqueles que querem evitar ingerir essa substância e ter uma alimentação mais saudável, a dica da nutricionista é, primeiramente, ler os rótulos das mercadorias para saber o que se está consumindo. Apesar de reconhecer que há alguns produtos glúten free que são de boa qualidade, Magda Santos aconselha a pessoas a evitarem esse tipo de alimento sempre que puderem. A principal recomendação da nutricionista, no entanto, não é segredo para ninguém: preparar suas refeições utilizando ingredientes naturais. “Adaptar e equilibrar a alimentação é muito mais eficaz do que qualquer dieta da moda”, conclui. […]

  • Anvisa regulamenta pedidos de importação de produtos sem registro no Brasil
    on 17 de julho de 2018 at 18:11

    Importação de compostos sem registro no país alcançou notoriedade em meio a pedidos para o canabidiol, derivado da maconha. Compra só pode ocorrer em situações excepcionais. Confira quais. Produtos sem registro no Brasil podem ser importados em algumas situações específicas, diz a Anvisa Pixabay A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabeleceu pela 1ª vez de forma ampla quais são os critérios em que é possível importar medicamentos e produtos sem registro na agência. A regulamentação foi publicada nesta terça-feira (17) no Diário Oficial da União; e, portanto, já está em vigor. Parte desses desses critérios já era adotada, diz a Anvisa, mas é a primeira vez que é feita uma regulamentação ampla, por meio de uma resolução. Os produtos com possibilidade de importação são aqueles que não possuem registro, mas que necessariamente devem ser sujeitos à vigilância sanitária. De modo geral, para se importar um medicamento sem registro na Anvisa, o produto não deve estar disponível no mercado nacional e não deve haver alternativa terapêutica a ele disponível. Esses produtos devem ser pré-qualificados pela Organização Mundial de Saúde ou ele deve ser registrado em algum país cuja pertencente ao ICH (International Council for Harmonisation of Technical Requirements for Pharmaceuticals for Human Use). Confira as situações de importação: O medicamento ou produto não está disponível no mercado brasileiro e não há alternativa terapêutica existente no país que possa substituí-lo; Há uma emergência de saúde pública de importância nacional ou internacional; Vacinas integrantes do Programa Nacional de Imunização, recebidas por meio de fundos da Organização Mundial da Saúde, podem pedir autorização; Vacinas adquiridas por meio de doação de organizações internacionais. Agência tem dez dias para responder pedido A Anvisa estabeleceu ainda que deverá se manifestar sobre o pedido em até 10 dias úteis a contar da data de recebimento -- exceto em situações de emergência nacional, quando o prazo para resposta será de, no máximo, 48 horas. A agência também deverá monitorar os produtos que forem importados quanto a possíveis efeitos adversos. Segundo a Anvisa, a importação poderá ser suspensa ou revogada a qualquer momento por razões técnicas e científicas. Importação de derivado da maconha Pedidos de importação sem registro ganharam notoriedade em meados de 2014 quando familias começaram a pedir na agência a importação do canabidiol, um derivado da maconha usado na época de forma experimental para epilepsias refratárias (de difícil tratamento). Na época, a Anvisa estabeleceu que um laudo médico deveria ser anexado ao pedido para justificar a importação em caráter excepcional para condições sem tratamento disponíveis. O canabidiol era regulamentado nos Estados Unidos como suplemento alimentar. A possibilidade de laudo foi regulamentada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) por meio de um critério entendido como "uso compassivo", quando abre-se a possibilidade de uso de um composto sem que todos os estudos tenham sido concluídos pela gravidade da condição. […]

  • Anvisa aprova regulamentação de suplementos alimentares
    on 17 de julho de 2018 at 16:53

    Categoria suplemento alimentar não existia na legislação brasileira. Fabricantes terão que comprovar eficácia e segurança das substâncias. Anvisa aprova novas regras para os suplementos alimentares A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (17) a regulamentação de suplementos alimentares, produtos como proteína do soro do leite, ômega 3 e vitaminas. Esta categoria não existia na legislação brasileira e os produtos eram chamados de medicamentos ou alimentos. Com a mudança, os produtos terão que trazer no rótulo a palavra suplemento e os que já estão no mercado terão um prazo de cinco anos para se adequar às novas regras. A Anvisa já tem uma lista dos nutrientes que serão considerados suplementos. São nutrientes em produtos já vendidos atualmente no Brasil e também nutrientes vendidos no exterior. Ainda segundo a regulamentação, os fabricantes terão de comprovar a eficácia e segurança das substâncias dos suplementos alimentares e o registro deve ser conseguido mais rápido pelos fabricantes. […]

  • Jovens com alto uso de mídias digitais têm mais risco de ter déficit de atenção e hiperatividade, diz estudo
    on 17 de julho de 2018 at 15:05

    Pesquisa seguiu 2587 estudantes sem o transtorno por um período de dois anos. Aqueles com uso frequente de mídias digitais apresentaram sintomas da doença ao longo do tempo. Adolescentes com uso frequente de mídias digitais apresentaram mais sintomas de TDAH após acompanhamento de dois anos Reprodução/RBS TV Mensagens, posts, tuítes, streamming de vídeo, séries, games .... a diversidade de conteúdos digitais é tamanha que não é raro passar o dia entre o trio celular-computador-tablet. Há consequências, contudo. O mais novo estudo a demonstrar isso foi publicado essa terça-feira (17) no "JAMA": aqueles com mais alto uso de mídias digitais têm mais chance de desenvolver TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). As evidências não são novas, mas a pesquisa tem novidades principalmente porque seguiu 2587 adolescentes por dois anos e analisou a influências das mídicas contemporâneas: a maior parte dos estudos anteriores considerava o uso de mídias antes da avalanche de exposição atual. "O estudo demonstra empiricamente o que a gente já desconfiava há muito tempo. A gente vem alertando há dez anos que um pedágio seria cobrado por esse uso", diz Cristiano Nabuco, psicólogo e coordenador do grupo de dependência tecnológica do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Nabuco destaca que as novas tecnologias reproduzem operações mentais similares a de uma pessoa que tem déficit de atenção. "É por isso que pessoas com TDAH têm mais facilidade com a tecnologia", explica. Na esteira, aqueles que não têm a condição começam a ser expostos às mesmas operações mentais de quem tem a doença -- fator que aumenta o risco. Na prática, no entanto, não se pode dizer nesse momento que as mídias digitais causem o TDAH, avalia Nabuco. Há evidências de que pode fazer com que uma pessoa com predisposição genética de fato desenvolva a doença. Outro ponto, contudo, é que a tecnologia pode dificultar o controle de impulsos, aspecto que faz parte de um dos sintomas do transtorno. "O uso das telas, como a gente costuma falar, entraram pela porta dos fundos do cotidiano, de forma recreativa e sem a atenção necessária", diz Cristiano Nabuco. "Tem de haver um controle sobre o uso, no sentido de que o adolescente deve realizar suas atividades normalmente. A tecnologia deve ficar restrita ao tempo que sobrar", aconselha. Autores da pesquisa destacam que as mídias modernas não são comparáveis às tradicionais. "Há diferenças de velocidade, de nível de estimulação e potencial de estimular alta exposição", escreveram. "Novas tecnologias móveis podem fornecer estimulação rápida e de alta intensidade, acessível o dia todo, o que aumentou a exposição à mídia digital muito além do que foi estudado antes", disse Adam Leventhal, professor da Universidade do Sul da Califórnia, em nota. Segundo Nabuco, pesquisas mostram que, em 8 minutos de jogo em rede, por exemplo, há uma forte liberação de dopamina, neurotransmissor associada à recompensa e ao prazer. "Na China, a tecnologia é chamada de heroína eletrônica", diz Nabuco. "É um problema de saúde pública". A análise atual foi feita com 2587 estudantes entre 15 e 16 anos que não apresentavam sintomas ou diagnóstico de TDAH. Eles foram seguidos por dois anos. Adolescentes foram questionados sobre o uso de 14 plataformas digitais comuns. Depois das perguntas, cientistas classificaram os jovens de acordo com a frequência de uso de mídia em três categorias: sem uso, uso médio e alto uso. Os resultados da pesquisa foram os seguintes: 9,5% das crianças que apresentaram alto uso em metade das plataformas pesquisadas desenvolveram sintomas de TDAH; 10,5% das crianças que apresentaram alto uso em todas as plataformas desenvolveram sintomas de TDAH; 4,6% das crianças que não relataram uso frequente de nenhuma mídia digital desenvolveram sintomas de TDAH. Levanthal, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia, diz que a associação é significativa, embora mais pesquisas precisam demonstrar se se trata de uma relação causal (ou seja, que a tecnologia de fato leve ao transtorno). "Nós podemos afirmar com confiança que jovens altamente expostos a mídias digitais têm mais chance de desenvolver TDAH no futuro", diz Levanthal, em nota. Além do TDAH, pesquisas anteriores demonstraram que, quanto mais cedo o uso, maior a possibilidade de problemas de desenvolvimento da linguagem em crianças. O cérebro precisa das interações sociais pouco previsíveis das relações humanas. "A criança lida com a repetição com as mídias digitais" diz Nabuco. […]

  • Má postura pode ser a causa da barriga indesejada
    on 17 de julho de 2018 at 13:50

    Para sumir com a barriguinha criada pela má postura, jogue o ombro pra trás e para baixo. Permanecer na postura correta incomoda, mas é preciso insistir! Barriga indesejada pode ser reflexo da má postura A gordura pode não ser a culpada por aquela barriguinha que incomoda. Má postura, gases, inchaço, flacidez muscular ou diástase também são algumas das causas. O Bem Estar conversou com a fisioterapeuta Laura Proença e ela deu algumas dicas. “Esses vícios posturais, posturas inadequadas, vão se somando”. Para sumir com a barriguinha criada pela má postura, jogue o ombro pra trás e para baixo. Permanecer na postura correta incomoda, mas é preciso insistir! “Tem que estimular todos os dias. Hoje você consegue cinco minutos, amanhã dez minutos e assim sucessivamente. A musculatura vai ganhando resistência, controle, força e ela consegue te segurar e proteger por mais tempo”, orienta a fisioterapeuta. Mas e quando o problema é realmente o excesso de gordura localizada? Existem algumas alternativas antes da cirurgia. Quem mostra é a dermatologista Valeria Campos. Ela explica que, muitas vezes, os tratamentos são feitos de forma combinada: Criolipólise – o tratamento congela a gordura e quebra a célula em diversas partes. Valeria explica que o tecido gorduroso é sensível às baixas temperaturas. A célula morre por resfriamento e “explode” pelo aumento hidrostático. Ultrassom macrofocado – ele concentra energia em um ponto específico, vibra intensamente até quebrar a gordura. Onda acústica – tem o efeito de quebrar a gordura, mas também reduz muito a celulite porque melhora o sistema linfático. Veja mais um episódio do Bem Verão Como lidar com o peso da própria culpa? O Bem Estar também falou sobre o caso da mulher que morreu após cirurgia plástica no Rio de Janeiro Mulher morre após plástica para preencher glúteos no RJ […]

  • Com aquecimento global, falta de geladeira e ar-condicionado vai afetar mais de 1 bilhão de pessoas
    on 17 de julho de 2018 at 11:55

    Temperatura elevada vai elevar dificuldades de preservação de alimentos e de medicamentos naqueles que não possuem aparelhos de refrigeração, diz levantamento da ONG "Sustainable Energy for All". A necessidade de refrigeração de medicamentos é outro fator que deixa populações em áreas distantes mais vulneráveis Sustainable Energy for All/Reprodução Mais de um bilhão de pessoas estão ameaçadas pela falta de ar-condicionado e geladeira para refrescá-las e preservar alimentos e remédios. A ameaça se torna mais urgente na medida em que o aquecimento global provoca temperaturas mais elevadas, mostrou levantamento da ONG "Suistanable Energy for All" publicado essa semana, segundo a agência Reuters. Cerca de 1,1 bilhão de pessoas da Ásia, África e América Latina -- 470 milhões em áreas rurais e 630 milhões de moradores de favelas nas cidades-- correm riscos em meio aos 7,6 bilhões de habitantes do planeta, segundo o estudo, informa a agência. O relatório aponta que a falta de refrigeração tem grande impacto socioeconômico: aumenta gastos de saúde por intoxicação alimentar (já que os alimentos não são adequadamente preservados), bem como causa desperdício de vacinas e medicamentos. O aquecimento global é o aumento da temperatura média do planeta pela emissão constante de gases. Confira vídeo abaixo. O que é aquecimento global? Outro ponto destacado do relatório é que a maior demanda de eletricidade para geladeiras, ventiladores e outros aparelhos vai agravar a mudança climática provocada pelo homem --- a menos que os geradores de energia troquem os combustíveis fósseis por energias mais limpas. A queima de combustíveis fósseis agrava o aquecimento global porque libera gases que contribuem para o aumento da temperatura média do planeta. "A refrigeração se torna cada vez mais importante" por causa da mudança climática, disse Rachel Kyte, chefe do grupo e representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Energia Sustentável para Todos, à Reuters. Índia e China estão entre os mais ameaçados Em uma pesquisa de 52 países, os países mais ameaçados são: Índia, China, Moçambique, Sudão, Nigéria, Brasil, Paquistão, Indonésia e Bangladesh, de acordo com o relatório. A agência de saúde da ONU diz que o calor ligado à mudança climática deve causar 38 mil mortes adicionais por ano em todo o mundo entre 2030 e 2050. Em maio, durante uma onda de calor, mais de 60 pessoas morreram em Karachi, no Paquistão, quando as temperaturas ultrapassaram os 40 graus Celsius. Em áreas remotas de países tropicais, muitas pessoas não têm eletricidade e os hospitais muitas vezes não conseguem armazenas vacinas e medicamentos que precisam ser refrigerados, segundo o estudo. Em favelas, muitas vezes o fornecimento de energia é intermitente. Além disso, muitos agricultores e pescadores não têm acesso a uma "cadeia fria" para preservar e transportar produtos para os mercados. Peixes frescos estragam em questão de horas se forrm guardados a 30 graus Celsius, mas se mantêm por dias quando resfriados. […]

  • Cientistas liderados por brasileiro criam técnica para estudar elementos de estrelas anãs vermelhas
    on 17 de julho de 2018 at 10:38

    Método desenvolvido por grupo internacional de cientistas permite determinar temperatura e gravidade com grande precisão em astros pequenos e relativamente frios, que constituem a maioria da nossa galáxia. Cientistas operam espectrógrafo onde a luz da estrela é armazenada e estudada DIVULGAÇÃO Um grupo internacional de astrônomos, liderados pelo brasileiro Diogo Souto, do Observatório Nacional, desenvolveu uma técnica que torna possível determinar os parâmetros estelares (temperatura e gravidade) com grande precisão em estrelas anãs vermelhas - astros pequenos e relativamente frios, que constituem a maioria da nossa galáxia (70%) e possivelmente do universo. Além disso, ela serve para caracterizar exoplanetas que por ventura as orbitem, descobrindo se são rochosos ou gasosos e se estão na zona habitável - órbita em que pode haver água líquida - do sistema, por exemplo. Souto explica que a técnica foi desenvolvida durante o estudo do sistema planetário Ross 128, localizado a 11 anos-luz da Terra. "Ele é composto por uma estrela do tipo anã vermelha e por pelo menos um exoplaneta, o Ross 128b", conta. "Ela é fria, com aproximadamente metade da temperatura do nosso Sol e um quinto do seu tamanho." O exoplaneta Ross 128b, por sua vez, foi descoberto no final de 2017 e verificou-se que ele possui uma massa mínima 1,3 vezes a da Terra e é rochoso. "Também descobrimos que ele está zona habitável, tem uma temperatura média de 21ºC e que recebe uma radiação da sua estrela mãe muito similar a que a Terra ganha do Sol", diz Souto. O estudo foi desenvolvido em conjunto com o projeto Sloan Digital Sky Survey (SDSS), um ambicioso levantamento de dados para estudar e compreender a formação e evolução da nossa galáxia, a Via Láctea. A equipe, que publicou sua pesquisa no Astrophysical Journal Letters, usou dados colhidos pelo telescópio do Apache Point Observatory, no Novo México, acoplado a espectógrafos. De acordo com Souto, a ideia principal do trabalho foi realizar o estudo químico detalhado da Ross 128 e, partindo do princípio que estrela e exoplanetas foram formados a partir dos mesmos compostos, pode-se inferir as propriedades do Ross 128b, que não pode ser observado diretamente com tecnologias atuais. A partir do espectro da anã vermelha, foi possível estudar a abundância de oito elementos químicos: carbono, oxigênio, magnésio, alumínio, potássio, cálcio, titânio e ferro. O telescópio fica localizado no observatório Apache Point, no Estado do Novo México, nos EUA Divulgação Espectroscopia O pesquisador explica que o estudo do padrão químico de estrelas com planetas possibilita a caracterização geofísica deles. "Sabemos que o núcleo e o manto dos exoplanetas rochosos (como a Terra) são formados basicamente por ferro, magnésio e silício", diz. "Assim, nós utilizamos a química do sistema para estudar o tamanho e densidade do núcleo e manto deles." A técnica utilizada na caracterização química da estrela é a espectroscopia, que é uma ferramenta já empregada na astronomia há anos, mas majoritariamente no estudo de exoplanetas gigantes ou superterras. "A novidade do nosso trabalho é que ela está sendo aplicada em um exoplaneta de massa similar à Terra e localizado muito próximo do nosso sistema", diz Souto. A grande maioria dos exoplanetas de massa e tamanho similares aos da Terra descobertos até o momento orbitam estrelas anãs vermelhas. Segundo Souto, isso é uma consequência observacional, porque é mais fácil detectar corpos pequenos orbitando estrelas de baixa massa utilizando os métodos de detecção mais comuns. Até o ano passado, não se sabia estudar a composição química de estrelas anãs vermelhas, porque elas têm seu espectro eletromagnético na região do visível coberta por misturas moleculares, que dificultam muito sua observação. "Por sugestão de minha orientadora, pensamos ser possível desenvolver este estudo a partir de espectros na região do infravermelho", conta Souto. Em sua tese de doutorado, defendida no Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, ele mostrou que isso era possível. "Provamos que fazendo o estudo destes objetos na região do infravermelho é possível extrair muito mais informação sobre este tipo de estrela, podendo detectar até 14 elementos químicos e, assim, conhecê-la melhor", explica. "Se ela tem um exoplaneta, podemos também estudá-lo. Antes deste trabalho só era possível estudar a quantidade de ferro em anãs vermelhas." A técnica também já foi usada em outro estudo parecido, mas com menos detalhes, sobre o sistema Kepler 186. Ele ficou conhecido por ter o primeiro exoplaneta de tamanho similar à Terra descoberto e que está na zona habitável da estrela. "Nesse trabalho verificamos que o sistema de Kepler 186f é muito rico em silício e isso faz com que o exoplaneta possua uma crosta muito dura e rígida", explica Souto. "Isso diminui consideravelmente as chances dele ter placas tectônicas, o que é importante na formação e na manutenção de uma possível atmosfera planetária." Souto diz que a técnica que ele e seus colegas desenvolveram será de grande importância no futuro, porque as principais missões de procura por exoplanetas focará na busca daqueles similares à Terra, orbitando estrelas anãs vermelhas. "No nosso trabalho mostramos que podemos conhecer muito sobre eles, baseando-se apenas na informação obtida da sua estrela mãe", diz. Falta de apoio O desenvolvimento da nova técnica e as descobertas que ela proporcionou se devem mais ao esforço pessoal dos pesquisadores brasileiros do que ao apoio financeiro das instituições de fomento ou do governo. "Em geral é bem difícil fazer ciência no Brasil, seja pelas instalações deficientes, pela falta de apoio à produção científica em si ou pela redução dos recursos destinados à pesquisa", diz Souto. De acordo com ele, a motivação científica começa de forma simples, geralmente nos cursos de graduação, quase sempre pela curiosidade de entender melhor o funcionamento de algo. "Muitas vezes, esse processo é interrompido pelo sucateamento e falta de materiais básicos nas instituições e de motivação de professores ou pela hierarquia acadêmica, que pode se transformar em situações de assédio moral - sem contar aquelas vezes em que o interesse pela ciência não é nem despertado", critica o pesquisador. Na astronomia especificamente não é diferente. A área ainda é pouco difundida no Brasil, embora haja pesquisadores de renome internacional e muito dedicados em realizar ciência de ponta. "Mas pesquisa em astronomia é muito dependente da observação de corpos celestes, sejam os planetas do nosso sistema solar ou estrelas e galáxias, entre outros", diz Souto. "Para observar tais objetos precisamos de telescópios potentes, mas o país investe muito pouco nisso." Ele cita o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), que fica no Observatório do Pico do Dias, em Minas Gerais, que possui o maior telescópio do país, mas que não consegue atender a demanda científica de todos os pesquisadores. "Muitos projetos são desenvolvidos em outros telescópios parceiros do país no exterior, como o Gemini e o SOAR", conta. "Uma pauta muito relevante para a sociedade que foi deixada de lado pelo atual governo foi o firmamento do contrato com o Observatório Europeu do Sul (ESO), pelo qual teríamos acesso aos maiores telescópios do mundo. Infelizmente ele não foi assinado." […]

  • Casos de sarampo e poliomielite aumentaram em todo o mundo, diz relatório da OMS
    on 17 de julho de 2018 at 09:00

    Imunização de crianças no mundo está abaixo da meta estabelecida. Brasil tem surto de sarampo no norte do país. Vacina contra sarampo Cristine Rochol/PMPA Após uma queda em 2016, os casos registrados de sarampo e poliomielite aumentaram em 2017 em todo o mundo, segundo as estimativas de imunização mais recentes divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo UNICEF. A baixa cobertura vacinal em alguns países contribuiu para a alta dos casos no último ano. Em 2017, foram registrados no mundo: Sarampo: 173.330 casos, um aumento de mais de 41 mil casos em um ano. Destes, 775 casos foram na região das Américas. Poliomielite: 96 casos, 54 casos a mais do que 2016. Nenhum caso confirmado na região das Américas, apesar de uma suspeita que foi descartada na Venezuela. Difteria: mais de 16 mil casos registrados, um aumento de mais 9 mil casos em comparação com 2016. Destes, 872 casos foram na região das Américas. Síndrome da Rubéola Congênita (SRC): 830 casos em 2017, um aumento de 367 casos se comparado com 2016. Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é quando a infecção pelo vírus da rubéola acontece durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre, e pode comprometer o desenvolvimento do feto e causar aborto, morte fetal e anomalias congênitas. A OMS faz um alerta de que estas doenças podem ser prevenidas com vacinas. E também ressalta que pode haver subnotificação dos casos, já que nem sempre os países conseguem informar dados precisos. Sarampo Globalmente, 85% das crianças foram vacinadas com a primeira dose da vacina contra o sarampo no primeiro ano de vida, através dos serviços de saúde de rotina e 67% com uma segunda dose. Apesar disso, segundo o relatório, os níveis de cobertura permanecem bem aquém da cobertura de imunização contra o sarampo recomendada pela OMS, que é de pelo menos 95% para evitar surtos, evitar mortes evitáveis ​​e alcançar metas de eliminação regional. Vacina contra sarampo pode ser aplicada em adultos e crianças; entenda Em 2017, a OMS chegou a emitir um alerta depois que os casos de sarampo aumentaram 400% na Europa. A maioria dos casos aconteceram na Ucrânia, Romênia e Itália. No Brasil, são dois surtos em 2018: em Roraima (200 casos confirmados e 2 mortes) e no Amazonas (263 casos). Quatro casos também foram registrados no Rio de Janeiro e estão sob investigação. Também há notificações de 7 casos no Rio Grande do Sul. Em 2017, dez países tinham cobertura contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3) ou contra o sarampo abaixo de 50%: Angola, República Centro-Africana, Chade, Guiné Equatorial, Guiné, Nigéria, Somália, Sudão do Sul, República Árabe da Síria e Ucrânia. Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar Infografia: Karina Almeida/G1 Vacinação infantil no Brasil Número de crianças brasileiras vacinadas cai, diz Unicef No Brasil, a vacinação de crianças menores de um ano teve seu menor índice de cobertura em 16 anos. A vacina Tetra Viral, que previne o sarampo, caxumba, rubeóla e varicela, apresenta o menor índice de cobertura: 70,69% em 2017. Seguido da vacina de Rotavírus Humano que ficou 20% abaixo da meta. Já o índice de cobertura contra a poliomielite ficou em 77%. O Ministério da Saúde informa que 312 municípios brasileiros estão com baixa cobertura para a vacina contra a poliomielite: eles não chegaram a vacinar nem metade das crianças menores de um ano. Vacinação infantil no mundo Em todo o mundo, cerca de 123 milhões de bebês, 9 em cada 10, receberam pelo menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche em 2017. Veja quais vacinas são recomendadas em diferentes países; Brasil tem mais de 20 tipos em seu calendário No entanto, a estimativa é que 20 milhões de crianças ainda precisam ser vacinadas contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3) ; 45 milhões de crianças ainda precisam ser vacinadas com uma segunda dose de vacina contra o sarampo e 76 milhões de outras crianças precisam ser vacinadas com 3 doses de vacina conjugada pneumocócica. Desde 2015, o percentual de crianças que receberam o esquema completo de três doses de vacinas de rotina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3) é sustentado em 85% (116,2 milhões de bebês). Um pouco abaixo dos 95% recomendados. Dos 19,9 milhões de bebês que não são totalmente vacinados com DTP3, quase 8 milhões (40%) vivem em ambientes frágeis, incluindo países afetados por conflitos. E cerca de 5,6 milhões deles vivem em apenas três países - Afeganistão, Nigéria e Paquistão - onde o acesso aos serviços de imunização de rotina é fundamental para alcançar e sustentar a erradicação da pólio. O relatório ressalta que a imunização é um alicerce de uma forte atenção primária à saúde e cobertura universal de saúde e fornece um ponto de contato para os cuidados de saúde no início da vida e oferece a todas as crianças a chance de ter uma vida saudável desde o início. Initial plugin text […]

  • Brasil registra alta de mortalidade infantil após décadas de queda
    on 16 de julho de 2018 at 22:53

    País não registrava crescimento desde a década de 1990, informam dados do Ministério da Saúde. Crise econômica e zika explicariam alta na mortalidade. Cuidados na gestação e no pós-parto contribuem para queda na taxa de mortalidade; condições socioeconômicos, como acesso a saneamento, também estão relacionadas com a mortalidade, Prefeitura de Marília/Divulgação A mortalidade infantil em 2016 interrompeu décadas de queda de mortes de bebês no Brasil, mostram dados do Ministério da Saúde. Pela 1ª vez desde 1990, o país apresentou alta na taxa: foram 14 mortes a cada mil nascidos em 2016; um aumento de 4,8% em relação a 2015, quando 13,3 mortes (a cada mil) foram registradas. Desde 1990, o país apresentava queda média anual de 4,9% na mortalidade. Nos anos 1980, segundo o IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e Estatistica), o Brasil chegou a registrar 82,8 mortes por mil nascimentos. Em 1994, a taxa chegou a 37,2; e, em 2004, a 21,5. Acompanhe a evolução, segundo os dados enviados pelo ministério: O Ministério da Saúde credita a alta mortalidade à emergência do vírus zika (foram 315 mortes associadas ao zika desde 2015; veja abaixo) e às mudanças socioeconômicas. Dados recentes, no entanto, mostraram que a vacinação em crianças, um importante fator para a redução da mortalidade, atingiu o menor nível em 16 anos. Alerta recente do Ministério da Saúde também mostrou que 312 cidades relataram baixos índices de vacinação contra a poliomielite, que voltou a circular nas Américas após registro na Venezuela. Vacinação de menores de um ano de idade atinge menor nível em 16 anos Saneamento básico e vacinação ajudaram a diminuir taxa no Brasil A taxa de mortalidade infantil também é usada em relatórios internacionais como indicador de desenvolvimento de modo geral, diz a Unicef, fundo das Nações Unidas para a Infância. A Unicef registra que, historicamente, a queda da mortalidade infantil no Brasil está associada a uma série de melhorias nas condições de vida e na atenção à saúde da criança: segurança alimentar e nutricional, saneamento básico e vacinação estão entre elas. A instituição diz que a maior parte dos óbitos se concentra no primeiro mês de vida, o que evidencia a importância dos fatores ligados à gestação, ao parto e ao pós-parto. Contudo, principalmente as mortes pós-neonatais (após os 27 dias de vida), estão relacionadas às condições socioeconômicas, diz a Unicef. Mortes por zika e cuidados Desde 2015, Brasil teve 351 mortes de fetos, bebês e crianças associadas ao vírus da zika, mostrou último boletim do ministério, com dados coletados até 14 de abril de 2018. Em relação às notificações -- e não casos confirmados -- os estados que apresentaram maior número foram: Pernambuco (175), Bahia (103), Rio de Janeiro (88), Minas Gerais (71) e Ceará (69). Confira a divisão por região (não há mortes na Sul). Segundo o boletim, de todos os casos confirmados, 72,8% estavam recebendo algum tipo de cuidado em saúde. Em relação ao protocolo do Ministério da Saúde, 24% estavam recebendo o tratamento completo (puericultora - orientações após o nascimento, estimulação precoce e atenção especializada). Dificuldades de locomoção e de vagas, além da complexidade do tratamento, podem justificar a ausência de todo o tratamento. […]

  • Nova técnica de edição genética dita como revolucionária pode causar mais mutações do que se imaginava, dizem cientistas
    on 16 de julho de 2018 at 18:59

    Crispr é barata e, até então, conhecido por ser muito precisa. Estudo publicado na 'Nature Biotechnology' diz que edições do DNA foram 'seriamente subestimadas'. Ilustração mostra atividade da CRISPR alterando a sequencia genética de molécula de DNA S.Dixon / F.Zhang / Divulgação Uma técnica revolucionária de edição de genes saudada como o futuro da erradicação de doenças e considerada para um prêmio Nobel pode ser menos precisa e causar mais danos às células do que se pensava anteriormente, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (16). Experimentos de laboratório usando células de camundongo e humanas revelaram que a técnica CRISPR-Cas9 causou "frequentemente" mutações genéticas "extensas", relataram os pesquisadores. 10 avanços e 1 promessa da técnica Crispr de edição do DNA "Esta é a primeira avaliação sistemática de eventos inesperados resultantes da edição CRISPR-Cas9", disse Allan Bradley, do Instituto Wellcome Sanger, na Inglaterra, onde a equipe realiza pesquisas. A pesquisa mostrou que "mudanças no DNA foram seriamente subestimadas antes", disse Bradley, coautor do estudo publicado na revista científica Nature Biotechnology. Entenda o que é o Crispr É cedo para analisar se as mutações foram prejudiciais ou benignas. "É importante que qualquer um que esteja pensando em usar essa tecnologia para a terapia genética proceda com cautela e procure cuidadosamente verificar os efeitos prejudiciais", disse Bradley em um comunicado divulgado pelo instituto. Apresentada pela primeira vez há cerca de seis anos, a CRISPR-Cas9 permite aos cientistas inserir, remover e corrigir uma sequência defeituosa numa cadeia de DNA de uma célula com precisão. Isso aumentou as esperanças de que um dia os genes causadores de doenças poderiam ser removidos ou alterados antes mesmo de o bebê nascer. Nos últimos anos, a CRISPR-Cas9 foi repetidamente cotada para ganhar o prêmio Nobel de química. As CRISPRs – Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas – são parte do sistema de defesa imunológica em bactérias, usadas para identificar o local exato no genoma onde o corte deve ser feito. A Cas9 é uma proteína usada como "tesoura" para cortar o gene defeituoso, que é então substituído ou fixado pelo mecanismo de reparo de DNA da própria célula. 'Implicações de segurança' A técnica, cuja segurança ainda não foi comprovada, não está aprovada para uso em humanos. Até agora, os pesquisadores a usaram para melhorar a audição em camundongos que estavam ficando surdos e para consertar uma mutação causadora de doenças em embriões humanos clonados em estágio inicial. Cientistas tratam três doenças com mudança na técnica que 'corrige' gene Mas a nova descoberta gera "implicações de segurança", disse a equipe. Eles encontraram "grandes rearranjos genéticos, como supressões e inserções de DNA" nas células, o que poderia levar a genes importantes sendo ativados ou desativados, causando mudanças perigosas. A pesquisa também mostrou que os testes padrão não detectam danos ao DNA causados por CRISPR-Cas9. Especialistas não envolvidos no estudo disseram que não está claro como essas mudanças grandes e não intencionais não foram percebidas antes. Mas "os resultados não dão motivo para pânico ou para perder a fé nos métodos quando são realizados por aqueles que sabem o que estão fazendo", disse Robin Lovell-Badge, do Instituto Francis Crick, um centro de pesquisa biomédica em Londres. Para Francesca Forzano, consultora em genética clínica do Guy's e St Thomas' NHS Foundation Trust, o trabalho mostrou que a CRISPR-Cas9 "é muito menos segura do que se pensava anteriormente" e que as técnicas de monitoramento de segurança "não eram totalmente adequadas". Mais pesquisas são necessárias antes que qualquer aplicação clínica do método seja considerada, disse Forzano. […]

  • Com próxima Copa do Mundo no Catar, qual a influência do calor sobre o desempenho dos jogadores?
    on 16 de julho de 2018 at 17:31

    Pesquisa analisa dados colhidos por termômetro especial que mediu clima no centro dos campos uma hora antes de partidas da Copa de 2014; sob altas temperaturas, jogadores tendem a dar menos 'sprints', mas passes mais certos. Pouco se sabe sobre como é o futebol no Catar, mas quase todo mundo sabe que faz muito calor por lá. Como as temperaturas elevadas podem afetar o desempenho dos jogadores na Copa de 2022? Divulgação/ Qatar Fifa Terminada a Copa da Rússia, os olhos do mundo da bola já se voltam para a próxima, no Catar, em 2022. E não por causa da tradição futebolística do país - que não tem nenhuma. Raríssimas são as pessoas que sabem dizer o nome de um clube catariano ou se por lá há algum campeonato de futebol. Mas o que quase todo mundo sabe é que faz muito calor naquele país do Golfo Árabe - média entre 40 e 50ºC no verão. O que poderá ter influência no desempenho dos atletas. Não tão negativa, como se poderia esperar. De acordo com um estudo realizado no torneio do Brasil, em 2014, mas só divulgado recentemente, os jogadores darão menos sprints ("piques" ou corridas de alta velocidade) e mais passes certos. O trabalho foi feito por cinco pesquisadores - um do Centro de Pesquisa e Avaliação Médica da FIFA, com sede na Suíça, um da Grécia e três do Catar - e publicado no British Journal of Sports Medicine. O objetivo foi analisar as condições ambientais para identificar possíveis associações delas com o desempenho dos jogadores. Para isso, foi usado um aparelho chamado WBGT (Wet Bulb Globe Temperature ou Temperatura Global de Bulbo Úmido), uma espécie de termômetro especial que mede o índice de estresse térmico, que é o calor sentido quando a umidade é combinada com a temperatura, movimento do ar e aquecimento pela radiação solar. Os parâmetros do WBGT foram medidos em todos os 64 jogos da Copa de 2014. Para obter os dados, o aparelho foi levado até o centro do campo uma hora antes do início da partida e elevado a uma altura de 2,5 metros acima do solo. O estresse ambiental foi estimado (baixo, moderado e alto) para cada um deles. Vários índices de desempenho físico e técnico foram registrados durante cada confronto (média de ambas as equipes). Segundo o pesquisador Paulo Roberto Pereira Santiago, da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP), da Universidade de São Paulo (USP), vários fatores justificam o estudo feito durante a Copa do Brasil. "O nosso país apresenta características bem interessantes, pois o torneio foi disputado em regiões com temperaturas e umidade muito diferentes", explica. É provável que o resultado da pesquisa tenha ajudado a influenciar a Fifa a fazer mudanças nos meses e horários da Copa do Catar. "Ela será disputada em novembro e dezembro, o que nunca aconteceu antes, e provavelmente os jogos serão realizadas mais tarde no dia", diz Santiago, que analisou o estudo em detalhes. Ele explica que as 64 partidas que ocorreram durante o evento no Brasil foram classificadas pelo WBGT em três tipos ou, mais precisamente, em três níveis de estresse térmico que os atletas tiveram de enfrentar devido à temperatura. "Ao todo, foram disputados 28 em baixo, 20, em moderado e 16, em alto", diz. "O estudo não encontrou diferenças em tempo de jogo, nem em distância percorrida, número de gols e de cartões. Houve, no entanto variação nos números de sprints e na distância e no tempo de permanência nessas faixas de alta velocidade." Segundo Santiago, o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) considera WBGT entre 17 e 22ºC como sem restrição para o esporte, entre 22 e 28ºC como de baixo risco, de 28 a 30ºC de alto, de 31 a 32ºC de altíssimo e acima dos 32ºC proibido para realizar atividades esportivas intensas (play stop). Os dados do trabalho publicado Bristish Journal of Sports Medicine mostram que na Copa de 2014 uma partida foi disputada em "play stop", outra em "muito alto risco", 41 em "baixo risco" e 21 em irrestrito. O que é interessante, para Santiago, é que alguns outros trabalhos mostram que treinar em altas temperaturas trás riscos, mas promove adaptações positivas para melhorar o desempenho posteriormente. É parecido com o que ocorre ao se treinar em alta altitude e depois competir ao nível do mar. "No caso da altitude menor, a quantidade de oxigênio faz aumentar o número de hemácias que o transportam pelo corpo", explica. "Já o calor promove maior fluxo sanguíneo e esse estresse térmico ajuda a preparar os atletas para os jogos que serão realizados em condições extremas." No trabalho publicado no British Journal of Sports Medicine os dados registrados na Copa do Brasil estão mais detalhados. O número de sprints e a distância percorrida em alta intensidade, por exemplo, foram significativamente afetados pelo estresse ambiental. O dos primeiros, quando o jogo foi disputado na categoria de alto estresse, foi de 0,36 por minuto por jogador, o que foi menor que o realizado em moderado (0,40) ou baixo (0,41). A distância percorrida em alta intensidade, por sua vez, foi menor na categoria alto estresse (24,8 metros por minuto por jogador) do que na baixo (26,9). No caso do número de passes, ele não foi diferente entre os jogos disputados sob baixo estresse térmico (10,80 por minuto), moderado (11,4) e alto (11,3). Harry Kane em campo na Copa de 2018: Pesquisa mostra que em condições de calor ambiental, os jogadores poupam energia reduzindo sprints e acabam melhorando a taxa de passes certos Giuseppe CACACE / AFP Diante desses dados, os autores do trabalho concluíram que, "com o estresse do calor ambiental, os jogadores reduziram sua atividade de alta intensidade e o número de sprints". Ao mesmo tempo, mantiveram a velocidade máxima de corrida e melhoraram a taxa de passes certos. Segundo os pesquisadores, "essas descobertas sugerem que os atletas de nível superior ajustam seu padrão de atividade durante as partidas em um ambiente quente e úmido (ou seja, menor intensidade e mais passes bem-sucedidos) para preservar as características globais de jogo, como distância total percorrida, velocidade máxima de corrida e gols marcados". Santiago explica que, como os jogadores se poupam mais nas atividades de alta intensidade, reduzindo sprints e tempo de permanência nessa corrida, conseguem realizar ações técnicas, como passes certos, de forma mais eficiente. "Contudo, é bom lembrar que isso vale para um esforço de duração dos 90 minutos e em WBGT alto", diz. "Em condições extremas, isso provavelmente não ocorre. Por isso, a preocupação com a Copa do Mundo de 2022 no Catar. Nesse caso, se a Copa fosse nos meses de costume (junho/julho), os valores extremos de WBGT seriam atingidos certamente, o que iria prejudicar os jogadores em todos aspectos." Nos meses de novembro e dezembro, a temperatura no Catar varia entre 20°C e 30°C. Assim, espera-se que, durante o torneio, os termômetros não cheguem a por em risco o desempenho dos jogadores. […]

  • Exame de sangue identifica indivíduos com chance de desenvolver câncer de pulmão, diz OMS
    on 16 de julho de 2018 at 12:55

    Teste detecta proteínas cancerígenas que vão parar na corrente sanguínea e é mais preciso que tomografia, segundo a Organização Mundial de Saúde. Um exame de sangue em estudo aumenta a precisão de detecção precoce do câncer de pulmão, diz a Organização Mundial de Saúde. O teste identifica quanto proteínas específicas, chamadas de "biomarcadores", que podem ser encontradas antes da formação dos tumores. O estudo foi desenvolvido pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, braço da Organização Mundial de Saúde para pesquisas na área de oncologia. Uma detecção se faz urgente, afirma o estudo, porque o rastreamento atual de câncer de pulmão não diagnostica uma grande fração dos tumores. Enquanto o teste fez a previsão de 63% de futuros pacientes com câncer, a tomografia conseguiu prever o câncer de pulmão em 42% dos pacientes. “Esse é o primeiro estudo que demonstra que marcadores melhoram a identificação de casos futuros de câncer de pulmão”, diz Paul Brennan, chefe do departamento de genética da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer. O estudo também foi publicado no "JAMA Oncology" e mostrou que o teste foi capaz de prever com mais precisão que tomografia cânceres em estágio inicial. Além da agência da OMS, o estudo teve a colaboração da Universidade do Texas e do MD Anderson Cancer Center, ambos nos Estados Unidos. Câncer de pulmão no Brasil O Inca (Instituto Nacional do Câncer) no Brasil diz que, em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. No Brasil, esse tipo de câncer foi responsável por 24.490 mortes em 2013. Pacientes com câncer de pulmão, segundo o Inca, têm sobrevida de até 5 anos. […]